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07/12/2013

O significado de Mandela para o futuro ameaçado da humanidade - Por Leonardo Boff

Nelson Mandela, com sua morte, mergulhou no inconsciente coletivo da humanidade para nunca mais sair de lá porque se transformou num arquétipo universal, do injustiçado que não guardou rancor, que soube perdoar, reconciliar pólos antagônicos e nos transmitir uma inarredável esperança de que o ser humano ainda pode ter jeito. Depois de passar 27 anos de reclusão e eleito presidente da Africa do Sul em 1994, se propos e realizou o grande desafio de transformar uma sociedade estruturada na suprema injustiça do apartheid que desumanizava as grandes maiorias negras do pais condenando-as a não-pessoas, numa sociedade única, unida, sem discriminações, democrática e livre.
E o conseguiu ao escolher o caminho da virtude, do perdão e da reconciliação. Perdoar não é esquecer. As chagas estão ai, muitas delas ainda abertas. Perdoar é não permitir que a amargura e o espírito de vingança tenham a última palavra e determinem o rumo da vida. Perdoar é libertar as pessoas das amarras do passado, é virar a página e começar  a escrever outra a quatro mãos, de negros e de brancos. A reconciliação só é possível e real quando há a admissão completa dos crimes  por parte de seus autores e o pleno conhecimento dos atos por parte das vítimas. A pena dos criminosos é a condenação moral diante de toda a sociedade.
Uma solução dessas, seguramente originalíssima, pressupõe um conceio alheio à nossa cultura individualista: o ubuntu que quer dizer: “eu só posso ser eu através de você e com você”. Portanto, sem um laço permanente que liga todos com todos, a sociedade estará, como na nossa, sob risco de dilaceração e de conflitos sem fim.
Deverá figurar nos manuais escolares de todo mundo esta afirmação humaníssima de Mandela:”Eu lutei contra a dominação dos brancos e lutei contra a dominação dos negros. Eu cultivei a esperança do ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas e em harmonia e têm oportunidadades iguais. É um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se preciso for, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”.
Por que a vida e a saga de Mandela funda uma esperança no futuro da humanidade e de nossa civilização? Porque chegamos ao núcleo central de uma conjunção de crises que pode ameaçar o nosso futuro como espécie humana. Estamos em plena sexta grande extinção em massa. Cosmólogos (Brian Swimm) e biólogos (Edward Wilson) nos advertem que, a correrem as coisas como estão, chegaremos por volta do ano 2030 à culminância desse processo  devastador. Isso quer dizer que a crença persistente no mundo inteiro, também no Brasil, de que o crescimento econômico material nos deveria trazer desenvolvimento social, cultural e espiritual é uma ilusão. Estamos vivendo tempos de barbárie e  sem esperança.
Cito o o insuspeito Samuel P. Huntington, antigo assessor do Pentágono e um analista perspicaz do processo de globalização no término de seu O choque de civilizações: “A lei e a ordem são o primeiro pré-requisito da civilização; em grande parte no mundo elas parecem estar evaporando; numa base mundial, a civilização parece, em muitos aspectos, estar cedendo diante da barbárie, gerando a imagem de um fenômeno sem precedentes, uma Idade das Trevas mundial, que se abate sobre a Humanidade”(1997:409-410).
Acrescento a opinião do conhecido filósofo e cientista político Norberto Bobbio que como Mandela acreditava nos direitos humanos e na democracia como valores para equacionar o problema da violência entre  os Estados e para uma convivência pacífica. Em sua última entrevista declarou:”não saberia dizer como será o Terceiro Milênio. Minhas certezas caem e somente um enorme ponto de interrogação agita a minha cabeça: será o milênio da guerra de extermínio ou o da concórdia entre os seres humanos? Não tenho condições de responder a esta indagação”.
Face a estes cenários sombrios Mandela responderia seguramente, fundado em sua experiência política: sim, é possível que o ser humano se reconcilie consigo mesmo, que sobreponha sua dimesão de sapiens  à aquela de demens e inaugure uma nova forma de estar  juntos na mesma Casa.
Talvez valham as palavras de seu grande amigo, o arcebispo Desmond Tutu que coordenou o processo de Verdade e Reconciliação:“Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito  correções, viremos agora a página — não para esquecer esse passado, mas para não deixar que nos aprisione para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito, criadas à imagem de Deus”.
Essa lição de esperança nos deixa Mandela: nós ainda viveremos se sem discriminações pusermos em prática de fato o Ubuntu.
Leonardo Boff escreveu Cuidar da Terra, proteger a vida: como evitar o fim do mundo, Record, Rio 2010.

03/04/2012

Minha visão da situação atual da igreja instituição no Brasil


Minha visão da situação atual da igreja instituição no Brasil

Infelizmente neste tempo em que vivemos onde aqueles ou alguns dos que deveriam anúnciar as boas novas se perderam seduzidos por doutrinas estranhas e ensinamentos no mínimo contraditórios ao que a palavra ensina não é dificil até para leigos perceber erros doutrinários terriveis nas igrejas do país. Este texto é fruto de observações que faço há anos e abaixo tento descrever um pouco do que tenho visto por aí.
Boa leitura e deixe seu comentário por favor! 
Manipulação das pessoas através dos dízimos e ofertas.
O dízimo apresentado na palavra de Deus quando for devolvido deve ser feito com um coração expontâneo.
O dinheiro referente ao dízimo já deixou de ser algo expontâneo, algo de devolução por amor e gratidão às benesses concedidas pelo Senhor, mas hoje em dia dízimo virou moeda de troca, troca pela segurânça patrimonial, troca por garantia de emprego, troca para se evitar o estrago repentino no carro, para evitar uma enfermidade e etc.
Afinal nas igrejas é facil ouvir pregações insinuando que devemos dar o dízimo para evitar que o devorador destrua todos os nossos bens materiais.
Quantos de nós que estamos envolvido nas igreja não viu este tipo de coisa ? Não importa quanto tempo de “crente” você tem, hoje em dia é comum.
O ensinamento de se barganhar com Deus,e esta presente na maioria dos cultos, manipulam as pessoas através do medo ou através de supostos favores de Deus por ter entregado o dízimo.
A teologia da prosperidade piorou bastante coisa, e a única vantagem desta teologia do cão é que ela nos revela a motivação das pessoas, ai começamos a entender o porque determinadas pessoas fazem o que fazer incluindo pastores. Isto é uma das piores coisas no meio da igreja, aliás, penso que isto já não vem de hoje.
Mas a palavra de Deus declara: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8:32, O conhecimento da palavra de Deus tem que trazer libertação e liberdade e não amarras e cadeis.
– Manipulação das pessoas por posição eclesiástica.
Sou ungido de Deus, me respeite!
“Eu gostaria de informar o irmão que eu sou o Pastor da igreja e não discuta comigo! Você não sabe o que passei para chegar onde cheguei” Isto eu presenciei demais nos Estados Unidos quando fui tocar (Sou baixista) numa igreja que esta de “Bem com a vida” e se declaram apostólicos. Certo dia fui conversar com o líder do louvor sobre umas atitudes com relação a alguns irmãos ele me disse: “Aqui na igreja de bem com a vida usamos da autoridade” no que eu disse: “Lá em Belo Horizonte isto se chama grosseria e manipulação”Existem diversos exemplos que poderiamos citar, se abrirmos para as pessoas mandarem suas experiências poderiamos constatar isto facilmente.

- Campanhas intermináveis para se alcançar a benção de Deus.
 Que, aliás, já as temos. (Efésios 1:3).Esta aconteceu comigo quando conheci minha esposa que era de uma igreja que limitou a atuação de Jesus em quatro coisas somente: Jesus Salva, Cura, liberta, vive e voltará. Fui criado num meio tradicional, ainda que algumas tradições eu nunca vi por lá, e conheci minha esposa numa destas igrejas e de tanto insistir me convenceram a fazer a famigerada corrente das 7 orações, nunca orei tanto na minha vida  rsrs.
Na época eu vivia o cristianismo da expectativa e fiz um monte destas campanhas, que nunca resolveram nada  para mim. Hoje em dia deram uma implementada na coisa e está bem diversificada, temos vale do sal, campanha da gruta, oração dos setenta, Sal grosso, água de cachoeira e por ai vai.

- Favoritismo diante de Deus. Faço mais, mereço mais.
Esta é muito obvia, quanto mais “pago o preço”, mas Deus me abençoa, sabemos que quem busca mais de Deus recebe mais, mas esta de pagar o preço é dureza.
Deus não tem filhos favoritos!

- Eu crente sou abençoado, os que estão fora da igreja são filhos do diabo.

Esta eu ouvi recente, não que não a tenha ouvido antes, mas cai na besteira de visitar uma igreja de um pastor presbiteriano que saiu da denominação, e todos nós sabemos que em meios presbiterianos e Batistas a palavra tem mais consistência. Neste dia o Pastor titular não estava presente e tinha uma destes fazedores de campanhas “Compre um cd e abençoe o ministério do irmão” e o sujeito soltou esta: Você é filho do dono do ouro e da prata!
Você não é como estes filhos do cão que estão lá fora! Doeu nos meus ouvidos e só não sai porque minha esposa segurou meu braço.
Recomendação: Quando não tiver como rejeitar este tipo de convite, leve um mp3 player e uns óculos escuros.

- Manipulação através do medo da perda da salvação e do devorador.
Esta não precisa explicar ou dar exemplos é só ligar sua televisão que você vai ver.
Se manipula as pessoas com dízimos, se manipulam as pessoas dizendo que a igreja é a casa de Deus, se manipula através de correntes intermináveis.
A lista é grande.

- Falsas promessas em nome de Deus.

Muito óbvia não? – Traga seus dízimos que o Senhor lhe dará 100 vezes mais, Curas milagrosas, doações na base da barganha entre outras, para não alongar muito este texto. Os mais desonestos  vão depois ao ministério público dizendo que foram enganados pelo pastor e pela igreja, mas a palavra nos afirma que “Somos enganados pela nossa própria concuspicência”.
O único ponto positivo da teologia da prosperidade é que revela a motivação dos participantes, a maioria está alí é por causa do dinheiro mesmo.

- Confusão Teológica e teologia Vetero-testamentária cantados na época da graça.
Se você já freqüentou um templo evangélico ou assistiu um destes “tele-cultos” com certeza já viu isto, com relação ao dízimo,  transformando o palco em altar ou chamando o local de reunião de casa de Deus ?
Hoje a quantidade de cânticos que tentam costurar o véu que a cruz já rasgou é muito grande, o povo adora velho testamento, não que eu tenha algo contra, mas Jesus aboliu a lei e nos trouxe um novo e melhor pacto.
A música é uma das áreas onde vemos maior divulgação desta teología vetéro-testamentária e por ser músico é uma das que mais me irritam e deixei de tocar com muita gente nos States por causa disto.
Quem presta atenção no que se cantam nas igrejas hoje em dia sabe do que estou falando, porque mesmo depois de extinta a arca da aliança ainda tem gente trazendo a arca, outros ainda tocam no altar e por ai vai, aliás, esta última tem uma que só fala em restituição e um detalhe que no refrão diz assim: “… O que o devorador levou!”. Pelo que eu entendo no texto de Malaquias o devorador levava somente dos infiéis, dos ladrões…
Curiosamente poucos se dão conta do mau que faz á igreja local este tipo de teología, para piorar uns pastores e ministro de louvor ainda dizem: “Irmão você tem que levar em conta a licensa poética!”A licensa poética não nos dá o direito de alterar o que a palavra de Deus diz e muito menos de usar o velho Testamento como compêndio teológico para a igreja local dizendo o que se deve ou não fazer.
Algo que mais me intriga é como os pastores destes irmãos e amigo que fazem apologia vétero-testamentára não vê o mal que isto causa gerando assim uma ambiguidade.
Recentemente um irmão gravou uma canção que diz: “Como Zaqueu, quero subir o mais alto que eu puder só para chamar sua atenção” e no refrão ele diz assim: “Me ensina a ter santidade…”
Para começar Zaqueu não subiu em arvóre nenhuma para chamar a atenção de Jesus, subiu sim, mas para ver Jesus, pois Zaqueu era de baixa estatura. Não existe este negócio de aprender a ter santidade. A palavra de Deus diz que somos santificados pela palavra ou seja separados, na maioria das vezes colocam santidade como um padrão moral elevado o que ao invés de atrair o homem até Jesus o afasta por se achar indigno.
A lista de cânticos com conteúdo Vétero Testamentáio  é interminável e se for por tudo aqui não haverá espaço suficiente para tantas aberrações teológicas que se canta nas igrejas hoje em dia, algumas composições acrescentam jugo na vida do povo dizendo que para ser adorador tem que ter uma lista interminável de quesitos sendo que a palavra nos diz que tem que ser em espírito e em verdade.
Hoje para se entender o que se canta é necessário se ter um bom curso teológico, uma boa exegese pois a confusão é muito grande.
Ps.: Não penso que o Velho Testamento se invalidou porque estamos na época da graça, mas usá-lo como compêndio Teológico é demais.

Quando retornei ao Brasil apresentei o Movimento Urbano para um “amigo” meu em primeira mão, por consideração, amizade e porque já tinhamos feito algumas coisas pouco ortodoxas, procure aqui no site por MOVIMENTO URBANO para mais informações, 
ele me disse que não concordava com a proposta que fiz a ele porque ele não conhecia a motivação dos compositores das músicas que usaríamos no que eu respondi que a motivação deles era a mesma de alguns interpretes evangélicos, pois motivação não tem como averiguar, claro que ele discordou de mim no que  eu disse a ele que nós Cristãos éramos muito hipócritas, pois cantamos muitas coisas que não estão na palavra e achamos certo e as músicas não compostas/cantadas por “não Cristãos” era errado. A discussão foi longe porque ele insistia em me dizer que a música era mundana e etc.
Outra justificativa dele é que não queria incentivar o pessoal da igreja dele a ouvir música não cristã e que musica mundana é do diabo e a dos crentes era de Deus. Tenho um artigo interessante com o título
Música secular e Música não cristãonde faço algumas perguntas sobre a possibilidade de se averiguar o que faz uma canção ser evangélica ou não, dê um lida lá por favor e comente.
Concluindo o pensamento dele: Músicas compostas por Crentes já são automáticamente músicas, digamos assim santas, de Deus e músicas compostas por não crentes é automáticamente do diabo!
Simplesmente nào dá para entender este dualismo que ele vive e crê.
- Cristianismo Judaizante – Tudo junto e misturado, como dizem por ai.
Hoje em dia se observa uma grande quantidade de símbolos Judaicos nas igrejas – menorahs, Tallit, bandeiras de Israel. Caso um muçulmano seja compungido pelo Espírito Santo a se congregar numa igreja evangélica ele vai penar para encontrar uma que não tenha nenhum símbolo ofensivo à cultura dele. Eu não tenho nada contra Israel ou os objetos judaicos, mas o evangelho é inclusivo e não exclusivo.
Hoje em dia já não se sabe o que é igreja evangélica ou sinagoga Judaica.

-Sincretismo religioso acentuado.

Muitos elementos de umbanda e Candomblé presente em igrejas de linha pentecostal e Neo – pentecostal.
Assista sua TV depois das 23h00 para poder constatar isto, em alguns casos nem precisa esperar tanto para confirmar o que digo, ou acesse os vídeos no YOUTUBE

- A grande maioria das grandes denominações ao invés de fazerem servos de Deus faz servos defensores da denominação.

Nada contra gostar desta ou daquela denominação, mas favoritismo não esta condiz com a palavra de Deus. Há pouco tempo retornei ao Brasil e grande foi o número de pessoas que me procuraram para me “fisgar” para sua igreja, inclusive meu pai–Ele me disse: Você tem que voltar para a igreja Batista! Eu perguntei o porquê e ele me disse: Você tem que defender a doutrina… E eu claro perguntei de quem era a doutrina se era da igreja Batista ou era de Jesus. Ao final disse a ele que para defender a doutrina não precisava estar na igreja Batista ou qualquer outra denominação, precisava simplesmente tê-la no meu coração. Algo lamentável também é ouvir Batistas dizerem que não abrem para outras denominações participarem da ceia do Senhor porque não era correto colocar gato, macaco e outros bichos na mesma mesa. Em outros tempos eu ouvia minha avó dizer quando encontrava outros crentes pelo caminho que a perguntava se ela era evangélica: Somos Batistas! Batistas da velha convenção. Isto sem contar os que se dizem cheio do fogo, e não de uma igreja fria. Duro não ?
Hoje alguns denominam as igrejas como Igreja fria e Igreja quente, e o interessante que os que mais se dizem ser cheio do Espirito Santo, são os que tem menos amor. Como pode alguém estar cheio do Espirito Santo, cuja essência é o amor e não contagiar as pessoas com este mesmo amor ? 
Meus esforços para redimí-la:
Pois bem, busco estar centrado no que a palavra ensina, apesar de que qualquer grupo se questionado dirá o mesmo. O ser humano tem um problema muito grande com equilíbrio e um das coisas que creio é que devemos voltar a ser uma igreja apostólica como em Atos 2:42, infelizmente estamos mais Apócrifos do que Apostólicos, afinal com tantas linhas teológicas por ai é complicado, e a maioria dos pastores na atualidade não tem sem quer um pré primário teológico :) . Uma vez quando ainda estava nos Estados Unidos ouvi de um amigo americano que foi missionário no Brasil por 30 anos que outro missionário americano o perguntou: Rick você estudou em qual seminário? Ele disse que não tinha feito seminário. O companheiro dele ficou meio que indignado com a resposta e disse:
“Como você pode se tornar missionário sem fazer teologia?” no que ele respondeu, muito bem por sinal.
“Teologia é o estudo do que o homem pensa de Deus e Eu estou mais preocupado em saber o que Deus pensa do homem” 
Ps. Não creio que para ser pastor fazer seminário seja obrigatório, principalmente para os que não têm condições financeiras ou moram em locais que não tem um bom seminário. Mas caso você crê que tem o chamado para o ministério pastoral busque fazer um seminário, pois com certeza o ajudará e muito. Um soldado jamais é enviado à guerra sem o devido preparo.
Minhas exortações:Apocalipse 3:17-22“Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

Fique na paz.
Carlos RizzonWWW.IGREJAURBANA.ORG
“Conectando vidas, Construindo relacionamentos!”

26/02/2012

Olhe para a Cruz, pois o que reparto agora irá doer na tua alma!



Neste mês de março de 2012, efeméride que ficará marcada na história da instituição, A Sociedade Bíblica do Brasil entrega ao mercado a Bíblia Apostólica com anotações de Estevam Hernandes (autoproclamado precursor da visão apostólica no Brasil) e prefácio de Renê Terra Nova.

Vou repetir: A Sociedade Bíblica do Brasil entrega ao mercado...

Vou repetir NOVAMENTE: A Sociedade Bíblica do Brasil entrega ao mercado...

Agora, eu penso que o leitor está sentindo mesma dor que eu estou sentindo agora.

Não. É pouco!

 Vamos enfiar esta adaga com mais força no seu coração:

“Deus nos deu o privilégio de ter a primazia do apostolado no Brasil e essa Visão se espalhou por todos os lugares. Com esta publicação, que é a primeira Bíblia Apostólica anotada do mundo, desejamos que esta visão alcance ainda mais vidas, resgatando a cada dia mais pessoas para Jesus” Estevam Hernandes. 

Note bem: A primeira bíblia apostólica do mundo. Aquela que faltava. A visão que o mundo precisa para alcançar mais vidas. Ali temos Evangelhos escritos por apóstolos sem eira e nem beira, mas as anotações e comentários... são da lavra de O apóstolo. Aquele da primazia da visão apostólica. O maioral! 

 Uma joia impressa na nossa... Sociedade Bíblica do Brasil.

A edição da bíblia apostólica traz 15 páginas que explicam o que é a Visão Apostólica e como ela chegou até a Igreja dos nossos dias.

Se você não sabe como chegou, vai saber meu mano! Estevam vai te contar como a igreja chegou claudicante e desorientada até o ápice de sua jornada... Quando o pai da visão apostólica se fez carne nesta terra, foi preso e acorrentado em Miami, ganhou uma tornozeleira eletrônica sem espinhos  e voltou ao terceiro mês ao Cambuci, de onde irá julgar os tolos e os néscios!

Produzida pela Sociedade Bíblica do Brasil, a edição terá ao longo dos 66 livros mais de 5.000 notas comentadas, mapas coloridos, 40 estudos bíblicos, 40 perfis de personagens bíblicos e 40 ministrações de ofertas.

O melhor de tudo, claro, são as tais 40 ministrações de oferta, especialidade de Ali Estevam, o homem que na numerologia gospel de Morris Cerrulo tem o número 40: Quarenta (mil) processos, 40 bispos ladrões... Enfim, filho na fé de Ali, o Babá.

 Ohhhh Aleluia!

Olhem para a Cruz, pois tem mais:

“Creio que é chegado um tempo de unidade no Reino, um tempo no qual precisamos nos apegar ainda mais à Verdade, Jesus, para vermos o manto apostólico sendo estabelecido sobre nossa nação [...] esta Bíblia será como uma bússola que fará com que você caminhe sempre e sempre em direção à Verdade Maior, Jesus. E nada melhor do que um apóstolo para conduzi-lo por estas linhas de decisão [...] E você será adestrado para este tempo profético e apostólico que estamos vivendo através desta Bíblia que está em suas mãos“. 
Renê Terra Nova em seu prefácio à bíblia apostólica produzida pela Sociedade Bíblica do Brasil, sim meus amigos: a nossa SBB.

E tem mais, após puxar a descarga, Terra Nova continua obrando:

 “Estevam é um líder incansável! Tenho visto isso na sua vida e história, que se tornouuma espécie de GPS apostólico, pois muitos não tinham coragem de romper e adotar a nomenclatura (de apóstolo). Depois que ele abriu o caminho, todos estão logrando êxito em muitas áreas dos seus ministérios. Por trás, porém, existe esse estimulador de valores, um homem que treinou muitos generais de guerra no mundo espiritual.”

Sem dúvida! Depois que Ali Estevam Baba disse o seu Abre-te sézamo apostólico, adentraram na caverna muito mais do que 40 ladrões.

A Renascer foi qualificada pelo MINISTÉRIO PÙBLICO como uma organização CRIMINOSA. As heresias expressas, já no prefácio desta edição são gritantes! Como... Mas como a SBB aceita participar de uma empreitada destas? Tem de haver um limite!

Aguardemos o que tem a dizer a Sociedade Bíblica do Brasil.

Entre todos os posts publicados neste site, este é, até o momento, aquele que eu menos gostaria de ter escrito e postado. Rogo a Deus que eu possa ter motivos de me retratar.

Sou um grande entusiasta de bíblias de estudo, comentadas, temáticas, funcionais, comparativas, etc. Já disse isto aqui algumas vezes. Possuo quase 100 destas publicações. Para mim são uma motivação (extra, óbvio) de iniciar mais uma leitura das Escrituras (já o fiz dezenas de vezes) e aprender com comentários de gente que sabe mais do que eu.

Aproveito os estudos para o meu grupo pequeno, nas minhas pregações, aprendo muito com os destaques temáticos e de contexto histórico e enriqueço a minha experiência, comparando textos.

Sempre que uma bíblia do gênero é lançada, encaro com alegria a tarefa de ler e recomendar (se for o caso) aos leitores do Genizah. Já o fiz diversas vezes. Sei que a minha opinião e divulgação ajudaram  nas vendas e, garanto, em todos os casos, o fiz com muita alegria e convicção de quem indica algo de qualidade e que irá enriquecer a vida dos irmãos.

Poucas vezes me deparei com um erro grosseiro como este, onde as Escrituras Sagradas servem de moldura para a disseminação de heresias no meio do povo de Deus. A “financeira” do Malafaia é um exemplo triste. As exegeses feitas para privilegiar o falso evangelho da prosperidade são lamentáveis. A hermenêutica de mamon! Contudo, quem publicou não causa desapontamento. Agora, este presente escândalo sair das prensas da SBB é uma lástima.   


Fonte: Genizah

27/09/2011

Asleep in the Light - Keith Green




Analisando as canções "água com açucar" que o mercado gospel impõe como padrão de louvor não custa olhar para o passado e ver que nem sempre foi assim e este vídeo é apenas um exemplo de como o movimento adoracionista tem prejudicado e anestesiado as consciências para um padrão "egoísta e intimista" onde a primeira pessoa "eu" é o que importa. Ex "minha benção", "eu quero subir". "sei que teus olhos sempre atentos permanecem em mim", " Não, este não pode ser teu fim não é o que Deus sonhou pra ti, não podes aceitar", " Bendito eu serei os meus celeiros transbordarão todos verão que sou chamado pelo nome do Senhor" .
Exemplifiquei com algumas cifras, pois podemos estar transformando em dogmas de tanto repetir estas estrofes meladas o Evangelho em um outro "evangelho" sem compromisso, pautado pelos compositores da auto-ajuda que empobrecem espiritualmente uma geração inteira e em contrapartida enriquecem suas contas bancárias.
Quem tem ouvidos ouça.

01/08/2011

Ele Voltou - Agora é R$ 911,00

Cerullo, com a benção do Malafaia (que tocou o horror no final do programa contra os blogs que falam "mal dele") voltou e com a oferta inflacionada R$ 911,00 e ainda libera dons aos fiéis. Como li num comentário no Orkut "Deus deve estar cansado de trabalhar e colocou um suplente na terra para liberar dons".
O legal é que tem um "presente" para os que contribuírem, que é a Bíblia da oração.
Se você tiver saco para assistir:
http://www.youtube.com/watch?v=jdNcScFK01Q

01/06/2011

Igreja Ou Cabaré?


Ótimo texto de meu amigo virtual de Canoas Leandro Barbosa, me identifiquei com o isolamento que ele descreve abaixo e torço para que os irmãos em Cristo acordem para a triste realidade deste estupro espiritual que se tornou a "igreja evangélica brasileira", boa leitura.


Lutero em uma das suas mais famosas mensagens faz uma declaração que podemos julgar no mínimo polêmica. Falando de sua visão sobre a igreja e seus pregadores, ele faz uma crítica pesada aos clérigos que corrompiam a mensagem de Cristo, com isso, induzindo e prejudicando o povo, leiamos um trecho desta mensagem de Martin Lutero (Estevão):

“O guarda de um bordel público é menos pecador que o pregador que não entrega o verdadeiro Evangelho, e o bordel não é tão ruim assim como a igreja do falso pregador. Mesmo se o proprietário do bordel prostituísse diariamente virgens, esposas religiosas e freiras — por mais terrível e abominável que sejam tais coisas, ele não seria pior nem causaria mais dano que esses pregadores.”

Uma das maiores dificuldades que enfrenta uma pessoa que rompe com a religião, é, com certeza, se libertar da auto-programação que fica impressa na alma. Por mais que consigamos modificar a conduta ou ambiente, fica na alma destes um sentimento de culpa que atormenta a consciência com coisas banais como ficar um domingo sem freqüentar uma comunidade, ou a cobrança da obrigação de ter de participar de alguma organização religiosa.

Na grande maioria das igrejas protestantes percebe-se que mesmo com o passar dos anos, os efeitos da reforma nunca se concretizaram, anulando os dogmas. Subjetivamente eles seguem se perpetuando pelas vielas obscuras dos templos, reerguendo as velhas estruturas, coagindo os fiéis. Os dogmas são reavivados em formas mais criativas e coloridas, mas possuem os mesmos efeitos corruptores que dignificam a sua natureza maligna. Dentre estes posso citar um que considero o pior, que é o “fora da Igreja não há salvação”.

Grande parte destes cristãos que foram estuprados por estas igrejas corruptoras não conseguem lidar com estes dogmas subjetivos e acabam por cair em um caminho de autodestruição e culpa. Seja ao serem empurrados para o abismo por outros fiéis ou abandonados em uma solidão exclusa, são consumidos por fantasmas de acusação que absorvem toda a nobreza da mensagem libertadora de Cristo. Partindo deste ponto de vista podemos entender com maior clareza o argumento de Lutero quando aponta um cabaré como mais justo do que uma igreja corrupta. Um cabaré até pode nos atolar em um mar de autodestruição, mas ainda assim ele deixa a possibilidade do arrependimento, enquanto uma igreja corrupta envenena a alma com falsas verdades que corrompem a pureza da mensagem de Cristo. Com certeza o propósito de Cristo não foi nos tornar andróides que seguem uma matriz modelo, criada por uma religião dogmática. A falsa mensagem empacota, diminui, embaça o brilho da proposta libertadora de vida que Cristo propõe. Ela resume a vida cristã em meras liturgias e reuniões, afastando as pessoas do verdadeiro lugar de culto, que acontece no interior de cada discípulo.

Vivemos em um tempo de trevas em meio à igreja evangélica, pois claramente podemos dizer que os cabarés se converteram em lugares de maior aconchego e misericórdia do que a maioria dos ambientes evangélicos. Os cabarés são mais humanos, neles se encontram pessoas carentes de perdão e redenção, um lugar onde a possibilidade de se fazer amigos mais sinceros do que na grande maioria das igrejas que segregam e promovem a exclusão do diferente. Se hoje nossas igrejas se tornaram piores do que os cabarés, talvez não seria este o momento de torna-lás verdadeiros cabarés atraindo os piores tipos na esperança de pouco de perdão para nós?


10/08/2010

O colapso do Movimento Evangélico



Por Ricardo Gondin

Dois pastores paulistas se fantasiam de Fred e Barney. Isso mesmo, fantasiados de Flintstone, entre gracejos ridículos, acreditam que estão sendo "usados por Deus para salvar almas". Na rádio, um apóstolo ordena que tragam todos os defuntos daquele dia, pois ele sente que Deus o "ungiu para ressuscitar mortos".


Os jornais denunciam dois políticos de Minas Gerais, "eleitos por suas denominações para representar os interesses dos crentes", como suspeitos de assassinato. O rosário se alonga: oração para abençoar dinheiro de corrupção; prisão nos Estados Unidos por contrabando de dinheiro, flagrante de missionários por tráfico de armas; conivência de pastores cariocas com chefões da cocaína .

Fica claro para qualquer leigo: O movimento Evangélico brasileiro se esboroa. O processo de falência, agudo, causa vexame. Alguns já nem identificam os evangélicos como protestantes. As pilastras que alicerçaram o protestantismo vêm sendo sistematicamente abaladas pelo segmento conhecido como neopentecostal. Como um trator de esteiras, o neopentecostalismo cresce passa por cima da história, descarta tradições e liturgias e se reinventa dentro das lógicas do mercado. É um novo fenômeno religioso.



É possível, sim, separá-lo como uma nova tendência. Sobram razões para afirmar-se que o neopentecostalismo deixou de ser protestante ou até mesmo evangélico.É uma nova religião. Uma religião simplória na resposta aos problemas nacionais, supersticiosa na prática espiritual, obscurantista na concepção de mundo, imediatista nas promessas irreais e guetoizada em seu diálogo cultural.



Mas a influência do neopentecostalismo já transbordou para o "mainstream" prostestante. O neopentecostalismo fermentou as igrejas consideradas históricas. Elas também se vêem obrigadas a explicar quase dominicalmente se aderiram ou não aos conceito mágicos das preces. Recentemente, uma igreja batista tradicional promoveu uma "Maratona de Oração pela Salvação de Filhos Desviados".


Pentecostais clássicos, como a Assembléia de Deus, estão tão saturados pela teologia neopentecostal que pastores, inadvertidamente, repetem jargões e prometem que a vida de um verdadeiro crente fica protegida dentro de engrenagens de causa-e-efeito. Os "ungidos" afirmam que sabem fazer "fluir as bênçãos de Deus". É comum ouvir de pregadores pentecostais que vão ensinar a "oração que move o braço de Deus”.



O Movimento Evangélico implode. Sua implosão é visceral. Distanciou-se de dois alicerces cristãos básicos, graça e fé. Ao afastar-se destes dois alicerces fundamentais do cristianismo, permitiu que se abrisse essa fenda histórica com a tradição apostólica.



1. A teologia da Graça



Desde a Reforma, protestantes e católicos passaram a trabalhar a Graça como pedra de arranque de um novo cristianismo. O texto bíblico, “o justo viverá da fé”, acendeu o rastilho de pólvora que alterou a cosmovisão herdada da Idade Média. A Graça impulsionou o cristianismo para tempos mais leves. Foi a Graça que acabou com a lógica retributiva que mostrava Deus como um bedel a exigir penitência. Devido a Graça entendeu-se que a sua ira não precisa ser contida. O cristianismo medieval fora infectado por um paganismo pessimista e, por isso, sobravam espertalhões vendendo relíquias e objetos milagrosos que, segundo a pregação, “ garantiam salvação e abriam as janelas da bênção celestial”.



Lutero, um monge agostiniano, portanto católico, percebeu que o amor de Deus não podia ser provocado por rito, prece, pagamento ou penitência. Graça, para Lutero, significava a iniciativa de Deus, constante, unilateral e gratuita, de permanecer simpático com a humanidade. Lutero intuiu que Deus não permanecia de braços cruzados, cenho franzido, à espera de que homens e mulheres o motivassem a amar. O monge escancarou: as indulgências eram um embuste. Assim, Lutero solapava o poder da igreja que se autoproclamava gerente dos favores divinos.



Passados tantos séculos, o movimento neopentecostal, responsável pelas maiores fatias de crescimento entre evangélicos, abandonou a pregação da Graça. (É preciso ressaltar, de passagem, que o conceito da Graça pode até constar em compêndios teológicos, mas não significa quase nada no dia-a-dia dos sujeitos religiosos).



Os neopentecostais retrocederam ao catolicismo medieval. É pre-moderna a religiosidade que estimula valer-se de amuletos “como ponto de contato para a fé”; fazerem-se votos financeiros para “abrir as portras do céu”; “pagar o preço” para alcançar as promessas de Deus. Desse modo, a magia espiritual da Idade Média se disfarçou de piedade. A prática da maioria dos crentes hoje se concentra em aprender a controlar o mundo sobrenatural. Qual o objetivo? Alcançar prosperidade ou resolver problemas existenciais.


2. A compreensão da Fé


“A Piedade Pervertida” (Grapho Editores) de Ricardo Quadros Gouvêa é um trabalho primoroso que explica a influência do fundamentalismo entre evangélicos.


“O louvorzão, assim como as vigílias e as reuniões de oração, e até mesmo o mais simples culto de domingo, muitas vezes não passam de um tipo de superstição que beira a feitiçaria, uma vez que ele é realizado com o intuito de ‘forçar’ uma ação benévola da parte de Deus, como se o culto e o louvor fossem um ‘sacrifício’, como os antigos sacrifícios pagãos. Neste caso, não temos mais liturgias, mas sim teurgias, nas quais procura-se manipular o poder de Deus” (p.28).


Ora, enquanto fé permanecer como uma “alavanca que move os céus”, as liturgias continuarão centradas na capacidade de tornar a oração mais eficaz. Antes dos neopentecostais, o Movimento Evangélico já se distanciara dos Místicos históricos que praticavam a oração com um exercício de contemplação e não como ferramenta de como tornar Deus mais útil.



Fé não é uma força que se projeta na direção do Eterno. Fé não desata os nós que impedem bênçãos. Fé é coragem de enfrentar a vida sem qualquer favor especial. Fé é confiança de que os valores de Cristo são suficientes no enfrentamento das contingências existenciais. Fé aposta no seguimento de Cristo; seguir a Cristo é um projeto de vida fascinante.



O neopentecostalismo ganhou visibilidade midiática, alastrou-se nas camadas populares e se tornou um movimento de massa. Por mais que os evangélicos conservadores não admitam, o neopentecostalismo passou a ser matriz de uma nova maneira de conceber as relações com o Divino.



A alternativa para o rolo compressor do neopentecostalismo só acontecerá quando houver coragem de romper com dogmatismos e com os anseios de resolver os problemas da vida pela magia.

O caminho parece longo, mas uma tênue luz já desponta no horizonte, e isso é animador.


Soli Deo Gloria


9-08-10

Fonte: Ricardo Gondin

06/06/2010

A FIXAÇÃO APOCALÍPTICO FETICHISTA NO FIM DO MUNDO DE 2012

Por Caio Fábio

Culturas humanas distintas marcaram o Fim do Mundo para o ano 2012 ou para uma data muito próxima.



Os Maias tornaram-se os mais famosos; posto que os interpretes da cultura Maia nos digam que o Calendário Maia, há mais de mil anos, previa que o mundo acabaria no ano 2012, quando haverá o alinhamento do Sol com o centro equatorial da nossa galáxia.



A exatidão do Calendário Maia do período clássico é chocante. Sim, pois mediram o ano solar com apenas oito décimos de segundo de diferença em relação à medição que temos hoje com toda a nossa tecnologia.



O Calendário Maia abrange uma Era de 5125 anos. Começa no dia 11 de agosto de 3114 antes de Cristo e termina em 2012 da presente era. E tudo se baseia no alinhamento do Solstício de Inverno do Sol com o Plano Equatorial da Galáxia.



Os Maias predisseram que tal fenômeno acontece uma vez a cada 26 mil anos; e isto é confirmado pela astronomia moderna.



De modo similar aos Maias os índios americanos Hopi predisseram que a mesma coisa aconteceria; não na perspectiva astronômica dos Maias, mas pela via das Profecias das Rochas Hopi.



Os Hopi acreditavam que o mundo já foi destruído três vezes. Por vulcões, eras glaciais e inundações. Acreditavam que viviam na passagem da quarta destruição, para que nascesse um novo mundo. Criam que a destruição desse mundo aconteceria numa época em que os homens voariam e se comunicariam por uma rede em volta da Terra. Na mesma linha dos Maias eles criam que a época seria em torno de 2012.



Os Indús criam o mundo se recria em ciclos de destruição. E dividiam tais ciclos em cinco, sendo que hoje estaríamos no último deles; no ciclo Kali. Eles começaram a contagem em 3102 antes de Cristo e está afastada do calendário Maia em apenas 12 anos de diferença na conclusão acerca da data do Fim do Mundo.



As Profecias Indús são vistas como estando se cumprindo hoje, especialmente na forma de epidemias, guerras e fenômenos naturais semelhantes aos que temos hoje em dia.



A Ciência, por seu turno, afirma que em 2012 se terá um clímax nas explosões solares. O que poderá causar um caos nas telecomunicações em geral, em caso extremo, é claro.



Se tal clímax acontecer com as piores conseqüências possíveis os cientistas acreditam que poderia ser catastrófico no tempo presente, quando tudo depende de satélites e de eletricidade; posto que se assim acontecesse a civilização humana acostumada a tais confortos entraria em estado de histeria, em face de que haveria uma paralisação de tudo quando for eletrônico ou elétrico na Terra.



Na década de 70 Terrence MacKenna, um cientista que se tornou uma espécie de guru de muitos naquela geração, propôs-se a unir matemática com xamanismo e “viagens” através de alteradores de consciência do tipo usado naturalmente pelos xamãs amazônicos; e apareceu com a Teoria da Onda Temporal. MacKenna cria que o fluxo de eventos que acontecem no Universo é algo inerente ao tempo; e através dos milênios esses eventos crescem até atingir um clímax em 2012.

O irmão de Terrence, que vive ainda hoje, diz que foi um experimento paranormal. Que viajou para o passado, enquanto Terrence teria viajado para o futuro; e afirma também que ouviram vozes que lhes mandaram pesquisar o I Ching, ou Livro das Mutações dos chineses.

[Veja: http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Ching]

Através do I Ching Terrence disse ter aplicado milhares de variáveis matemáticas, tudo sob a influência de alteradores naturais de consciência, que, segundo ele, abriram-lhe um portal mediante o qual ele chegou à Teoria da Onda Temporal.

Foi também por esse meio que ele chegou a concluir que o Fim da Era seria em 2012 ou nas imediações da data.

E por aí vai...

Jesus, porém, diz...

“Muitos dirão: Chegou a hora!”

“Muitos dirão: Ele está no deserto!”

“Muitos dirão: Ele está morando naquela casa ali”.

“Não os sigais!”

“O Filho do Homem virá como um relâmpago que vai subitamente do Oriente ao Ocidente”.

“O Filho do homem virá na hora em que não se espera”.

“O Filho do Homem virá como um ladrão!”

“Na hora em que não cuidais o Filho do homem virá”.

Não sei o que acontecerá em 2012...

Não precisa acontecer nada... Basta que o ano seja como 2010 começou...

Cada ano agora será ano ao estilo 2012...

Sim, daqui pra frente tudo será crescentemente apocalíptico, embora Jesus não vá voltar em 2012.

Por quê?

Porque quando Jesus voltar não haverá no mundo nenhuma expectativa da Sua vinda.

Mas o apelo para que as pessoas se entreguem ao pânico apocalíptico supersticioso é enorme...

Quando o mundo achar que resolveu o problema do mundo, então, o Filho do Homem virá.

Porém, nem os anjos, nem os profetas sabem quando; e Jesus, na Sua submissão a Deus, disse: “Nem mesmo o Filho sabe, mas tão somente o Pai”.



Nele, com a alegria de não saber quando [...], mas sim com a alegria de esperá-Lo todos os dias,



Caio

3 de maio de 2010

Lago Norte

Brasília

DF

18/04/2010

Malafaia precisa falar isso na frente de um espelho.

Silas Malafaia responde aos blogueiros e acusa-os de caluniadores, bandidos e insolentes


Por Leonardo Gonçalves




O telepastor Silas Malafaia usou o programa de ontem (16/04) para acusar e afrontar os críticos das suas campanhas mercantilistas. Aos que se opoem à comercializaçao das benesses divinas e nao aceitam o uso do método de indulgências medievais readaptado ao contexto evangélico pós-moderno (leia-se: Venda de bênçaos por 900 reais e salvaçao da alma por 1000 reais), o pastor chamou de "bandidos, desocupados, insolentes e fracassados". Veja o vídeo:









Além de acusar-nos novamente e usar o espaço patrocinado por crentes para disparar seus dardos envenenados contra aqueles que ainda lutam pela dignidade da igreja e que nao comercializam a Palavra de Deus, o simonista também ameaça processar todos aqueles que usam da mídia para se opor ao seu evangelho de Balaao e Balaque.


Ao nobre e poderoso líder evangélico, cabe-nos dizer que ao redigir nossas críticas às suas campanhas megalomaníacas, o fazemos em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercitando-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.


Quero ainda concluir este texto com um versículo para meditaçao de todos os leitores, e em especial o pastor Silas Malafaia, assiduo frequentador do blog Púlpito Cristao:


"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita".




2 Pedro 2.1-3


Fonte Pulpito Cristão

26/01/2010

Esvaziar o bolso dos crentes é fácil



O cara se apresenta como ex-pastor da Universal e mostra como sensibilizar as pessoas na hora das ofertas.

Fonte PAVABLOG

O Pava recomenda a leitura dos comentários no You Tube, e eu também.

02/12/2009


A anti-prece dos homens públicos que têm preço


BRASÍLIA - Incomodado com o vídeo que mostra dois deputados distritais e o secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal,Durval Barbosa , fazendo uma prece pedindo proteção a Deus , o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) fez uma versão para a oração. Para Chico Alencar, os vídeos que mostram o governador do DF, José Roberto Arruda (DEM) , deputados distritais e outras pessoas recebendo montes de dinheiro são muito chocantes, mas o que mostra os três fazendo uma prece depois de receber o dinheiro é revoltante e ofende todos os que têm fé.

- Aquela é a antiprece dos homens públicos que têm preço. Não é a fé, que temos que respeitar. Não é arrependimento, é deboche contra o povo crente - criticou Alencar, ao participar nesta terça-feira de seminário sobre o projeto que veta a candidatura dos que têm condenação na Justiça por crimes graves e contra o patrimônio publico.

Chico Alencar pediu licença para ler a antiprece que reformulou durante o seminário e o texto foi lido pelo plenário, no final da tarde desta terça-feira, pelo líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP).
A íntegra da prece:
"A anti-prece dos homens públicos que têm preço
Financiador nosso que estás na terra
Santificado seja o teu negócio
Venha a nós o teu dinheiro
Seja feita a tua vontade
Assim no público como no privado
A propina nossa de cada dia nos dai hoje
Perdoai nossos desfalques
Assim como nós perdoamos os que malversaram antes de nós
E não nos deixeis cair na tentação da honestidade
Mas livrai-nos do flagrante e da verdade
Amém."
(por Chico Alencar)
 Fonte: O Globo via Pensar e Orar

09/08/2009

Morris Cerullo e Malafaia Falsos Profetas

Creia nos meus profetas e prosperareis! Oferta de R$ 900,00 libera "unção financeira".

Estes filhos da hipocrisia, fariseus modernos enriquecem a custa da cobiça das ovelhas, a vontade de prosperar faz com que ofertem aos discípulos de Mamon esperando em troca suas "unções financeiras", o pior é que Mamon muitas vezes atende suas preces, pois o deus deles tem que retribuir aos seus discípulos e profetas tamanha fidelidade ao seu culto.
Os profetas com a maior cara-se-pau que já vi.

Mateus 6:24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Unção dos 9, compre Deus por R$900,00 e receba uma vitoria financeira em plena crise mundial.
Malafaia pede socorro ao profeta de Mamom Morris cerullo para aumentar arrecadação, sempre o mesmo "modus operante": Barganha com Deus e culto ao dinheiro.Vai encher os cofres de novo!
Vídeo completo:http://srv.aplicanet.com.br/~vitoriae...

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=QXyTDsbjsnc

Cuidado este vídeo pode lhe dar naúseas, provocar irritação em seu humor, lhe dar vontade de dizer palavrões, o importante é não perder a capacidade de se indignar com estes falsos profetas.

29/08/2008

A ILHA DE PÁSCOA E O APOCALIPSE



É a primeira vez que a Humanidade chega tão perto de ter que se encarar, numa Terra que não tem saída, a menos que essa saída seja alcançada no coração dos homens.


Sim! Porque o único chão que poderia salvar os Homens está dentro do coração de cada um. Mas ninguém quer nada para dentro. Só se quer mundo para fora.


Total tragédia, pois, o reino de Deus não chega em nenhum lugar se não se fizer plantar no único chão que lhe aceitável: o interior humano, conforme Jesus disse.


E que mundo de paz, justiça, vida e harmonia se pode ter fora do reino de Deus?


São as muitas construções apenas para fora as que agora matam o mundo exterior a nós, a Terra; enquanto, pela própria prática delas (das construções externas), nosso homem interior se pedra cada vez mais...


O pecado é um ciclo de morte com uma ou todas as supostas desculpas de vida...


Somos todos como os antigos habitantes da “Ilha de Páscoa”, no meio do Oceano Pacifico.


Como todas as demais civilizações que se auto-extinguiram, os moradores de Páscoa criam que sem a proteção de seus ancestrais, eles não sobreviveriam naquele lugar.


Por tal razão, eles que eram gente nômade do mar, ao pousarem definitivamente naquela ilha, decidiram que sua sobrevivência vinha da proteção concedida pelos ancestrais mortos.


Assim, cada uma daquelas figuras esculpidas em pedra (cujo tamanho varia de dois metros e meio a vinte metros de altura) é a própria pretensão de escultura do ancestral ali falecido.


Ora, eles nada mais fizeram do que passar mil anos construindo cerca de 900 estátuas gigantescas; mobilizando quase seu inteiro contingente de trabalho para essa finalidade; usando quase todos os recursos da ilha a fim de fazerem a remoção das estatuas por cerca de 20 km, até aos pontos de fixação delas, olhando para o oceano.


Dessa forma, veio a necessidade. Veio a fome. E, com parcos recursos, eles puseram-se a lutar entre si, provocando um enfrentamento que os levou ao canibalismo.


Ora, quando o homem come o homem, que mais pode sobreviver?
Morreram de si mesmos!


Assim, o Apocalipse aconteceu para eles...


E logo eles, que chegaram lá sem chão; pois eram nômades da água, sendo até então pessoas tão sensíveis; que eram capazes conviver pacificamente em barcos a maior parte do tempo; sendo também hábeis para ler o retorno das ondas com os pés, no meio do mar, e, em comparação com ventos e estrelas, tornavam-se também capazes de calcular com a mente a distancia de uma ilha ou terra não visível aos olhos.


Mas contra a própria natureza nenhuma cultura prevalece.


Viveram para se sepultar na busca de segurança e conforto!


Tornaram-se “fim em si mesmo”; e creram que a terra era suficiente para conter a ignorância humana.


Nem Júpiter é suficiente para conter a ignorância e a estupidez da humanidade. Especialmente a loucura dos seus líderes voluptuosos e cegos.
Esse tipo de espírito que parece possuir a Humanidade carrega aquele terrível vaticínio que diz: “Ainda que tu faças o teu ninho nas estrelas, de lá te derrubarei, diz o Senhor”.


Desse modo, agora, a Humanidade toda terá que saber que “treino é treino e jogo é jogo”.


Agora a coisa é séria, e ninguém poderá em apenas mais alguns anos fugir das expectativas acerca das coisas que sobrevirão ao mundo; e, depois, não se poderá fugir também das conseqüências globais.


Entretanto, na hora de escolher, a Humanidade nunca escolhe o caminho simples da bondade e do amor. Ela sempre escolhe aquilo que ela confessa odiar “intelectualmente”.


E a escolha não será a simples. Não! Será uma do tipo “Como Deus sereis conhecedores do bem e do mal”.


Ou, então, será aquela de “Paz! Paz! Segurança! Segurança!” — até que venha repentina destruição.


O fato é que Jesus disse que a Humanidade não estaria olhando para o alto quando o Dia chegasse. Ao contrario, a maioria estará apenas pensando em casarem-se e darem-se em casamento; enquanto outros estariam completamente absorvidos pelas preocupações deste mundo.


Desse modo eu creio que o espírito do futuro é este:


Seremos levados a uma situação de calamidade pré-vista. Depois sentiremos algumas conseqüências. Então as necessidades se imporão como inadiáveis. As necessidades estabelecerão o regime. Então virão algumas soluções. E, com elas, um crescente culto do homem ao homem. Mas, então, de súbito algo acontecerá. Os poderes dos céus serão abalados.


Assim, teremos ondas de terror e de suposto alivio. E viajaremos desde os desmaios de terror até aos gritos de “Viva o Homem!”


Até aqui eu vou.


O mais, ninguém sabe.


E não sabemos também nada sobre o tempo da consumação de todas essas coisas!


Nele, em Quem somos chamados aos trabalhos da esperança,

Caio


21/03/07


Lago Norte


Brasília


Fonte Site Caio Fábio http://www.caiofabio.com.br/