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03/06/2014
03/04/2012
Minha visão da situação atual da igreja instituição no Brasil
Minha visão da situação atual da igreja instituição no Brasil
Por: Carlos Rizon
Infelizmente neste tempo em que vivemos onde aqueles ou alguns dos que deveriam anúnciar as boas novas se perderam seduzidos por doutrinas estranhas e ensinamentos no mínimo contraditórios ao que a palavra ensina não é dificil até para leigos perceber erros doutrinários terriveis nas igrejas do país. Este texto é fruto de observações que faço há anos e abaixo tento descrever um pouco do que tenho visto por aí.
Boa leitura e deixe seu comentário por favor!
Manipulação das pessoas através dos dízimos e ofertas.
O dízimo apresentado na palavra de Deus quando for devolvido deve ser feito com um coração expontâneo.
O dinheiro referente ao dízimo já deixou de ser algo expontâneo, algo de devolução por amor e gratidão às benesses concedidas pelo Senhor, mas hoje em dia dízimo virou moeda de troca, troca pela segurânça patrimonial, troca por garantia de emprego, troca para se evitar o estrago repentino no carro, para evitar uma enfermidade e etc.
O dízimo apresentado na palavra de Deus quando for devolvido deve ser feito com um coração expontâneo.
O dinheiro referente ao dízimo já deixou de ser algo expontâneo, algo de devolução por amor e gratidão às benesses concedidas pelo Senhor, mas hoje em dia dízimo virou moeda de troca, troca pela segurânça patrimonial, troca por garantia de emprego, troca para se evitar o estrago repentino no carro, para evitar uma enfermidade e etc.
Afinal nas igrejas é facil ouvir pregações insinuando que devemos dar o dízimo para evitar que o devorador destrua todos os nossos bens materiais.
Quantos de nós que estamos envolvido nas igreja não viu este tipo de coisa ? Não importa quanto tempo de “crente” você tem, hoje em dia é comum.
O ensinamento de se barganhar com Deus,e esta presente na maioria dos cultos, manipulam as pessoas através do medo ou através de supostos favores de Deus por ter entregado o dízimo.
Quantos de nós que estamos envolvido nas igreja não viu este tipo de coisa ? Não importa quanto tempo de “crente” você tem, hoje em dia é comum.
O ensinamento de se barganhar com Deus,e esta presente na maioria dos cultos, manipulam as pessoas através do medo ou através de supostos favores de Deus por ter entregado o dízimo.
A teologia da prosperidade piorou bastante coisa, e a única vantagem desta teologia do cão é que ela nos revela a motivação das pessoas, ai começamos a entender o porque determinadas pessoas fazem o que fazer incluindo pastores. Isto é uma das piores coisas no meio da igreja, aliás, penso que isto já não vem de hoje.
Mas a palavra de Deus declara: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8:32, O conhecimento da palavra de Deus tem que trazer libertação e liberdade e não amarras e cadeis.
Mas a palavra de Deus declara: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8:32, O conhecimento da palavra de Deus tem que trazer libertação e liberdade e não amarras e cadeis.
– Manipulação das pessoas por posição eclesiástica.
Sou ungido de Deus, me respeite!
“Eu gostaria de informar o irmão que eu sou o Pastor da igreja e não discuta comigo! Você não sabe o que passei para chegar onde cheguei” Isto eu presenciei demais nos Estados Unidos quando fui tocar (Sou baixista) numa igreja que esta de “Bem com a vida” e se declaram apostólicos. Certo dia fui conversar com o líder do louvor sobre umas atitudes com relação a alguns irmãos ele me disse: “Aqui na igreja de bem com a vida usamos da autoridade” no que eu disse: “Lá em Belo Horizonte isto se chama grosseria e manipulação”Existem diversos exemplos que poderiamos citar, se abrirmos para as pessoas mandarem suas experiências poderiamos constatar isto facilmente.
- Campanhas intermináveis para se alcançar a benção de Deus. Que, aliás, já as temos. (Efésios 1:3).Esta aconteceu comigo quando conheci minha esposa que era de uma igreja que limitou a atuação de Jesus em quatro coisas somente: Jesus Salva, Cura, liberta, vive e voltará. Fui criado num meio tradicional, ainda que algumas tradições eu nunca vi por lá, e conheci minha esposa numa destas igrejas e de tanto insistir me convenceram a fazer a famigerada corrente das 7 orações, nunca orei tanto na minha vida rsrs.
Na época eu vivia o cristianismo da expectativa e fiz um monte destas campanhas, que nunca resolveram nada para mim. Hoje em dia deram uma implementada na coisa e está bem diversificada, temos vale do sal, campanha da gruta, oração dos setenta, Sal grosso, água de cachoeira e por ai vai.
Sou ungido de Deus, me respeite!
“Eu gostaria de informar o irmão que eu sou o Pastor da igreja e não discuta comigo! Você não sabe o que passei para chegar onde cheguei” Isto eu presenciei demais nos Estados Unidos quando fui tocar (Sou baixista) numa igreja que esta de “Bem com a vida” e se declaram apostólicos. Certo dia fui conversar com o líder do louvor sobre umas atitudes com relação a alguns irmãos ele me disse: “Aqui na igreja de bem com a vida usamos da autoridade” no que eu disse: “Lá em Belo Horizonte isto se chama grosseria e manipulação”Existem diversos exemplos que poderiamos citar, se abrirmos para as pessoas mandarem suas experiências poderiamos constatar isto facilmente.
- Campanhas intermináveis para se alcançar a benção de Deus. Que, aliás, já as temos. (Efésios 1:3).Esta aconteceu comigo quando conheci minha esposa que era de uma igreja que limitou a atuação de Jesus em quatro coisas somente: Jesus Salva, Cura, liberta, vive e voltará. Fui criado num meio tradicional, ainda que algumas tradições eu nunca vi por lá, e conheci minha esposa numa destas igrejas e de tanto insistir me convenceram a fazer a famigerada corrente das 7 orações, nunca orei tanto na minha vida rsrs.
Na época eu vivia o cristianismo da expectativa e fiz um monte destas campanhas, que nunca resolveram nada para mim. Hoje em dia deram uma implementada na coisa e está bem diversificada, temos vale do sal, campanha da gruta, oração dos setenta, Sal grosso, água de cachoeira e por ai vai.
- Favoritismo diante de Deus. Faço mais, mereço mais.Esta é muito obvia, quanto mais “pago o preço”, mas Deus me abençoa, sabemos que quem busca mais de Deus recebe mais, mas esta de pagar o preço é dureza.
Deus não tem filhos favoritos!
- Eu crente sou abençoado, os que estão fora da igreja são filhos do diabo.
Esta eu ouvi recente, não que não a tenha ouvido antes, mas cai na besteira de visitar uma igreja de um pastor presbiteriano que saiu da denominação, e todos nós sabemos que em meios presbiterianos e Batistas a palavra tem mais consistência. Neste dia o Pastor titular não estava presente e tinha uma destes fazedores de campanhas “Compre um cd e abençoe o ministério do irmão” e o sujeito soltou esta: Você é filho do dono do ouro e da prata!
Você não é como estes filhos do cão que estão lá fora! Doeu nos meus ouvidos e só não sai porque minha esposa segurou meu braço.
Recomendação: Quando não tiver como rejeitar este tipo de convite, leve um mp3 player e uns óculos escuros.
- Manipulação através do medo da perda da salvação e do devorador.Esta não precisa explicar ou dar exemplos é só ligar sua televisão que você vai ver.
Se manipula as pessoas com dízimos, se manipulam as pessoas dizendo que a igreja é a casa de Deus, se manipula através de correntes intermináveis.
A lista é grande.
- Falsas promessas em nome de Deus.
Muito óbvia não? – Traga seus dízimos que o Senhor lhe dará 100 vezes mais, Curas milagrosas, doações na base da barganha entre outras, para não alongar muito este texto. Os mais desonestos vão depois ao ministério público dizendo que foram enganados pelo pastor e pela igreja, mas a palavra nos afirma que “Somos enganados pela nossa própria concuspicência”.
O único ponto positivo da teologia da prosperidade é que revela a motivação dos participantes, a maioria está alí é por causa do dinheiro mesmo.
- Confusão Teológica e teologia Vetero-testamentária cantados na época da graça.Se você já freqüentou um templo evangélico ou assistiu um destes “tele-cultos” com certeza já viu isto, com relação ao dízimo, transformando o palco em altar ou chamando o local de reunião de casa de Deus ?
Hoje a quantidade de cânticos que tentam costurar o véu que a cruz já rasgou é muito grande, o povo adora velho testamento, não que eu tenha algo contra, mas Jesus aboliu a lei e nos trouxe um novo e melhor pacto.
A música é uma das áreas onde vemos maior divulgação desta teología vetéro-testamentária e por ser músico é uma das que mais me irritam e deixei de tocar com muita gente nos States por causa disto.
Quem presta atenção no que se cantam nas igrejas hoje em dia sabe do que estou falando, porque mesmo depois de extinta a arca da aliança ainda tem gente trazendo a arca, outros ainda tocam no altar e por ai vai, aliás, esta última tem uma que só fala em restituição e um detalhe que no refrão diz assim: “… O que o devorador levou!”. Pelo que eu entendo no texto de Malaquias o devorador levava somente dos infiéis, dos ladrões…
Curiosamente poucos se dão conta do mau que faz á igreja local este tipo de teología, para piorar uns pastores e ministro de louvor ainda dizem: “Irmão você tem que levar em conta a licensa poética!”A licensa poética não nos dá o direito de alterar o que a palavra de Deus diz e muito menos de usar o velho Testamento como compêndio teológico para a igreja local dizendo o que se deve ou não fazer.
Algo que mais me intriga é como os pastores destes irmãos e amigo que fazem apologia vétero-testamentára não vê o mal que isto causa gerando assim uma ambiguidade.
Quem presta atenção no que se cantam nas igrejas hoje em dia sabe do que estou falando, porque mesmo depois de extinta a arca da aliança ainda tem gente trazendo a arca, outros ainda tocam no altar e por ai vai, aliás, esta última tem uma que só fala em restituição e um detalhe que no refrão diz assim: “… O que o devorador levou!”. Pelo que eu entendo no texto de Malaquias o devorador levava somente dos infiéis, dos ladrões…
Curiosamente poucos se dão conta do mau que faz á igreja local este tipo de teología, para piorar uns pastores e ministro de louvor ainda dizem: “Irmão você tem que levar em conta a licensa poética!”A licensa poética não nos dá o direito de alterar o que a palavra de Deus diz e muito menos de usar o velho Testamento como compêndio teológico para a igreja local dizendo o que se deve ou não fazer.
Algo que mais me intriga é como os pastores destes irmãos e amigo que fazem apologia vétero-testamentára não vê o mal que isto causa gerando assim uma ambiguidade.
Recentemente um irmão gravou uma canção que diz: “Como Zaqueu, quero subir o mais alto que eu puder só para chamar sua atenção” e no refrão ele diz assim: “Me ensina a ter santidade…”
Para começar Zaqueu não subiu em arvóre nenhuma para chamar a atenção de Jesus, subiu sim, mas para ver Jesus, pois Zaqueu era de baixa estatura. Não existe este negócio de aprender a ter santidade. A palavra de Deus diz que somos santificados pela palavra ou seja separados, na maioria das vezes colocam santidade como um padrão moral elevado o que ao invés de atrair o homem até Jesus o afasta por se achar indigno.
A lista de cânticos com conteúdo Vétero Testamentáio é interminável e se for por tudo aqui não haverá espaço suficiente para tantas aberrações teológicas que se canta nas igrejas hoje em dia, algumas composições acrescentam jugo na vida do povo dizendo que para ser adorador tem que ter uma lista interminável de quesitos sendo que a palavra nos diz que tem que ser em espírito e em verdade.
Hoje para se entender o que se canta é necessário se ter um bom curso teológico, uma boa exegese pois a confusão é muito grande.
Ps.: Não penso que o Velho Testamento se invalidou porque estamos na época da graça, mas usá-lo como compêndio Teológico é demais.
Quando retornei ao Brasil apresentei o Movimento Urbano para um “amigo” meu em primeira mão, por consideração, amizade e porque já tinhamos feito algumas coisas pouco ortodoxas, procure aqui no site por MOVIMENTO URBANO para mais informações, ele me disse que não concordava com a proposta que fiz a ele porque ele não conhecia a motivação dos compositores das músicas que usaríamos no que eu respondi que a motivação deles era a mesma de alguns interpretes evangélicos, pois motivação não tem como averiguar, claro que ele discordou de mim no que eu disse a ele que nós Cristãos éramos muito hipócritas, pois cantamos muitas coisas que não estão na palavra e achamos certo e as músicas não compostas/cantadas por “não Cristãos” era errado. A discussão foi longe porque ele insistia em me dizer que a música era mundana e etc.
Outra justificativa dele é que não queria incentivar o pessoal da igreja dele a ouvir música não cristã e que musica mundana é do diabo e a dos crentes era de Deus. Tenho um artigo interessante com o títuloMúsica secular e Música não cristãonde faço algumas perguntas sobre a possibilidade de se averiguar o que faz uma canção ser evangélica ou não, dê um lida lá por favor e comente.
Para começar Zaqueu não subiu em arvóre nenhuma para chamar a atenção de Jesus, subiu sim, mas para ver Jesus, pois Zaqueu era de baixa estatura. Não existe este negócio de aprender a ter santidade. A palavra de Deus diz que somos santificados pela palavra ou seja separados, na maioria das vezes colocam santidade como um padrão moral elevado o que ao invés de atrair o homem até Jesus o afasta por se achar indigno.
A lista de cânticos com conteúdo Vétero Testamentáio é interminável e se for por tudo aqui não haverá espaço suficiente para tantas aberrações teológicas que se canta nas igrejas hoje em dia, algumas composições acrescentam jugo na vida do povo dizendo que para ser adorador tem que ter uma lista interminável de quesitos sendo que a palavra nos diz que tem que ser em espírito e em verdade.
Hoje para se entender o que se canta é necessário se ter um bom curso teológico, uma boa exegese pois a confusão é muito grande.
Ps.: Não penso que o Velho Testamento se invalidou porque estamos na época da graça, mas usá-lo como compêndio Teológico é demais.
Quando retornei ao Brasil apresentei o Movimento Urbano para um “amigo” meu em primeira mão, por consideração, amizade e porque já tinhamos feito algumas coisas pouco ortodoxas, procure aqui no site por MOVIMENTO URBANO para mais informações, ele me disse que não concordava com a proposta que fiz a ele porque ele não conhecia a motivação dos compositores das músicas que usaríamos no que eu respondi que a motivação deles era a mesma de alguns interpretes evangélicos, pois motivação não tem como averiguar, claro que ele discordou de mim no que eu disse a ele que nós Cristãos éramos muito hipócritas, pois cantamos muitas coisas que não estão na palavra e achamos certo e as músicas não compostas/cantadas por “não Cristãos” era errado. A discussão foi longe porque ele insistia em me dizer que a música era mundana e etc.
Outra justificativa dele é que não queria incentivar o pessoal da igreja dele a ouvir música não cristã e que musica mundana é do diabo e a dos crentes era de Deus. Tenho um artigo interessante com o títuloMúsica secular e Música não cristãonde faço algumas perguntas sobre a possibilidade de se averiguar o que faz uma canção ser evangélica ou não, dê um lida lá por favor e comente.
Concluindo o pensamento dele: Músicas compostas por Crentes já são automáticamente músicas, digamos assim santas, de Deus e músicas compostas por não crentes é automáticamente do diabo!
Simplesmente nào dá para entender este dualismo que ele vive e crê.
Simplesmente nào dá para entender este dualismo que ele vive e crê.
- Cristianismo Judaizante – Tudo junto e misturado, como dizem por ai.
Hoje em dia se observa uma grande quantidade de símbolos Judaicos nas igrejas – menorahs, Tallit, bandeiras de Israel. Caso um muçulmano seja compungido pelo Espírito Santo a se congregar numa igreja evangélica ele vai penar para encontrar uma que não tenha nenhum símbolo ofensivo à cultura dele. Eu não tenho nada contra Israel ou os objetos judaicos, mas o evangelho é inclusivo e não exclusivo.
Hoje em dia já não se sabe o que é igreja evangélica ou sinagoga Judaica.
-Sincretismo religioso acentuado.
Muitos elementos de umbanda e Candomblé presente em igrejas de linha pentecostal e Neo – pentecostal.
Assista sua TV depois das 23h00 para poder constatar isto, em alguns casos nem precisa esperar tanto para confirmar o que digo, ou acesse os vídeos no YOUTUBE
- A grande maioria das grandes denominações ao invés de fazerem servos de Deus faz servos defensores da denominação.
Nada contra gostar desta ou daquela denominação, mas favoritismo não esta condiz com a palavra de Deus. Há pouco tempo retornei ao Brasil e grande foi o número de pessoas que me procuraram para me “fisgar” para sua igreja, inclusive meu pai–Ele me disse: Você tem que voltar para a igreja Batista! Eu perguntei o porquê e ele me disse: Você tem que defender a doutrina… E eu claro perguntei de quem era a doutrina se era da igreja Batista ou era de Jesus. Ao final disse a ele que para defender a doutrina não precisava estar na igreja Batista ou qualquer outra denominação, precisava simplesmente tê-la no meu coração. Algo lamentável também é ouvir Batistas dizerem que não abrem para outras denominações participarem da ceia do Senhor porque não era correto colocar gato, macaco e outros bichos na mesma mesa. Em outros tempos eu ouvia minha avó dizer quando encontrava outros crentes pelo caminho que a perguntava se ela era evangélica: Somos Batistas! Batistas da velha convenção. Isto sem contar os que se dizem cheio do fogo, e não de uma igreja fria. Duro não ?
Hoje alguns denominam as igrejas como Igreja fria e Igreja quente, e o interessante que os que mais se dizem ser cheio do Espirito Santo, são os que tem menos amor. Como pode alguém estar cheio do Espirito Santo, cuja essência é o amor e não contagiar as pessoas com este mesmo amor ?
Hoje em dia se observa uma grande quantidade de símbolos Judaicos nas igrejas – menorahs, Tallit, bandeiras de Israel. Caso um muçulmano seja compungido pelo Espírito Santo a se congregar numa igreja evangélica ele vai penar para encontrar uma que não tenha nenhum símbolo ofensivo à cultura dele. Eu não tenho nada contra Israel ou os objetos judaicos, mas o evangelho é inclusivo e não exclusivo.
Hoje em dia já não se sabe o que é igreja evangélica ou sinagoga Judaica.
-Sincretismo religioso acentuado.
Muitos elementos de umbanda e Candomblé presente em igrejas de linha pentecostal e Neo – pentecostal.
Assista sua TV depois das 23h00 para poder constatar isto, em alguns casos nem precisa esperar tanto para confirmar o que digo, ou acesse os vídeos no YOUTUBE
- A grande maioria das grandes denominações ao invés de fazerem servos de Deus faz servos defensores da denominação.
Nada contra gostar desta ou daquela denominação, mas favoritismo não esta condiz com a palavra de Deus. Há pouco tempo retornei ao Brasil e grande foi o número de pessoas que me procuraram para me “fisgar” para sua igreja, inclusive meu pai–Ele me disse: Você tem que voltar para a igreja Batista! Eu perguntei o porquê e ele me disse: Você tem que defender a doutrina… E eu claro perguntei de quem era a doutrina se era da igreja Batista ou era de Jesus. Ao final disse a ele que para defender a doutrina não precisava estar na igreja Batista ou qualquer outra denominação, precisava simplesmente tê-la no meu coração. Algo lamentável também é ouvir Batistas dizerem que não abrem para outras denominações participarem da ceia do Senhor porque não era correto colocar gato, macaco e outros bichos na mesma mesa. Em outros tempos eu ouvia minha avó dizer quando encontrava outros crentes pelo caminho que a perguntava se ela era evangélica: Somos Batistas! Batistas da velha convenção. Isto sem contar os que se dizem cheio do fogo, e não de uma igreja fria. Duro não ?
Hoje alguns denominam as igrejas como Igreja fria e Igreja quente, e o interessante que os que mais se dizem ser cheio do Espirito Santo, são os que tem menos amor. Como pode alguém estar cheio do Espirito Santo, cuja essência é o amor e não contagiar as pessoas com este mesmo amor ?
Meus esforços para redimí-la:
Pois bem, busco estar centrado no que a palavra ensina, apesar de que qualquer grupo se questionado dirá o mesmo. O ser humano tem um problema muito grande com equilíbrio e um das coisas que creio é que devemos voltar a ser uma igreja apostólica como em Atos 2:42, infelizmente estamos mais Apócrifos do que Apostólicos, afinal com tantas linhas teológicas por ai é complicado, e a maioria dos pastores na atualidade não tem sem quer um pré primário teológico
. Uma vez quando ainda estava nos Estados Unidos ouvi de um amigo americano que foi missionário no Brasil por 30 anos que outro missionário americano o perguntou: Rick você estudou em qual seminário? Ele disse que não tinha feito seminário. O companheiro dele ficou meio que indignado com a resposta e disse:
“Como você pode se tornar missionário sem fazer teologia?” no que ele respondeu, muito bem por sinal.
“Teologia é o estudo do que o homem pensa de Deus e Eu estou mais preocupado em saber o que Deus pensa do homem”
Ps. Não creio que para ser pastor fazer seminário seja obrigatório, principalmente para os que não têm condições financeiras ou moram em locais que não tem um bom seminário. Mas caso você crê que tem o chamado para o ministério pastoral busque fazer um seminário, pois com certeza o ajudará e muito. Um soldado jamais é enviado à guerra sem o devido preparo.
Pois bem, busco estar centrado no que a palavra ensina, apesar de que qualquer grupo se questionado dirá o mesmo. O ser humano tem um problema muito grande com equilíbrio e um das coisas que creio é que devemos voltar a ser uma igreja apostólica como em Atos 2:42, infelizmente estamos mais Apócrifos do que Apostólicos, afinal com tantas linhas teológicas por ai é complicado, e a maioria dos pastores na atualidade não tem sem quer um pré primário teológico
“Como você pode se tornar missionário sem fazer teologia?” no que ele respondeu, muito bem por sinal.
“Teologia é o estudo do que o homem pensa de Deus e Eu estou mais preocupado em saber o que Deus pensa do homem”
Ps. Não creio que para ser pastor fazer seminário seja obrigatório, principalmente para os que não têm condições financeiras ou moram em locais que não tem um bom seminário. Mas caso você crê que tem o chamado para o ministério pastoral busque fazer um seminário, pois com certeza o ajudará e muito. Um soldado jamais é enviado à guerra sem o devido preparo.
Minhas exortações:Apocalipse 3:17-22“Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
Fique na paz.
01/06/2011
Igreja Ou Cabaré?
Ótimo texto de meu amigo virtual de Canoas Leandro Barbosa, me identifiquei com o isolamento que ele descreve abaixo e torço para que os irmãos em Cristo acordem para a triste realidade deste estupro espiritual que se tornou a "igreja evangélica brasileira", boa leitura.
Lutero em uma das suas mais famosas mensagens faz uma declaração que podemos julgar no mínimo polêmica. Falando de sua visão sobre a igreja e seus pregadores, ele faz uma crítica pesada aos clérigos que corrompiam a mensagem de Cristo, com isso, induzindo e prejudicando o povo, leiamos um trecho desta mensagem de Martin Lutero (Estevão):
“O guarda de um bordel público é menos pecador que o pregador que não entrega o verdadeiro Evangelho, e o bordel não é tão ruim assim como a igreja do falso pregador. Mesmo se o proprietário do bordel prostituísse diariamente virgens, esposas religiosas e freiras — por mais terrível e abominável que sejam tais coisas, ele não seria pior nem causaria mais dano que esses pregadores.”
Uma das maiores dificuldades que enfrenta uma pessoa que rompe com a religião, é, com certeza, se libertar da auto-programação que fica impressa na alma. Por mais que consigamos modificar a conduta ou ambiente, fica na alma destes um sentimento de culpa que atormenta a consciência com coisas banais como ficar um domingo sem freqüentar uma comunidade, ou a cobrança da obrigação de ter de participar de alguma organização religiosa.
Na grande maioria das igrejas protestantes percebe-se que mesmo com o passar dos anos, os efeitos da reforma nunca se concretizaram, anulando os dogmas. Subjetivamente eles seguem se perpetuando pelas vielas obscuras dos templos, reerguendo as velhas estruturas, coagindo os fiéis. Os dogmas são reavivados em formas mais criativas e coloridas, mas possuem os mesmos efeitos corruptores que dignificam a sua natureza maligna. Dentre estes posso citar um que considero o pior, que é o “fora da Igreja não há salvação”.
Grande parte destes cristãos que foram estuprados por estas igrejas corruptoras não conseguem lidar com estes dogmas subjetivos e acabam por cair em um caminho de autodestruição e culpa. Seja ao serem empurrados para o abismo por outros fiéis ou abandonados em uma solidão exclusa, são consumidos por fantasmas de acusação que absorvem toda a nobreza da mensagem libertadora de Cristo. Partindo deste ponto de vista podemos entender com maior clareza o argumento de Lutero quando aponta um cabaré como mais justo do que uma igreja corrupta. Um cabaré até pode nos atolar em um mar de autodestruição, mas ainda assim ele deixa a possibilidade do arrependimento, enquanto uma igreja corrupta envenena a alma com falsas verdades que corrompem a pureza da mensagem de Cristo. Com certeza o propósito de Cristo não foi nos tornar andróides que seguem uma matriz modelo, criada por uma religião dogmática. A falsa mensagem empacota, diminui, embaça o brilho da proposta libertadora de vida que Cristo propõe. Ela resume a vida cristã em meras liturgias e reuniões, afastando as pessoas do verdadeiro lugar de culto, que acontece no interior de cada discípulo.
Vivemos em um tempo de trevas em meio à igreja evangélica, pois claramente podemos dizer que os cabarés se converteram em lugares de maior aconchego e misericórdia do que a maioria dos ambientes evangélicos. Os cabarés são mais humanos, neles se encontram pessoas carentes de perdão e redenção, um lugar onde a possibilidade de se fazer amigos mais sinceros do que na grande maioria das igrejas que segregam e promovem a exclusão do diferente. Se hoje nossas igrejas se tornaram piores do que os cabarés, talvez não seria este o momento de torna-lás verdadeiros cabarés atraindo os piores tipos na esperança de pouco de perdão para nós?
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lobos com pele de cordeiro,
Reflexão
01/03/2011
O envenenangelho
Fonte da imagem: Ecclesia Reformanda
Por: Pablo Massolar
Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas (com “i” minúsculo). Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.
O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perverção e o mais sincera/verdadeira possível.
Estou enojado e farto de Atos (feiticeiramente) Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeito s, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.
Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.
Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.
Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.
Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.
Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.
É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!
Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que (todas) as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?
O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!
Pablo Massolar
Nota importante: Jesus ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. Se esta mensagem, de alguma forma, lhe fez bem, então provavelmente ela poderá fazer bem para outras pessoas que você conheça. Gostaria de sugerir, se não for constrangimento para você, que compartilhasse e encaminhasse este e-mail para o seu círculo de amigos e conhecidos. Fazendo isto você potencializa, em muito, o alcance da Palavra que já fez tanto bem aos nossos corações.
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15/02/2011
Cristo Concreto
Foto: Michael Belk
Gostaria de acreditar em certas coisas que um dia acreditei, mas isto não é mais possível. Alguém já disse em algum lugar que a fé é semelhante a uma escada cujo degrau de baixo desaparece quando tocamos o de cima.
Foi exatamente isto que aconteceu comigo: coloquei os pés no degrau de cima e o de baixo desapareceu. Agora nada mais resta de hoje para trás, nem mesmo as experiências que um dia julguei espirituais.
Não encontrei espiritualidade na igreja e nem no cristianismo, e jamais poderia tê-la encontrado. Li a Bíblia diversas vezes (de Gênesis à Apocalipse) e não consigo encontrar uma relação de compatibilidade entre o que ela diz e aquilo que a igreja ensina e pratica.
Entre as grandes falácias da igreja cristã, sobretudo a protestante, a maior é a histórica transformação do Jesus Cristo homem concreto em um arquétipo platônico separado das ações reais dos cristãos e das práticas da igreja.
É muito comum dentro da igreja alguém dizer a você para “olhar para Cristo e não para os homens”. Essa frase abjeta e evasiva é muito conveniente para explicar o inexplicável e justificar a atitude dos cristãos que em nada se parecem com aquele de quem dizem ser o seu Senhor e mestre.
Dizer para as pessoas olharem para Cristo e não para os homens (cristãos) é algo semelhante ao conselho hipócrita de um pai que diz para o seu filho não fumar e ele mesmo, sacando um maço de cigarros do bolso, acende um e começa a fumá-lo e soltar cinicamente a fumaça em forma de espirais.
Esse Cristo transcendente, arquetípico, para quem devemos olhar ao mesmo tempo em que ignoramos os homens é uma abstração teórica que jamais poderá ser conhecida pelas pessoas. O Cristo que as pessoas querem conhecer deveria revelar-se nos seus seguidores, naqueles que se dizem seus discípulos.
O Cristo para o qual dizem que eu preciso olhar ao mesmo tempo em que ignoro as barbaridades e falsidades cometidas pelos seus pseudo-seguidores, não passa de uma idéia no melhor estilo platônico. Ele é só um conceito eclesiástico, uma abstração criada por uma instituição falida!
Esse Cristo metafísico, afastado do mundo, com nojo de tudo e de todos, não passa de uma anomalia teológica, de uma criação monstruosa com cara de bom samaritano. O Jesus Cristo de quem fala a Bíblia nos evangelhos não é um “ghost”, como deseja a igreja.
Os discípulos citados na primeira epístola de João “viam, tocavam e apalpavam” o Cristo, o verbo da vida. Entretanto, o Cristo da igreja contemporânea é muito rarefeito para ser visto nas ações dos cristãos, para ser tocado; ele é um fantasma, uma aparição, um conceito e não um ser real passível de materialização.
A igreja citada no livro dos Atos dos Apóstolos “caiu na graça” do povo porque vivia de forma comunitária e manifestava o amor em atitudes concretas ao invés de ensinar conceitos vazios criados para justificar o injustificável.
O Cristo só está vivo quando se materializa nos seus discípulos!
O Jesus Cristo da igreja é o messias da superestrutura, é o senhor invisível deslocado do cotidiano, ausente do dia-a-dia, alheio aos maus exemplos dos seus falsos seguidores. Esse Cristo eu desprezo, não tenho e nem quero ter qualquer relação com ele!
Contudo, tenham certeza de que não pronuncio estas palavras objetivando proferir um discurso moralista ou pseudo-espiritual. O problema é que não acredito mais nesses jargões vazios que não passam de desculpa para justificar a maledicência que os verdadeiros discípulos do Cristo há muito já deixaram para trás!
André Pessoa
Fonte: Blog Século XXI, via PAVABLOG
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08/09/2010
Eleições - A igreja não reflete e tem que correr contra o tempo
Cada um dos temas deveria ser discutido com as comunidades entre os períodos eleitorais para evitar que chegada às vésperas de eleições estes apelos fossem desnecessários e cada pela sua consciência decidisse seu posicionamento embasado na ética, justiça e fé.
Porém a realidade como mostra o vídeo é que as comunidades se fecharam em si mesmas, olham somente para o seu umbigo e quando muito "declaram profeticamente que esta nação é do Senhor Jesus".
Santa ingenuidade diria o Robin ao Batman, pois nossa sociedade precisa que a povo que se chama de filhos de Deus manifestem com obras os valores que diz que acredita e comecem a exercer seu chamado profético de ser luz no meio de uma geração corrupta.
Portanto não é somente no voto (ele é muito importante) mas a participação em todas as esferas públicas como manifestação de espiritualidade, bondade, misericórdia e amor, chamando a tudo e a todos ao arrependimento tornariam o voto apenas a expressão daquilo que já se é e não uma tentativa de expressar preocupação por uma realidade que se nega na própria existência tal como o avestruz que esconde a cabeça em um buraco achando que assim está seguro das manifestações e influências externas. Assim é a maior parte daqueles que se chamam igreja de Jesus no Brasil.
PS. meu voto consciente se decidiu muito antes das candidaturas serem homologadas.
10/08/2010
A Nova Reforma Protestante
Matéria publicada no dia 9 de agosto de 2010
Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira.
Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.
Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.
O cirurgião Irani Rosique (sentado, de camisa branca, com a Bíblia aberta no colo). Sem cargo de clérigo, ele mobiliza 2.500 pessoas no interior de Rondônia
Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.
Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro abaixo). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.
Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”
Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”
Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”
Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”
Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”
No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis. Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de border=0>recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.
“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste (foto ao lado), pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”
Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores ”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”
Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus(Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.
Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.
Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.
O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”
A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”
Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”
O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis (lembre AQUI) condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.
Sites como Pavablog, Veshame Gospel, Irmãos.com, Púlpito Cristão, Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.
A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”
Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.
A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.
O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”
A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.
Fonte: Revista Época
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O colapso do Movimento Evangélico
Por Ricardo Gondin
Dois pastores paulistas se fantasiam de Fred e Barney. Isso mesmo, fantasiados de Flintstone, entre gracejos ridículos, acreditam que estão sendo "usados por Deus para salvar almas". Na rádio, um apóstolo ordena que tragam todos os defuntos daquele dia, pois ele sente que Deus o "ungiu para ressuscitar mortos".
Os jornais denunciam dois políticos de Minas Gerais, "eleitos por suas denominações para representar os interesses dos crentes", como suspeitos de assassinato. O rosário se alonga: oração para abençoar dinheiro de corrupção; prisão nos Estados Unidos por contrabando de dinheiro, flagrante de missionários por tráfico de armas; conivência de pastores cariocas com chefões da cocaína .
Fica claro para qualquer leigo: O movimento Evangélico brasileiro se esboroa. O processo de falência, agudo, causa vexame. Alguns já nem identificam os evangélicos como protestantes. As pilastras que alicerçaram o protestantismo vêm sendo sistematicamente abaladas pelo segmento conhecido como neopentecostal. Como um trator de esteiras, o neopentecostalismo cresce passa por cima da história, descarta tradições e liturgias e se reinventa dentro das lógicas do mercado. É um novo fenômeno religioso.
É possível, sim, separá-lo como uma nova tendência. Sobram razões para afirmar-se que o neopentecostalismo deixou de ser protestante ou até mesmo evangélico.É uma nova religião. Uma religião simplória na resposta aos problemas nacionais, supersticiosa na prática espiritual, obscurantista na concepção de mundo, imediatista nas promessas irreais e guetoizada em seu diálogo cultural.
Mas a influência do neopentecostalismo já transbordou para o "mainstream" prostestante. O neopentecostalismo fermentou as igrejas consideradas históricas. Elas também se vêem obrigadas a explicar quase dominicalmente se aderiram ou não aos conceito mágicos das preces. Recentemente, uma igreja batista tradicional promoveu uma "Maratona de Oração pela Salvação de Filhos Desviados".
Pentecostais clássicos, como a Assembléia de Deus, estão tão saturados pela teologia neopentecostal que pastores, inadvertidamente, repetem jargões e prometem que a vida de um verdadeiro crente fica protegida dentro de engrenagens de causa-e-efeito. Os "ungidos" afirmam que sabem fazer "fluir as bênçãos de Deus". É comum ouvir de pregadores pentecostais que vão ensinar a "oração que move o braço de Deus”.
O Movimento Evangélico implode. Sua implosão é visceral. Distanciou-se de dois alicerces cristãos básicos, graça e fé. Ao afastar-se destes dois alicerces fundamentais do cristianismo, permitiu que se abrisse essa fenda histórica com a tradição apostólica.
1. A teologia da Graça
Desde a Reforma, protestantes e católicos passaram a trabalhar a Graça como pedra de arranque de um novo cristianismo. O texto bíblico, “o justo viverá da fé”, acendeu o rastilho de pólvora que alterou a cosmovisão herdada da Idade Média. A Graça impulsionou o cristianismo para tempos mais leves. Foi a Graça que acabou com a lógica retributiva que mostrava Deus como um bedel a exigir penitência. Devido a Graça entendeu-se que a sua ira não precisa ser contida. O cristianismo medieval fora infectado por um paganismo pessimista e, por isso, sobravam espertalhões vendendo relíquias e objetos milagrosos que, segundo a pregação, “ garantiam salvação e abriam as janelas da bênção celestial”.
Lutero, um monge agostiniano, portanto católico, percebeu que o amor de Deus não podia ser provocado por rito, prece, pagamento ou penitência. Graça, para Lutero, significava a iniciativa de Deus, constante, unilateral e gratuita, de permanecer simpático com a humanidade. Lutero intuiu que Deus não permanecia de braços cruzados, cenho franzido, à espera de que homens e mulheres o motivassem a amar. O monge escancarou: as indulgências eram um embuste. Assim, Lutero solapava o poder da igreja que se autoproclamava gerente dos favores divinos.
Passados tantos séculos, o movimento neopentecostal, responsável pelas maiores fatias de crescimento entre evangélicos, abandonou a pregação da Graça. (É preciso ressaltar, de passagem, que o conceito da Graça pode até constar em compêndios teológicos, mas não significa quase nada no dia-a-dia dos sujeitos religiosos).
Os neopentecostais retrocederam ao catolicismo medieval. É pre-moderna a religiosidade que estimula valer-se de amuletos “como ponto de contato para a fé”; fazerem-se votos financeiros para “abrir as portras do céu”; “pagar o preço” para alcançar as promessas de Deus. Desse modo, a magia espiritual da Idade Média se disfarçou de piedade. A prática da maioria dos crentes hoje se concentra em aprender a controlar o mundo sobrenatural. Qual o objetivo? Alcançar prosperidade ou resolver problemas existenciais.
2. A compreensão da Fé
“A Piedade Pervertida” (Grapho Editores) de Ricardo Quadros Gouvêa é um trabalho primoroso que explica a influência do fundamentalismo entre evangélicos.
“O louvorzão, assim como as vigílias e as reuniões de oração, e até mesmo o mais simples culto de domingo, muitas vezes não passam de um tipo de superstição que beira a feitiçaria, uma vez que ele é realizado com o intuito de ‘forçar’ uma ação benévola da parte de Deus, como se o culto e o louvor fossem um ‘sacrifício’, como os antigos sacrifícios pagãos. Neste caso, não temos mais liturgias, mas sim teurgias, nas quais procura-se manipular o poder de Deus” (p.28).
Ora, enquanto fé permanecer como uma “alavanca que move os céus”, as liturgias continuarão centradas na capacidade de tornar a oração mais eficaz. Antes dos neopentecostais, o Movimento Evangélico já se distanciara dos Místicos históricos que praticavam a oração com um exercício de contemplação e não como ferramenta de como tornar Deus mais útil.
Fé não é uma força que se projeta na direção do Eterno. Fé não desata os nós que impedem bênçãos. Fé é coragem de enfrentar a vida sem qualquer favor especial. Fé é confiança de que os valores de Cristo são suficientes no enfrentamento das contingências existenciais. Fé aposta no seguimento de Cristo; seguir a Cristo é um projeto de vida fascinante.
O neopentecostalismo ganhou visibilidade midiática, alastrou-se nas camadas populares e se tornou um movimento de massa. Por mais que os evangélicos conservadores não admitam, o neopentecostalismo passou a ser matriz de uma nova maneira de conceber as relações com o Divino.
A alternativa para o rolo compressor do neopentecostalismo só acontecerá quando houver coragem de romper com dogmatismos e com os anseios de resolver os problemas da vida pela magia.
O caminho parece longo, mas uma tênue luz já desponta no horizonte, e isso é animador.
Soli Deo Gloria
9-08-10
Fonte: Ricardo Gondin
30/07/2010
Nossos Cultos são verdadeiros?
Quando li este trexto pecebi o quanto ele expressa a realidade da maior parte do que convencionamos chamar "culto". Brilhante análise da conjuntura atual e faço votos que sirva de reflexão pra retomar o eixo em direção a centralidade do culto para Deus.
Ao observamos as eclesiologias e as liturgias em nossas igrejas, vemos uma total descaracterização. Aquilo que deveria ser direcionado para Deus e Sua glória exclusivamente foi totalmente travestido de um humanismo exacerbado. Deus que deveria ser o foco central do culto foi alijado do processo e virou nota de rodapé colocado na parte inferior das atividades. Deus virou pretexto para que o homem continue no centro. Deus é citado como apoio às práticas mundanas e capitalistas que permeiam a igreja. Há uma expressão que vem dos tempos da Reforma que diz: SOLI DEO GLÓRIA. Quer dizer: Glória somente a Deus. O insuperável Johann Sebastian Bach que revolucionou a música terminava todos os manuscritos de suas composições com as letras S.D.G. (Soli Deo Glória).
Isso nos mostra que tudo em nossas vidas deveria apontar para Deus. O culto é para Deus. Somente Deus merece receber a glória e isso implica que Ele deve ser o centro do culto. A Reforma resgatou essa máxima esquecida durante séculos. O culto não pode ser voltado para o homem. Não pode procurar satisfazer os desejos do homem e nem girar em torno dele. Mas vemos que o homem assumiu o lugar de Deus e passou a ser reverenciado. As pregações não apontam mais para o pecado que leva o homem a perdição e nem mais mostram a graça salvadora de Deus, mas sinalizam maneiras dos homens superarem suas crises.
Basta ver os títulos dos sermões pregados. Em uma rápida passagem de olhos pela internet encontrei alguns títulos interessantes, vejamos: “Vencendo as Batalhas; Tempo de Conquistas; Vivendo Triunfantemente, etc." Vejamos alguns títulos do Príncipe dos Pregadores Charles Haddon Spurgeon: “A Humilhante mas Gloriosa Dependência de Deus; O Terrível Porém da Justiça Própria, etc." Daí da para perceber a grande diferença.
As músicas não exaltam mais a Deus, mas sim se centram no homem e suas crises. Se observarmos as músicas evangélicas atuais veremos essa triste realidade. Músicas que mostram o que Deus fará pelo homem e não a expressão de uma alma agradecida a Deus. Existe até música de louvor dedicado a ser humano! Sei que existe este tipo de música religiosa entre os mórmons, mas para cristão... A quantidade de vezes que o pronome eu aparece nessas músicas é algo estarrecedor. Se compararmos com os grandes hinos da hinologia cristã veremos o contraste gritante.
O primeiro hino do Cantor Cristão diz: “A ti, ó Deus, fiel e bom Senhor. Eterno Pai, supremo Benfeitor, Nós, os teus servos, vimos dar louvor, Aleluia! Aleluia! O que dizer das catarses praticadas em nossos cultos? Gritos de vitória, brados de louvor, tudo isso produz alívio e não libertação. Qualquer psicólogo recém formado pode confirmar isso. Para tristeza nossa essas práticas espúrias entraram para ficar. O que dizer dos moveres de Deus nos cultos onde o frenesi se instala e o ego grupal prevalece, as pessoas rodopiam, gritam, caem ao chão, riem sem parar, imitam animais com seus sons e mais um cem números de outras bizarrices?
Muitos adentram as igrejas para buscar suas bençãos e encontram sacerdotes corroídos que oportunamente lhes oferecem as bênçãos, buscando satisfazer os egos eternamente insatisfeitos em troca de alguma coisa material. Muitos esqueceram que as reuniões solenes dos santos são para louvor e glória de Deus. Essas reuniões deveriam ter Deus e Sua glória em primeiro lugar. Nossos cânticos deveriam exaltar o nome que é sobre todo nome. Nossas orações deveriam expressar nossa gratidão Àquele que nos amou e morreu por nós. Hoje cantamos músicas desprovidas de adoração. Muitas dessas coisas cantadas em nossas igrejas expressam um antropocentrismo aviltante. Muitos acham que louvor é somente cantar qualquer coisa. Louvor também é expressão de nossa admiração em relação a Deus. Por estarmos admirados com a grandeza de Deus e com Seu amor expressamos isso adorando, louvando Sua pessoa.
Mas o culto mudou. Temos culto do Eliser. Vejam só que nome de culto! Acredito que seja um culto específico para arranjar namorado/companheiro. Quando é que um culto se presta a isso? Paralelamente temos o culto da Terapia do Amor onde os descasados estão à cata de um companheiro/a. Nada mais mundano que isso!
O que dizer dos cultos para empresários bem sucedidos e outros falidos juntamente com os desempregados à procura de empregos? Dêem outro nome a isso, menos culto. Isso causa náuseas em qualquer bom cidadão.
Ao entrarmos em nossas igrejas deveríamos lembrar a máxima de João Batista: “Importa que Ele cresça e que eu diminua”. Deveríamos lembrar o que o Senhor disse a Moisés: “Descalce os pés porque a terra é santa”.
Não gostaria de falar, mas me sinto constrangido a isso. E os famigerados cultos de libertação? O próprio nome do culto é uma contradição. Libertação para quem já foi liberto? Libertar o cristão se Cristo já realizou tudo no Calvário? O que tais pessoas entendem sobre as palavras de Cristo na cruz: Tudo está consumado?
Culto deveria ser expressão de nossa liberdade conquistada na cruz e nunca para buscarmos libertação. Culto deveria ser nossa celebração pela vitória alcançada na cruz e isso pela misteriosa, grandiosa e maravilhosa graça de Deus.
Precisamos de uma vez por todas fazer coro com os reformadores: SOLI DEO GLORIA.
Soli Deo Glória
Fonte:
Pr. Luiz Fernando R. de Souza, Via Eclesia Sempre Reformada Recebido por email em betochurch
Ave Crux, Unica Spes!
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19/07/2010
Por que você não quer mais ir à igreja?
Fonte da imagem: Evangelho Horizontal
Terminei a leitura deste livro e gostei muito da abordagem que a obra faz de como o amor de Deus se manifesta em vidas que se abrem a dependência e confiança num relacionamento pessoal e franco com Jesus e o próximo em detrimento a uma relação programada, agendada pelas liturgias religiosas que encontramos na maioria dos lugares de culto.
Na obra é narrada a vida de Jake, segundo pastor de uma importante igreja que conhece João, um personagem que aparecerá muitas outras vezes na vida de Jake, transformando e "transtornando" sua compreensão de Deus e seus propósitos para ele.
O livro enfatiza a liberdade que provem da autêntica comunhão com o Pai e que a Igreja não tem endereço fixo, ela está em todos os lugares onde existem pessoas vivendo no amor de Deus se deixando guiar por Ele.
Claudio.
17/06/2010
Vinho novo, odres novos
Por Ed René Kivitz
Não sem motivo, a crítica às igrejas chamadas tradicionais cresce a cada dia. Por igrejas tradicionais me refiro àquelas vítimas do tradicionalismo (aqui sempre fizemos as coisas desse jeito!), legalismo (aqui as boas doutrinas e o bom comportamento valem mais do que as boas pessoas, até porque, exceto nós, não existem boas pessoas!) e do formalismo (silêncio, você está na casa do Senhor!).
A resposta que se dá a esse cenário é múltipla. Há os que abandonam a vida comunitária e passam a caminhar sozinhos, de roda em roda e de bar em bar, chamando de igreja qualquer reunião de chopp entre dois ou três cristãos, ou tentando cultivar a piedade na virtualidade por meio de mp3, podcasts, cultos online e afins. Há também os que escolhem formar grupos informais, que se reúnem regularmente, por exemplo, no cyber-espaço, nas lanchonetes, pátios de universidades, auditórios alugados para fins de semana e, principalmente, nas casas dos cristãos, que funcionam como mini-auditórios para enc ontros informais ao redor da mesa.
A maioria dessas pessoas, ou teve uma experiência negativa com as igrejas chamadas tradicionais ou dela foram banidas contra a sua vontade e, por esta razão, buscaram novos jeitos de ser igreja. Poucas fizeram uma opção deliberada de rompimento justificado pela busca de uma espiritualidade mais autêntica e mais profunda.
O fato é que, independentemente das razões pelas quais se reúnem fora dos horizontes institucionais tradicionais, há algo que precisa ser sublinhado: a maioria dessas pessoas é vítima de uma mentalidade religiosa nociva e obsoleta. Do lado de fora das igrejas tradicionais existe um contingente imenso de pessoas que, com a mesma intensidade com que busca a Deus, rejeita a incoerência, a hipocrisia e os desmandos das estruturas de poder eclesiástico.
Por outro lado, há também uma característica comum a esses grupos informais: a maioria acredita que o fato de estarem fora das igrejas chamadas tradicionais implica a natural participação e experiência do que Jesus chamou de “odres novos”. Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas.
Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam.
Ouço muita gente dizer que os “odres novos” são equivalentes a estruturas organizacionais mais leves, ágeis, flexíveis, não engessadas e assim por diante. Mas a questão é que qualquer estrutura é odre velho, pois o Evangelho não visa a gerar novas instituições, mas pessoas novas. O “odre novo”, meu irmão, minha irmã, é você, sua cabeça e seu coração. O que passa disso é ilusão e destruição, pois, de fato, “ninguém põe vinho novo em odre velho; se o fizer, o odre rebentará, o vinho se derramará e odre se estragará. Ao contrário, põe-se vinho novo em odre novo; e ambos se conservam”.
Ibab, via PAVABLOG
Não sem motivo, a crítica às igrejas chamadas tradicionais cresce a cada dia. Por igrejas tradicionais me refiro àquelas vítimas do tradicionalismo (aqui sempre fizemos as coisas desse jeito!), legalismo (aqui as boas doutrinas e o bom comportamento valem mais do que as boas pessoas, até porque, exceto nós, não existem boas pessoas!) e do formalismo (silêncio, você está na casa do Senhor!).
A resposta que se dá a esse cenário é múltipla. Há os que abandonam a vida comunitária e passam a caminhar sozinhos, de roda em roda e de bar em bar, chamando de igreja qualquer reunião de chopp entre dois ou três cristãos, ou tentando cultivar a piedade na virtualidade por meio de mp3, podcasts, cultos online e afins. Há também os que escolhem formar grupos informais, que se reúnem regularmente, por exemplo, no cyber-espaço, nas lanchonetes, pátios de universidades, auditórios alugados para fins de semana e, principalmente, nas casas dos cristãos, que funcionam como mini-auditórios para enc ontros informais ao redor da mesa.
A maioria dessas pessoas, ou teve uma experiência negativa com as igrejas chamadas tradicionais ou dela foram banidas contra a sua vontade e, por esta razão, buscaram novos jeitos de ser igreja. Poucas fizeram uma opção deliberada de rompimento justificado pela busca de uma espiritualidade mais autêntica e mais profunda.
O fato é que, independentemente das razões pelas quais se reúnem fora dos horizontes institucionais tradicionais, há algo que precisa ser sublinhado: a maioria dessas pessoas é vítima de uma mentalidade religiosa nociva e obsoleta. Do lado de fora das igrejas tradicionais existe um contingente imenso de pessoas que, com a mesma intensidade com que busca a Deus, rejeita a incoerência, a hipocrisia e os desmandos das estruturas de poder eclesiástico.
Por outro lado, há também uma característica comum a esses grupos informais: a maioria acredita que o fato de estarem fora das igrejas chamadas tradicionais implica a natural participação e experiência do que Jesus chamou de “odres novos”. Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas.
Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam.
Ouço muita gente dizer que os “odres novos” são equivalentes a estruturas organizacionais mais leves, ágeis, flexíveis, não engessadas e assim por diante. Mas a questão é que qualquer estrutura é odre velho, pois o Evangelho não visa a gerar novas instituições, mas pessoas novas. O “odre novo”, meu irmão, minha irmã, é você, sua cabeça e seu coração. O que passa disso é ilusão e destruição, pois, de fato, “ninguém põe vinho novo em odre velho; se o fizer, o odre rebentará, o vinho se derramará e odre se estragará. Ao contrário, põe-se vinho novo em odre novo; e ambos se conservam”.
Ibab, via PAVABLOG
13/06/2010
Entre Igrejas e a igreja
Por Leonardo Gonçalves
Tenho que admitir. Eu sei que é triste, duro, mas é verdade: as IGREJAS mentem. Não somente isso, mas também abusam espiritualmente. Elas (fatalmente) cometem muitos equivocos.
Há tempos que as IGREJAS cederam espaço ao legalismo, fanatismo, misticismo, relativismo, henoteísmo e quase todos os “ismos” que você possa imaginar. Porém, Jesus não disse que edificaria IGREJAS; ele disse que iria edificar a sua IGREJA, e que contra essa as portas do hades não prevaleceriam. É preciso urgentemente fazer a distinção entre IGREJAS e IGREJA.
As IGREJAS estão envolvidas com toda prática perniciosa e neo-pagã, porém a IGREJA verdadeira não se corrompe. Ela é invisível e composta por todos os crentes renascidos. Parte dela está na Terra, militando contra seitas, heresias, modismos, desmanchando argumentos falaciosos e incabíveis, ou simplesmente congregando e lutando para permanecer pura, sem mancha. A outra parte dela está no céu, desfrutando da paz não merecida, mas tão almejada. Quanto às IGREJAS, seus membros são telepastores e televangelistas que assim como Balaão estão inclinados ao materialismo e ao pragmatismo. São os padres pedófilos, os bispos que sonegam impostos, os apostolos ignorantes que se re-batizam em Israel. São também neo-fariseus que se creem mais espirituais que os demais, como se a benção de Deus tivesse alguma relação com meritos humanos. Alguns vivem um ascetismo hipócrita, outros, porém, vão ao outro extremo e desprezam os valores éticos expressos na Palavra de Deus. Muitos deles se infiltram em nossos templos, entre os servidores, e nos dão veneno de comer. Os membros das IGREJAS são falsos professos, caricaturas do cristianismo autêntico, estrelas apagadas, folhas secas levadas pelo vento, estando envolvidos em escandalos, politica e muita malandragem. Porém, a IGREJA não se corrompeu, não se corrompe e jamais se prostrará ao Deus desse século. A IGREJA é esposa, e aguarda ansiosa o regresso do esposo. Ela não tem pacto com os adoradores extravagantes, raramente comete exageros, é comedida, moderada, ainda que imperfeita e humana.
O apóstolo Paulo passou grande parte da sua vida refutando heresias cometidas nas IGREJAS, sem jamais censurar a IGREJA do nosso Senhor. Ele entendia que a IGREJA nao é obra acabada, portanto, é imperfeita, e compreendia e vivia a tensao paradoxal, porém NECESSÁRIA entre IGREJAS e IGREJA.
As IGREJAS estão apaixonadas por Jesus;
A IGREJA ama a Cristo mais que a si mesma.
Fonte Púlpito Cristão
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Reflexão
29/05/2010
A Onda... Evangélica!
Por Leandro Barbosa
“Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas ruins farão coisas ruins.
Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins é preciso religião.” Steven Weinberg
Estes dias assisti a um filme que se chama “A Onda”, é um filme de produção alemã, que trata da história de um professor de uma escola pública que bola uma estratégia mirabolante como forma de provar suas teorias não ortodoxas. Ele convoca os seus alunos há viver uma semana com algumas regras, a fim de formarem um grupo distinto, sem diferenças, onde todos vestiriam naquela semana a mesma cor, falariam dos mesmos assuntos, e andariam juntos a se ajudar. Logo como grupo se cognominou como “A onda”, só que o interessante é que com o decorrer da semana o que era um exercício de sala de aula se tornou uma bola de neve descontrolada, ao ponto de no final da semana um grupo gigante de pessoas estarem formando um grupo paramilitar, que só veio a acabar com o suicídio de um aluno integrante do grupo, devido a tentativa do professor em parar aquele movimento.
Para mim pessoalmente foi chocante a experiência, pois pouco a pouco comecei a me identificar com as experiências vividas pelos adolescentes, e vou citá-las para vocês. A convivência daquele grupo como uma proposta de vida onde as diferenças sociais seriam extintas, onde não haveria mais classes sociais e desigualdades, tomou uma proporção na mente daqueles jovens, que logo eles sentiram um sentimento de superioridade de propósito, e passaram a um segundo estagio de descriminação dos diferentes. Em sala de aula havia uma proposta de ordem, que era passada como uma idéia de harmonia, onde a partir de uma obediência cega entendia-se que estes, eram padrões eram significado de fidelidade a um propósito maior. Logo sob um pretexto de harmonia e singularidade, como que entorpecidos por uma droga o grupo começou a exercer atos de barbárie contra os diferentes, e estipular os limites de liberdade para os outros colegas da escola.
Por mais que pareça cômico e até meio trágico, as semelhanças não são mera coincidência, mas impressões do que uma filosofia de conquista que pretexte melhoras em base da exclusão é verdadeiramente destrutiva, não só para os meios onde são exercidas, mas acima de tudo para as pessoas que participam. Por minha experiência pessoal, posso dizer sem medo de que os evangélicos são campeões em vender estes perfis de ideologia. Conquistam adeptos sobre pretextos de uma vida melhor, afirmando que a partir da agregação ao grupo, passa-se a ser uma “raça superior”, ou na linguagem evangélica; “nação santa”, “sacerdotes”, “reis”, “Príncipes”, e sobre esta idéia constroem uma realidade que oprime o diferente. Nestes meios assim como nestes sistemas ditatoriais, não existe espaço para questionamentos e discordâncias, a fidelidade é exigida acima de tudo, fidelidade esta que também é sinônimo de comungar com atos de barbárie que são tidos como justiça, endossadas pelos líderes como vontade divina.
Dentro destes ambientes ilusórios, multidões que caíram no enredo deste mundo fictício criado por religiosos fanatizados, vivem uma inverdade que mais é uma cadeia, pois nele se negam a questionar a imperfeição e desconexão com a realidade do sistema ao qual estão inseridos. Os lideres por sua vez, não aceitam serem questionados, e impõem-se de forma massiva sobre seus opositores, e quando sofrem resistência perdem o rumo de suas convicções, partindo para atos de ignorância ou para perda de suas referencias. Este sistema “evangélico” é uma verdadeira ditadura religiosa, que a meu ver às vezes passa a ser pior que uma filosofia “talibã” ou aristocracia radical. Pois sobre uma mensagem de bondade e amor ao próximo, subjetivamente distorcem a mesma, tornando-se instrumentos de segregação e ganância.
Talvez para uma mente mais evangélica o meu texto vai soar como heresia ou blasfêmia, mas para quem foi vitima do mesmo, trará uma compreensão e capacidade maior de lidar com esta realidade. Sim por mais triste que seja grande parte de nós cai no “conto do vigário”, e sobre um falso pretexto de bondade, uma ânsia de encontro com Deus, acaba por cometer atrocidades até o dia em que somos vítimas das mesmas. Creio que nosso maior desafio “e falo por experiência pessoal”, é encontrar Deus em meio a toda esta bagagem e informações as quais fomos por anos condicionados. De todas as minhas experiências, em toda minha caminhada, posso afirmar com garantia que Deus não é propriedade exclusiva dos evangélicos.
Quero desafiar a você a um requestionar de valores, a parar e perceber se você não é apenas mais um integrante da “Onda”, que esta tão cego ao ponto de não ter mais empatia e tato para sentir que existe um mundo a sua volta. Deus não criou você para ser um covarde que foge da vida, mas alguém que vive o seu “mundo” com caráter, sem precisar da proteção da “onda” ou da indicação de cegos guiando cegos, para ser apenas humano.
Bem e Paz
Leandro Barbosa
Fonte: Blog Leandro Barbosa
“Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas ruins farão coisas ruins.
Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins é preciso religião.” Steven Weinberg
Estes dias assisti a um filme que se chama “A Onda”, é um filme de produção alemã, que trata da história de um professor de uma escola pública que bola uma estratégia mirabolante como forma de provar suas teorias não ortodoxas. Ele convoca os seus alunos há viver uma semana com algumas regras, a fim de formarem um grupo distinto, sem diferenças, onde todos vestiriam naquela semana a mesma cor, falariam dos mesmos assuntos, e andariam juntos a se ajudar. Logo como grupo se cognominou como “A onda”, só que o interessante é que com o decorrer da semana o que era um exercício de sala de aula se tornou uma bola de neve descontrolada, ao ponto de no final da semana um grupo gigante de pessoas estarem formando um grupo paramilitar, que só veio a acabar com o suicídio de um aluno integrante do grupo, devido a tentativa do professor em parar aquele movimento.
Para mim pessoalmente foi chocante a experiência, pois pouco a pouco comecei a me identificar com as experiências vividas pelos adolescentes, e vou citá-las para vocês. A convivência daquele grupo como uma proposta de vida onde as diferenças sociais seriam extintas, onde não haveria mais classes sociais e desigualdades, tomou uma proporção na mente daqueles jovens, que logo eles sentiram um sentimento de superioridade de propósito, e passaram a um segundo estagio de descriminação dos diferentes. Em sala de aula havia uma proposta de ordem, que era passada como uma idéia de harmonia, onde a partir de uma obediência cega entendia-se que estes, eram padrões eram significado de fidelidade a um propósito maior. Logo sob um pretexto de harmonia e singularidade, como que entorpecidos por uma droga o grupo começou a exercer atos de barbárie contra os diferentes, e estipular os limites de liberdade para os outros colegas da escola.
Por mais que pareça cômico e até meio trágico, as semelhanças não são mera coincidência, mas impressões do que uma filosofia de conquista que pretexte melhoras em base da exclusão é verdadeiramente destrutiva, não só para os meios onde são exercidas, mas acima de tudo para as pessoas que participam. Por minha experiência pessoal, posso dizer sem medo de que os evangélicos são campeões em vender estes perfis de ideologia. Conquistam adeptos sobre pretextos de uma vida melhor, afirmando que a partir da agregação ao grupo, passa-se a ser uma “raça superior”, ou na linguagem evangélica; “nação santa”, “sacerdotes”, “reis”, “Príncipes”, e sobre esta idéia constroem uma realidade que oprime o diferente. Nestes meios assim como nestes sistemas ditatoriais, não existe espaço para questionamentos e discordâncias, a fidelidade é exigida acima de tudo, fidelidade esta que também é sinônimo de comungar com atos de barbárie que são tidos como justiça, endossadas pelos líderes como vontade divina.
Dentro destes ambientes ilusórios, multidões que caíram no enredo deste mundo fictício criado por religiosos fanatizados, vivem uma inverdade que mais é uma cadeia, pois nele se negam a questionar a imperfeição e desconexão com a realidade do sistema ao qual estão inseridos. Os lideres por sua vez, não aceitam serem questionados, e impõem-se de forma massiva sobre seus opositores, e quando sofrem resistência perdem o rumo de suas convicções, partindo para atos de ignorância ou para perda de suas referencias. Este sistema “evangélico” é uma verdadeira ditadura religiosa, que a meu ver às vezes passa a ser pior que uma filosofia “talibã” ou aristocracia radical. Pois sobre uma mensagem de bondade e amor ao próximo, subjetivamente distorcem a mesma, tornando-se instrumentos de segregação e ganância.
Talvez para uma mente mais evangélica o meu texto vai soar como heresia ou blasfêmia, mas para quem foi vitima do mesmo, trará uma compreensão e capacidade maior de lidar com esta realidade. Sim por mais triste que seja grande parte de nós cai no “conto do vigário”, e sobre um falso pretexto de bondade, uma ânsia de encontro com Deus, acaba por cometer atrocidades até o dia em que somos vítimas das mesmas. Creio que nosso maior desafio “e falo por experiência pessoal”, é encontrar Deus em meio a toda esta bagagem e informações as quais fomos por anos condicionados. De todas as minhas experiências, em toda minha caminhada, posso afirmar com garantia que Deus não é propriedade exclusiva dos evangélicos.
Quero desafiar a você a um requestionar de valores, a parar e perceber se você não é apenas mais um integrante da “Onda”, que esta tão cego ao ponto de não ter mais empatia e tato para sentir que existe um mundo a sua volta. Deus não criou você para ser um covarde que foge da vida, mas alguém que vive o seu “mundo” com caráter, sem precisar da proteção da “onda” ou da indicação de cegos guiando cegos, para ser apenas humano.
Bem e Paz
Leandro Barbosa
Fonte: Blog Leandro Barbosa
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