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05/02/2012

Deus é Zero


Adesivos do tipo "Deus é Fiel" se propagam nos carros dos que acham que estão num nível acima do próximo.
Tony Bellotto, na Veja On-line
Outro dia, no táxi a caminho do Galeão, passou por mim um carro vermelho em alta velocidade. O motorista parecia um rapper latino de filme independente americano, com boné virado pra trás e imensos óculos escuros. O interior do carro emanava um funk ensurdecedor que ajudava a compor a barulhenta sinfonia da Linha Vermelha às 8h30 da manhã, em que buzinas, roncos de motores e turbinas de avião se misturam numa música que nem John Cage poderia conceber.
Depois que o carro passou, reparei num plástico enorme no vidro de trás com os dizeres: DEUS É FIEL. Não foi a primeira vez que vi a frase, claro, ela é bastante difundida, mas foi a primeira vez que refleti sobre ela. Essa frase sempre me intrigou. A que se refere, afinal de contas? Deus é fiel a quem? A Ele mesmo?
Ora, se Deus, por definição é “causa necessária e fim último de tudo que existe” Ele não tem que se preocupar em ser fiel a si mesmo, pois já que está acima de todas as coisas não precisa, por definição, “não contrariar a confiança depositada”. O mesmo vale para a sua, digamos assim, ideologia, ou doutrina. Mesmo que Ele envie um planeta em rota de colisão com a Terra e destrua a vida humana por estas plagas, ainda assim continuará sendo fiel aos seus desígnios, já que estes são, também por definicão, insondáveis. Portanto dizer que Deus é fiel a si mesmo é afirmar uma tremenda de uma redundância.
Pode-se, por outro lado, argumentar que Deus é fiel aos que Nele crêem. Mas como todo fiel é por definição passível de ser traído, não seria errado afirmar, no caso de um crente que “abandone” Deus para flertar com o diabo, por exemplo – o que vive acontecendo -, que Deus é traído em alguns casos. Nesse caso seria tão correto afirmar que DEUS É TRAÍDO quanto que DEUS É FIEL.
Isso me remete a uma outra frase, também muito difundida, que me intriga igualmente: DEUS É DEZ. Só dez? Deus deveria ser, no mínimo, Mil, ou Milhão, quando não, Infinito, certo? Claro que a frase quer dizer que Deus está no nível máximo de qualquer escala, o topo da linha. Mas o número dez não me parece à altura do Todo Poderoso, na boa, e olha que eu nem acredito na existência Dele (acredito na do número dez, no entanto).
Mas caso os crentes queiram passar uma dimensão do poder e da força do Senhor, deveriam usar o número zero, já que este, por definição, é o “elemento inicial de qualquer série”, além de representar a “total ausência de quantidade”, ou ainda um “conjunto vazio”, que cabem muito melhor na definição do que seria esse “não lugar” que Deus habita, do que o raquítico número dez. Nesse caso, seria tão correto afirmar que DEUS É ZERO quanto que DEUS É DEZ.
Mas imagine o que aconteceria com alguém que saísse num carro com os dizeres DEUS É TRAÍDO e DEUS É ZERO. Deus me livre…
foto: Thinkstock

Fonte: Pavablog

10/09/2011

Antes de virar escritor, limpava privadas...


William P. Young está no Brasil para a 15ª Bienal do Livro, no Riocentro. Em entrevista ao G1, escritor conta história por trás do best-seller.
Texto de Carla Maneghini publicado originalmente no G1
O escritor William P. Young fará palestra nesta sexta (9) na Bienal (Foto: Divulgação)
Mesmo depois de ter mais de 12 milhões de cópias vendidas de seu livro “A cabana”, o canadense William P. Young afirma que não é exatamente um escritor. “Sou um autor acidental”, diz Young, que está no Rio para participar da 15ª Bienal do Livro. Ele fará uma palestra para fãs nesta sexta-feira (9), às 19h30.
Em entrevista exclusiva ao G1, o autor do best-seller contou a história por trás de “A cabana”, que já foi traduzido para 41 línguas.
“Antes de virar escritor, tinha três empregos. No principal deles, fazia serviços de empacotamento e limpeza em uma fábrica, limpava até privadas”, conta o autor canadense, que escreveu o romance sem intenção de publicá-lo. “Deus tem um grande senso de humor quando planeja nosso destino”, diz.
“Eu sempre gostei de escrever, e minha mulher me deu a ideia de criar uma história para dar de presente para meus filhos no Natal”, lembra Young, que tem seis filhos. “Escrevi e fiz 15 cópias por conta própria para entregar à família e amigos. As crianças não ligaram, mas os amigos gostaram tanto que começaram a mostrar para outras pessoas, e ‘A cabana’ foi se espalhando”, conta.
Infância em cultura tribal
O autor diz que muito de sua história de vida está presente em “A cabana”. Filho de missionários, ele morou dos 10 meses aos 10 anos em Papua Nova Guiné e estudou teologia nos EUA.
“Cresci em uma família religiosa, sempre pensei muito sobre a relação das pessoas com Deus. Mas a convivência em uma cultura tribal durante tanto tempo me fez pensar nessas coisas por uma outra perspectiva”, afirma.  “O romance vem do desejo de criar uma língua por meio da qual as pessoas possam se conectar a Deus sem ser pela religião”, completa.
Ele conta que a influência da cultura de Papua Nova Guiné motivou um dos pontos mais controversos de “A cabana”: o retrato de Deus como uma mulher negra. “Queria me distanciar ao máximo daquela imagem clássica que temos de Deus, como um homem branco e sofredor”, conta o escritor, que afirma ter prazer em ver seu livro gerar polêmica. “São só palavras impressas no papel, o resto está na cabeça de quem lê. Quem me critica, não está falando de mim, está falando de si próprio.”

05/10/2009

Duerme, duerme La Negra - Mercedes Sosa

Graças a vida, que me deu a oportunidade de ouvir e aprender com esta cantora, graça a Deus que nos presenteou com esta voz sensível e inconformada.

Graças Mercedes, expressão da Graça de Deus.


Obra del Maestro Barranquillero Roberto Rodríguez elaborada especialmente para el artículo periodistico "Mercedes Sosa, como un pájaro libre" escrito por el periodista Víctor González Solano "Vigoso" para el diario El Heraldo de la ciudad de Barranquilla.



Gracias A La Vida

Graças à Vida

Gracias a la vida que me ha dado tantoGraças à vida que me deu tanto
Me dio dos luceros que cuando los abroMe deu dois luzeiros que quando os abro
Perfecto distingo lo negro del blancoPerfeito distinguo o preto do branco
Y en el alto cielo su fondo estrelladoE no alto céu seu fundo estrelado
Y en las multitudes el hombre que yo amoE nas multidões o homem que eu amo
Gracias a la vida que me ha dado tantoGraças à vida que me deu tanto
Me ha dado el oído que en todo su anchoMe deu o ouvido que em todo seu comprimento
Graba noche y día grillos y canariosGrava noite e dia grilos e canários
Martirios, turbinas, ladridos, chubascosMartírios, turbinas, latidos, aguaceiros
Y la voz tan tierna de mi bien amadoE a voz tão terna de meu bem amado
Gracias a la vida que me ha dado tantoGraças à vida que me deu tanto
Me ha dado el sonido y el abecedarioMe deu o som e o abecedário
Con él, las palabras que pienso y declaroCom ele, as palavras que penso e declaro
Madre, amigo, hermanoMãe, amigo, irmão
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amandoE luz iluminando a rota da alma do que estou amando
Gracias a la vida que me ha dado tantoGraças à vida que me deu tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansadosMe deu a marcha de meus pés cansados
Con ellos anduve ciudades y charcosCom eles andei cidades e charcos
Playas y desiertos, montañas y llanosPraias e desertos, montanhas e planícies
Y la casa tuya, tu calle y tu patioE a casa sua, sua rua e seu pátio
Gracias a la vida que me ha dado tantoGraças à vida que me deu tanto
Me dio el corazón que agita su marcoMe deu o coração que agita seu marco
Cuando miro el fruto del cerebro humanoQuando olho o fruto do cérebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del maloQuando olho o bom tão longe do mal
Cuando miro el fondo de tus ojos clarosQuando olho o fundo de seus olhos claros
Gracias a la vida que me ha dado tantoGraças à vida que me deu tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llantoMe deu o riso e me deu o pranto
Así yo distingo dicha de quebrantoAssim eu distinguo fortuna de quebranto
Los dos materiales que forman mi cantoOs dois materiais que formam meu canto
Y el canto de ustedes que es el mismo cantoE o canto de vocês que é o mesmo canto
Y el canto de todos que es mi propio cantoE o canto de todos que é meu próprio canto
Gracias a la vida, gracias a la vidaGraças à vida, graças à vida

Só Peço a Deus

Dan Torres

Eu só peço a deus que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu devia

Eu só peço a deus que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucado brutalmente
Eu só peço a deus que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência dessa gente)
Eu só peço a deus que a mentira não me seja indiferente

Se um traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente
Eu só peço a deus que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganado
Pra viver uma cultura diferente

Solo le pido a diós que la guerra não me sea indiferente
Es um monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

21/04/2009

Identidade Brasil com Bráulia Ribeiro

Entrevista realizada em 2006 com Braulia Ribeiro, presidente da Jocum Brasil na ocasião.
Nesta entrevista ela fala um pouco sobre a identidade Brasileira, sobre a igreja, santidade, e carnaval e cultura nacional.
Vale a pena assistir



Identidade Brasil c/ Braulia Ribeiro from Daniel Silva on Vimeo.

Fonte: Emeurgente