O calendário desse ano nos fez ter uma mais curta estação lúdica (Natal-Carnaval) no Brasil. Mas, creio, deverá ter sido o suficiente para que muitos de nós tenhamos tirado férias, ou alguns dias de folga, para repouso, lazer, sociabilidade, festa, cuidado com a saúde, higiene mental, viagens etc. E, quem sabe, fizemos uma avaliação de pelas quantas andamos e/ou deveríamos andar.
Sempre iniciamos aquela estação ao final da Quadra do Advento (a primeira do Ano Cristão), com sua ênfase na Escatologia Messiânica, e o início da Quadra do Natal (com o Ano Novo e a Epifania, em datas diferentes nas Igrejas do Ocidente e do Oriente), com sua ênfase na Encarnação e na destinação universal do Messias. Terminamos, porém, na quadra pagã do Culto a Baco, na despedida da carne (Carne Vale).
A Quaresma, quadra que se inicia hoje no Ano Cristão, nessa “quarta-feira ingrata” para os fiéis de Baco, e “Quarta-Feira de Cinzas” para os fiéis de Javé: um momento de “saco e cinzas” (próximo do Yon Kipur dos judeus), nos vai preparando para os grandes temas da Salvação, para o lugar da Cruz e do túmulo vazio. A Quaresma antecede a Paixão, que antecede a Ressurreição, que antecede a Ascensão, que antecede o Pentecostes. Cada ano, como Igrejas históricas, procuramos refazer essa peregrinação existencial.
Em nossas férias, tivemos a oportunidade de usufruir dessa abençoada natureza que o Senhor agraciou o Brasil, enquanto, no globo todo, ela “geme” na esperança da sua redenção, numa “morte da terra”, para usar a expressão de Francis Shaeffer, em obra tanto pioneira quanto profética.
Nesse período os “nacionalistas” (agro-negócio, madeireiras, carvoarias) desmataram a Amazônia de um território maior do que o município de São Paulo. Obviamente que não devemos prestar a atenção aos índios, aos padres, ou aos missionários protestantes estrangeiros, que “querem tomar o que é nosso”... Ou seja, “nosso”, quer dizer “deles”.
Na estação lúdica as elites e as classes médias (inclusive evangélicas), curtiram, deslumbradas, os templos do consumismo (os seus cartões de crédito e cheques especiais revelam algum desconforto...) enquanto 40 milhões de brasileiros vivem esbeltos de sub-nutrição e 70 milhões enveredam pela obesidade da super-nutrição.
Como já se disse que o sono do segundo grupo é intranqüilizado pelo ronco da barriga do primeiro grupo. Mas, para sermos “bíblicos”, “por ventura sou eu guardador do meu irmão?”. A Igreja evangélica brasileira “cresceu”, a miséria e a violência não decresceram, pelo caráter mutilado da mensagem e da prática evangelizadora. Mea Culpa, Mea Culpa, Mea Máxima Culpa! “Senhor, tem piedade de nós!”.
O Messias não começou o seu ministério com prosperidade, mas com o deserto. É difícil entender que Ele tenha sido levado para lá pelo Espírito, e, justamente, para ser tentado pelo diabo. Mas o Messias começa o seu ministério pela obediência, pelo sofrimento, e, também, pela vitória, sendo, por fim, servido pelos anjos. Que caminho tão diferente daqueles confortáveis propostos pelo mundo de hoje, e, também, por Igrejas de hoje!O Messias inauguraria a Era dos Mártires. De Paulo a Luther King, cristãos louvaram na cadeia, e nas prisões escreveram páginas indeléveis da trajetória da Igreja. Não é que hoje não existam mártires em muitos países, mas as razões porque os “apóstolos” e “bispos” contemporâneos são detidos, não correspondem aos mesmos motivos espirituais. Afinal, Miami não é Patmos...
Algo que nos chama a atenção na leitura do Evangelho é o “conhecimento bíblico” de Satanás, e o fato de que ele teve a pretensão de tentar o Filho de Deus justamente citando a Bíblia. Esse não é um fato do passado. Não nos enganemos: o ataque ao Messias em nossos dias não vem apenas dos que fazem escárnio da Bíblia, mas pelos que – dentro e fora da Igreja – a citam, por conhecê-la, para corromper o povo de Deus e impedir ou distorcer a sua missão. O ex-anjo de Luz (“Lúcifer”), e os seus conscientes ou inconscientes seguidores, estão aí de Bíblia na mão, sutis, ensinando falsas doutrinas, corrompendo a Verdade, atentando contra a Unidade, sob a indiferença de muitos.
Não se prega mais, com a mesma clareza e a mesma ênfase, o Novo Nascimento. Não se ensina “todo o conselho de Deus”, mas apenas alguns. Não se cria comunidades novas de todas as gentes. Não se serve ao faminto. Não se chama Herodes de “raposa”. As confrarias de iguais, blindadas dos problemas do mundo e da Igreja, vão contentando a alienada e alienante espiritualidade burguesa, ou o legalismo reducionista, no fundo, auto-indulgente (pecado sério é o dos outros), ou, para os em declínio de hormônios, se dá oportunidade para uma saída honrosa para a castidade. O “teólogo” Satanás está satisfeito, porque domesticamos e selecionamos os textos bíblicos, atrelados ao espírito do século globalizado, à nossa cultura ou à cultura da Nova Roma.
Que o Tempo da Quaresma tenha densidade bíblica e espiritual para cada um de nós, seguindo os passos dolorosos de Jesus. Que a nossa cristificação não nos leve ao objetivo último de fazer crescer a Igreja, mas de promover o Reino de Deus – que é de paz como fruto da justiça – (que é a única razão para o crescimento da Igreja).
Quando o Reino não é promovido – apesar dos números – a Igreja não tem crescido. Um tempo não de desculpas menores para os pecados maiores, para as distorções das heresias, para a indiferença diante da miséria, para a promiscuidade com os poderosos, para a tragédia do dilaceramento do Corpo de Cristo em milhares de “denominações” (termo que, por não estar na Bíblia, não foi citado por Satanás, mas, temos certeza, dele recebe irrestrito apoio).
O Messias foi tentado por Satanás citando a Palavra, e o derrotou por conhecer mais a Palavra do que o príncipe das trevas.
Estamos, junto com a Sociedade Bíblica do Brasil, no “Ano da Bíblia”, e a Igreja será sarada por “engolir” esse Livro.
Dom Robinson Cavalcanti, bispo diocesano
Fonte Pavablog
11/02/2008
08/02/2008
Escravos da ignorância
A luta pela liberdade feminina iria também se apoiar na própria Declaração de Independência, defendendo o direito de igualdade entre os sexos.
Em 1848, na Convenção de Seneca Falls, quando Elizabeth Cady Stanton teve a coragem de pedir o empenho de todos para assegurar o voto das mulheres, Frederick Douglass foi o único homem de qualquer grupo étnico a se levantar para dar seu apoio.
Ele dizia que se uniria a qualquer um para fazer o que fosse certo, e a ninguém para fazer algo errado.
Elizabeth escreveu depois palavras duras contra a Bíblia, na mesma linha de Douglass, afirmando que não conhecia “nenhum outro livro que ensine tão cabalmente a sujeição e a degradação das mulheres”.
Douglass não tinha boas coisas a dizer sobre os crentes: “Afirmo sem a menor hesitação que a religião do Sul é uma simples capa para os crimes mais terríveis – uma justificativa da barbárie mais estarrecedora, uma consagração das fraudes mais odiosas e um abrigo escuro onde os atos mais sombrios, imundos, grosseiros e diabólicos dos senhores de escravos encontram a mais forte das proteções.
Se eu fosse de novo submetido às cadeias da escravidão, a par dessa escravização, consideraria ser escravo de um senhor religioso a pior calamidade que poderia me acontecer. [...] odeio o cristianismo hipócrita, parcial, corrupto e escravizador desta terra, defensor do chicote para as mulheres e saqueador de berços”.
Para ser justo, vale notar que grande parte do fermento abolicionista surgiu nas comunidades cristãs, especialmente entre os quacres do Norte.
O livro “sagrado” em si, como se nota, não é garantia para nada, pois pessoas imorais conseguem justificar sua imoralidade com ele.
No final das contas, o que importa é o caráter dos indivíduos, seus princípios e valores morais, independente do credo, da “raça”, do sexo ou da renda.Justamente por isso a educação é tão fundamental.
Não qualquer “educação”, mas uma postura crítica diante da vida, a vontade de questionar e conhecer. É preciso aprender a aprender.
Deve se evitar qualquer tipo de doutrinação, de dogmas seguidos sem reflexão e questionamento.
Como escreveu Carl Sagan, “os tiranos e os autocratas sempre compreenderam que a capacidade de ler, o conhecimento, os livros e os jornais são potencialmente perigosos”.
Afinal, eles “podem insuflar idéias independentes e até rebeldes nas cabeças de seus súditos”.
Lênin e Trotski consideravam as idéias como armas letais, e todas as nações comunistas buscaram o total controle sobre os jornais.
A Inquisição católica contou com o Index dos livros proibidos.
Os senhores de rebanhos temem o pensamento independente, a grande ameaça ao seu poder.
O controle sobre os corpos dos escravos não é suficiente.
É preciso controlar as suas mentes também.
Na verdade, controlando as mentes, nem é preciso coerção para comandar os corpos.
Os ignorantes que deixam o dízimo suado de seu trabalho nas igrejas do Bispo Macedo, por exemplo, fazem isso, até certo ponto, voluntariamente.
Ninguém os obriga a isso.
A imensa riqueza do Vaticano contrasta com suas mensagens de humildade que conquistam os mais pobres.
A maior escravidão de todas, como Frederick Douglass descobriu, é a ignorância.
A chave para a liberdade é o conhecimento, obtido através da razão.
trecho de Da escravidão à liberdade, texto de Rodrigo Constantino.
Fonte Pavablog
É por isso que eu leio .
Em 1848, na Convenção de Seneca Falls, quando Elizabeth Cady Stanton teve a coragem de pedir o empenho de todos para assegurar o voto das mulheres, Frederick Douglass foi o único homem de qualquer grupo étnico a se levantar para dar seu apoio.
Ele dizia que se uniria a qualquer um para fazer o que fosse certo, e a ninguém para fazer algo errado.
Elizabeth escreveu depois palavras duras contra a Bíblia, na mesma linha de Douglass, afirmando que não conhecia “nenhum outro livro que ensine tão cabalmente a sujeição e a degradação das mulheres”.
Douglass não tinha boas coisas a dizer sobre os crentes: “Afirmo sem a menor hesitação que a religião do Sul é uma simples capa para os crimes mais terríveis – uma justificativa da barbárie mais estarrecedora, uma consagração das fraudes mais odiosas e um abrigo escuro onde os atos mais sombrios, imundos, grosseiros e diabólicos dos senhores de escravos encontram a mais forte das proteções.
Se eu fosse de novo submetido às cadeias da escravidão, a par dessa escravização, consideraria ser escravo de um senhor religioso a pior calamidade que poderia me acontecer. [...] odeio o cristianismo hipócrita, parcial, corrupto e escravizador desta terra, defensor do chicote para as mulheres e saqueador de berços”.
Para ser justo, vale notar que grande parte do fermento abolicionista surgiu nas comunidades cristãs, especialmente entre os quacres do Norte.
O livro “sagrado” em si, como se nota, não é garantia para nada, pois pessoas imorais conseguem justificar sua imoralidade com ele.
No final das contas, o que importa é o caráter dos indivíduos, seus princípios e valores morais, independente do credo, da “raça”, do sexo ou da renda.Justamente por isso a educação é tão fundamental.
Não qualquer “educação”, mas uma postura crítica diante da vida, a vontade de questionar e conhecer. É preciso aprender a aprender.
Deve se evitar qualquer tipo de doutrinação, de dogmas seguidos sem reflexão e questionamento.
Como escreveu Carl Sagan, “os tiranos e os autocratas sempre compreenderam que a capacidade de ler, o conhecimento, os livros e os jornais são potencialmente perigosos”.
Afinal, eles “podem insuflar idéias independentes e até rebeldes nas cabeças de seus súditos”.
Lênin e Trotski consideravam as idéias como armas letais, e todas as nações comunistas buscaram o total controle sobre os jornais.
A Inquisição católica contou com o Index dos livros proibidos.
Os senhores de rebanhos temem o pensamento independente, a grande ameaça ao seu poder.
O controle sobre os corpos dos escravos não é suficiente.
É preciso controlar as suas mentes também.
Na verdade, controlando as mentes, nem é preciso coerção para comandar os corpos.
Os ignorantes que deixam o dízimo suado de seu trabalho nas igrejas do Bispo Macedo, por exemplo, fazem isso, até certo ponto, voluntariamente.
Ninguém os obriga a isso.
A imensa riqueza do Vaticano contrasta com suas mensagens de humildade que conquistam os mais pobres.
A maior escravidão de todas, como Frederick Douglass descobriu, é a ignorância.
A chave para a liberdade é o conhecimento, obtido através da razão.
trecho de Da escravidão à liberdade, texto de Rodrigo Constantino.
Fonte Pavablog
É por isso que eu leio .
06/02/2008
Tempo (in) comum
Por Edemir Antunes http://edemirantunes.blogspot.com/Eu li nas Sagradas Escrituras que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” [Sl 19,1].
Fiquei preocupado e me perguntei: quais céus? Digo isso porque o céu criado por Deus, azul tão belo, fora azulejado por um cinza que dá desgosto.
Nada contra o cinza. Mas esse acinzentado que se vê tem a cor do pecado da ganância e do desamor.
Por conseguinte, hoje eu descarto o tom bem-humorado, poético e/ou acadêmico...
Segundo o calendário litúrgico vivemos o Tempo Comum.
Neste período é ressaltado que Deus age no cotidiano, nas coisas simples da vida e em toda a Criação.
Por isso, muitos templos são ornamentados com a cor verde nesta época. Pensando nisso, eu questiono a ação profética da maioria das pessoas que se afirmam cristãs neste país, porque a profecia cristã foi pervertida ao ponto de ser confundida com adivinhação do futuro.
Além disso, várias novelas e programas televisivos reforçam tal idéia “emburrecendo” as gentes.
A quantidade de católicos/as, ortodoxos/as e evangélicos/as é imensa. Conforme o último senso o grupo evangélico é 15,7% da população brasileira. Imagine todo esse povo reunido contra todas as ações governamentais e privadas que agridem a Natureza e a Vida Humana.
Imagine que todos/as os/as cristãos/ãs têm consciência de que toda a forma de agressão ao mundo criado é uma afronta contra Deus.
Imagine que tais pessoas parem de trabalhar, comprar e pagar impostos em protesto às bestialidades que são praticadas nesta terra de ninguém até que as coisas se normalizem.
Digo normalizem porque a anormalidade é normal por aqui.
Na frente de todos os templos poderiam ser colocados cartazes com a envelhecida frase atualizada: “Brasil: ame-o ou deixe-o. Pois, conforme o Evangelho, quem ama cuida, corrige, reage, muda, critica e age.”
Em outros termos, não dá para ficar nos templos buscando benefícios individuais de um “deus mesquinho e capitalista”, enquanto a Criação é deflorada e moída... há quem chame isso de conivência e/ou pecado.Se de um lado a Criação é violentada, do outro observa-se a busca, nos redutos cristãos, pelo poder do Espírito Santo para mandar nos/as outros/as e pisar naqueles/as que impedem os/as crentes de prosperar. Esquecem que o poder é concedido para servir a Deus e ao/à próximo/a com amor, liberalidade e alegria. O poder, quando exercido na perspectiva do Reino, faz brotar vida irrigando e adornando a Criação.(grifo meu)
Todos/as fazem parte do mundo criado, no entanto muitos/as se deslembram disso.
Contemplam-se políticos/as e poderosos/as viajando pelo mundo em seus jatos particulares despreocupados/as com a destruição da Terra, por outro lado alguns/algumas crentes ficam “viajando” nos templos em meio aos seus êxtases egoístas e às suas tradições idolátricas.
Muitas pessoas não reciclam o lixo.
Não cuidam dos rios e das matas.
Não tomam uma atitude com relação às empresas petrolíferas que forçam a todos/as a usarem seus produtos poluidores.
Aliás, os veículos continuam usando gasolina, álcool ou diesel, ao invés de energia elétrica, água, luz solar ou força eletromagnética.
Não reagem à desigualdade social, por isso ela aumenta celeremente.
Não cuidam das pessoas mais frágeis da sociedade, porque preferem o descaso e a insegurança generalizada.
Não fazem nada diante dos poderes corroídos pelo mau uso do dinheiro.
Não promovem a paz.
Não votam direito... na maioria das vezes por falta de boas opções.
Não punem os/as corruptos/as, afinal eles/as merecem desfrutar do conforto de suas mansões e de todo tipo de regalias.
Enfim, amam única e parcialmente os seus umbigos, logo ficam nos lugares de culto com as mãos levantadas ao céu glorificando a Deus e não dão crédito àqueles/as que asseveram profeticamente que a vida cristã envolve todas as áreas do viver. (grifo meu)
Eu poderia jogar a culpa para o Criador declarando que faltou conceder aos seres humanos inteligência e sensibilidade, mas não é o caso. Alguma coisa está errada.
Talvez não se façam mais discípulos/as de Jesus Cristo como antigamente.
Ser cristão/ã não necessariamente é o mesmo que ser católico/a, evangélico/a ou ortodoxo/a. Ser cristão/ã não é repetir rituais ou manter a família debaixo de um tradicionalismo inoperante e hipócrita.
Ser cristão/ã é assemelhar-se a Cristo, é segui-lo, é experimentá-lo dia-a-dia na comunhão com seu Espírito Santo, é agir de modo semelhante a Ele, é pastorear o mundo com amor.
Neste Tempo Comum a Criação geme... envergonhar-se diante de tanta pornografia seria um passo inicial oportuno.
Graça, paz e bem!
Postado por Edemir Antunes Filho
Postado por Edemir Antunes Filho
Sábias palavras de meu irmão Edemir que me autorizou a reproduzir o texto de sua autoria em sue blog.
Devemos refletir mais sobre nosso consumismo, vemos na mídia e aplaudismos quando vemos máquinas de milhões de dólares, automóveis com rodas de diamante fruto de uma cultura suícida e descomprometida com o futuro.
E no meio cristão se confunde a bondade de Deus e até comunhão com prosperidade material querem ter sem ser, quando a essência do cristianismo é ser.
Os desmatamentos, o desperdício de água em nossas casas, desperdício de tempo e dinheiro na construção de templos sofisticados para adorar Deus que vive e quer ser adorado em nossos corações.
Enfim teria muito que falar, mas no fundo cada um sabe o quão egoísta é, inclusive eu, e o que precisamos mudar para dar uma sobrevida a este planeta e aos nossos descendentes, que não tem culpa da ganância das gerações que as sucederam.
Abaixo uma letra regional do RS que expressa um pouco do que sinto quanto a ganância que campeia em nossas terras.
Cláudinho
Herdeiro da Pampa Pobre
Engenheiros do Hawaii
Composição: Gaucho da Fronteira - Vaine Darde
Engenheiros do Hawaii
Composição: Gaucho da Fronteira - Vaine Darde
Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes?
Passam as mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai
Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a estória
Não me deixaram nem sequer matizes?
Passam as mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai
Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem leis
De pés descalços cabresteando mágoas
O que hoje herdo da minha grei chirua
É um desafio que a minha idade afronta
Pois me deixaram com a guaiaca nua
Pra pagar uma porção de contas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai
Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai
Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai
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27/01/2008
A ceia e os traficantes do ópio do povo

Tem gente que se não tomar a Ceia sente que o mês não será bom.
Tem gente que se tomar a Ceia num dia em que “não esteja bem”, segundo sua interpretação moral e de justiça própria, poderá morrer... E morre.
Porém, de outro lado, tem gente desejando incluir a Ceia do Senhor no “pacote” de coisas que passaram...
No Rio, quem começou isso foi o “apóstolo” Miguel Ângelo, e já faz tempo... Na verdade, anos.
Eu tomarei e distribuirei a Ceia do Senhor “até que Ele venha”, fazendo “sempre” em “memória” Dele. E mais: farei sempre como Paulo disse que deveria ser (I e II Coríntios), tanto no significado (I Coríntios 11), quanto no modo (II Coríntios 8-9).
A Ceia é um dos únicos ritos do Novo Testamento, e foi afirmada por Jesus: “todas as vezes... fazei em memória de mim...”. Paulo manda que assim seja até à volta do Senhor.
Que dúvida ainda pode existir quanto a tomar e ministrar a Ceia ou não nos dias de hoje?
Ora, quem nunca conheceu a Graça, quando dela ouve falar, corre o risco de, não tendo ciência na Palavra e no Espírito, ir para o pólo oposto.
Já o Miguel — não o Arcanjo, mas o “apóstolo” — me disse no início da década de 90, em minha sala, que fazia esses exageros (dizer que não precisava mais haver nem batismo e nem a Ceia) “pra chamar atenção. Coisa de marketing, entende?”, indagou ele de mim.
Eu disse a ele que não entendia, e que fazer marketing com o mandamento é abominação.
Além disso, a Ceia não apenas deve ser tomada e ministrada, mas também pode ser ministrada por qualquer um. E isso é puro e santo.
Essa história de que só “pastor ordenado pela igreja” é que pode ministrar a ceia ainda é um remanescente sacerdotal oficial que a Reforma Protestante não aboliu; ao contrário, fortaleceu.
Reforma... e Ceia.
Discutiram tanto sobre a questão da transubstanciação que não trataram de outra grande perversão: a sacerdotalização da ministração dos chamados “sacramentos”.
Afirmar e impor que somente os “ordenados” pela “igreja” é que podem ministrar o batismo e a Ceia é pecado contra o mandamento da não acepção de pessoas. É o eco de antigos paganismos.
É ainda a linhagem do bruxo oficial ou do sacerdote legal prevalecendo entre aqueles que deveriam saber que somos todos um reino de sacerdotes. A Ceia deve ser tomada e ministrada por qualquer discípulo ou grupo de discípulos, e sempre que a vontade de adoração e gratidão o determinarem.
A Ceia não se gasta. Não tem falta de estoque. Não precisa ser nem economizada e nem exagerada. Deve ser Eucaristia, ou seja, ação de graças!
A Ceia também não é o rito que sucede o batismo. Ela é, isto sim, o rito de quem crê. Assim, a ordem dos eventos não importa quando a fé já encheu o coração.
Quem determinou a seqüência — primeiro o batismo e depois a Ceia — foi a religião, e isso como mecanismo de controle do povo pela via da gestão autorizada dos sacramentos.
Tudo coisa da Máfia da Crença. Sim! Coisa dos Traficantes de Ópio do Povo!
O papel espiritual e psicológico da Ceia é o de elevar a gratidão por Deus em Cristo.
A Ceia não é a Arca da Aliança, na qual somente os “santificados pelo sacerdócio” poderiam tocar sem morrer — conforme acontece na forma de crença mesmo entre os Reformados.
A Ceia do Senhor é o signo presente da Ceia daquele senhor das parábolas de Jesus. Primeiro foram convidados os que se diziam amigos. Mas como eles não vieram, mesmo sendo “judeus”, então o convite se estendeu a nós, os mancos, coxos, cegos, maltrapilhos, mendigos, doentes, aflitos, perdidos na noite e nos becos do medo e da solidão.
Hoje, como os “cristãos” viraram “judeus” na arrogância da religião, então aquele senhor está mandando chamar outro povo, que a “ele” atenderá com alegria e gratidão e virá feliz para a sua Ceia.
A vestimenta para a Ceia do Senhor — que é a vida e não apenas o rito — é aquela que Ele mesmo concede e manda que nos seja disponibilizada para que a vistamos.
É a única veste que nos veste para a Ceia!A justiça própria, a moral, o virtuosismo das aparências, a integridade, a seriedade, as formalidades, as reverências externas, e todos os gestos sagrados não nos habilitam para fazermos parte, vestidos ou nus, da Ceia do Senhor.
Tomar e comer a Ceia em pecado é tomar e comer com arrogância de justiça própria, com superioridade, com a certeza de ser adequado para aquela hora e papel.
Ou seja, com vestes próprias. Ninguém que tome e coma, tendo um coração quebrantado, grato, arrependido, consciente da Graça e a ela ligado em fé no amor de Deus, jamais tomará a Ceia em pecado. Pois quando o coração está assim, o sangue de Jesus, o Filho de Deus, que é o Cordeiro Eterno, nos purifica Hoje de todo pecado; Sempre! Ele Tira o pecado do mundo. É sempre ato contínuo...
Tomar a Ceia em pecado é tomá-la sem consciência de gratidão quando já se tem a informação e já se disse que nela se crê. Bêbados da rua não pecam quando tomam do pão e do vinho. Mas sacerdotes distraídos, indiferentes, hipócritas, mecânicos, ritualistas e ingratos, esses pecam sempre que realizam a Ceia “para os outros” fazendo-o como se fossem autômatos de Deus.
A Ceia também deve suscitar em nós espírito de acolhimento fraterno, deve nos fazer exercitar a generosidade, deve nos estimular a compartilhar com o próximo o nosso pão e o nosso vinho.
Pois na igreja do Caminho, todos traziam de casa e a mesa era comum. Quem tinha mais, mais trazia. Quem tinha menos, menos trazia. E quem não tinha nada, trazia a si mesmo, e os demais o serviam em amor. Assim era. Assim deveria ser.
Assim pode ser no espírito e no entendimento.Teria muito a falar. Mas este é um texto em um site, e não um livro.
Entretanto, pense e pratique, pois sei que o que está acima é Evangelho de Jesus.
NEle, que se deu como pão e vinho, em carne e sangue, e que pela Palavra nos serve de Seu Pão e de Seu Vinho,
Caio
Fonte Site Caio Fabio
Tem gente que se tomar a Ceia num dia em que “não esteja bem”, segundo sua interpretação moral e de justiça própria, poderá morrer... E morre.
Porém, de outro lado, tem gente desejando incluir a Ceia do Senhor no “pacote” de coisas que passaram...
No Rio, quem começou isso foi o “apóstolo” Miguel Ângelo, e já faz tempo... Na verdade, anos.
Eu tomarei e distribuirei a Ceia do Senhor “até que Ele venha”, fazendo “sempre” em “memória” Dele. E mais: farei sempre como Paulo disse que deveria ser (I e II Coríntios), tanto no significado (I Coríntios 11), quanto no modo (II Coríntios 8-9).
A Ceia é um dos únicos ritos do Novo Testamento, e foi afirmada por Jesus: “todas as vezes... fazei em memória de mim...”. Paulo manda que assim seja até à volta do Senhor.
Que dúvida ainda pode existir quanto a tomar e ministrar a Ceia ou não nos dias de hoje?
Ora, quem nunca conheceu a Graça, quando dela ouve falar, corre o risco de, não tendo ciência na Palavra e no Espírito, ir para o pólo oposto.
Já o Miguel — não o Arcanjo, mas o “apóstolo” — me disse no início da década de 90, em minha sala, que fazia esses exageros (dizer que não precisava mais haver nem batismo e nem a Ceia) “pra chamar atenção. Coisa de marketing, entende?”, indagou ele de mim.
Eu disse a ele que não entendia, e que fazer marketing com o mandamento é abominação.
Além disso, a Ceia não apenas deve ser tomada e ministrada, mas também pode ser ministrada por qualquer um. E isso é puro e santo.
Essa história de que só “pastor ordenado pela igreja” é que pode ministrar a ceia ainda é um remanescente sacerdotal oficial que a Reforma Protestante não aboliu; ao contrário, fortaleceu.
Reforma... e Ceia.
Discutiram tanto sobre a questão da transubstanciação que não trataram de outra grande perversão: a sacerdotalização da ministração dos chamados “sacramentos”.
Afirmar e impor que somente os “ordenados” pela “igreja” é que podem ministrar o batismo e a Ceia é pecado contra o mandamento da não acepção de pessoas. É o eco de antigos paganismos.
É ainda a linhagem do bruxo oficial ou do sacerdote legal prevalecendo entre aqueles que deveriam saber que somos todos um reino de sacerdotes. A Ceia deve ser tomada e ministrada por qualquer discípulo ou grupo de discípulos, e sempre que a vontade de adoração e gratidão o determinarem.
A Ceia não se gasta. Não tem falta de estoque. Não precisa ser nem economizada e nem exagerada. Deve ser Eucaristia, ou seja, ação de graças!
A Ceia também não é o rito que sucede o batismo. Ela é, isto sim, o rito de quem crê. Assim, a ordem dos eventos não importa quando a fé já encheu o coração.
Quem determinou a seqüência — primeiro o batismo e depois a Ceia — foi a religião, e isso como mecanismo de controle do povo pela via da gestão autorizada dos sacramentos.
Tudo coisa da Máfia da Crença. Sim! Coisa dos Traficantes de Ópio do Povo!
O papel espiritual e psicológico da Ceia é o de elevar a gratidão por Deus em Cristo.
A Ceia não é a Arca da Aliança, na qual somente os “santificados pelo sacerdócio” poderiam tocar sem morrer — conforme acontece na forma de crença mesmo entre os Reformados.
A Ceia do Senhor é o signo presente da Ceia daquele senhor das parábolas de Jesus. Primeiro foram convidados os que se diziam amigos. Mas como eles não vieram, mesmo sendo “judeus”, então o convite se estendeu a nós, os mancos, coxos, cegos, maltrapilhos, mendigos, doentes, aflitos, perdidos na noite e nos becos do medo e da solidão.
Hoje, como os “cristãos” viraram “judeus” na arrogância da religião, então aquele senhor está mandando chamar outro povo, que a “ele” atenderá com alegria e gratidão e virá feliz para a sua Ceia.
A vestimenta para a Ceia do Senhor — que é a vida e não apenas o rito — é aquela que Ele mesmo concede e manda que nos seja disponibilizada para que a vistamos.
É a única veste que nos veste para a Ceia!A justiça própria, a moral, o virtuosismo das aparências, a integridade, a seriedade, as formalidades, as reverências externas, e todos os gestos sagrados não nos habilitam para fazermos parte, vestidos ou nus, da Ceia do Senhor.
Tomar e comer a Ceia em pecado é tomar e comer com arrogância de justiça própria, com superioridade, com a certeza de ser adequado para aquela hora e papel.
Ou seja, com vestes próprias. Ninguém que tome e coma, tendo um coração quebrantado, grato, arrependido, consciente da Graça e a ela ligado em fé no amor de Deus, jamais tomará a Ceia em pecado. Pois quando o coração está assim, o sangue de Jesus, o Filho de Deus, que é o Cordeiro Eterno, nos purifica Hoje de todo pecado; Sempre! Ele Tira o pecado do mundo. É sempre ato contínuo...
Tomar a Ceia em pecado é tomá-la sem consciência de gratidão quando já se tem a informação e já se disse que nela se crê. Bêbados da rua não pecam quando tomam do pão e do vinho. Mas sacerdotes distraídos, indiferentes, hipócritas, mecânicos, ritualistas e ingratos, esses pecam sempre que realizam a Ceia “para os outros” fazendo-o como se fossem autômatos de Deus.
A Ceia também deve suscitar em nós espírito de acolhimento fraterno, deve nos fazer exercitar a generosidade, deve nos estimular a compartilhar com o próximo o nosso pão e o nosso vinho.
Pois na igreja do Caminho, todos traziam de casa e a mesa era comum. Quem tinha mais, mais trazia. Quem tinha menos, menos trazia. E quem não tinha nada, trazia a si mesmo, e os demais o serviam em amor. Assim era. Assim deveria ser.
Assim pode ser no espírito e no entendimento.Teria muito a falar. Mas este é um texto em um site, e não um livro.
Entretanto, pense e pratique, pois sei que o que está acima é Evangelho de Jesus.
NEle, que se deu como pão e vinho, em carne e sangue, e que pela Palavra nos serve de Seu Pão e de Seu Vinho,
Caio
Fonte Site Caio Fabio
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Espiritualidade,
Graça de Deus
22/01/2008
"Crer e Pensar" entrevista João Alexandre

Por José Barbosa Junior
Entrevista com João AlexandreJoão Alexandre Silveira nasceu em 29/9/64. É casado com Tirza, com quem tem um filho, Felipe. João tem sido um profeta da música evangélica brasileira. Suas composições, sempre comprometidas com a Palavra e com a realidade, tanto social, política, quanto religiosa (e principalmente evangélica - triste realidade) são um alento em meio a tanta superficialidade e falta de criatividade e brasilidade em nosso meio musical.
Além disso, João tem sido um amigo, com quem, nas poucas vezes que nos encontramos aqui pelas bandas do Rio de Janeiro, posso trocar algumas idéias interessantes sobre o Reino, e rir de suas impagáveis piadas.
Abaixo da entrevista, segue também uma carta enviada pelo João, em dezembro, para o site.
CRER E PENSAR: João, seu novo CD, “É Proibido Pensar”, mal foi lançado e já virou comentário nacional, por causa da faixa-título e de um vídeo que faz sucesso na internet. Você esperava essa repercussão toda?
JOÃO ALEXANDRE: Esperava, mas nem tanto assim!Minha música foi composta, intencionalmente, com todas as frases em letras minúsculas e as imagens do vídeo colocado no YOUTUBE, criadas por um internauta, por sua própria conta e risco, transformaram as frases em letras maiúsculas no ouvido das pessoas, por assim dizer, acirrando e atiçando uma discussão que já vem de muito tempo, inclusive em sites como o seu,
CRER E PENSAR, entre outros!Até quem não é “evangélico”, acabou assimilando a intenção da música por causa do vídeo e percebendo que nem todos os cristãos são condescendentes com tudo o que lhes é pregado nas igrejas pelo Brasil afora, portanto não sei se ele (o vídeo) foi ruim, acho que não!!
Digo isso, porque está cada vez mais difícil dizer que os evangélicos são interdenominacionais, já que pregamos evangelhos diferentes, é ou não é?Penso que, se alguém tem que fazer críticas à Igreja, que seja ela mesma, certo?Trabalho com Música há mais de 25 anos e nunca gastei dinheiro com divulgação, raramente faço lançamentos de meus CDs, sempre foi no boca a boca mesmo, pessoas que indicam meu trabalho pra outras pessoas!
Sendo assim, muita gente que nasceu, digamos, de 20 anos pra cá e que convive diariamente com toda mudança imposta no cenário cristão brasileiro desde então, acaba nem percebendo, no seu dia a dia, o quanto a MÍDIA, principalmente a MÍDIA cristã (rádios, televisões e a própria INTERNET) nos transforma em reféns, subjugando, além dos nossos ouvidos, também a nossa mentalidade!
As críticas que recebo, normalmente são distorcidas, desfocadas e desassociadas de meu trabalho com um todo, já que, quem realmente me conhece de perto e conhece minha trajetória, sabe que não componho só músicas desse tipo, muito menos sou membro ou “fundador” de algum movimento revolucionário anticristão que visa “dividir” a Igreja de Cristo, sou só um cristão músico!
Assim como um espelho, acho que essa música acabou por refletir especificamente em cada um, o comportamento da própria Igreja, da qual todos nós fazemos parte e, convenhamos, ver a própria imagem refletida agrada a alguns mas desagrada a outros, fazer o quê???!
Quando digo comportamento, me refiro aos desvios causados por ministrações malucas, associadas à distorções na pregação do evangelho, que, ao invés de trazer ao homem a Graça de Deus e o perdão incondicional para seus pecados, acabam por restringir o Todo Poderoso a “gente que faz”, mediante negociações com o Céus, como se isso fosse possível!Se as outras canções que compus, CORAÇÃO DE PEDRA e TUDO É VAIDADE, não menos sutis e confrontadoras do que esta, fossem gravadas agora, seria a mesma coisa, ainda mais associadas a um vídeo, um estardalhaço total!
CRER E PENSAR: Você já trouxe, em outras canções, críticas ao modelo de igreja que percebemos crescer no Brasil (“Tudo é Vaidade”, “Coração de Pedra”, “Em Nome da Justiça”). Há espaço para a música crítica e de denúncia no espaço “gospel” brasileiro?
JOÃO ALEXANDRE: Mais do que cantar o que as pessoas gostam de ouvir, é preciso cantar o que elas precisam ouvir!Músicas, não de açúcar, que adoçam os ouvidos, mas não mudam o coração e sim, música de sal, que entram pelos ouvidos, batem no coração, saem pela boca e temperam o mundo, conforme a ordem de Jesus!Quando minha mãe me mandava arrumar meu quarto, eu ficava louco de raiva, mas ela tinha razão!Assim acontece com qualquer crítica no sentido de tomarmos alguma atitude!
CRER E PENSAR: Quais são suas influências musicais? E quais pensadores cristãos você gosta de ler/ouvir?
JOÃO ALEXANDRE: Musicalmente, eu diria TAKE 6, Boca Livre, 14 Bis, Dori Caymi, Cezar Camargo Mariano, Leni Andrade, Bossa Nova em geral, Leonardo Gonçalves, Lenine, Céu na Boca, Carlinhos Veiga, Gladir Cabral, Stenio Marcius, Edilson Botelho, Kerr, Bolmilcar, Pimenta, Jorge Camargo, Gerson Borges, Estilo de Vida e por aí vai, mas gosto daqueles que têm uma veia brasileira, de preferência!
Tem muita gente conhecida e desconhecida e seria uma lista interminável e injusta até,, já que ouço de tudo mesmo, até algumas verdadeiras porcarias que não citarei aqui, mas que me ajudam a fugir delas ao invés de copiá-las!!!!Mas, confesso que só ouço música quando preciso de referências, não vivo ouvindo música dia e noite não!Entre os pensadores, Francis Shaeffer, Henry Nowen, Russel Shedd, Ariovaldo Ramos, Caio Fábio, Ed René, Ricardo Gondim, Ricardo Barbosa, Bráulia Ribeiro, Philip Yancey, entre tantos outros e especialmente você, Júnior Barbosa, com incríveis e inteligentíssimos artigos colocados em seu site!!
CRER E PENSAR: É difícil ser um músico cristão realmente comprometido com a Palavra?
JOÃO ALEXANDRE: Se ele não for comprometido com Jesus, não é cristão, porque, assim como outras tantas atividades e profissões que existem, ele está sempre exposto às pessoas e à critica alheia!Colocarei a opinião do grande Abraham Laboriel, que faz parte do meu livro “ Músico: Profissão ou Ministério? :
O Senhor repetidamente nos advertiu sobre os perigos do julgamento temerário. Não obstante nós continuamos a praticá-lo repetidamente. O trabalho de muitos músicos é bastante visível aos outros, seja ele um trabalho ao vivo ou gravação em estúdio. As pessoas que assistem tais músicos trabalhando chegam a pensar que estão em posição de julgá-los. Elas não estão. Estas pessoas são as mesmas que pensam saber quais ritmos são divinos e quais aqueles que não o são, quais progressões harmônicas vêm de Deus e quais vêm do Diabo, quais passos de dança que são corretos e quais os que são pecaminosos.
O músico é responsável por sua própria conduta e será conhecido pelos seus frutos. Não é de se surpreender que muitas pessoas tenham reservas quando se trata de ouvir as Boas Novas do amor de Deus. Aqueles que endureceram os seus corações contra o Evangelho, ou pior, contra o Evangelho o qual pensam ter ouvido, mas não ouviram, são bastante hostis à idéia de se relacionarem com qualquer “cristão”.
Muito freqüentemente, estas pessoas aprendem mais sobre juízo do que propriamente o amor de Deus quando em contato com muitos cristãos. Aprendi que sou sempre aceito na proporção em que amo de maneira genuína aqueles com quem convivo. Não tenho direito de fazer qualquer outra coisa. Algumas vezes as pessoas gracejam comigo — dizendo que não podem xingar ou contar as mesmas piadas que contariam se eu não estivesse por perto. Eu nunca disse a nenhum deles o que fazer. Mas por causa do amor deles por mim — e, creio eu, por causa da presença de Deus, que é gracioso em habitar em mim — minha presença, algumas vezes, constrange certas pessoas a não praticarem certas coisas.
Tudo o que desejo ser é um servo genuíno e um amigo, assim como Deus me chamou a ser. Dito isso, estações de radio que tocam canções que com conteúdo explicitamente satânico, com espiritualidade Nova Era, com mensagens Hindu e Budistas, distanciam-se até mesmo da musica jazz instrumental que faça a menor menção de Deus ou de Jesus. Somos chamados a construir pontes, a derrubar os muros existentes entre nós e outras pessoas à medida que permanecemos fiéis ao Senhor que nos amou antes mesmo de O conhecermos.
CRER E PENSAR: Você tem valorizado, nos últimos CD's, compositores brasileiros que não estão na “mídia gospel”, como Stenio Marcius, Gladir Cabral, Edilson Botelho, que são compositores e poetas brilhantes. Na sua opinião, por que esses “feras” não são tão conhecidos?
JOÃO ALEXANDRE: Por causa do subproduto da mediocridade musical imposto no Brasil, dentro e fora do meio cristão!Assim como a comida, a bebida, as roupas, o carro, o emprego, a carreira, etc., música é uma questão de escolha, portanto, cada um tem a música que merece, é triste, mas verdadeiro!O único problema é que a Fé vem pelo ouvir, então, é bom não ouvir “qualquer” coisa pra não comprometer a nossa Fé, só isso!
CRER E PENSAR: Uma última pergunta: Afinal de contas: Quem poderá resolver nosso problema? Rsrs
JOÃO ALEXANDRE: A resposta é implícita, pois também cada um tem o Evangelho que merece!Particularmente, acho que serão os que pensam!!!“O meu povo padece porque lhe falta entendimento”“Amar a Deus de todo vosso coração e com todo vosso entendimento”A única coisa que nos difere dos outros animais é aquilo que insistimos em não usar:A razão.
CRER E PENSAR: Deixe um recado para os leitores do “Crer e Pensar”.
JOÃO ALEXANDRE: Pensem crendo e creiam pensando!!!
Abração apertado!! João Alexandre.
Fonte site Crer e Pensar
Entrevista com João AlexandreJoão Alexandre Silveira nasceu em 29/9/64. É casado com Tirza, com quem tem um filho, Felipe. João tem sido um profeta da música evangélica brasileira. Suas composições, sempre comprometidas com a Palavra e com a realidade, tanto social, política, quanto religiosa (e principalmente evangélica - triste realidade) são um alento em meio a tanta superficialidade e falta de criatividade e brasilidade em nosso meio musical.
Além disso, João tem sido um amigo, com quem, nas poucas vezes que nos encontramos aqui pelas bandas do Rio de Janeiro, posso trocar algumas idéias interessantes sobre o Reino, e rir de suas impagáveis piadas.
Abaixo da entrevista, segue também uma carta enviada pelo João, em dezembro, para o site.
CRER E PENSAR: João, seu novo CD, “É Proibido Pensar”, mal foi lançado e já virou comentário nacional, por causa da faixa-título e de um vídeo que faz sucesso na internet. Você esperava essa repercussão toda?
JOÃO ALEXANDRE: Esperava, mas nem tanto assim!Minha música foi composta, intencionalmente, com todas as frases em letras minúsculas e as imagens do vídeo colocado no YOUTUBE, criadas por um internauta, por sua própria conta e risco, transformaram as frases em letras maiúsculas no ouvido das pessoas, por assim dizer, acirrando e atiçando uma discussão que já vem de muito tempo, inclusive em sites como o seu,
CRER E PENSAR, entre outros!Até quem não é “evangélico”, acabou assimilando a intenção da música por causa do vídeo e percebendo que nem todos os cristãos são condescendentes com tudo o que lhes é pregado nas igrejas pelo Brasil afora, portanto não sei se ele (o vídeo) foi ruim, acho que não!!
Digo isso, porque está cada vez mais difícil dizer que os evangélicos são interdenominacionais, já que pregamos evangelhos diferentes, é ou não é?Penso que, se alguém tem que fazer críticas à Igreja, que seja ela mesma, certo?Trabalho com Música há mais de 25 anos e nunca gastei dinheiro com divulgação, raramente faço lançamentos de meus CDs, sempre foi no boca a boca mesmo, pessoas que indicam meu trabalho pra outras pessoas!
Sendo assim, muita gente que nasceu, digamos, de 20 anos pra cá e que convive diariamente com toda mudança imposta no cenário cristão brasileiro desde então, acaba nem percebendo, no seu dia a dia, o quanto a MÍDIA, principalmente a MÍDIA cristã (rádios, televisões e a própria INTERNET) nos transforma em reféns, subjugando, além dos nossos ouvidos, também a nossa mentalidade!
As críticas que recebo, normalmente são distorcidas, desfocadas e desassociadas de meu trabalho com um todo, já que, quem realmente me conhece de perto e conhece minha trajetória, sabe que não componho só músicas desse tipo, muito menos sou membro ou “fundador” de algum movimento revolucionário anticristão que visa “dividir” a Igreja de Cristo, sou só um cristão músico!
Assim como um espelho, acho que essa música acabou por refletir especificamente em cada um, o comportamento da própria Igreja, da qual todos nós fazemos parte e, convenhamos, ver a própria imagem refletida agrada a alguns mas desagrada a outros, fazer o quê???!
Quando digo comportamento, me refiro aos desvios causados por ministrações malucas, associadas à distorções na pregação do evangelho, que, ao invés de trazer ao homem a Graça de Deus e o perdão incondicional para seus pecados, acabam por restringir o Todo Poderoso a “gente que faz”, mediante negociações com o Céus, como se isso fosse possível!Se as outras canções que compus, CORAÇÃO DE PEDRA e TUDO É VAIDADE, não menos sutis e confrontadoras do que esta, fossem gravadas agora, seria a mesma coisa, ainda mais associadas a um vídeo, um estardalhaço total!
CRER E PENSAR: Você já trouxe, em outras canções, críticas ao modelo de igreja que percebemos crescer no Brasil (“Tudo é Vaidade”, “Coração de Pedra”, “Em Nome da Justiça”). Há espaço para a música crítica e de denúncia no espaço “gospel” brasileiro?
JOÃO ALEXANDRE: Mais do que cantar o que as pessoas gostam de ouvir, é preciso cantar o que elas precisam ouvir!Músicas, não de açúcar, que adoçam os ouvidos, mas não mudam o coração e sim, música de sal, que entram pelos ouvidos, batem no coração, saem pela boca e temperam o mundo, conforme a ordem de Jesus!Quando minha mãe me mandava arrumar meu quarto, eu ficava louco de raiva, mas ela tinha razão!Assim acontece com qualquer crítica no sentido de tomarmos alguma atitude!
CRER E PENSAR: Quais são suas influências musicais? E quais pensadores cristãos você gosta de ler/ouvir?
JOÃO ALEXANDRE: Musicalmente, eu diria TAKE 6, Boca Livre, 14 Bis, Dori Caymi, Cezar Camargo Mariano, Leni Andrade, Bossa Nova em geral, Leonardo Gonçalves, Lenine, Céu na Boca, Carlinhos Veiga, Gladir Cabral, Stenio Marcius, Edilson Botelho, Kerr, Bolmilcar, Pimenta, Jorge Camargo, Gerson Borges, Estilo de Vida e por aí vai, mas gosto daqueles que têm uma veia brasileira, de preferência!
Tem muita gente conhecida e desconhecida e seria uma lista interminável e injusta até,, já que ouço de tudo mesmo, até algumas verdadeiras porcarias que não citarei aqui, mas que me ajudam a fugir delas ao invés de copiá-las!!!!Mas, confesso que só ouço música quando preciso de referências, não vivo ouvindo música dia e noite não!Entre os pensadores, Francis Shaeffer, Henry Nowen, Russel Shedd, Ariovaldo Ramos, Caio Fábio, Ed René, Ricardo Gondim, Ricardo Barbosa, Bráulia Ribeiro, Philip Yancey, entre tantos outros e especialmente você, Júnior Barbosa, com incríveis e inteligentíssimos artigos colocados em seu site!!
CRER E PENSAR: É difícil ser um músico cristão realmente comprometido com a Palavra?
JOÃO ALEXANDRE: Se ele não for comprometido com Jesus, não é cristão, porque, assim como outras tantas atividades e profissões que existem, ele está sempre exposto às pessoas e à critica alheia!Colocarei a opinião do grande Abraham Laboriel, que faz parte do meu livro “ Músico: Profissão ou Ministério? :
O Senhor repetidamente nos advertiu sobre os perigos do julgamento temerário. Não obstante nós continuamos a praticá-lo repetidamente. O trabalho de muitos músicos é bastante visível aos outros, seja ele um trabalho ao vivo ou gravação em estúdio. As pessoas que assistem tais músicos trabalhando chegam a pensar que estão em posição de julgá-los. Elas não estão. Estas pessoas são as mesmas que pensam saber quais ritmos são divinos e quais aqueles que não o são, quais progressões harmônicas vêm de Deus e quais vêm do Diabo, quais passos de dança que são corretos e quais os que são pecaminosos.
O músico é responsável por sua própria conduta e será conhecido pelos seus frutos. Não é de se surpreender que muitas pessoas tenham reservas quando se trata de ouvir as Boas Novas do amor de Deus. Aqueles que endureceram os seus corações contra o Evangelho, ou pior, contra o Evangelho o qual pensam ter ouvido, mas não ouviram, são bastante hostis à idéia de se relacionarem com qualquer “cristão”.
Muito freqüentemente, estas pessoas aprendem mais sobre juízo do que propriamente o amor de Deus quando em contato com muitos cristãos. Aprendi que sou sempre aceito na proporção em que amo de maneira genuína aqueles com quem convivo. Não tenho direito de fazer qualquer outra coisa. Algumas vezes as pessoas gracejam comigo — dizendo que não podem xingar ou contar as mesmas piadas que contariam se eu não estivesse por perto. Eu nunca disse a nenhum deles o que fazer. Mas por causa do amor deles por mim — e, creio eu, por causa da presença de Deus, que é gracioso em habitar em mim — minha presença, algumas vezes, constrange certas pessoas a não praticarem certas coisas.
Tudo o que desejo ser é um servo genuíno e um amigo, assim como Deus me chamou a ser. Dito isso, estações de radio que tocam canções que com conteúdo explicitamente satânico, com espiritualidade Nova Era, com mensagens Hindu e Budistas, distanciam-se até mesmo da musica jazz instrumental que faça a menor menção de Deus ou de Jesus. Somos chamados a construir pontes, a derrubar os muros existentes entre nós e outras pessoas à medida que permanecemos fiéis ao Senhor que nos amou antes mesmo de O conhecermos.
CRER E PENSAR: Você tem valorizado, nos últimos CD's, compositores brasileiros que não estão na “mídia gospel”, como Stenio Marcius, Gladir Cabral, Edilson Botelho, que são compositores e poetas brilhantes. Na sua opinião, por que esses “feras” não são tão conhecidos?
JOÃO ALEXANDRE: Por causa do subproduto da mediocridade musical imposto no Brasil, dentro e fora do meio cristão!Assim como a comida, a bebida, as roupas, o carro, o emprego, a carreira, etc., música é uma questão de escolha, portanto, cada um tem a música que merece, é triste, mas verdadeiro!O único problema é que a Fé vem pelo ouvir, então, é bom não ouvir “qualquer” coisa pra não comprometer a nossa Fé, só isso!
CRER E PENSAR: Uma última pergunta: Afinal de contas: Quem poderá resolver nosso problema? Rsrs
JOÃO ALEXANDRE: A resposta é implícita, pois também cada um tem o Evangelho que merece!Particularmente, acho que serão os que pensam!!!“O meu povo padece porque lhe falta entendimento”“Amar a Deus de todo vosso coração e com todo vosso entendimento”A única coisa que nos difere dos outros animais é aquilo que insistimos em não usar:A razão.
CRER E PENSAR: Deixe um recado para os leitores do “Crer e Pensar”.
JOÃO ALEXANDRE: Pensem crendo e creiam pensando!!!
Abração apertado!! João Alexandre.
Fonte site Crer e Pensar
Adoração na igreja evangélica contemporânea
Por Osmar Ludovico

Há dois tipos de música, a boa e a ruim — seja ela erudita, MPB, sertaneja, reggae, rap, rock ou gospel. O que me surpreende é a capacidade de o mercado absorver a música ruim. Com a proliferação de compositores, intérpretes, bandas e gravadoras, o cenário evangélico não poderia ser diferente. Tem música boa, mas também tem muita música ruim.
Passamos séculos louvando a Deus com hinos históricos da Reforma. Bastava um hinário, e tínhamos músicas com letras densas, boa teologia e linha melódica harmoniosa.
Nos últimos anos surgiu o que chamamos de louvorzão. Jogamos fora os hinários, a liturgia, aposentamos o piano e o coral e introduzimos a guitarra, a bateria, o data-show, as coreografias e a aeróbica. Surgiu também a figura do dirigente de louvor, responsável por animar a congregação. Daí para a frente há muito barulho, muitas palmas, muitas mãos levantadas, muitos abraços, muitas caretas e cenho franzido. Mas a pergunta que fica é: temos adoração?
O lado positivo do louvorzão é o interesse e a integração na igreja de milhares de jovens. Trata-se de uma oportunidade única para ensinar estes jovens, através do exemplo e da Palavra, o caminho do discipulado de Cristo. Mas fica a pergunta: estarão estes jovens crescendo na santidade e no serviço?
Alguns cultos se tornaram verdadeiras produções dignas da Broadway. Músicos profissionais, cenários, bailarinos e iluminação. Mas fica uma pergunta: toda esta parafernália cênica tem levado o povo de Deus a uma genuína adoração?
A história da Igreja é rica em manifestações artísticas. Ao longo do tempo o louvor foi expresso através de várias expressões musicais. O canto gregoriano, o barroco, os hinos da Reforma, o negro espiritual e os cânticos contemporâneos deixaram sua contribuição à boa música ao longo destes últimos séculos.
Trata-se, portanto, de um equívoco jogar fora toda a herança histórica e achar que esta geração descobriu a forma certa de louvar. Se olharmos do ponto de vista musical veremos que a história nos legou uma herança preciosa. Na cultura gospel do louvorzão tem muita música ruim, muita letra questionável e muito dirigente de louvor que mais parece um animador de auditório.
A igreja pode ser a ponte entre as gerações, entre o antigo e o novo e integrar na adoração tudo o que há de bom na sua herança histórica. Tem muita gente cansada do louvorzão barulhento de letras rasas, de bandas que tocam no último volume, de coreografias esvoaçantes e de ordens do dirigente para abraçar o irmão da frente, de trás e do lado dizendo que o amamos. É constrangedor abraçar alguém e dizer que o amamos quando nem sequer o conhecemos.
A igreja perde quando a ênfase do louvor se desloca da congregação para o palco. Com raras exceções a música é ruim, a letra não tem nada a ver com a realidade do cotidiano ou a teologia reformada e a performance no palco é apelativa.
A igreja perde quando se torna parecida com um programa de auditório e já não cultiva a boa música com cordas, sopros, bons arranjos, corais, quartetos. E perde muito mais quando a adoração se torna um evento estimulado sensorialmente e não uma melodia que emerge de um coração quebrantado e temente a Deus. Adoração é sempre uma resposta humilde, alegre, reverente àquilo que Deus é e faz. Adoramos porque algo aconteceu, algo nos foi revelado, e não o contrário, como pensam alguns, que recebemos a revelação e as coisas acontecem porque adoramos.
A igreja perde quando não há reverência ou temor. O que resta é euforia, excitação e sensações prazerosas. O que é bom em si mesmo, mas não é necessariamente adoração.
É um equívoco pensar que Deus se impressiona com nossos cultos de domingo. Antes, ele acolhe muito mais nossos gestos simples do cotidiano, fruto de um coração humilde e quebrantado, que busca se desprender de ambições e serve ao próximo com alegria. Adoração não é um evento domingueiro bem produzido, mas um estilo de vida que glorifica ao Senhor.
Durante séculos a arquitetura das igrejas e das catedrais destinou o balcão posterior ao coro, ao órgão e à orquestra. Na igreja da Reforma os músicos e o coro se posicionavam na parte da frente da nave, mas sempre ao lado. Mesmo o púlpito não estava no centro, mas ao lado. No centro havia, quando muito, alguns símbolos da fé, que ajudam a despertar a consciência para a experiência do sagrado, com destaque para a mesa do Senhor. A congregação ficava em face ao altar de Deus, sem que nada se interpusesse entre a Santa Presença e a congregação. Este lugar só pode ser ocupado por Jesus Cristo. Ele é o único mediador, ele é o único que pode dirigir o louvor.
Hoje o que se vê é o apóstolo, o bispo, o pastor, o dirigente de louvor e a banda ocupando este lugar, nos levando de volta à Antiga Aliança, quando sacerdotes e levitas eram mediadores entre Deus e os homens. A conseqüência é uma geração de crentes que dependem de homens, coreografias e data-shows para adorar e para ouvir a voz de Deus.
O verdadeiro pastoreio consiste em ajudar homens e mulheres a dependerem do Espírito Santo para seguirem a Cristo, que os leva ao seio do Pai. Ajudar homens e mulheres a crescerem e amadurecerem na fé, na esperança e no amor, integrando adoração, oração e leitura das Escrituras no seu cotidiano.
A contextualização se tornou uma armadilha na qual a igreja caiu. Na tentativa de se identificar com o mundo ela ficou cada vez mais parecida com ele. A cultura gospel é autocentrada, materialista, acha-se dona da verdade, tornou-se uma religião que nos faz prosperar, que não nos pede para renunciar a nada e que resolve todos os nossos problemas. Há um abismo colossal entre a cultura gospel e o evangelho de Jesus Cristo, que nos chama a amar sacrificalmente o nosso próximo, a cultivar um estilo de vida simples, a integrar o sofrimento na experiência existencial e a ter a humildade de ser um eterno aprendiz.
Estas reflexões já estavam fervilhando no meu coração há algum tempo. Pensei que estas coisas só aconteciam em certas igrejas, mas o que me motivou mesmo a colocá-las no papel foi ter participado de um culto numa Igreja Batista da Convenção.
• Osmar Ludovico da Silva é pastor da Igreja Evangélica Comunidade de Cristo em Cabedelo, PB.
Ministra cursos de espiritualidade cristã, formação de líderes e restauração para missionários.
20/01/2008
…Em espírito e verdade
Certa vez Jesus se aproximou de uma mulher Samaritana e puxou conversa, a princípio a mulher não entendeu porque não era comum um homem falar publicamente com uma mulher desconhecida e tambem por os judeus não gostavam dos samaritanos, mas no meio da conversa ela disse: Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.Jesus respondeu: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Mas a hora vem e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem !A continuação da conversa…
Em Jerusalém ou Samaria ? Em espírito e verdade !
Aos sábados ou domingos ? Em espírito e verdade !
E durante a semana ? Em espírito e verdade !
No templo ou em casa ? Em espírito e verdade !
De manhã ou à noite ? Em espírito e verdade !
Em pé ou sentado ? Em espírito e verdade !
E como se deve orar ? Em espírito e verdade !
Em outras línguas ou não ? Em espírito e verdade !
A liturgia deve ser espontânea ou reverente ? Em espírito e verdade !Deve ter música ? Em espírito e verdade !
Cantos tradicionais ou modernos ? Em espírito e verdade !
Com instrumentos ou à capela ? Em espírito e verdade !
Batendo palmas ou não ? Em espírito e em verdade !
Na igreja x ou y ? Em espírito e verdade !
De terno e gravata ou de bermuda e sandália ? Em espírito e verdade !Só homens ou mulheres também ? Em espírito e verdade !
Mas, e as crianças ? Em espírito e verdade !
Mas e no trabalho ou estudo ? Em espírito e verdade !
Mas e … Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
http://opiniaoespiritualidade.wordpress.com/2007/07/11/%e2%80%a6em-espirito-e-verdade/
Em Jerusalém ou Samaria ? Em espírito e verdade !
Aos sábados ou domingos ? Em espírito e verdade !
E durante a semana ? Em espírito e verdade !
No templo ou em casa ? Em espírito e verdade !
De manhã ou à noite ? Em espírito e verdade !
Em pé ou sentado ? Em espírito e verdade !
E como se deve orar ? Em espírito e verdade !
Em outras línguas ou não ? Em espírito e verdade !
A liturgia deve ser espontânea ou reverente ? Em espírito e verdade !Deve ter música ? Em espírito e verdade !
Cantos tradicionais ou modernos ? Em espírito e verdade !
Com instrumentos ou à capela ? Em espírito e verdade !
Batendo palmas ou não ? Em espírito e em verdade !
Na igreja x ou y ? Em espírito e verdade !
De terno e gravata ou de bermuda e sandália ? Em espírito e verdade !Só homens ou mulheres também ? Em espírito e verdade !
Mas, e as crianças ? Em espírito e verdade !
Mas e no trabalho ou estudo ? Em espírito e verdade !
Mas e … Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
http://opiniaoespiritualidade.wordpress.com/2007/07/11/%e2%80%a6em-espirito-e-verdade/
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Feitiçaria evangélica

O fenômeno evangélico no Brasil adquiriu uma caricatura dantesca.
O Evangelho de Jesus Cristo ficou em segundo plano em nome de "uma nova visão" .
Ser cristão evangélico no Brasil implica uma identidade difusa:
1) ser "crente" se resume basicamente à magia religiosa, exercitada em auditórios onde se promete cura e proteção, sucesso financeiro e soluções imediatas para problemas e conflitos;
2) O discipulado de Jesus foi substituído pela venda de soluções fáceis;
3) A vida comunitária foi substituída pela metodologia empresarial como recurso de expansão;
4) A celebração da fé foi substituída por rituais grotescos, numa mistura de superstição, feitiçaria gospel e macumba "ao contrário";
5) Pastores foram substituídos por gurus, apóstolos e outros heróis, mais ocupados em comandar um grande exército que em conduzir pessoas à intimidade com Deus;
6) A Bíblia foi substituída por uma teologia popular, com discursos extraídos das falas dos líderes carismáticos, na qual o sentido original da bíblia é deturpado e diluído de boca em boca, até chegar ao último da fila como sal que para nada mais presta;
7) O engajamento no Reino de Deus foi substituído pela adesão ao "ministério do fulano", às "cobertura do sicrano" e à "visão do beltrano";
8) A cruz, como símbolo maior do cristianismo, foi substituída por bonés, adesivos e camisetas com estampas da comunidade A, ministério B e apóstolo C.
Enfim, parece mesmo que "outro evangelho" está sendo anunciado, e por ser outro deve ser anátema (maldito).
Pr. Ed René Kivitz (Igreja Batista de Água Branca)
O Evangelho de Jesus Cristo ficou em segundo plano em nome de "uma nova visão" .
Ser cristão evangélico no Brasil implica uma identidade difusa:
1) ser "crente" se resume basicamente à magia religiosa, exercitada em auditórios onde se promete cura e proteção, sucesso financeiro e soluções imediatas para problemas e conflitos;
2) O discipulado de Jesus foi substituído pela venda de soluções fáceis;
3) A vida comunitária foi substituída pela metodologia empresarial como recurso de expansão;
4) A celebração da fé foi substituída por rituais grotescos, numa mistura de superstição, feitiçaria gospel e macumba "ao contrário";
5) Pastores foram substituídos por gurus, apóstolos e outros heróis, mais ocupados em comandar um grande exército que em conduzir pessoas à intimidade com Deus;
6) A Bíblia foi substituída por uma teologia popular, com discursos extraídos das falas dos líderes carismáticos, na qual o sentido original da bíblia é deturpado e diluído de boca em boca, até chegar ao último da fila como sal que para nada mais presta;
7) O engajamento no Reino de Deus foi substituído pela adesão ao "ministério do fulano", às "cobertura do sicrano" e à "visão do beltrano";
8) A cruz, como símbolo maior do cristianismo, foi substituída por bonés, adesivos e camisetas com estampas da comunidade A, ministério B e apóstolo C.
Enfim, parece mesmo que "outro evangelho" está sendo anunciado, e por ser outro deve ser anátema (maldito).
Pr. Ed René Kivitz (Igreja Batista de Água Branca)
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Evangelho da prosperidade,
Igreja
07/01/2008
O método bíblico de batalha espiritual
Como deve-se guerrear contra o inimigo? Qual são as armas disponíveis?
As Escrituras nos dão o método de combate. Este método deve ser seguido se quisermos ter realmente vitória contra as força demoníacas. A seguir veremos as armas de ataque que estão à nossa disposição.
3.1 As armas de ataque
3.1 .1 A pregação do Evangelho
Eis uma arma eficaz contra o inimigo: a pregação da verdade.
“Todo aquele que invocar o nome do senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de que nada ouviram? E como ouviram, se não há que pregue? E como pregarão se não foram enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! Mas nem todos obedecem ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação? E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”( Rm 10:13-17).
Diante desta maravilhosa declaração do apóstolo Paulo, pode-se chegar à conclusão que a pregação do Evangelho é poderosa, por si só, para salvar o perdido. A fé vem pela pregação da Palavra de Deus e não através de “oração de guerra”.
Champlin comenta sobre este texto da seguinte forma:
“O propósito da pregação cristã é o de despertar a fé nos homens, dirigindo-lhes a alma para o seu destino apropriado. Paulo reitera aqui a mensagem constante nos versículos catorze e quinze, mostrando que a pregação com que os missionários da cruz obtinham convertidos, e que precisava ser ouvida para que pudesse haver fé, é a mensagem de Cristo.” 98
Em Jo 8:32, está escrito: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” É a verdade de Deus, Cristo, que liberta. Não é ordenando a demônios que liberem as pessoas; este poder quem tem é o evangelho, e é exatamente por isso que devemos comunicá-lo.
Jesus não comissionou seus discípulos a “amarrar” demônios nas regiões celestiais.
Jesus comissionou-os a pregar o Evangelho: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a todo a criatura.” (Mc 16:15); “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...”(Mt 28:19).
O apóstolo Paulo, quando se converteu foi logo pregar o evangelho na sinagoga (At 9:20); em suas viagens missionárias pregava o evangelho (Rm 15:18-20); exortou ao seu filho na fé, Timóteo, que pregasse a Palavra (2 Tm 4:2), e, no final de sua carreira, quando estava preso, ainda pregava o evangelho (At 28:31).
Jesus Cristo e o apóstolo Paulo, enfatizaram a pregação do evangelho como arma para converter os incrédulos. Se amarrar e destituir principados e potestades antes de anunciar a Cristo fosse tão importante, porque Jesus e Paulo não nos chama atenção para um fator tão importante?
Sobre isto Ricardo Gondin comenta:
“O triunfo dos cristãos na batalha espiritual acontece muito mais como o resultado da proclamação da verdade que confrontos de poderes. O poder por si só não pode libertar os cativos. A verdade liberta (Jo 8:32).”99
O evangelho de Cristo é, em si mesmo, poderoso para a salvação daqueles que crêem. É claro que pode-se variar nos métodos de comunicação deste; no entanto, não se pode fiar nestes métodos para a salvação do perdido.
3.1.2 Intercessão
A palavra “intercessão” vem do latim “intercedere”, que significa: “ficar entre”. No caso da oração é aplicada ao ato da petição, súplica a Deus por algo ou alguém.
Paulo, em sua carta a Timóteo, reconhece o valor da súplica em parceria da pregação do evangelho para a salvação:
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
É necessário observar-se que a forma de oração que Paulo exorta para que se faça é: súplica, intercessão e ação de graça. Quando olha-se para a oração que Paulo exorta que se faça, pode-se denominá-la de “oração evangelística”. Esta é a oração- constituída por súplicas, intercessões e ações de graça- feita por todos homens, com o propósito de viver-se tranqüilamente e salvar aqueles que estão perdidos.
A intercessão é uma arma para lutar contra o diabo pelas vidas que estão perdidas. Em Ef 6:8, o apóstolo Paulo ainda fala sobre o valor da oração para:
“para que me seja dada no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho.”
Quando se observa os modelos de oração nas Escrituras, palavras do tipo: suplicar, rogar, segundo a tua vontade, são comuns e significativamente repetitivas. Elas têm grande significado para o cristão. Nelas, encontra-se intrínseca a confiança em Deus para todas as ocasiões da vida, inclusive para o dever de evangelização.
O evangelismo deve ser recheado pela oração, assim como fez Jesus (Mc 1:35) e os apóstolos (At 4:31); mas esta oração, para ser eficaz, deve ser feita a Deus, o Pai da luzes, e não ao diabo.
3.2 As armas de defesa
Quando o cristão vale-se das armas de ataque, bíblicas, para saquear o território do inimigo, é lógico que este irá reagir; e quando isto acontecer...o que fazer?
Ao descrever a armas espirituais do crente, Paulo, em Efésios 6:13, diz o propósito: “...para que possais resistir no dia mau.” Este vocábulo, “resistir”, é um verbo: (Gr.)”)anqisthmi”. Ele exprime a idéia de opor-se, defender-se, fazer face a, colocar-se contra, permanecer firme. A idéia que exprime este vocábulo é a de não retroceder diante dos ataques do inimigo, para não lhe conceder nenhuma vantagem ou vitória. Ele aparece, também, em passagens como Tg 4:7 e I Pe 5:9.
A pergunta é: como resistir, opor-se, fazer face ao diabo? Em Efésios 6: 14-17, Paulo passa a dizer que o crente deve resistir ao diabo revestindo-se da armadura de Deus.
3.2.1 A Armadura de Deus
Quando Paulo cita a armadura, ele tinha em mente o soldado romano preparado para a guerra. Ele usa esta figura para exemplificar a luta do crente e como, este, pode vencer. A metáfora denota o revestimento do Senhor Jesus que o crente deve Ter. Todas as partes da armadura são pertencentes ao caráter de Cristo e são adquiridas pelo crente através do Espírito Santo.
Alguns vestem a armadura como algo místico de eficácia instantânea, ao proferir algumas orações. No entanto, não creio que seja isso que Paulo tinha em mente. É certo que o apóstolo, quando advertia os crentes a vestirem a armadura de Deus, estava pensando no revestir-se da natureza moral de Cristo; revestir-se do próprio Cristo.
Portanto, essa é a arma que Deus nos oferece para resistir no dia mau. A seguir, veremos as armas de defesa que as Escrituras nos oferecem:
3.2.1.1 A Verdade
O cinto, ou cinturão, era posto em torno da cintura, usado com a finalidade de apertar a armadura em volta do corpo e sustentar a adaga e a espada.
Esta verdade poderia, muito bem, significar a verdade moral, o oposto da mentira- o que seria lógico, pois satanás é o pai da mentira. No entanto, é certo que o significado desta verdade, exposta por Paulo, vai muito além do significado de verdade ética. Considera-se que esta verdade é a verdade de Deus; ou seja, a verdade cristã, o conjunto das doutrinas cristãs, que é o que sustenta tudo o mais- segundo o mesmo uso da palavra denota em Ef 4: 15.
3.2.1.2 A justiça
A couraça era uma peça da armadura romana que constituía-se em duas partes: a primeira, cobria a região do tórax, e a outra parte cobria a região das costas. Esta peça, tinha a finalidade de proteger as regiões vitais do corpo.
Paulo, ao usar esta peça, como metáfora, para exemplificar a justiça, tinha em mente a justificação. Em Rm 8, Paulo comenta que nada poderá condenar o crente, pois é Deus quem o justifica. Isso quer dizer que (1) não podemos confiar em nossa própria justiça, ou santidade, para vencer o inimigo, mas confiar na justiça que vem de Deus, através do sacrifício de Jesus; por isso, é que nada, nem anjos nem potestades, poderá nos separar do amor de Deus. (2) Quando somos justificados, o Espírito Santo opera em nós a obra da santificação; uma obra conjunta com o crente, no qual, este, assume, de forma gradual, o caráter de Cristo, em particular, o caráter justo- Paulo aplica este termo, desta forma, em Ef 4:24 e 5:9.
3.2.1.3 O Evangelho da paz
A sandália romana, usada como figura pelo apóstolo Paulo, era feita de couro e possuía vários cravos, formando uma camada espessa. Esta peça tinha a finalidade de proteger os pés do soldado, onde quer que ele fosse.
Para esta peça, são usadas algumas interpretações, como a que diz que Paulo está referindo-se ao evangelismo. No entanto, é preferível a interpretação de que Paulo refere-se à paz com Deus, consigo mesmo e com o próximo, que o Evangelho proporciona. Esta paz é a tranqüilidade mental e emocional- oriunda da consciência da plena aceitação da parte de Deus- que o crente tem por onde vai, e em toda e qualquer situação.
3.2.1.4 A fé
O escudo, usado como ilustração pelo apóstolo, era grande o bastante para proteger o corpo inteiro do soldado. Ele era formado de duas partes de madeira, recobertas de lona e, depois, de couro.
Aqui, o apóstolo Paulo, refere-se a fé salvífica, de acordo com o contexto de Ef 1:15, 2:8; 3:12, que produz entrega total da alma do crente a Cristo. É a crença que Cristo, como Senhor, domina, controla e dirige todos os aspectos da vida do crente. Esta fé tem a eficácia de anular os dardos inflamados o maligno.
3.2.1.5 Salvação
O capacete, usado por Paulo para exemplificar a salvação, era formado de couro grosso ou metal. Era usado para proteger o soldado de golpes de espada, proferidos em sua cabeça.
A salvação do crente, recebida pela graça divina, mediante a fé, é o que o livra dos ataques aterradores do diabo. Ela é uma proteção divina para o guerreiro que é crente. Quando a pessoa é salva da morte e do pecado através de Cristo, ela está escondida em Cristo e o diabo não a toca.
É interessante notar-se, que todas as demais peças da armadura eram vestidas pelo guerreiro, mas o escudo era recebido, o seu escudeiro colocava nele. Isso denota a graciosidade da salvação. A salvação é pela graça, por isso, de graça.
3.2.1.6 A Palavra de Deus
Poder-se-ia pensar que a espada é uma arma de ataque, e realmente o é; no entanto, ela, também, pode ser usada como defesa, e o contexto do texto de Efésios, nos da o subsídio necessário para pensar que aqui, ela é usada para defesa.
O que Paulo queria dizer usando a espada como ilustração? Certamente ele estava falando da atuação do Espírito na vida do crente, de tal forma, que torna a Palavra de Deus uma força viva na vida diária, a torna eficaz em nós e torna vigoroso o uso que fazemos dela.
Assim como a espada é morta quando não manuseada, assim é a Palavra sem o atuar do Espírito na vida de quem a lê. A Palavra de Deus respaldada pelo Espírito Santo, da vida é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes e é apta para discernir as intenções do coração (Hb 4:12).
Alguns interpretam este texto como se dissesse para usar a declaração de versículos contra o diabo. No entanto, o diabo não corre da mera declaração de versículos, mas, sim, da eficácia que a operação das Escrituras, através do Espírito Santo, obtém na vida do crente.
CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAPr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano
Parte do texto batalha espiritual do CPCA para ler na íntegra acesse pelo link abaixo, é necessário fazer um cadastro para logar
http://www.cacp.org.br/batalha_espiritual.htm#_ftn101
As Escrituras nos dão o método de combate. Este método deve ser seguido se quisermos ter realmente vitória contra as força demoníacas. A seguir veremos as armas de ataque que estão à nossa disposição.
3.1 As armas de ataque
3.1 .1 A pregação do Evangelho
Eis uma arma eficaz contra o inimigo: a pregação da verdade.
“Todo aquele que invocar o nome do senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de que nada ouviram? E como ouviram, se não há que pregue? E como pregarão se não foram enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! Mas nem todos obedecem ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação? E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”( Rm 10:13-17).
Diante desta maravilhosa declaração do apóstolo Paulo, pode-se chegar à conclusão que a pregação do Evangelho é poderosa, por si só, para salvar o perdido. A fé vem pela pregação da Palavra de Deus e não através de “oração de guerra”.
Champlin comenta sobre este texto da seguinte forma:
“O propósito da pregação cristã é o de despertar a fé nos homens, dirigindo-lhes a alma para o seu destino apropriado. Paulo reitera aqui a mensagem constante nos versículos catorze e quinze, mostrando que a pregação com que os missionários da cruz obtinham convertidos, e que precisava ser ouvida para que pudesse haver fé, é a mensagem de Cristo.” 98
Em Jo 8:32, está escrito: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” É a verdade de Deus, Cristo, que liberta. Não é ordenando a demônios que liberem as pessoas; este poder quem tem é o evangelho, e é exatamente por isso que devemos comunicá-lo.
Jesus não comissionou seus discípulos a “amarrar” demônios nas regiões celestiais.
Jesus comissionou-os a pregar o Evangelho: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a todo a criatura.” (Mc 16:15); “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...”(Mt 28:19).
O apóstolo Paulo, quando se converteu foi logo pregar o evangelho na sinagoga (At 9:20); em suas viagens missionárias pregava o evangelho (Rm 15:18-20); exortou ao seu filho na fé, Timóteo, que pregasse a Palavra (2 Tm 4:2), e, no final de sua carreira, quando estava preso, ainda pregava o evangelho (At 28:31).
Jesus Cristo e o apóstolo Paulo, enfatizaram a pregação do evangelho como arma para converter os incrédulos. Se amarrar e destituir principados e potestades antes de anunciar a Cristo fosse tão importante, porque Jesus e Paulo não nos chama atenção para um fator tão importante?
Sobre isto Ricardo Gondin comenta:
“O triunfo dos cristãos na batalha espiritual acontece muito mais como o resultado da proclamação da verdade que confrontos de poderes. O poder por si só não pode libertar os cativos. A verdade liberta (Jo 8:32).”99
O evangelho de Cristo é, em si mesmo, poderoso para a salvação daqueles que crêem. É claro que pode-se variar nos métodos de comunicação deste; no entanto, não se pode fiar nestes métodos para a salvação do perdido.
3.1.2 Intercessão
A palavra “intercessão” vem do latim “intercedere”, que significa: “ficar entre”. No caso da oração é aplicada ao ato da petição, súplica a Deus por algo ou alguém.
Paulo, em sua carta a Timóteo, reconhece o valor da súplica em parceria da pregação do evangelho para a salvação:
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
É necessário observar-se que a forma de oração que Paulo exorta para que se faça é: súplica, intercessão e ação de graça. Quando olha-se para a oração que Paulo exorta que se faça, pode-se denominá-la de “oração evangelística”. Esta é a oração- constituída por súplicas, intercessões e ações de graça- feita por todos homens, com o propósito de viver-se tranqüilamente e salvar aqueles que estão perdidos.
A intercessão é uma arma para lutar contra o diabo pelas vidas que estão perdidas. Em Ef 6:8, o apóstolo Paulo ainda fala sobre o valor da oração para:
“para que me seja dada no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho.”
Quando se observa os modelos de oração nas Escrituras, palavras do tipo: suplicar, rogar, segundo a tua vontade, são comuns e significativamente repetitivas. Elas têm grande significado para o cristão. Nelas, encontra-se intrínseca a confiança em Deus para todas as ocasiões da vida, inclusive para o dever de evangelização.
O evangelismo deve ser recheado pela oração, assim como fez Jesus (Mc 1:35) e os apóstolos (At 4:31); mas esta oração, para ser eficaz, deve ser feita a Deus, o Pai da luzes, e não ao diabo.
3.2 As armas de defesa
Quando o cristão vale-se das armas de ataque, bíblicas, para saquear o território do inimigo, é lógico que este irá reagir; e quando isto acontecer...o que fazer?
Ao descrever a armas espirituais do crente, Paulo, em Efésios 6:13, diz o propósito: “...para que possais resistir no dia mau.” Este vocábulo, “resistir”, é um verbo: (Gr.)”)anqisthmi”. Ele exprime a idéia de opor-se, defender-se, fazer face a, colocar-se contra, permanecer firme. A idéia que exprime este vocábulo é a de não retroceder diante dos ataques do inimigo, para não lhe conceder nenhuma vantagem ou vitória. Ele aparece, também, em passagens como Tg 4:7 e I Pe 5:9.
A pergunta é: como resistir, opor-se, fazer face ao diabo? Em Efésios 6: 14-17, Paulo passa a dizer que o crente deve resistir ao diabo revestindo-se da armadura de Deus.
3.2.1 A Armadura de Deus
Quando Paulo cita a armadura, ele tinha em mente o soldado romano preparado para a guerra. Ele usa esta figura para exemplificar a luta do crente e como, este, pode vencer. A metáfora denota o revestimento do Senhor Jesus que o crente deve Ter. Todas as partes da armadura são pertencentes ao caráter de Cristo e são adquiridas pelo crente através do Espírito Santo.
Alguns vestem a armadura como algo místico de eficácia instantânea, ao proferir algumas orações. No entanto, não creio que seja isso que Paulo tinha em mente. É certo que o apóstolo, quando advertia os crentes a vestirem a armadura de Deus, estava pensando no revestir-se da natureza moral de Cristo; revestir-se do próprio Cristo.
Portanto, essa é a arma que Deus nos oferece para resistir no dia mau. A seguir, veremos as armas de defesa que as Escrituras nos oferecem:
3.2.1.1 A Verdade
O cinto, ou cinturão, era posto em torno da cintura, usado com a finalidade de apertar a armadura em volta do corpo e sustentar a adaga e a espada.
Esta verdade poderia, muito bem, significar a verdade moral, o oposto da mentira- o que seria lógico, pois satanás é o pai da mentira. No entanto, é certo que o significado desta verdade, exposta por Paulo, vai muito além do significado de verdade ética. Considera-se que esta verdade é a verdade de Deus; ou seja, a verdade cristã, o conjunto das doutrinas cristãs, que é o que sustenta tudo o mais- segundo o mesmo uso da palavra denota em Ef 4: 15.
3.2.1.2 A justiça
A couraça era uma peça da armadura romana que constituía-se em duas partes: a primeira, cobria a região do tórax, e a outra parte cobria a região das costas. Esta peça, tinha a finalidade de proteger as regiões vitais do corpo.
Paulo, ao usar esta peça, como metáfora, para exemplificar a justiça, tinha em mente a justificação. Em Rm 8, Paulo comenta que nada poderá condenar o crente, pois é Deus quem o justifica. Isso quer dizer que (1) não podemos confiar em nossa própria justiça, ou santidade, para vencer o inimigo, mas confiar na justiça que vem de Deus, através do sacrifício de Jesus; por isso, é que nada, nem anjos nem potestades, poderá nos separar do amor de Deus. (2) Quando somos justificados, o Espírito Santo opera em nós a obra da santificação; uma obra conjunta com o crente, no qual, este, assume, de forma gradual, o caráter de Cristo, em particular, o caráter justo- Paulo aplica este termo, desta forma, em Ef 4:24 e 5:9.
3.2.1.3 O Evangelho da paz
A sandália romana, usada como figura pelo apóstolo Paulo, era feita de couro e possuía vários cravos, formando uma camada espessa. Esta peça tinha a finalidade de proteger os pés do soldado, onde quer que ele fosse.
Para esta peça, são usadas algumas interpretações, como a que diz que Paulo está referindo-se ao evangelismo. No entanto, é preferível a interpretação de que Paulo refere-se à paz com Deus, consigo mesmo e com o próximo, que o Evangelho proporciona. Esta paz é a tranqüilidade mental e emocional- oriunda da consciência da plena aceitação da parte de Deus- que o crente tem por onde vai, e em toda e qualquer situação.
3.2.1.4 A fé
O escudo, usado como ilustração pelo apóstolo, era grande o bastante para proteger o corpo inteiro do soldado. Ele era formado de duas partes de madeira, recobertas de lona e, depois, de couro.
Aqui, o apóstolo Paulo, refere-se a fé salvífica, de acordo com o contexto de Ef 1:15, 2:8; 3:12, que produz entrega total da alma do crente a Cristo. É a crença que Cristo, como Senhor, domina, controla e dirige todos os aspectos da vida do crente. Esta fé tem a eficácia de anular os dardos inflamados o maligno.
3.2.1.5 Salvação
O capacete, usado por Paulo para exemplificar a salvação, era formado de couro grosso ou metal. Era usado para proteger o soldado de golpes de espada, proferidos em sua cabeça.
A salvação do crente, recebida pela graça divina, mediante a fé, é o que o livra dos ataques aterradores do diabo. Ela é uma proteção divina para o guerreiro que é crente. Quando a pessoa é salva da morte e do pecado através de Cristo, ela está escondida em Cristo e o diabo não a toca.
É interessante notar-se, que todas as demais peças da armadura eram vestidas pelo guerreiro, mas o escudo era recebido, o seu escudeiro colocava nele. Isso denota a graciosidade da salvação. A salvação é pela graça, por isso, de graça.
3.2.1.6 A Palavra de Deus
Poder-se-ia pensar que a espada é uma arma de ataque, e realmente o é; no entanto, ela, também, pode ser usada como defesa, e o contexto do texto de Efésios, nos da o subsídio necessário para pensar que aqui, ela é usada para defesa.
O que Paulo queria dizer usando a espada como ilustração? Certamente ele estava falando da atuação do Espírito na vida do crente, de tal forma, que torna a Palavra de Deus uma força viva na vida diária, a torna eficaz em nós e torna vigoroso o uso que fazemos dela.
Assim como a espada é morta quando não manuseada, assim é a Palavra sem o atuar do Espírito na vida de quem a lê. A Palavra de Deus respaldada pelo Espírito Santo, da vida é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes e é apta para discernir as intenções do coração (Hb 4:12).
Alguns interpretam este texto como se dissesse para usar a declaração de versículos contra o diabo. No entanto, o diabo não corre da mera declaração de versículos, mas, sim, da eficácia que a operação das Escrituras, através do Espírito Santo, obtém na vida do crente.
CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAPr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano
Parte do texto batalha espiritual do CPCA para ler na íntegra acesse pelo link abaixo, é necessário fazer um cadastro para logar
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Voltei
Após quase um mês de correrias quero voltar a postar, ainda estou com muito trabalho para fazer, mas o blog é algo que gosto de manter atualizado em respeito aos leitores.
Então vamos lá, mãos a obra e um 2008 com esperanças renovadas no Autor e Consumador da nossa Salvação.
Glórias ao Autor da minha fé.
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