11/01/2009

7 características de "igrejas" que cometem abuso espiritual

1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico.
O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "bispos" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "apóstolo" ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado.
A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos.
O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo.
Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave.
Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento.
Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original.
Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famнlias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

Fonte Pavablog

Se desse cadeia abuso espiritual creio que ia faltar celas para prender tantos abusadores do rebanho.

Ajudai-me, Senhor

Ó Santíssima Trindade, quantas vezes o meu peito respirar, quantas vezes o meu coração bater, quantas vezes o meu sangue pulsar em mim, outras tantas mil vezes desejo adorar Vossa misericórdia.

Desejo transformar-me toda em Vossa misericórdia, para tornar-me o Vosso reflexo vivo, ó meu Senhor! Que a Vossa misericórdia, que é insondável e de todos os atributos de Deus o mais sublime, se derrame do meu coração e da minha alma sobre o próximo.

Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam misericordiosos, de modo que eu jamais suspeite nem julgue as pessoas pela aparência externa, mas perceba a beleza interior dos outros e possa ajudá-los.

Ajudai-me, Senhor, para que os meus ouvidos sejam misericordiosos, de modo que eu esteja atenta às necessidades dos meus irmãos e não me permitais permanecer indiferente diante de suas dores e lágrimas.

Ajudai-me, Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa, de modo que eu nunca fale mal dos meus irmãos; que eu tenha para cada um deles uma palavra de conforto e de perdão.

Ajudai-me, Senhor, para que meu coração seja misericordioso e se torne sensível a todos os sofrimentos do próximo; ninguém receba uma recusa do meu coração. Que eu conviva sinceramente mesmo com aqueles que abusam de minha bondade.

Quanto a mim, me encerro no Coração Misericordiosíssimo de Jesus, silenciando aos outros o quanto tenha que sofrer.

oração extraída do Diário de Santa Faustina, freira e mística polaca.

Fonte Pavablog

08/01/2009

Outras Palavras


Por Sérgio Pavarini

“O que dá ao homem um mínimo de unidade interior é a soma de suas obsessões.”



Nelson Rodrigues, jornalista e dramaturgo



Nos últimos anos, participei da escolha do título de mais de 700 livros. Ainda que tratando-se de obras traduzidas na maioria dos casos, a dificuldade no “batismo” não foi menor. Que equação complicada escolher algumas palavras que traduzam a proposta do autor e, ao mesmo tempo, instiguem os potenciais leitores!



Viciados em mediocridade preenche ambos os quesitos de forma notável. Antes mesmo de iniciar a leitura do texto, o título provocante já suscita questionamentos e (in)conseqüentes reflexões. Difícil permanecer impassível ante um diagnóstico tão contundente...



Embora escrito na década de 80, a mensagem do livro permanece atual e é especialmente bem-vinda no Brasil. Enquanto desperdiçamos pelo menos duas décadas esgrimindo para usar bateria nos templos, a fila andou no mundo. E bastante.



Claro que sempre existiram vozes dissonantes por aqui. Algumas se levantaram para insurgir contra hinos americanos enlatados. Não sei se o queixume adiantou, mas há quem esteja supersatisfeito com novidades no cardápio do tipo canções em versão light... made in Austrália. Como cantava o Cazuza, “um museu de grandes novidades”. Não apenas o futuro repete o passado... somos todos repetentes no supletivo da inovação.



“De nada serve partir das coisas boas de sempre mas, sim, das novas e ruins.”
Bertolt Brecht, dramaturgo e poeta



Em meio à penúria reinante, algum espertinho criou uma solução que continua sendo avidamente deglutida pelo rebanho. O conteúdo é sofrível e sem qualidade? Basta pospor um adjetivo. Assim, temos a “adoração extravagante” e a “dança profética”, entre inúmeros ardis de eficácia nula fora do quadrado evangélico. Círculo apenas se pensarmos na retroalimentação que move nossa irrelevância.



Basta alguém iniciar uma discussão sobre a indigência artística cristã para descobrirmos que a mediocridade se estende também à capacidade de reflexão do rebanho. O tema em questão rapidamente é esquecido e recorre-se a uma infinidade de chavões do tipo “não tocar no ungido”, “até a mula de Balaão foi usada”, “Deus olha o coração”, “em vez de criticar devemos orar”, “quantas almas você ganhou?”, entre outros clichês menos cotados.



Adeptos desse tipo de reducionismo ficarão perplexos e possessos (sem trocadilho) com os termos usados por Schaeffer nestas páginas. O cara massacra impiedosamente a produção cristã... Essencial lembrar que o escritor se refere aos Estados Unidos. O que ele escreveria se desse uma passadinha aqui na terra das unções, levitas, sapatinhos de fogo e quejandos?
Pensando melhor, ele não deve aterrissar aqui porque anda meio ocupado com a faxina nos armários familiares. Em meio a muita poeira, revelações pra lá de indiscretas enxovalharam a imagem do papai Francis Schaeffer. A morte da razão?



“O revolucionário inventa as idéias. Quando as exaure, o conservador adota-as.”
Mark Twain, humorista e escritor.



Em certos trechos da obra, Franky deixa a Arte de escanteio para sublinhar pensamentos hiperconservadores. A química parece meio estranha, afinal é comum ligar “arteiros” e artistas ao pensamento liberal. Mais uma vez o Brasil mostra ao mundo o seu caráter singular. Neste país tropical abençoado por Deus tanto os expoentes tidos como “liberais” quanto os “ortodoxos” pouco ou nada entendem do assunto. Mansa gente brasileira!



Sem a guarida dos teólogos, outra opção para estimular o debate seria usar as lentes da mídia. Um rápido exame mostra que as revistas ocupam-se de veleidades e temas relevantes como a festa de aniversário dos rebentos de cantoras de nomes tão improváveis quanto desconhecidos... Ao menos as publicações não escorregam no quesito harmonia: são ruins de capa e de conteúdo. Deselegância nada discreta.



Antes de pensar em possíveis epitáfios para a arte cristã verde-amarela, restam duas opções: livros e internet. Se você está com este livro em mãos, só o seu interesse pelo assunto já me faz aplaudir efusiva e pentecostalmente. O triste é lembrar que o Schaffer vai falar somente com alguns milhares de leitores, enquanto mantras e baboseiras em ritmos variados continuarão entorpecendo os ouvidos e a mente da turba.



No entanto, como tenho o gene da rebeldia impregnado nas cadeias do DNA, não acredito em soluções prontas. Da mesma forma que discordei de muitos lances elencados nestas páginas, espero que você siga pela mesma trilha, questionando e refletindo sobre cada ponto abordado. Como o livro apresenta uma espécie de “monólogo” doe seu autor, graças a Deus existe a internet para dar voz e vez aos leitores. Vários sites e blogs vão publicar esta diatribe prefacial, possibilitando a (re)ação e interação de todos. Se a palavra “viciados” indica a necessidade de cura, penso que o caminho terapêutico indubitavelmente passa pelo debate.



“Aos melhores falta toda convicção, enquanto os piores são cheios de apaixonada intensidade.”



W.B. Yeats, poeta e dramaturgo



Como diria certo molusco, nunca antes neste Reino discutiu-se tanto sobre Arte. Meu reconhecimento e gratidão aos amigos Whaner e Ana Claudia pela contribuição que a W4 e o Cristianismo criativo têm dado ao rebanho. Se podemos vislumbrar um horizonte menos caótico no cenário artístico cristão, certamente o desvelo e a ousadia de vocês tem parte nisso.
A existência de limitações diversas não nos acovarda. Ao contrário, nos leva à ação diligente. Em nossa extensa lista de pecados e falhas não há de constar aquilo que o Rabino Jonathan Sacks classifica de “culpa do espectador”. O que estiver ao alcance de nossas mãos faremos com o melhor de nossa energia. Nas palavras do profeta João Bosco, “a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar”. Yes, the show must go on!
prefácio que escrevi p/ o livro Viciados em mediocridade, próximo lançamento da W4 Editora.

Sergio Pavarine -

pavablog.blogspot.com.br

Li outras obras de Frank Shaeffer (Poluição e morte do homem e O Deus que intervém) além de outros artigos dele no final da década de 90.

Pelo prefácio do Pavarini fiquei com a curiosidade aguçada, vou procurar esta obra.

Se alguém ler a quiser trocar sua impressões comigo fique a vontade.

Big abraço

Claudinho





05/01/2009

É VOCÊ UM PAGÃO QUE ADORA O “JESUS/IGREJA”?



Por Caio Fábio

Na mente dos cristãos uma das maiores dificuldades é entender por que Jesus é de um modo e a igreja de outro completamente diferente Dele.

Quando tal “diferença” aparece na pratica diante do crente, em geral ele pensa que Jesus era como os evangelhos nos contam, mas que agora Ele se tornou como a “igreja”.

Ou seja: Jesus teria se deconvertido de Sua Graça e Amor e se tornado “cristão”.

Sim! Cristo virou apenas um grande Cristo, um Cristo Grandão; literalmente um “Cristão”.

Ora, o hibrido “Jesus/Igreja” é o “Deus misto” da maioria dos cristãos. E é bem grandão, pois, crêem de fato Jesus virou um Cristão.

Assim, se não há sublimidade em tal “Sagrado Hibrido”, também não há muita inspiração que demande que a existência transcenda o que os homens chamam de “minha vida”.

Desse modo, tal “Jesus/Igreja” é amado pelos crentes com a fidelidade de quem ama a Jesus mesmo, porém, devotando tal amor a um ente que é, muitas vezes, a total negação do que Jesus diz que vale o nosso amor.

Os “sacerdotes” da “religião de Jesus”, o Cristianismo, precisam que os crentes amem a “igreja” com o amor com o qual só deveriam amar a Jesus, e a nada mais.

E por que eles precisam que seja assim?

Ora, é que na “igreja” os “sacerdotes/pastores” se tornam os “Jesuses” dos crentes, posto que na falta de Jesus na “igreja”, é do “sacerdote” que vem a oferta de amor pessoal; ou seja: amar e reverenciar o “sacerdote” é como amar e servir a Jesus.

Tal possibilidade, todavia, não é fácil para todos; pois, poucos têm intimidade com o “Jesus” da “igreja”: o sacerdote. Desse modo, para os “demais” sobra o “átrio dos gentios”, que é a atividade na “igreja”.

O “Jesus” da “igreja”, o “sacerdote/pastor”, diz que seus objetivos de expansão e crescimento são projetos de Jesus para a Igreja. E, assim, o “Jesus/sacerdote” da “igreja” ganha o poder da cruz e da ressurreição a fim de motivar os crentes a trabalharem pelo Baú da Felicidade que o “Jesus/sacerdote” definiu como projeto de parceria com Deus.

É tudo tão perverso e tão obvio que somente apelando para o diabo se pode entender tal cegueira na mente dos crentes!

Se você é um dos “sacerdotes/pastores” que vive do engano ensinado e praticado por você, abra mão disso hoje. Ainda é tempo de deixar de ser bruxo desse paganismo perverso feito em nome de Jesus, como algo que o representa, mas que é o pior engano do diabo no mundo e o maior inimigo do Evangelho na Terra.

Se você é dos enganados seguidores, olhe para Jesus, segundo o Evangelho, ame-o de todo o coração, sirva-o, ame os que confessam o Seu nome e também até mesmo os que odeiam o Seu nome. No entanto, deixe de tentar amar e seguir a Jesus nesse caminho humano e hibrido, no qual se tem coisas do Jesus do Evangelho apenas como isca; sendo que o restante é mandamento e megalomania do “Jesus/sacerdote”, o qual é segundo a imagem e semelhança do “Jesus/Igreja”, que é uma besta de muitas denominações e cabeças, e com ofertas para todos os gostos de pagãos.

É fácil saber se digo a verdade. Basta ler os evangelhos e ver se falo do Jesus ali descrito ou se falo do Jesus criado para ser seguido enquanto se odeia e se vive a morte como salvação, segundo o desevangelho do “Jesus/Igreja”.

Eis meu desafio a você:

Leia o Evangelho de Jesus e depois me julgue como bem entender!

Você tem essa coragem?

Quem me dera você a tivesse!


Nele,
Caio 2 de janeiro de 2009 Logo Norte – Brasília DF
Fonte http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoCanal=0000704242

Certa vez li em um livro, em que não me recordo o nome nem o autor, que não havia maior auto engano do que fazer uma imagem de Deus que não corresponde ao verdadeiro Deus. Acho que hoje se fizermos uma enquete veremos que cada cristão faz uma imagem diferente do "Cristo" que adora ou diz servir.

Minha fé é no Jesus Cordeiro, que foi morto antes da fundação do mundo por mim, que amou a mim e ao mundo inteiro muito antes de eu nascer e que quando encarnou neste planeta viveu o amor em plenitude e não me pede nada menos do que isso. O resto é consequencia deste amor seja em lutas, dificuldades ou até mesmo numa vida abastada.

Fiquei triste numa conversa com um irmão gente fina que por telefone me disse que tinha ido em um culto de libertação -" tu sabe que a gente lida com todo o tipo de pessoas, tem muita influência negativa, espíritos maus. Então tem que ir para o pastor orar para liberar as amarras".

Minha tristeza por ele ter ainda um dependência do pastor-pajé de igreja e por não conhecer de fato o Jesus que caminhou entre todos e a todos que tinham o coração aberto abençoou, curou e libertou e que nos ensinou a assim caminhar e viver e os que Nele se libertam o fazem pelo seu sacrfício na cruz ou seja minimizam o ato de salvação e libertação de Jesus, sendo necessário o complemento da "benção" através de um intermediário-sacerdote.

Sei de muitos irmãos que não vão concordar com o texto do Caio, ainda vão apagar os links do blog nos tópicos das comunidades. Mas fazer o que, a prisão da tradição é mais importante que a liberdade do Evangelho.

Grande abraço

Claudinho

Graça e Paz!!

02/01/2009

VOCÊ TEM MEDO DAS COISAS EXCELENTES?





O chamado do Evangelho só não é megalomaníaco porque Jesus de fato ressuscitou dos mortos. Do contrário, a oferta do Evangelho seria inconcebivelmente constrangedora, de tal megalomaníaca que ela é.



Aliás, tudo em Jesus é assim. Afinal, somente a divindade de Jesus pode salvá-Lo de sua mais total megalomania.



O fato é que se dizemos que Jesus é Deus, por assim crermos de coração, então, o que seria megalomania, agora é divindade.



Entretanto, diante de Jesus temos apenas duas opções: ou “O” vemos como Deus ou o vemos como o Doido; pois, somente Deus poderia dizer o que Jesus disse sem ser megalomaníaco, um doido, ou melhor: o Doido dos doidos.


Mas se Ele é Deus, então, o que seria megalomania é agora Promessa de Deus sobre os homens.



Veja algumas delas:



1. O Cordeiro é a “Oferta” pela Criação antes de haver qualquer coisa criada. Por isto, a criação nasceu sob o signo da Graça, e se culminará na Graça, conforme a imagem arquetipica da Nova Jerusalém, na qual até os que vêm de fora encontram nas folhas da Árvore da Vida a sua cura.



2. O segundo Adão é maior que o Primeiro, pois, este foi feito Daquele e os malfeitos deste não podem ser maiores que os bem-feitos Daquele. Assim, se Jesus é maior que Adão, então a Graça é maior que a Queda; do mesmo modo que Aquele que é espírito vivificante é maior do que aquele que é apenas alma vivente.



3. A Fé é maior que as Obras, pois, sem fé não há obras de fé; e sem fé é impossível agradar a Deus por nenhuma obra.



4. A Promessa é maior que a Lei, pois, veio antes dela e permaneceu após a extinção daquela.



5. A glória da Lei é desvanecência ante a glória da Graça: por isto Moisés cobria o rosto com véu; e nós tiramos o véu do rosto para crescermos de glória em glória.



6. O Ministério do Espírito é maior que o Ministério da Lei, pois, este gera a morte e aquele produz vida.



7. A Misericórdia é maior que o Juízo, pois, este é sem misericórdia; Deus, porém, ama mais a misericórdia que o juízo.



8. A Justificação é maior que a Justiça, pois, esta se faz exercer como direito adquirido pelo homem, e aquela como direito imputado por Deus.



9. A Palavra é maior que a Escritura, posto, que já existia antes de qualquer coisa haver sido escrita.



10. O Invisível é maior que o Visível, pois, este decorre daquele e existe dentro do que não aparece.



11. A Revelação é maior que a Razão, pois, esta é um sistema e aquela é uma Graça não-sistêmica; portanto: aberta ao infinito.



12. O Homem é maior que a Lei, pois, esta foi feita para o bem daquele, e não aquele para o bem desta.



13. O Amor é maior que Tudo, pois, Deus é amor; e sem amor nada do que foi feito tem qualquer significado.



14. O Homem é mais velho que a Mulher, pois, esta foi tirada daquele. Assim, o homem é maior na idade, mas depende dela no tempo, posto que é nascido de mulher.



15. A Mulher é mais refinada que o Homem, mesmo ele sendo a coroa da criação, pois, o homem é a glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.



Sendo assim, vale perguntar:



1. Por que será que os cristãos sempre dão mais valor ao que é inferior e não àquilo que é superior?



2. Não será porque nossa escolha revela nossa pequenez e nosso assombramento ante as coisas excelentes?



3. Ou será medo de ser feliz?



Sim! Tente responder, pois, somente você mesmo pode explicar por que ante tanta certeza, esperança, graça e amor, sua alma prefere o pânico, o medo, as incertezas, as dúvidas e as confusões de uma jornada na qual primeiro Deus cria, depois se esfola para concertar; na qual a Graça é sempre menos forte na consciência que a Lei da morte; na qual tudo de mal é mais forte que tudo de bom; na qual o pecado vence a Cruz; na qual o diabo vence a Jesus; na qual o Velho desbanca o Novo Eterno; na qual Adão é maior que o Salvador; na qual a Serpente vence o filho da mulher que lhe pisa na cabeça; na qual cada maldição da Queda é guardada como herança moral e honrada; na qual a Escritura é maior que a Palavra; na qual o Sábado das tradições humanas é maior que o homem sem nome; e na qual, digo nessa jornada, tudo o que se escolhe é contra nós mesmos, mesmo em face da oferta do Evangelho e mesmo ante o olhar de Graça do Cordeiro eterno.



Pense nisto; e, se você identificar que em você tem sido assim, pergunte: De onde vem esse espírito de morte, que só me impulsiona a escolher o pior?



Sim! Barre esse espírito de morte e de medo do que é bom, e que lhe está oferecido como todo bem no Evangelho da Vida.




Caio



Copacabana, 2º semestre de 2003


Fonte site http://www.caiofabio.com.br/


28/12/2008

Feliz Natal


Sei que já passou o Natal, pelo menos o do calendário, mas não pude deixar de postar este texto que recebi por e-mail do Djair, que sinceramente para mim demonstra o outro lado do Natal, não aquele idealizado pela cristandade, mas o Natal das Boas Novas.

De coração um Feliz Natal a todos.

Claudinho




A Revolução do Natal


Os textos chamados natalinos são todos de natureza revolucionária e marginal.


José é maior que o machismo, e aceita sua mulher, sem poder explicar para ninguém a gravidez dela (isso se alguém tivesse descoberto), mas apenas aceita o testemunho de um anjo, e, ainda pior: num sonho. José torna-se marginal.

Deflagra as chamas da revolução da dignidade.


Os magos do oriente chegam conforme a Ordem de Melquizedeque, pois, sem terem nada a ver com a genealogia de Abraão, seguem uma estrela que anda no interior deles, e, caminhando nessa simplicidade discernem aquilo que os teólogos de Jerusalém só sabiam como "estudo bíblico".


Os que tinham a Escritura (os escribas), não tinham a Revelação. E quem nada sabia da Escritura tinha sabido o necessário acerca do Verbo pela via da Revelação.


Uns sabiam o endereço: "Em Belém da Judéia…", mas não tinham a disposição de sair do lugar… amarrados que estavam à idéia de que conhecer o texto leva alguém a qualquer lugar.


Já os que perguntavam (os magos), estavam no caminho… seguiam… e são eles os que chegam onde Jesus estava. Eles dão testemunho do potencial revolucionário do Evangelho para qualquer alma da Terra. Esta é a revolução supra religiosa, conforme a Ordem de Melquizedeque.


A velha Isabel dá a luz um filho. Seu velho marido não pode nem contar a história, pois fica mudo. É a revolução dos estéreis e mudos.


O rei dos judeus não tem onde nascer! Esta é a subversão dos poderes!


Pastores distraídos são visitados por miríades de anjos—e eles representam os homens de boa vontade. É a marginalidade da Glória!


Nenhum dos sábios de Jerusalém discernem o Príncipe Eterno quando seus pais o levam ao templo para a circuncisão, mas apenas uma profetiza velha e um ancião sem significado religioso. A revelação não sabe os nomes dos sacerdotes!Ou seja: a começar da Encarnação como Natal (nascimento), o Evangelho é para aqueles que não se esperava que fossem discerni-lo.


A Revelação é quase sempre marginal!

Os grandes atos de Deus não acontecem em Palácios, mas em choupanas e estrebarias.


E a voz mais veemente do natal é a voz da virgem, da Maria simples, e que troveja a justiça de Deus sobre as nações. Ela é quem anuncia a grande subversão divina. E faz isto como um Cântico.


Dedico este texto a todos os que hoje se sentem afastados da religião, e que ainda carregam a culpa de assim estarem afastados.


Deus não é oficial.


A vida não é oficial.


O amor não é oficial.


A Graça de Deus é sempre subversão e marginalidade.


Na oficialidade são feitos os julgamentos.


Na marginalidade explode a vida.


Abra seu coração e siga o Guia, conforme os magos.


Seja generoso como José.


Corajoso como Maria.


Fértil como a estéril Isabel.


Convicto como o mudo Zacarias.


Alegre como aqueles que são acordados nos campos pela voz de anjos.


Capaz de antever a salvação como esperança mesmo que você seja velho como Simeão e idoso como Ana.


Nas narrativas do Natal nas Escrituras não são as pessoas que vão a Deus, mas Deus que vai às pessoas.


O Natal acontece como afirmação de que em Jesus, Deus se reconciliou com os homens.


Assim, não se sinta excluído, pois, eu sei, nestes dias, Deus enviará corais de vozes interiores, e nos ajudará a discernir o caminho interior da estrela, e nos fará contentes com a Graça de Hoje, e que será a esperança de amanhã, para nós e para todos os humanos.


No Natal Jesus é a alegria dos homens!


21/12/2008

A Igreja daqui a 50 anos.

Por Alex Esteves

Daqui a cinquenta anos serei um velhinho octogenário. Se Jesus não houver buscado Sua Igreja, ou se eu mesmo não tiver ido de outra forma, estarei aqui nesta Terra com meus cabelos brancos, uma família bem grande e muita história pra contar aos meus netos. Mas, como estará a Igreja brasileira? Que Igreja as minhas cãs verão? Vamos fazer uma projeção mambembe?

.Daqui a cinquenta anos o Brasil será uma nação evangélica. Teremos passado por um presidente da República evangélico, um ministro do STF evangélico, e muitas autoridades políticas evangélicas, como vários senadores de destaque. Muitos deles terão cometido crimes de corrupção, improbidade administrativa, e haverá escândalos em diversos Municípios e Estados com o franco envolvimento de pastores, líderes evangélicos e igrejas.
A maioria dos crentes evangélicos em 2058 será nominal. Dizer a palavra "evangélico" será como anunciar uma importante insígnia, o termo cairá na boca de todo mundo como açúcar. Ser evangélico abrirá muitas portas, e fechará outras a quem não se identificar como tal. Em razão de disputas de poder, haverá grandes divisões nas maiores denominações do país. Todas as denominações ficarão rachadas em vários pedaços. O pentecostalismo passará por uma transformação enorme, quase desaparecerá debaixo de heresias e duros golpes dos sensacionalistas e personalistas, que se apoderarão de suas igrejas. Mas alguns crentes verdadeiros sobreviverão a isso, tendo que se reinventar..
Crescerá um movimento informal de igrejas menores, pequenos grupos que se reunirão por extrema necessidade espiritual, não por uma questão de estratégia de crescimento, nada disso. Haverá pastores sendo consagrados por sua vocação, dentro desses pequenos grupos, e não por causa de promoções políticas dos sistemas eclesiais.
Para se distinguir dos poderosos e hereges evangélicos do futuro, os verdadeiros crentes adotarão o nome que lhes for dado. Não me arrisco a antecipar essa nomemclatura, porque não sou vidente, mas será alguma coisa pejorativa, uma alcunha dada pelos outros, que acabará redundando num modo de designação de diversos grupos heterogêneos.
Muitos dos popstars serão evangélicos. Eles gravarão músicas para igreja e para bailes funk ou coisa do gênero, tudo num só album. Haverá evangélicos em todos os setores artísticos, e a maior rede de televisão e rádio será evangélica.Será muito difícil pregar o Evangelho em 2058. As pessoas terão preconceito, porque buscarão apenas o nome "evangélico", mas não o Jesus do Evangelho. Quando os crentes verdadeiros quiserem pregar, serão tratados com o típico respeito da indiferença, no mesmo sentido do ainda vivo pluralismo. O evangélico "normal" será uma pessoa materialista, que criou um estilo diferente de se vestir e de falar, com sua cultura musical e artística específica, cada vez mais influente. Falar de Jesus entre os evangélicos será como falar de um líder que fez coisas extraordinárias para mostrar o que se pode esperar desta vida.
Daqui a cinquenta anos, a Bíblia continuará sendo tratada como um rol de variados segredos motivacionais, como um pacote de amuletos, e, mais do que isso, será vista até pelos evangélicos como um livro sagrado dentre tantos outros. Haverá forte expansão da demitologização das Escrituras, os milagres e o sobrenatural serão vistos como figuras de um poder cósmico que a Bíblia atribui a Deus. Os líderes farão da Bíblia o que quiserem. Isso não será a exceção - será a regra, a tese majoritária, a doutrina oficial, a ideologia da classe dominante nas igrejas, e, enfim, do País.
Os crentes de verdade não apreciarão em nada esse estado de coisas, e por isso não terão alternativa senão envolver-se em grupos menores, de comunhão, primeiro em casas, depois em prédios destinados a esse fim, mas com o surgimento de líderes proeminentes que buscarão pastorear esse rebanho e resgatar pontos doutrinários fundamentais, com interesse reformista.
...E eu, do alto de meus 81 anos, ficarei em casa conversando sobre tudo isso com minha família, principalmente com a minha esposa, a Miriam. Não tendo mais forças para falar em público, nem sendo mais convidado a lugar nenhum, dobrarei meus joelhos frágeis e orarei ao Deus do Céu, para que tenha misericórdia daquela geração tosca e fútil..
Não se apoquente: não sou profeta. Este é apenas um pequeno exercício mental e literário, sem nenhuma conotação profética.
.

***
Fonte: Blog do Alex

http://alexesteves.blogspot.com/search?q=a+igreja+do+futuro

De fato não temos como saber o futuro da igreja denominacional em nosso país, mesmo porque muito pouco se pensa ou se planeja em termos de crescimento natural da igreja (com raras e boas excessões), mas as evidências levantadas que acontecem hoje apontam para aquilo que o Alex vaticina.

Por isso é necessário manter o olhar nos exemplos de simplicidade e amor de Jesus, sem esquemas liturgicos, aparatos e estruturas religiosas, apenas caminhando entre as pessoas. Assim foi sua vida amando até as últimas consequências e nada menos do que isso ele pede aos seus seguidores, que amem a seu Deus acima de todas as coisas e a seu próximo como a sí mesmo.

Inflizmente a fé se tornou religião e a religião um próspero negócio contrariando aquilo que Jesus deixou como legado.

Que Ele nos ajude a praticar uma fé na vida e não na religiosidade.

Parabéns Alex pelo texto que pesquei pelo Blog Púlpito Cristão.

Graça e Paz

15/12/2008

Como já havia colocado estou sem tempo para postagens neste final de ano, mas tive que separar um tempo para responder um comentário anônimo, feito em uma comunidade no orkut onde eventualmente posto links.

Abaixo transcrevo o comentário e a resposta.

Abraços

Graça e Paz!!

Anônimo

Sobre Fé mais um pouco

Caros Amados Irmão quero lhes falar sobre Fé e mais um pouco,Quero dize-los e convidalos a gastar suas energias, seu tempo, em pro da propagação do evangelho e nao com contrariedades, Pois o mandamento ja foi dado e nele implica "IDE PREGAI O EVANGELHO A TODAS AS CRIATURAS".

Concluo que tudo que vem para distorcer a verdade do Evangelho que sirva de Anatema para nos.

Agora se você quizer ficar usando seu precioso tempo para metralhar doutrinas, manifestações, Visões,..... Cuidado varão pois DEUS ainda é Multiforme em graça e não Uniforme em Graça.Pois o mesmo Jesus que veio para que todos Cumprissem a lei foi o mesmo Jesus que curou no Sabado.

Sim a intimidade com DEUS, Não a religiosidade.

Claudinho (Resposta)

Um pouco mais sobre fé e mais um pouco

Bom meu irmão anônimo, tenho um sentimento fraterno para com todos que amam o Evangelho de Jesus e por Ele guiam sua jornada de fé e mesmo quando não concordo com o que pensam ou fazem, respeito a todos por isso não precisa se esconder atrás do anonimato para expressar o que pensa, pois o cristão assume publicamente o que crê e leva na sua vida até as últimas conseqüências, por isso que em Roma muitos irmãos morreram no Coliseu por assumir uma identidade contrária a um sistema maligno.

Você também não foi pontual no que a verdade do evangelho está sendo distorcida, se pelo menos citar um texto poderei apagar o texto do blog, mas como vc generalizou presumo ou que leu tudo ( o que duvido ) ou não leu nada e acha que entende tudo. E ai eu que lhe pergunto –

Qual é a verdade do Evangelho? Senão que Deus reconcilhou-nos em Cristo, desfazendo a nossa inimizade com Deus, e Ele evangelizou a paz aos que estavam longe e aos que estavam perto, e por isso nós temos acesso ao Pai em um só Espírito, sendo assim não somos mais estranhos mas concidadãos dos Santos e da família de Deus.

Esse é o evangelho que creio, vivo e prego e qualquer outro que aparecer com “doutrinas, manifestações, Visões” como vc coloca que não estejam encaixadas naquilo que Jesus ensinou e viveu será de fato “metralhado” como consciência de um chamado e uma vocação que a mim foi dada pelo Espírito e pela Palavra, que é de não me conformar com o presente século, mas de me transformar pela renovação da mente e provar essas “manifestações, doutrinas, Visões” a luz da Palavra e da vida de Jesus.

Quando vc diz que “o mesmo Jesus que veio para que todos Cumprissem a Lei...” já mostra um equívoco de interpretação, pois a Lei conforme Paulo não poderia ser cumprida por nenhum ser humano, portanto Jesus jamais pediria para alguém cumprir o que somente Ele poderia fazer, por isso seu fardo era leve e seu jugo suave.

Portanto meu irmão reitero minha proposta de ter um blog onde as pessoas que lêem possam ser edificadas, pois o que escrevo ou ou re-publico tem o propósito de ensinar de uma forma que os irmãos venham por si mesmo refletir suas práticas individuais ou coletivas (em comunidade), e não basear suas práticas em “doutrinas de homens, manifestações da carne ou Visões" ridículas que escandalizam o evangelho de Jesus que é multiforme em Graça sim, para alcançar os perdidos, mas lembre-se que Jesus manifestou essas Graça quando acolheu pecadores, publicanos, cobradores de impostos, leprosos, ladrões, prostitutas, samaritanos, etc. Mas foi uniforme quando chamou de hipócritas e túmulos caiados os representantes da religiosidade oficial de sua época e creio que Ele hoje não agiria de modo diferente aos que dizem representá-lo.

Por isso na minha opinião vc acerta quando declara “sim a intimidade com Deus, não a religiosidade” pois esse é o mal da religião evangélica, religiosidade sem vida e vida sem intimidade, os ofícios do templo são mais importantes que a vida e a comunhão, pregar o evangelho é mais importante do que viver o evangelho, ter intimidade com Deus é sinônimo de “manifestações e Visões” e a paz que é oferecida como cumprimento ao próximo não reflete a Paz plena que Jesus nos trouxe por não entender o tamanho da Graça de Deus e na tentativa de agradar a Deus fazem barganhas com Ele, trocando religiosidade por bênçãos, jactando-se na sua justiça própria como o homem que orava em pé ao lado do publicano.

Por isso meu irmão anônimo o que faço só deixarei de fazer quando o Senhor quiser, amo muito a Igreja de Jesus e os irmãos da fé para calar minha voz, pois o que faço o faço em amor e submissão a Palavra de Deus.

Abraço fraternal a todos os irmãos que lêem o Blog, principalmente os Quadrangulares, onde cresci e alicercei minha fé na comunhão, estudos da Palavra, lutas e oração.

E quero lhe dizer que eu tenho nome (Claudio) e mesmo que vc esteja atrás de uma máscara de anonimato eu lhe amo fraternalmente em Cristo e gostaria muito de conhece-lo (isso se já não o conheço) para que possamos mutuamente nos edificar com as verdades do Evangelho de Jesus.

Para encerrar deixo um pensamento de Martinho Lutero – (que faço votos que o irmão anônimo leia e aprenda um pouco sobre o não se conformar com as distorções da Palavra).

"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para a que há de vir." Martinho Lutero

Em Cristo onde qualquer outro evangelho que não seja o Evangelho da Cruz seja Anátema.

Claudinho

Graça e Paz

17/11/2008

UM "CREDO" CAMINHANTE?

Repasso abaixo um e-mail que recebi via lista, que talvez esclareça também aos que me perguntam ou as vezes não o fazem de como posso ser seguidor de Cristo sem ser membro de nenhuma "igreja".

Não me sinto mais a vontade no conforto e na segurança das doutrinas e credos, nos templos enfeitados e ordeiros, nas rodas de iguais onde tudo parece como água de poço. Eu prefiro a insegurança da fé que me dá apenas uma certeza: Que fui aceito por Deus através da Graça e pelo sacrifício do Cordeiro de Deus, e isto muito antes da fundação dos tempos e isso me basta para viver em paz com Deus, buscando nos Evangelhos as referências para a vida e ter comunhão com meus irmãos.

Um abraço a todos.

PS:
Para quem não sabe sou fotógrafo de eventos e neste período até o final do ano minha agenda fica lotada me sobrando pouco tempo para postagens ou responder comentários, mas sempre que der estarei postando novos textos e comentários.

Graça e Paz!!


Marcelo, mano!

Todo amor e graça do nosso bom Deus sobre você!

Colo abaixo recortes de um texto que escrevi:

Um amigo me fez a seguinte pergunta:

"O Pr. Caio Fábio e os demais líderes, como você, não têm uma linha doutrinária que define a convicção de fé e prática deles?"

Temos linha doutrinária, sim! Mas nenhum sistema teológico fechado, nenhum esquema de cinco ou dez pontos, nenhum pacote. Nenhuma fragmentação, nenhuma sistematização, nenhuma dissecação, pois o Evangelho não se presta a sistemas humanos. Queremos os temas e os termos do Evangelho, com as palavras expressas e vividas por Jesus e seus apóstolos. Uma vez que Jesus seja a chave hermenêutica, os sistemas teológicos perdem completamente seu valor.


Nossos temas são os temas de Jesus! Devemos nos calar onde Jesus se cala! Não devemos discutir o que Jesus não discute! Não devemos sistematizar o que Jesus não sistematiza! Não devemos tentar explicar o que Jesus não explica, mas apenas afirma como vida!

Em Jesus, tudo é para ser experimentado na caminhada e não para ser discutido nas cátedras; a vida de Jesus em nós se dá no dia a dia, nas ruas, nos becos, nos guetos, nas casas.

Assim cessam as disputas dogmáticas e as polarizações, uma vez que em Jesus não existem tais preocupações.

Não rejeitamos o pensamento de outros irmãos no decorrer da história; somente não os transformamos em pacotes de doutrinas que precisam ser aceitos por todos, como um corpo fechado. Infelizmente, o que vejo na igreja evangélica é que a confissão de fé de cada denominação, na prática, é tida como Palavra de Deus. Discordar da confissão é discordar de Deus.


A tal ponto é assim, que o fato de eu ter escrito que não posso mais andar com o Evangelho numa mão e com a Confissão de Fé de Westminster na outra, fez com que colegas cortassem as relações comigo; já não posso mais ser amigo deles, porque virei um herege por não adotar a Confissão, mesmo que o conteúdo das minhas mensagens não possam ser classificadas como heréticas; ou seja, abandonando nossa amizade, estes irmãos reafirmam a Confissão e negam o amor do Evangelho. É a Teologia tomando o lugar do Evangelho.


No Evangelho, a verdade é simples e poderosa para libertar e revolucionar a vida, e todo filho do Evangelho pode comer e beber dela para si e por si mesmo na Palavra viva que é Jesus, a partir dos registros das Escrituras, nas quais se ouve a Palavra, guiado pelo Espírito Santo que faz fluir do seu interior rios de água viva; na igreja dos homens, não basta o Evangelho; as pessoas se tornam dependentes de pregadores e de sistemas teológicos complexos que as impedem de ver e viver a beleza e leveza do Evangelho, uma vez que ele não é daqui, mas de Deus, não podendo ser discernido pela mente humana, mas apenas crido e recebido em fé, produzindo ele mesmo a vida naquele que assim crê; em Jesus, que é a Palavra, todas as palavras e raciocínios humanos se calam.

No Evangelho, o único dogma é o Evangelho, com os termos e temas do Evangelho, estando a interpretação do dogma no próprio Jesus, pelo qual Deus fala; à luz da sua vida e ensino, o filho do Evangelho interpreta a verdade do Evangelho, no Velho e Novo Testamentos; a igreja dos homens se esquece de Jesus no Evangelho, interpreta letra com letra e cria sistemas teológicos, nos quais Jesus é apenas mais um tópico, e que não podem conter o Evangelho e rotulam os tais sistemas e brigam por eles; e os filhos das igrejas dos homens se definem orgulhosamente pelo sistema que seguem (calvinismo ou reformado, arminianismo, luteranismo, pentecostalismo, catolicismo, etc...); enquanto rotulam e gastam-se nas discussões dos "profundos" temas teológicos, deixam a graça, o amor e a misericórdia do Evangelho abandonados no canto da gaveta.


Resolvi ser um mero repetidor das palavras do Evangelho; não aceito sistematizar absolutamente nada. Repetir o Evangelho, com as palavras, os temas, os termos do Evangelho! Este é o desafio e meu desejo mais sincero!


O que o Evangelho não explica, eu não tento explicar; o que Evangelho não sistematiza, eu não sistematizo, o que ele não defende, eu não defendo.


O Evangelho liberta e une; a teologia divide e escraviza. Cria guetos, subculturas, denominações, enquadra Deus e é a união dos iguais, que devem pensar a mesma coisa, que devem ser moldados conforme a teologia do grupo.


Heresias não se combatem com sistemas teológicos, mas com a insistência em pregar e viver o Evangelho simples e claro, sem as elaborações complexas da teologia. O pensar teológico, imaginando poder dissecar e explicar Deus, o nega!


Diante da beleza do Evangelho, qualquer sistema teológico perde o brilho. O Evangelho é maravilhoso e simples!


O Evangelho me basta e me alimenta! Como do pão vivo que desceu do céu; aí quando chego nos livros de teologia, estou saciado, farto; e dá aquele fastio! Diante do Evangelho a Teologia não tem graça nem GRAÇA!


Concluindo, a nossa doutrina, o nosso dogma, é o AMOR DO EVANGELHO! Os temas e termos do Evangellho, conforme encarnado em Jesus. E isto nos basta!

Fugimos da tentação de criar sistemas fechados, pois isto é religião! A verdade do Evangelho é vida e não se presta a sistemas lógicos de entendimento humano! O único entendimento possível do Evangelho é na vida, comendo-o!
Portanto, para nos desintoxicarmos de todo este entulho teológico, o caminho é irmos ao encontro de Jesus no Evangelho puro e simples! Lê-lo, ouví-lo!, sem os olhos da religião (sistemas teológicos e estruturas administrativas), mas com os olhos em Cristo!

Bebamos da fonte da vida, que não é um livro, mas uma pessoa, e seu nome é Jesus!

Em Cristo, nosso querido Salvador!


Adailton -Flórida (começando a voltar para o Brasil!)

Em 16/11/08, marcelo quintela <marceloquintela@caiofabio.com> escreveu:

Gente amada,

No Caminho da Graça, de vez em quando, aparece gente se queixando que eu não ensino "doutrina" em Santos, que o Caio não estabelece um "Credo". Eles querem dizer que não enfatizamos os dogmas e sistemas que distinguem uma igreja de outra... Mais ou menos isso.

Ora, continuaremos sem o fazer, senão qdo houver oportunidade especial, gerada pela necessidade urgente dado alguma perversão presente, tipo: Jesus já voltou, Jesus não voltará, Jesus voltará antes, Jesus voltará depois, Jesus recolheu os dons, Jesus manifesta os dons, Jesus predestina, Jesus deixa que nós decidamos, Jesus manda pro inferno, Jesus tira do inferno, a gente dorme (descansa) quando morre, ou a gente salta da morte para o colo do Pai, e por aí vai...

Bom, se o essencial estivesse assentado como verdade Absoluta no coração de quem crê, a gente ia se divertir articulando normatizações, pinçando os elementos periféricos mais palatáveis no vasto cardápio de possibilidades doutrinárias... Self-service... Seria como ir no Subway e montar o próprio sanduíche, como a "igreja" faz, misturando ingredientes onde um anula o gosto do outro, quase sempre! Tipo assim: Salvo pela? Graça. Santificado pelo? Mérito.

Vai entender!

Quanto a nós, enquanto a perversão for aquela que se refere a própria pregação da BOA NOTÍCIA DA RECONCILIAÇÃO E DO PERDÃO, o que faremos sem cansar é pregar a BOA NOTÍCIA DA RECONCILIAÇÃO E DO PERDÃO.

O que há é a pregação do FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS.

Agora, me digam: Para que serve ensinar as doutrinas periféricas que acrescentam conhecimento à "intelectualidade espirituóide", se a mais premente necessidade é responder à perversão do que é básico, fundamental e essencial, pilares sem os quais nada se contrói.

Imagina ensinar teologia a quem não conhece nem a si mesmo, e pretende ainda assim, conhecer a Deus... em fragmentos.

Se não se conhece nem a Cristo, e Esse crucificado; como se conhecerá a Jesus Glorificado? Um "credo" Caminhante? "CRUZ-Credo!" Meu credo é a Cruz, onde fui crucificado com Cristo, e a vida que eu vivo, vivo-a pela FÉ no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim!

Do contrário, quem começar do fim, acabará assim: Deus em fragmentos, gente fragmentada.

É como pensar na decoração das paredes numa casa que não tinha teto e não tinha chão. Esse é o Cristianismo de nossos dias: quer deliberar sobre o aborto, sobre a inclusão do homossexual, sobre os tipos de batismos, sobre o destino eterno dos orientais, sobre a crise econômica e sua sombra apocalíptica, e não se enxerga a si própria perdida do ESSENCIAL.

No Caminho da Graça não se ensina a SABER. Ensina-se/aprende-se a CONFIAR.

Quem confia, saberá.

Quem sabe, deve saber também como convém saber; posto que o saber acadêmico-espiritual raramente gera confiança e convicção de fé, e quase sempre realiza o contrário na "alma sábia": presunção e arrogância.

Por isso, caros amigos, não se preocupem. Enquanto o fundamento dos apóstolos e a chave de interpretação em Cristo não for o chão teólogico da caminhada e enquanto o Caminho de Deus encarnado não for nosso caminho mais excelente, de amor devotado ao próximo... Nada poderemos fazer quanto a um "credo caminhante".

Credos são para religiões.

No Evangelho não há credos! Nem crenças! Nem créditos!

Crê somente!

Daí, um monte de perguntas sem respostas ficam respondidas; não pela assimilação da resposta exata, mas pela dissipação da pergunta. Você vai procurar aquela questão tão aflitiva por tantos anos (tipo: por que sofremos?), e quando percebe ela dissipou-se, evaporou-se, desocupou o peito, des-encucou a mente... Já era!

Calvinistas? Arminianos? Ecumênicos? Universalistas? Liberais? Reformados? Místicos? Pré-tribulacionistas? Pós? Trans? Amilenistas? A Terra "enrolada como papel, destruída pelo fogo"? Ou a Terra restaurada para herança dos mansos? A Bíblia é? A Bíblia contém? A Bíblia não tem?

Ah! Meus irmãos... Quem não confia no Amor, desconfia que Deus não saberá o que fazer se nós não o orientarmos detalhadamente. Quem confia no Amor tanto pode ser arrebatado desse mundo como ficar até o instante final, onde a coisa vai ficar tão feia, que se não fosse abreviada nem os eleitos se salvariam!

Os eleitos não se salvariam se a salvação não os tivesse elegido!

Quem entende isso?

Deixa pra lá...meu irmão!

Há Deus sobre a História!

Quanto a ti, vai e segue-O! E aí "onde Eu estiver, estareis vós também!"

Louvado seja o Senhor!

Na mesma Graça,

Marcelo Quintela Santos/SP

10/11/2008

Adoração Extravagante? Uma Análise

Postado por Gutierres Siqueira, 19 anos

Hillsong, um grupo musical das Assembléias de Deus na Austrália, estourou em sucesso nos primeiros anos da década de 1990, influenciando os grupos musicais das igrejas evangélicas em todo o mundo. Os louvores das igrejas pentecostais e carismáticas ganharam uma nova roupagem e influenciaram fortemente igrejas tradicionais.

Hoje, as músicas do Hillsong United, versão mais jovem do grupo, são cantadas no mundo inteiro e inspira várias bandas locais. No Brasil, a Igreja Batista da Lagoinha e o seu Ministério de Louvor Diante do Trono divulgaram o "jeito hillsong" de cantar[1]. Vários rótulos foram dados ou auto-proclamados a esse novo movimento musical, inclusive de adoração extravagante, levitas, geração de adoradores, louvor profético etc. Há problemas sérios envolvendo esse novo momento da musicalidade protestante, assim como algumas vantagens trazidas pelos "ministérios de louvor".

I. Equívocos dos adoradores extravagantes


a) Concreto pelo abstrato


Nessa nova musicalidade há muita espiritualização daquilo que não é espiritual. O concreto é constantemente substituído pelo abstrato. Nesse pensamento são comuns declarações "proféticas" para conversão do país e proclamações triunfalistas sobre "um grande avivamento". Nesse ufanismo nada concretamente é feito, como maior exposição das Escrituras, orações acompanhadas de ação inteligente e dirigida por Deus, segundo os valores expostos na Palavra do Senhor.


b) Mistificação do louvor


É comum nesses "ministérios de louvor" uma ultra-valorização do emocional. Choros, gritos, pulos, cânticos espontâneos são indispensáveis nessas reuniões de louvor. Erro comum no meio pentecostal é considerar manifestação espiritual somente aquilo que é sensasorial e visível.

Nessa mistificação instrumentos musicais são "ungidos" e outros são considerados sagrados, tais como o shofar (instrumento musical feito de chifre de carneiro). Para muitos, o toque o shofar "libera unção". Outros deixam o som de seus aparelhos ligados para mudar o ambiente de suas casas. Tal espiritualidade se aproxima mais da religiosidade oriental do que das Escrituras Sagradas.

Muitas músicas parecem um mantra, onde a repetição é excessiva. Algumas músicas chegam a 20, 35 ou até 45 min repetindo a mesma letra. Essa atividade não é nada racional para um culto cristão.


c) Culto transformado em show


Bom seria se muitos "adoradores" se reconhecessem como artistas, pois enquanto negam tal definição, se comportam como tal. Philip Yancey acertou em cheio quando escreveu: "A igreja existe, não para oferecer entretenimento, encorajar vulnerabilidade, melhorar auto-estima ou facilitar amizades, mas para adorar a Deus. Se falharmos nisso... A igreja fracassa."[2].

Estrelismo tem tomado conta de mega-apresentações, onde o líder carismático é rodeado de fãs enlouquecidos. Muitos desses líderes tentam resistir ao estrelismo, mas não conseguem por estarem inseridos dentro de um movimento que é show por si só. Uma liturgia simples é substituída pela parnafenália de equipamentos e efeitos especiais que despertam os ânimos no momento das "ministrações".


d) Conceito equivocado de ministério


Nas Escrituras não há o conceito de "ministério de louvor", pois a musicalidade litúrgica é para toda a congregação, não somente para um grupo determinado. Não existe ministros de louvor, biblicamente falando, todavia essa é mais uma expressão da espiritualidade veterotestamentária presente nas igrejas cristãs.

Não, não está escrito que "Deus deu uns para apóstolos, profetas, pastores e ministros de louvor". Bem, que é mania da igreja evangélica brasileira inventar ministérios, como exemplo o de contribuir financeiramente para um programa na TV, sendo o "ministério dos colaboradores".


f) Cultos vetero-testamentário


A linguagem dos "ministério de louvor" são tipicamente do Antigo Testamento. Os "atos proféticos", "clamores de arrependimento pela nação", "atos simbólicos" e a mania de se colocarem como levitas é um mal constante nesse movimento. Normalmente, os líderes desses grupos são judaizantes, pois até kippah (cobertura para a cabeça) e talid (manto para orações) são possivéis ver em alguns cantores.
Como lembra o professor Augustus Nicodemus: "Isso reintroduz o conceito que foi abolido na Reforma protestante de que o louvor e o acesso a Deus são prerrogativas de apenas um grupo e não de todo o povo de Deus"[4].

e) Ligação com modismos perniciosos


Boa parte dos "ministérios de louvor" estão totalmente ligados a movimentos heterodoxos como a teologia da prosperidade, confissão positiva, maldição hereditária, bênção de Toronto, gedozismo, batalha espiritual etc.


II. Acertos dos adoradores extravagantes


Nem só de equívocos os adoradores extravagantes estão cheios, alguns de seus acertos devem ser imitados por todos aqueles que gostam de louvar ao Senhor.


a) Letras de adoração


O movimento de adoração conseguiu produzir maravilhosas músicas, com letras bem feitas e com mensagens de adoração, mas com exceções [3]. No meio pentecostal eram comuns letras com exortações descabidas e até engraçadas, como uma música chamada "Teleleão", que exorta sobre os perigos da TV. Outros "louvores" estavam e ainda estão recheados de clichês de auto-ajuda, onde o triunfalismo reina nas letras. Os "hinos de fogo" são violentamente anti-bíblicos ou exagerados em sua análise da espiritualidade pentecostal.

Enquanto isso, os grupos de adoração conseguiram produzir letras muito boas, como "Aclame ao Senhor" e "Preciso de Ti". Essas letras realmente transmitem um louvor de adoração.


b) Despertamento para a importância do louvor


A música não era muito valorizada pelas igrejas protestantes, pois o conformismo técnico e uma produção musical de qualidade quase não existia. É consenso que os "ministérios de louvor" aumentarão a qualidade técnica, mas como visto no texto, não aumentou a qualidade de maneira geral.


Conclusão:


Uma análise desapaixonada, sem espiritualizações descabidas, precisa ser feita sobre qualquer movimento evangelical que se apresenta como um novo avivamento.


Notas e Referências Bibliográficas:


01. Esse texto é teológico-apologético, mas para uma análise sociológica do movimento de "adoração", veja: CUNHA, Magali do Nascimento. A Explosão Gospel. Rio de Janeiro: Mauad X e Instituto Mysterium, 2007. pp. 105-136. Para uma análise da musicalidade pentecostal no decorrer da história, ver: ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. pp 496-499.


02. YANCEY. Philip. Igreja: Por Que Me Importar. São Paulo: Vida Nova, 2001. p. 25.


03. NICODEMUS, Augustus. O Que Estão Fazendo Com a Igreja. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. p. 160.


04. Algumas letras são altamente anti-bíblicas, como a música "Vitória na Cruz" do Diante do Trono.
Fonte - Blog Teologia Pentecostal