09/08/2009

A Fé e a Gripe Suína

Carlos Garcia Costa, 07/08/2009

Pandemia, doença epidêmica que se estende a muitos países ou que ataca quase todos os indivíduos de uma localidade ou região.
Do grego: pan = tudo + demos = povo + ia.A pandemia da Gripe Suína é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus de gripe é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
O Ministério da Saúde traz uma série de recomendações:•
Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica.
•Não usar medicamentos sem orientação médica.

A verdade é que a saúde pública no Brasil é de baixíssima qualidade e em número insuficiente para atender a população, principalmente os pobres, a grande totalidade dos indivíduos brasileiros. Se não existe atendimento para uma simples cirurgia de circuncisão masculina pelo SUS, imagine a gripe suína que é uma doença ainda pouco conhecida pela ciência e ataca ao mesmo tempo muitas pessoas. Não é preciso mencionar o número de mortes por gripe suína no Brasil e no mundo.
O fato da falibilidade da saúde pública brasileira é uma questão de política pública (outra coisa que também está falida neste país). Mas a prevenção contra a gripe suína é algo que podemos fazer.
A Igreja Católica teve energia moral para proibir, pelo menos temporariamente, certos costumes praticados em suas celebrações e colaborar com o controle da transmissão da gripe suína por contato.
A igreja orienta aos fiéis a não rezar de mãos dadas, nem cumprimentar-se durante a cerimônia, a hóstia não deve ser colocada pelo sacerdote na boca das pessoas, mas sim entregue na mão dos fiéis. Em alguns casos até a diminuição de celebrações.

Ao contrário, nos cultos evangélicos, o tradicional cumprimento com a paz do Senhor, abraços e orações de mãos dadas ainda são vistos entre os fieis. Além é claro de uma extensa programação de reuniões com campanhas e correntes diárias aumentando a aglomeração de pessoas em locais fechados. Um risco de contaminação!

Foi o próprio Senhor Jesus quem disse: “Não tentarás ao Senhor teu Deus” (Mt 4.7; Lc 4.12)

A missão Ichthus e o jornal Urro do Leão trazem as seguintes recomendações e convida todos os irmãos e igrejas irmãs a participarem dos programas preventivos contra a gripe suína:

• Os pastores devem informar e ensinar os fiéis as recomendações básicas do Ministério da Saúde para se evitar a transmissão e o contágio pela gripe suína. ? Moisés, ensinou noções de higiene para os hebreus.

• Cumprimentos, abraços, ósculos e orações de mãos dadas devem ser evitados (temporariamente).

• A troca do cálice ou do pão na Santa Ceia deve ser determinantemente proibida.

• Gestantes, e idosos, e outras pessoas com quadro de baixa no seu sistema imunológico devem ser liberados das reuniões. O presbítero ou diácono pode levar a Santa Ceia para eles em casa ou simplesmente visitá-los semanalmente para que a comunhão cristã seja mantida. ? Neste caso recomenda-se o uso da máscara hospitalar.

• A unção com óleo deve ser proibida (temporariamente).

• A oração com imposição de mãos não necessita tocar na pessoa.

• Reduzir o número de reuniões e eventos para evitar o ajuntamento de pessoas em local fechado.

• No dia do Senhor, se possível fazer mais de uma reunião com escalas entre os fiéis para que o grupo de pessoas que se ajunta seja menor evitando aglomeração. Por exemplo, quem for à reunião pela manhã não precisa ir à tarde ou à noite. Incentivando tempo de qualidade com a família ou o estudo e a leitura da Bíblia em casa.

• Os fieis com sintomas de gripe devem ficar em observação em casa.

• Os instrumentos e objetos de uso coletivo como, por exemplo, microfones, telefone, púlpito e outros, devem ser devidamente esterilizados com álcool gel.

• Quando possível disponibilizar um recipiente, ou saboneteira de parede, com álcool gel para assepsia e higiene das mãos dos fieis.

Alguns bons novos hábitos de higiene pessoal e coletiva devem ser bem vindos para ficar entre nós, mas outros, como por exemplo a unção com óleo, cumprimentos, ósculos santos, devem ser evitados temporariamente, até o controle da doença.

A gripe suína é passada de pessoa a pessoa através das vias aéreas, como a gripe comum, com contato direto ou indireto, por meio das mãos com objetos contaminados, o vírus também se espalha, inclusive pelo próprio ar ambiente.

Cada um fazendo a sua parte, todos podemos colaborar com o controle da transmissão.“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” (II Tessalonicenses 3.13)“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tiago 4.17)“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Eclesiastes 9.10)Deus abençoe.

Disque saúde 0800 61 1997
Carlos Garcia Costa
Comunidade Batista Missão da Fé
Jornal Urro do Leão & Missão Ichthus http://www.urrodoleao.com.br/

Morris Cerullo e Malafaia Falsos Profetas

Creia nos meus profetas e prosperareis! Oferta de R$ 900,00 libera "unção financeira".

Estes filhos da hipocrisia, fariseus modernos enriquecem a custa da cobiça das ovelhas, a vontade de prosperar faz com que ofertem aos discípulos de Mamon esperando em troca suas "unções financeiras", o pior é que Mamon muitas vezes atende suas preces, pois o deus deles tem que retribuir aos seus discípulos e profetas tamanha fidelidade ao seu culto.
Os profetas com a maior cara-se-pau que já vi.

Mateus 6:24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Unção dos 9, compre Deus por R$900,00 e receba uma vitoria financeira em plena crise mundial.
Malafaia pede socorro ao profeta de Mamom Morris cerullo para aumentar arrecadação, sempre o mesmo "modus operante": Barganha com Deus e culto ao dinheiro.Vai encher os cofres de novo!
Vídeo completo:http://srv.aplicanet.com.br/~vitoriae...

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=QXyTDsbjsnc

Cuidado este vídeo pode lhe dar naúseas, provocar irritação em seu humor, lhe dar vontade de dizer palavrões, o importante é não perder a capacidade de se indignar com estes falsos profetas.

02/08/2009

Era uma Igreja muito engraçada ...

Fonte da imagem: Blog Bonito Isso
...não tinha teto, não tinha nada.


Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...


Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.


Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.


Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.




Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.


Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.


por: Tonho [foi coordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]




30/07/2009

A Igreja que não existe mais!

A Igreja que não existe mais!
1
“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” At 2. 43-47

Na época do surgimento da Igreja do Novo Testamento, a palavra igreja significava, apenas, uma reunião qualquer de um grupo organizado ou não. Assim, o texto nos revela que havia um grupo organizado em torno de sua fé (Todos os que criam estavam unidos) – todos acreditavam em Cristo.

Segundo o texto, os participantes do grupo do Cristo não tinham propriedade pessoal, tudo era de todos (tinham tudo em comum)– os membros desse grupo vendiam suas propriedades e bens e repartiam por todos – e isso era administrado a partir da necessidade de cada um; e se reuniam todos os dias no templo; e pensavam todos do mesmo jeito, primando pelo mesmo padrão de vida (unânimes); e comiam juntos todos os dias, repartidos em casas, que, agora, eram de todos, uma vez que não havia mais propriedade particular; e eram alegres e de coração simples; e viviam a louvar a Deus; e todo o povo gostava deles, e o grupo crescia diariamente. Diariamente, portanto, havia gente acreditando em Cristo, se unindo ao grupo, abrindo mão de suas propriedades e bens e colocando tudo a disposição de todos.

Essa Igreja era a Comunhão dos santos – chamados e trazidos para fora do império das trevas, para servirem ao Criador, no Reino da Luz.

Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles.

Deus havia respondido, a priori, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária.

O pedido: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. (MT 6.9) ” estava respondido, e diariamente.

Então, para haver o “pão nosso” não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos.

Mais tarde, eles elegeram um grupo de pessoas, chamadas de diáconos – garçons, para cuidar disso (At 6.3). Então, diante de qualquer necessidade, bastava procurar os garçons, que a comunidade cuidava de tudo. Era o princípio do direito: se alguém tinha uma necessidade, a comunidade tinha um dever.

Essa Igreja não existe mais!


02

“Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tg 5.14,15

Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu. (MT 6.10)”

Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição.

Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão.

Essa Igreja não existe mais!


03

Pelo que orava a Igreja do Novo Testamento?

“Mas eles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, soltaram-nos, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara esta cura milagrosa. E soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ao ouvirem isto, levantaram unanimemente a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há; que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse. Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Servo Jesus. E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus.” At 4.21-31

Oravam para que nenhum sofrimento os impedisse de glorificar a Cristo, de anunciá-lo com coragem e determinação – o Cristo que eles viviam diariamente pela fraternidade solidária. Oravam por missão!

Para além da Igreja que está sob perseguição, não há sinal de que essa Igreja ainda exista!


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O que existe?

- A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível?

- Ajuntamentos cúlticos – há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto.

- Instituições – (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto.

- Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto.

- Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto.

- Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto. O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento.

- Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto.

- Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos.

- Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos.

- Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento.

- Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação.

- Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto.

- Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma.

- Ricos e Poderosos - muitos e cada vez mais se declaram conversos, mas não se converteram como Zaqueu.

- Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise.

E ecoa a voz do Cristo: Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8)

Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!

Rev. Ariovaldo Ramos

Fonte. http://logoarinoblog.blogspot.com/2009/07/igreja-que-nao-existe-mais.html

Dica do Pavablog

14/07/2009

Não recomendo - Viagem a Israel

Olha só o que apareceu em minha caixa de e-mail, o Bem Ruim.



Agradeço o convite e com esta compania nem de graça. Precisa ir a israel para receber um benção - que gente burra, unção individual no Rio Jordão! Não se esqueçam que o lugar de culto e adoração não é Samaria nem Jerusalém é em espírito e em verdade, se quiserem ir a Israel que o façam como turismo, conhecimento histórico, cultura, mas como condição de receber pseudo-unção, milagres e bençãos é muita idolatria e enchimento de bol$os dos e$perto$.
E se querem ser benção e não somente receber uma benção façam turismo em hospitais, vilas pobres, orfanatos, presídios, enfim onde o Mestre esteve sempre - os mais necessitados.



Estou com um volume de trabalho bem grande e ainda as vésperas dos 15 anos de minha filha (por isso estou com pouco cabelo rss) então me perdoem pois os post estão poucos, mas em agosto voltaremos no ritmo normal

05/07/2009

O Dia em que Jesus falou Português



Curta metragem sobre uma ator fantasiado de Jesus que não falava português e se perde de seus companheiros e chega em uma cidade do interior do RS e causa uma reviravolta na vida doPadre, do Prefeito, do Pastor, de um fazendeiro e de toda comunidade. Pecados ocultos serão revelados.
Confiram

Fonte Histórias Curtas Clic RBS

26/06/2009

E assim passam os dias

Por Carlos Bregantin.

Repasso este e-mail que recebi hoje cedo e que me fez pensar sobre encontros e despedidas, relacionamentos, comunhão enfim a "vida abundante" em detrimento a vida corrida que levamos as vezes sem valorizar o principal que são as pessoas. As vezes os abraços são curtos, as celebrações acompanhadas pelo olhar contínuo no relógio, pois aquilo que chamamos "vida" tem pressa e muitas vezes não tem tempo para o próximo.

Um abraço a todos os que que acompanham este blog.
Claudinho.


Ontem ( 24/06 ) e hoje ( 25/06 ) , estão sendo daqueles dias difíceis. Ontem, fomos eu e a Lau prestar nossa reverencia à memoria de uma amiga de infância, a Rosalia, 44 anos, que Deus decidiu recolher para si. Fiz o casamento da Rosalia com Roberto a 20 anos.

Hoje ( 25/06 ), logo cedo, fui ao encontro de um dos meus concunhados, o Wilson, pois, sua mãe, a Dona Helena Fernandes, 82 anos, também foi recolhida pelo Senhor, provavelmente durante a madrugada. Ela morava sozinha, depois de ter enviuvado e casado seus 7 filhos. Todos meus amigos de infância.

A casa da Dona Helena, era uma das que eu frequentava na minha adolescência, e, hoje, quando cheguei e a vi sem vida, claro, repassei em minha mente toda trajectória dela e de nós todos que naqueles dias vivíamos todos juntos.

A Rosalia foi sepultada hoje ( 25/06 ) pela manhã e a Dona Helena será sepultada amanhã, hoje ( 26/06 ) às 10H00.

Registro aqui, minhas homenagens reverentes a estas duas mulheres que ao tempo de cada uma, fizeram valer a existência.

Aos familiares, minha oração ao Eterno, pois, só dEle vem o consolo e o revigoramento para continuar na jornada diária.

Claro, é óbvio, estou aqui escrevendo e perguntando o que é que de fato vale a pena?

O que de fato da significado à existência?

Vivendo ainda a alegria dos 80 anos do meu pai, comemorados no ultimo fim de semana, aqui em minha casa.

Lembrando dos mais variados encontros que aconteceram nestas comemorações, isto é, mesmo sendo família a maioria dos que participaram, o fato é que, alguns não se viam a anos.

Durante todo o dia de sábado, passaram pela minha sala, mais de 80 pessoas e o que testemunhei foram os abraços, beijos, sorrisos e lágrimas de alegria a medida que íamos intercalando as conversas, o repartir da mesa farta, com palavras de homenagens ao meu velho.

Hoje, vivendo a mistura destes sentimentos todos, afirmo, o que vale a pena de fato, são estes momentos juntos.

Tanto os momentos vividos no passado mais distante, crescendo junto com a Rosalia e tantos outros amigos. Os encontros curtidos pela amizade que nos unia e nos reunia aos domingos a tarde na casa da Dona Helena. A comemoração dos 80 anos do meu pai com a família e amigos e mesmo ontem e hoje no derramar de lágrimas pela partida destas duas, digo outra vez, estes encontros é que dão significado a existência.

A Fé Cristã nos proporcionou estes vínculos. O amor a Deus e a comunidade da fé, nos uniu e nos reuniu. Isto valeu a pena. É isto que vale a pena.

Pedindo perdão por lhe enviar e constrange-lo a ler este meu escrito, pois, tem a ver com gente dos meus relacionamentos, ACREDITE, faço-o para lembrar você o que de fato vale a pena. O que de fato da significado a existência.

Falo dos relacionamentos que tem a ver diretamente com as pessoas com as quais dividimos a vida. Falo da vivência relacional regada por uma espiritualidade sadia que transforma os encontros em um mistério.

Sim, o mistério da presença de Cristo entre nós, sobre nós e em nós. O mistério da presença do Espírito Santo em sua plenitude distribuindo seus dons de graça a todos e a cada um, de modo que, nestas relações há cura, restauração, revigoramento, livramento e salvação.

Vale a pena priorizar estes encontros e contemplar os resultados deste mistério da presença do Eterno.

Nunca despreze estes encontros, pois, há vida neles.

A promessa de VIDA ABUNDANTE feita pelo Mestre, passa radicalmente pelos relacionamentos. Passa por mim, por você e pelo próximo. Isto, claro, pra quem entende que, VIDA ABUNDANTE não se resume no ter, possuir, conquistar, mas, consiste no ser, isto é, ser em Cristo alguém que existe para dar significado a vida do outro.

Vai aqui também um encorajamento à celebração dos encontros, dos aniversários, das lembranças, das saudades.

Sim, aproveite cada oportunidade e celebre a vida em todos os seus sabores, cores, aromas.

Celebre aniversários de nascimento, namoro, noivado, casamento, bodas, batizados, emprego novo, formaturas, chegadas e despedidas. Celebre a vida enquanto se vive.

Celebre com a familia. Celebre com os amigos. Celebre a fé com os que comungam com voce.

DOMINGO PRÓXIMO ÀS 18H30, celebrarei a sua chegada para mais um encontro na Estação do Caminho da Graça aqui na Vila Mariana.

E.T. Enquanto termino de escrever este texto, acompanho as informações sobre a morte deste génio da musica. Michael Jackson. ( 02H42 da madrugada de sexta - 26/06/2009 )
Fiquei triste com esta noticia, bem como da morte de Farah Fawcet.


Clique aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=VB6GNtNM_os&feature=related


"Nós estamos juntos há um longo tempo já,
A música, a música e eu.
Não me importo se todas as nossas canções rimam,
Agora a música, a música e eu..."

E.T. II: A Martha, esposa do Chico de Brasilia, foi operada e passa bem. Ainda está no hospital. Ore por ela.




Tomara nos encontremos neste fim de semana.

Graça, paz, CONSOLO & todo bem a você e sua casa.


Bjs.

Carlos Bregantim

Caminho da Graça
Estação São Paulo


TODOS OS DOMINGOS ÀS 18H30

Av. Lins de Vasconcelos, 3390 - Vila Mariana
( pertinho da Estação Vila Mariana do Metro )

FALE COMIGO

3023 3123
9154 5478

Msn: carlosbregantim@hotmail.com
Skipe: bregantim-sp

E-mails:
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Orkut:
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Blog: Graça & Cia e Radio
http://www.gracaecia.blogspot.com/

Nossa TV:

VEM E VÊ TV -

Como acessar e como ajudar a manter no ar.

http://www.caiofabio.com/2009/conteudonews.asp?codigo=1


RADIO CAIO FÁBIO

É só entrar no site, clicar e ouvir.

Aproveite pra ler o conteúdo do site.

www.caiofabio.com

ESTAÇÕES DO CAMINHO DA GRAÇA NO BRASIL

http://www.caiofabio.com/2009/conteudonews.asp?codigo=6


SUSTENTO: Carlos Bregantim

Se entender que deve. Se lhe tenho sido útil. Se não lhe constranjo. Participe do meu sustento, pois, sirvo em tempo integral no Caminho da Graça. Eu e minha família, somos muito gratos a Deus por você, pois, nossa mesa e a mesa de muitos tem sido suprida com sua generosidade e carinho. É óbvio, a decisão de servir em tempo integral é minha, portanto, minha responsabilidade. Fique a vontade para desconsiderar este texto, mas, em desejando participar use esta conta:

BRADESCO
AGÊNCIA: 421
CONTA CORRENTE: 44 482-0

CPF: 643.098.008-15

15/06/2009

Um terço no lixo

(www.nolixo.org)




Dica do meu amigo Gilmar

14/06/2009

Como Zaqueu




Por: Ciro Sanches Zibordi





Alguns internautas têm me instigado a analisar a composição “Faz um milagre em mim”. Eu vinha evitando fazer isso, a fim de não provocar a ira dos fãs do cantor que interpreta esse hit “evangélico”. Afinal, vivemos em uma época em que dar uma opinião à luz da Bíblia desperta a fúria daqueles que dizem ser servos de Deus, mas são, na verdade, fãs, fanáticos e cristãos nominais.

Resolvi, pois, atender os irmãos que desejam obter um esclarecimento quanto ao conteúdo da canção mais cantada pelo povo evangélico na atualidade, a qual começa assim: “Como Zaqueu, eu quero subir o mais alto que eu puder”.

Primeira pergunta para reflexão: Zaqueu, quando subiu na figueira, era um seguidor de Jesus, um verdadeiro adorador? Não. Ele era um chefe dos publicanos, desobediente a Deus e corrupto (Lc 19.1-10). Nesse caso, como um crente em Jesus Cristo, liberto do poder do pecado, pode ainda desejar ser como Zaqueu, antes de seu maravilhoso encontro com Jesus?

Segunda pergunta para reflexão: Por que Zaqueu subiu naquela árvore? Ele estava sedento por salvação? Queria, naquele momento, ter comunhão com Jesus? Não. A Palavra de Deus afirma: “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura” (Lc 19.1-3). Ele não subiu na figueira porque estava desejoso de ter comunhão com Jesus, mas porque estava curioso para vê-lo.

Terceira pergunta para reflexão: O verdadeiro adorador deve agir como Zaqueu, ou como o salmista, que, ao demonstrar o seu desejo de estar na presença de Deus, afirmou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2)? Será que o pecador e enganador Zaqueu tinha a mesma sede do salmista? Por que um verdadeiro adorador desejaria ser como Zaqueu?

Mas o hit “evangélico” continua: “Só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”. Outra pergunta para reflexão: Será que precisamos subir o mais alto que pudermos para chamar a atenção do Senhor? Zaqueu, segundo a Bíblia, subiu na figueira por curiosidade. Mas Jesus, olhando para cima, lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Observe que não foi Zaqueu quem chamou a atenção de Jesus. Foi o Senhor quem olhou para cima e viu aquele pecador perdido e atentou para ele (cf. Mt 9.36).

A atitude de Zaqueu que nos serve de exemplo não foi o subir, e sim o descer, para atender o chamamento de Jesus: “E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso” (Lc 19.6). Por conseguinte, pergunto: O adorador, salvo, transformado, precisa subir para chamar a atenção de Jesus? Não. Na verdade, o Senhor está com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15). Espiritualmente falando, Ele atenta para quem desce, e não para quem sobe (Sl 138.6; Lc 3.30).

Mais uma pergunta para reflexão: Se a atitude que realmente recebe destaque, na história de Zaqueu, foi a sua descida, por que a canção enfatiza a sua subida? O mais lógico não seria cantar “Como Zaqueu, eu quero descer”? Reflitamos. Afinal, como diz uma frase que circula na grande rede, o Senhor Jesus morreu para tirar os nossos pecados, e não a nossa inteligência.

A composição não é de todo condenável, pois o adorador que se preza deve mesmo cantar: “Eu preciso de ti, Senhor. Eu preciso de ti, ó Pai. Sou pequeno demais, me dá a tua paz”. Mas, a frase seguinte provoca outra pergunta para reflexão: “Largo tudo pra te seguir”. Estamos mesmo dispostos a largar tudo para seguirmos ao Senhor? E mais: É preciso mesmo largar tudo para segui-lo?

O que o Senhor Jesus nos ensina, em sua Palavra? Em Mateus 16.24, Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Renunciar não é, necessariamente, abandonar, largar, mas pôr em segundo plano. A própria família pode ser um obstáculo para um adorador. Deve ele, nesse caso, largá-la, abandoná-la? Claro que não! Renúncia equivale a priorizar uma coisa em detrimento de outra.

Não precisamos largar a família, o emprego, etc. para seguir o Senhor! Mas precisamos considerar essas coisas secundárias ante a relevância de priorizar a comunhão com Jesus (Mt 10.27). Nesta última passagem vemos que o adorador deve amar prioritariamente o Senhor Jesus, mas sem abandonar tudo para segui-lo! Não confundamos renúncia com abandono. O que devemos largar para seguir a Jesus é a vida de pecado, e não tudo.

A canção continua: “Entra na minha casa. Entra na minha vida”. O compositor se refere a Zaqueu, mas não foi este quem convidou o Senhor para entrar em sua casa. Na verdade, foi Jesus quem lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Nota-se, pois, que esta parte da canção não é essencialmente cristocêntrica, e sim antropocêntrica. Mais uma pergunta para reflexão: O hit em apreço prioriza a obra que Jesus faz na vida do pecador, ou dá mais atenção ao que o homem, o ser humano, faz para conseguir o que deseja? A canção enfatiza a Ajuda do Alto, ou
a autoajuda?


Outra pergunta: Um verdadeiro adorador, um servo de Deus, alguém que louva a Jesus de verdade, que canta louvores ao seu nome, não é ainda uma habitação do Senhor? Por que pedir a Ele que entre em nossa casa e em nossa vida, se já somos moradas de Deus (Jo 14.23; 1 Co 6.19,20)?

A parte mais contestada da composição em apreço sinceramente não me incomoda muito: “Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas”. Que estrutura seria essa? No Salmo 103.14 está escrito: “... ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Deus, é claro, conhece-nos profundamente. Ele conhece a totalidade do ser humano: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Creio que o compositor tomou como base o que aconteceu com Zaqueu. O seu encontro com o Senhor mudou a sua vida por completo, “mexeu com a sua estrutura” (Lc 19.7-10). Deus faz isso na vida do pecador, no momento da conversão, e continua a transformar os salvos, a cada dia (2 Co 3.18).

Quanto a sarar feridas, o Senhor Jesus de fato nos cura interiormente. Mas não pense que estou aqui defendendo a falsa cura interior, associada a regressão psicológica, maldição hereditária, etc. Não! O Senhor Jesus, mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, cura os quebrantados do coração, dando-lhes uma nova vida (Lc 4.18; 2 Co 5.17).

Diz ainda a canção: “Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a ti. Porque o Senhor é o meu bem maior”. Sendo honesto e retendo o que é bom na composição (1 Ts 5.21), Deus, a cada dia, nos ensina a ser santos, em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15-25). Além disso, Ele é, sem dúvidas, o que temos de mais precioso mesmo e, por isso, devemos amá-lo acima de todas as coisas (2 Co 4.7; Lc 10.27).

Quanto à última frase “Faz um milagre em mim”, o compositor comete o mesmo erro de português constante da campanha de publicidade da Embratel: “Faz um 21”. Na verdade, no caso da canção o correto seria: “Faze um milagre em mim”. E, no caso da Embratel: “Faça um 21”. Quer saber por quê? Aí já é querer demais, não é? Investigue, pesquise, caro internauta, principalmente se você é um editor de blog. Conhecer o vernáculo é uma necessidade de quem lida com textos.

Diante do exposto, que os pecadores, à semelhança de Zaqueu, desçam, humilhem-se, a fim de receberem a gloriosa salvação em Cristo (Lc 18.9-14). E quanto a nós, os salvos, os verdadeiros adoradores, em vez de subirmos o mais alto que pudermos, que também desçamos a cada dia, humilhando-nos debaixo da potente mão de Deus (1 Pe 5.6), a fim de que Ele nos ouça e nos abençoe (2 Cr 7.14,15).

Amém?

Ciro Sanches Zibordi

13/06/2009

IDOLATRA! EU?











CONCEITOS E VALORES








Por Carlos Roberto Martins de Souza



Eu sou o Senhor; este é o meu nome a minha glória, pois a outrem não darei, nem o meu louvor à imagens de escultura





Isaias 42 :8



Para os evangélicos o conceito de “idolatra” se aplica literalmente às práticas do catolicismo nas suas relações de fé quando adotam imagens para se interporem nas formas de culto e de relacionarem com Deus. É exatamente assim, os “crentes” pensam exatamente desta forma e relacionam diretamente uma coisa com a outra sem darem conta de que o fato é muito mais abrangente do que imaginam.




Mas, e você se considera um “idolatra”? Com certeza absoluta sua resposta será não. Eu! Idolatra? Imagina, não confunda as coisas. Mas, você tem a “plena convicção” que não é um idolatra? Provavelmente a sua resposta possa ser sim, mas continuo a insistir, o que você define por “idolatria”? Espero que depois do que vou tratar aqui você possa chegar a uma conclusão: “Preciso mudar meus atos diante de Deus”.




Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo...” - I Coríntios 3:10 e 11.



Para a maioria dos evangélicos e isto vem de longe, “idolatria” reside apenas o fato de pessoas “adorarem imagens de escultura” feitas por mãos humanas, motivo esse que sempre foi o principal ponto de divergências com o catolicismo. No entanto, diante dos absurdos que temos visto dentro das igrejas evangélicas, podemos sem nenhum constrangimento ou medo de cometer heresia, questionar até que ponto a “IDOLATRIA”, ainda que praticada de forma diferente, têm sido uma realidade assustadora entre nós. Durante séculos os cristãos “evangélicos” têm vivido na defensiva imputando aos outros segmentos religiosos a prática da “idolatria”, isto porque estes grupos inseriram em suas práticas e rituais de culto o uso direto e obrigatório de imagens de escultura. Assim, objetivamente os crentes classificam as pessoas que prestam culto através de um objeto qualquer como “idolatra”, o que não é errado, mas também não é o a única forma de se desviar do verdadeiro sentido de “cultuar a Deus”.




Para fugirem da sentença de condenação eterna e divina imposta pela santa “lei de Deus”, a Igreja Católica serve-se de “sutilezas teológicas” a fim de ludibriar os fiéis. Dizem e vivem a repetir os fâmulos católicos que os protestantes não levam em consideração a diferença entre “venerar” e “adorar”, argumentam ainda que o culto de adoração é prestado somente a Deus, mas que prestam um culto de veneração às imagens, às relíquias aos santos e a Virgem Maria. Dizem: O católico venera os santos, não as imagens, mas o que elas representam, assim como sentimos amor por uma pessoa querida ao ver a sua foto. Veja que neste exemplo não sentimos amor pela foto, mas pela pessoa que nela está representada.




De fato, para o catolicismo "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original", e quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está esculpida ou pintada. A honra prestada às santas imagens, dizem, é uma "veneração respeitosa", e não uma “adoração”, que só compete a Deus. Como dizia John Wycliff e Savanarola, este último cuja voz de protesto foi sufocada pelas “fogueiras inquisitoriais”: “Eles adoram, com efeito, no sentido próprio da palavra, as imagens, pelas quais sentem uma afeição especial” - A Imagem Proibida pág. 280




Frei Basílio Rower, em seu “Dicionário Litúrgico” na pág. 15 sobre o verbete: “Adoração da Cruz”, comenta: “A ADORAÇÃO DOS SANTOS E DE SUAS RELÍQUIAS E IMAGENS CHAMA-SE GERALMENTE VENERAÇÃO.” (ênfase do autor)




Bastaria uma consulta a de nossos dicionários para desmascararmos esta suposta diferença, esta distorção dos fatos, pois venerar e adorar são “sinônimos” sendo que venerar é palavra “latina” e adorar é palavra “grega” tendo o mesmo significado. Sendo assim, o dicionário coloca acertadamente “adorar” no mesmo patamar de “venerar”. Mas os católicos insistem em fazer vistas grossas a este fato e saem pela tangente com o argumento de que adorar e venerar pelo dicionário da língua portuguesa, nos dias atuais, não têm qualquer diferença. Mas, não se esqueça de que a nossa fé tem mais tempo do que a história de Portugal e Brasil. Na literatura católica, por “conveniência” e apenas por ela, há distinção entre adorar - latria - e venerar - dulia - mas, como eles mesmos admitem e qualquer católico poderá conferir, “adorar” é o mesmo que “venerar” e isto é uma pedra de tropeço para a teologia católica.




O problema fundamental é que ninguém em pleno século XXI vai “admitir” que adora uma imagem. É algo repugnante à moderna mente tecnológica de nosso século. Acontece que entre a teoria e a prática, há, no entanto, um grande abismo. E é este abismo que tem levado muitas pessoas ao engano e a se posicionarem numa estratégia de defesa argumentando que no culto que prestam a “idolatria” está excluída e que vivem em função de adorarem somente a Deus.




O que seria “idolatria”? Apenas o fato de alguém adorar a imagens? Obviamente que não! Ela não se resume a tão pouca coisa, IDOLATRIA é tudo aquilo que “substitui” a Pessoa de Jesus Cristo na vida de uma pessoa. A referência Bíblica apresentada por Paulo nos ensina que ninguém pode lançar outro fundamento além do que já foi posto, que é Cristo. Quando passamos a lançar outros fundamentos que não seja Jesus, logo estamos tentando substituí-lo e por isso nos tornamos IDÓLATRAS.




As igrejas evangélicas não possuem imagens de “santos” nem de outros deuses o que é natural, mas praticam a idolatria devido a tantos outros “fundamentos” que se têm lançado. Por esta razão Paulo faz um alerta: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” - II Coríntios 11:3. E como nós evangélicos temos nos afastado da simplicidade que há em Cristo! Como temos idolatrado tanta coisa com a maior naturalidade. Via de regra ouve-se um irmão de fé afirmando categoricamente: ”Eu adoro isto”! Viva o chocolate!




Como se tem lançado neste tempo tantos outros fundamentos fora de Cristo e por isso, muitos de nós tem se tornado “idólatra” na concepção da palavra. É fácil constatar isso mediante os “falsos ensinos” e “heresias” que estão se alastrando como praga no meu evangélico. Prega-se por ai tantas “abobrinhas”, valendo-se de passagens Bíblicas fora de contexto e interpretações equivocadas. Até parece que o sacrifício de Jesus Cristo na cruz não tem mais valor, pois damos mais espaço para outras formas de “redenção” e “justificação”. São muito hereges induzido o povo a confessar os seus pecados cometidos desde a infância, mas aonde entra a nossa total redenção conquistada lá na Cruz? E o que dizer do perdão e da vida nova em Cristo? Deixaram de existir ou perderam o seu valor? Segura o “shofar”, lembra-te do sábado, olha o jejum de quarenta dias, não quebre a corrente e vai por ai! Heresias, tudo heresias...




Enquanto a Palavra de Deus nos revela as suas maravilhas através de Jesus, muitos, mal orientados ou por interesses duvidosos, preferem os rituais e as técnicas e tantos outros fundamentos fora do Salvador. Como se fosse pouco, a barbaridade religiosa transvestida de cristianismo, tenta anular a graça lançando outro fundamento, muitos corrompem o Evangelho e acentuam a ganância do homem institucionalizando a “cobiça” como uma prática comum. A teologia da prosperidade tem colocado dentro das igrejas um altar para o “deus da riqueza”, Mamom. Toda sorte de “barganhas” e “negociações” têm sido ensinadas aos cristãos, inclusive atribuindo o tamanho da “bênção de Deus” aos bens materiais que se possui, como se nossa herança não fosse eterna.



Dessa forma, como podemos chamar de “idólatras” aqueles que se curvam diante de esculturas, se nós temos as nossas próprias “idolatrias” personalizadas ao melhor estilo gospel?



Carlos Roberto Martins de Souza


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