13/03/2009

Milagres Criativos & Cia

Por Carlos Garcia Costa

Você já ouviu termos como "avivamento extravagante", "dança profética", "milagres criativos", "unção dos quatro seres"? São inúmeras as terminologias baratas criadas pela falta da ação do Espírito Santo no meio da igreja contemporânea onde a criatividade não é outra senão a do próprio homem. Até onde irá esse suicídio espiritual? Deus só não está a ponto de nos expelir pela sua boca porque ele já fez isso há muito tempo – vivemos dias de mornidão, vomitório espiritual (Quem tem ouvidos ouça)! De um lado temos homens dispostos a oferecer entretenimento religioso. Do outro lado uma platéia de fieis espectadores. Mas como diz o ditado: "Enquanto tiver burro São Jorge não anda a pé!”

Passando pelos grupos neo-pentecostais, pentecostais, carismáticos e chegando até os tradicionais. O fermento humano está em toda cristandade, do pastor ao rebanho.

Como questionou o pastor Fábio Ramos de Carvalho: "O que estamos fazendo com a nossa identidade cristã? Cadê a capacidade de se indignar?"

Que Deus tenha muita, mas muita misericórdia de nós!

Fonte Jornal Urro do Leão

12/03/2009

Casa de Oração ou Antro de Assaltantes






Discurso paraninfal e excelente mensagem, do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho aos bacharelandos em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Campinas, em 7 de março de 2009.


Vale a pena ler e meditar.

[http://www.isaltinogomes.com/ ]

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Eis o texto de Mateus 21.12-13, na Almeida Século 21: “Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam; e revirou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, fazeis dela um antro de assaltantes”. Não seguirei pelos vários usos deste texto em nosso meio. Analisá-lo-ei á luz do seu contexto. Jesus citou Jeremias, 7, onde o escopo é maior que a venda de bugigangas no templo, coisa, aliás, ainda em voga em nosso meio. Há seitas neopentecostais a vender bênçãos. É lhes raso vender quinquilharias.
Ao citar Jeremias, Jesus foi além do comércio no templo. Este era um dos aspectos da questão. O pano de fundo de Jeremias vivia-se no tempo de Jesus. E no nosso. Bem disse Durkheim: “A única lição que a história nos ensina é que não aprendemos nada das lições da história”. Por isso vejamos o assunto casa de oração x antro de assaltantes.

Casa de oração é a casa de Deus. Antro de assaltantes é o estado espiritual de uma sociedade e igrejas doentes. Antro de assaltantes não é banditismo, mas abandono do propósito divino, e estabelecimento do nosso. É recusa da vontade de Deus, que é santa, e estabelecimento da nossa, que, mesmo cheia de boas intenções, é pecaminosa. Antro de assaltantes é o desvio que os homens fazem do propósito divino. Deus queria de um jeito e o povo de outro.


O primeiro sintoma da sociedade e da igreja antro de assaltantes é a confiança na instituição e o desprezo pela conversão.


Deus dizia: “Endireitai os vossos caminhos e as vossas ações, e vos farei habitar neste lugar” (Jr 7.3). Era uma chamada à conversão. O povo respondia dizendo: “Este é o templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR” (V. 4). À chamada à conversão, o povo respondia com religiosidade supersticiosa. A instituição “templo” lhes era um sinal de que nada lhes aconteceria. Para que conversão? Tinham o templo, tinham religião, tinham a instituição.

O mesmo acontece hoje. Nossa sociedade é religiosa. E também usa a religião contra Deus e seu chamado à conversão. Vivemos numa época de politicamente correto, em que tudo é certo, e todo mundo deve ser acatado. Exigir conversão é ser fundamentalista. É ser radical e intolerante. Afinal, religião, todo mundo tem. E mesmo quem não tem é gente boa, é de Deus.
Deus pedia conversão e o povo respondia com a instituição. Como hoje. “Precisamos de mais instituições, mais escolas e mais área de lazer (a delinqüência juvenil, descobriu-se, é por falta de lazer dos jovens – então, mais lazer para eles)”. Estas coisas são boas, mas são paliativas, e não tocam no fundo da questão. O problema do ser humano, mais que econômico e recreacional, é espiritual. Não é epidérmico, mas vem de dentro. “O coração do homem é mau desde a sua meninice”, diz a Bíblia. Apregoa-se o discurso falido do Iluminismo, da bondade inata do homem, e pensa-se que se criarmos mais instituições, o mundo será melhor.

Quanta ingenuidade no noticiário midiático! Alguém foi ministrar aulas de capoeira numa favela carioca. Surgiram discursos elogiando isto como “resgate da cidadania dos jovens marginalizados pela sociedade”. Com capoeira? Este discurso me soa superficial. Ele não toca na questão fundamental.

Nosso problema não é institucional, é espiritual. Muitos pensadores cristãos facilitam este equívoco. Para eles, tudo tem explicação sociológica, nunca espiritual. Respondem a tudo e tudo interpretam por pensadores seculares, e não pelo evangelho. Pensadores são, mas não pensadores cristãos. Não sustentam a visão cristã. Sua cosmovisão é acristã, se não anticristã. É o triunfo da instituição, o nome que dou, nesta fala, à construção humana. É a recusa à conversão, que é a chamada de Deus.

Nossa editora oficial e a boa parte de nossas instituições (colégios, seminários e juntas) passam por crise financeira. Algumas faliram. Na mesma época que a JUERP (minha editora até o fim) entrou em crise, a CPAD também entrou. Esta se recuperou e é uma editora de peso, com livros de valor. Lembro-me de uma foto publicada em algum lugar (esqueci-me onde) de pastores assembleianos de joelhos, numa reunião da CPAD, na hora da crise. Eles resolveram com oração e a orientação divina que veio em resposta. Nós, quando entramos em crise, criamos um GT, uma comissão, alguma instituição. Sou batista do papo amarelo, mas vejo que nutrimos uma crença ingênua e quase idolátrica em nossas instituições. Fui para o seminário com 19 anos, e discutíamos reestruturação denominacional. Tenho 37 anos de ministério, e estamos discutindo reestruturação denominacional. Quando Jesus regressar, estaremos discutindo reestruturação denominacional. Não será que nossas instituições precisam de conversão, ao invés de mais mudança de nomenclatura e de forma? Por que não uma chamada ao jejum e à oração nacionais pela denominação batista, para Deus remover o que e quem está errado? Por que mais GTs?

Para ficar claro que não estou atacando minha denominação, que amo e na qual quero encerrar minha carreira: há muita igreja antiinstitucional que se tornou instituição, e passou a se valorizar mais que qualquer outra coisa. O fenômeno é mais amplo e atinge muita gente.


O segundo sintoma da sociedade e da igreja antro de assaltantes é a ênfase no culto, na liturgia, e não no caráter.


Deus pedia conversão e ética no relacionamento social: a prática da justiça, não oprimir o estrangeiro, o órfão e a viúva, não derramar sangue inocente (vv. 5-6). A seqüência da conversão, falando como cristão, é mais que praticar fórmulas litúrgicas. É deixar que o caráter de Cristo se forme em nós, por obra do Espírito Santo. O povo respondia com sua religiosidade, inclusive o culto a Baal. Como temos cultos hoje! No bairro em que moro há quase cinqüenta igrejas evangélicas. Talvez haja mais igrejas que bares. Só batistas contei oito, num perímetro de cinco quilômetros. Mas que cultos são esses, que adoração é essa, que não produzem retidão nem impacto na sociedade? Muitos cultos são catarse pura. Outros são insanos. Pode-se levar a sério uma igreja cujo credo traga “sapateado de anjos”? Bem, sapateiem os anjos lá e sigamos cá. Uma das razões da destruição de Judá foi a injustiça social, ou seja, o abandono da ética. A adoração que não produz vida correta é mero alarido.

Tenho muitas dificuldades com a liturgia de nossas igrejas. Não agüento mais cantar corinhos ingênuos, de música pobre e de teologia manca. A imaginação é fértil, mas canhestra. Num culto desses, um dia desses, cantou-se um corinho em que as três primeiras sentenças gramaticais não tinham qualquer conexão entre si, cada uma tinha um sujeito diferente e cada uma abordava um tema diferente. Nada entendi. O que me deixou pior foi que as pessoas faziam cara de quem sentia dor, fechavam os olhos, com um ar sofrido, e se requebravam. Aflige-me ouvir, após cada corinho, um sermãozinho sem nexo algum. As coisas deviam ser bem definidas. Quem prega, que pregue, não cante. Quem canta, que cante, não pregue. É duro agüentar sermão de grupo de louvor. Nenhum pensante merece! Mas é moda. Ai do pastor que disser que a maior parte dos corinhos tem música pobre e letra capenga, sem sentido, e que se sustentam só pelo alto volume (barulho é coisa de quem não tem conteúdo) e pelo gestual! Como temos louvor, e como nos falta santidade! Como temos adoração, cultos, templos, e como falta integridade aos adoradores! É a filosofia do antro de assaltantes: mais importância ao culto e à liturgia que ao caráter. Ela mascara a ausência de santidade com ritualística.

Vocês enfrentarão esta mentalidade no ministério. Gente que quererá festa, mas não correção. Que quererá liberdade para fazer o que quer, sem restrição. Que quererá um culto para se soltar e não para aprender as verdades da Bíblia. Quererá adoração, mas não caráter. Muitas igrejas querem festa, mas Deus diz “Para que me trazeis tantos sacrifícios? Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais de engorda. Não me agrado do sangue de novilhos, de cordeiros e de bode” (Is 1.11). Ele diz que está farto de cultos! E o que deseja ele? “Lavai-vos e purificai-vos; tirai de diante de meus olhos as vossas obras más; parai de praticar o mal; aprendei a praticar o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva” (Is 1.16-17). Deus quer retidão. Não digo que a liturgia seja hipócrita, mas não aceito que vida cristã seja o que sucede num determinado dia da semana, conduzido por determinadas pessoas, num momento determinado, num lugar determinado, chamado culto. Isto é mais que confundir a casca com o miolo. É confundir o farelo com o pão. É guetizar a igreja.

Vocês não foram chamados para serem animadores de auditório, mas orientadores do povo de Deus. Não foram chamados para ganharem um concurso de popularidade, mas serem fiéis aos propósitos divinos exarados na Bíblia. Não permitam que o antro de assaltantes de uma sociedade festiva vaze para dentro da igreja e a contamine. Não sou contra o culto nem contra cânticos. Repito: Não sou contra o culto nem contra cânticos. Sou contra a bobagem, a superficialidade, a alegria fingida, a manipulação e a ênfase na liturgia mais que no caráter. Vivemos numa época de baixíssimo nível cultural. Hoje não há espaço para um Beethoven, mas para DJs. Não há espaço para um Monet, Picasso, um Di Cavalcanti, uma Tarsila, mas para pichadores, pois dizem que isto é arte. As pessoas não conhecem Machado de Assis, mas BBB. A mediocridade é chocante e invadiu a igreja. A pobreza musical e litúrgica de nossos cultos é desalentadora. Mas algo incomoda mais que a pobreza: o copismo nível cultural do mundo. A igreja não mais vanguardeia, mas copia. O antro de assaltantes de uma crença em que “o que vale é a intenção” entrou em nosso meio. Para Deus não vale a intenção. Vale o certo. Não ousarei definir o que é certo em liturgia, mas defino o que é errado. Tudo que é sensual, que apela aos sentidos físicos mais que ao espírito, que busca satisfazer os anseios ao invés de nos levar a alcançar a perspectiva de Deus para nos, é errado. Se não promove a santidade, mas satisfaz à necessidade de balanço, de meneios, de se soltar, deve ser repensado. Adoração não é catarse. É consciência do Sagrado e quebrantamento diante dele.

Por fim, antro de assaltantes é a confiança em si e em seus deuses.


Judá não confiava em Iahweh, mas em Baal, no Egito, na Síria. Fazia seus deuses e se rendia a eles. Os contemporâneos de Jesus não criam nele, mas confiavam na sua visão pessoal. Disse Lutero: “Aquilo em que um homem confia isso é o seu deus”. A sociedade não quer Deus, o Deus Vivo e Verdadeiro, e faz os seus deuses. A igreja de hoje confia mais no poder humano que em Deus. Tem um Deus, mas crê em deuses que ela constrói. Certos planejamentos financeiros, certas abordagens, certas ênfases, certas posturas políticas, certos bastidores, me fazem crer que a crença no poder de Deus é secundária. Apoio a políticos sabidamente sem caráter e lançamento de evangélicos absolutamente despreparados à vida política, e a sofreguidão com que a igreja busca o poder material, seja financeiro ou político, me levam a perguntar: “Em quem cremos, afinal?”. E ainda: “O que queremos com o credo antro de assaltantes?”. Intrigou-me ver crentes brasileiros discutindo o evento Obama com um fervor quase religioso. A mídia falou de “obamania”. Talvez o correto seja “obamalatria”. Já vi este filme antes, com títulos diferentes: “lulatria”, “colloratria”, “tancredolatria”, “planocruzadolatria”. Todos deram errado. Porque toda confiança em homens, instituições e ideologias, além de idolatria, é frustração. Nossa teologia nos ensina a depravação da raça humana, a pecaminosidade total da raça. Mas esperamos socorro do produto da raça pecaminosa. Muitos dos problemas da igreja residem aqui: não levar a Queda a sério. Achar que é uma historiazinha engraçada, a fábula de uma serpente falante, sem considerar seu ensino. O homem tornou-se mau, corrompido e corruptor. O homem é um Midas às avessas. O que Midas tocava se transformava em ouro. O que o homem toca se torna em pecado. Por isso não creio na redenção via instituição. Por isso censuro a festa religiosa sem santidade, sem foco em Deus e com foco no homem. E por isso censuro a visão de que políticos e ideologias podem nos trazer o reino de Deus ou transformar o mundo. Não creio que pecadores inconversos podem nos salvar.

Não estou censurando a visão política. Estou censurando nossa expectativa em messias humanos, em salvadores terrenos. Tenho visto que os olhos da igreja se voltam para mais para a terra que para os céus. Como Nietzsche pediu em uma de suas obras. Aliás, já vi pastor dizer-se apaixonado por Nietzsche. Se o leu não o entendeu…

Deuses terrenos não são misericordiosos. Nada podem fazer, nada fazem, e cobram caro pela
não ajuda. Quando aprenderemos o que é depender da graça, o que é confiar no poder de Deus, e esperar sua ação? Quando mostraremos que os valores do reino nos são mais importantes que as moedas dos cambistas? Quando valorizaremos mais a cruz que a mesa do cambista?

CONCLUSÃO

O que Jesus fez no antro de assaltantes? Derrubou as mesas, expulsou os cambistas e proclamou a santidade do templo. Eis o que espero que vocês façam:

1º) Não ponham instituições acima de Deus e dos valores do reino. Não desprezem a conversão, a santidade e a piedade. Não preguem adesão a um grupo social. Preguem conversão. Igreja é mais que instituição. É o corpo de Cristo. Amem-na, valorizem-na, dediquem-se a ela. Vivam para Deus e não para ideologias eclesiásticas.

2º.) Sejam pregadores da Palavra, homens e mulheres da Bíblia. Sejam condutores do povo de Deus, e não animadores de auditório. Evitem o estrelismo e fujam das estrelas do culto. Dobrar joelhos é mais importante que bater palmas. Culto é quebrantamento e não forró. Levem o povo de Deus a buscar seriedade espiritual e não a catarse.

3º) Dependam da graça de Deus. Não aceitem as insidiosas e sutis manifestações de idolatria eclesiástica contemporânea. Sejam “cristomaníacos” e não “qualqueroutracoisamaníacos”.

Derrubem as mesas da profanação do evangelho e afirmem a santidade de Deus!


Fonte http://quakel.multiply.com/reviews/item/59
Kelson Mota’s Site

01/03/2009

Geração bunda-mole

Texto já há um ano circulando na net, mas muito atual
Boa leitura

Por Sérgio Pavarini

― O mover de Deus está aqui. Nada pode impedir você de sentir o fluir e o derramar da unção. Olhe para o irmão do seu lado e diga: “Resisti ao frio e ele fugirá de vós”.

Participar dos cultos em determinadas igrejas é um programa que exige alto grau de paciência e resignação, qualquer que seja a estação do ano. Raras comunidades mantêm-se imunes aos maneirismos e frivolidades do dialeto gospel no “momento da adoração”.

Outro expediente infalível para provocar bocejos é o recorrente saudosismo dos “bons tempos” da música cristã. Em todos os lugares, há tiozinhos de barriga protuberante repetindo que “naquela época o louvor era genuíno, sem a superficialidade de hoje”. Zzzzzz...

O que existe no hiato entre o discurso seboso que enaltece a década de 70 e essa geração que introduziu mantras e lamúrias no louvor? O expediente de encontrar culpados para eximir nossa própria culpa é de pouca valia na hora da reflexão. Se os heróis do Cazuza “morreram de overdose”, ainda mais complicada é a situação de quem encontra escassos referenciais para pautar seus sonhos.

Ignorados ou tratados como imbecis pelo meio editorial, os jovens encontraram na internet alguns expedientes para suprir essa “orfandade”. Na declinante indústria fonográfica gospel, poucos sobrevivem aos 15 minutos de fama preconizados por Andy Warhol. Mesmo assim, a aspiração ao estrelato consome a energia e o tempo de milhares de “levitas”. Claro que devidamente camuflada sob o discurso de “Deus me chamou para evangelizar através da música”. Infelizmente, poucos são vocacionados para interagir nas universidades e nos pólos culturais.

Em consonância com a poesia de Gilberto Gil, a alma de boa parte dos que pululam nos palcos musicais eclesiásticos “cheira a talco”. Necessário lembrar o outro adágio que apregoa não ser nada confiável o bumbum dos bebês. A alternância de odores sinaliza que é hora de trocar as fraldas e fazer a devida assepsia.

Líderes de todo o país sofrem nas mãos do que convencionou-se chamar de “sensibilidade dos músicos”, eufemismo para escamotear a constante contrariedade a qualquer tipo de ingerência. Se um número especial da galera é cancelado, imediatamente o grupo é banhado pela “unção do beicinho”. Fraldas cheias de novo.

Pressionados pela concorrência do vestibular e pela conquista ainda mais difícil de uma vaga no mercado de trabalho, muitos sucumbem à indolência macunaímica. Os males do sedentarismo são bem conhecidos. Desnudar a juventude evangélica de hoje revela as nádegas flácidas de uma geração que parece ter saído do nada e caminhar para o lugar nenhum. Ao contrário do filho pródigo da parábola, a herança que os jovens receberam da geração que os antecedeu não foi suficiente para grandes viagens. Em todos os sentidos.
Blaise Pascal falava em duas alternativas: desistência por meio da covardia ou o escape, por intermédio do orgulho. Será que não há luz divina no fim desse túnel?

“Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética”, dizia o Che Guevara. Será que depois das gerações hippie e Coca-Cola teremos a geração H2OH, cujo conflito de “identidade” a confina em uma zona indefinida entre ser água ou refrigerante?

O conselho de Nelson Rodrigues é bem conhecido: “Jovens, envelheçam”. Minha recomendação é assaz diferente: rebelem-se. É hora de assestar contra a mediocridade reinante no meio do rebanho, contra a lassidão intelectual, contra as cassandras transmissoras do germe da culpa, contra o abuso de líderes tiranos, contra a indigência artística e até contra minhas diatribes.
Dono de lentes argutas e dramáticas para observar o mundo, Caio Fernando Abreu registrou um laivo de esperança que, a despeito de tudo e de todos, joga para escanteio minha angustiante sensação de impotência. “Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo.”

texto meu (SP) que será publicado na coluna PavaZine# na próxima edição da CristianimoHoje. Para a revista, optei pelo título "Rebeldes sem calça". =]

Fonte Pavablog

OBRIGADO PELOS INIMIGOS QUE POSSO ODIAR!

Deus é Luz, e Nele não há treva nenhuma.

Deus é Amor, e Nele não há ódio.

Quando Jesus disse para que se ame o inimigo, Ele falava de todos os inimigos; inimigos de Deus e dos homens.

Digo isto porque se crê que a concessão que se tem ao ódio, seja apenas [graças a Deus, pelo menos!...], para odiar os inimigos de Deus.

Então se diz que não temos inimigos pessoais, mas que odiamos apenas os que aborrecem ao Senhor.

É sutil o ardil!

A pessoa começa com medo de odiar; sempre preocupada em perdoar ou com o tema do perdão; disposta à reconciliação ou até sempre ansiosa por ela — até que começa a amadurecer, a “conhecer a Palavra”, a se sentir “mais de dentro”...; e, por tal razão, vai se enchendo de saberes e de certezas; mas perdendo a fé no amor; enquanto vai ganhando convicções doutrinárias, todavia.

Assim, segue cega na estrada que dos que já não Seguem de tão cegos que estão, mas apenas per - seguem...; e ainda cegam e os que seguem...

Agora, “já de dentro”, já membros da Confraria, da Maçonaria das Doutrinas, do Clube do Medo e do Ódio, julgam que entraram em um ambiente especial, dentro do qual se recebe o poder de julgar e de odiar em nome de Deus, o Grande Chefe.

São capazes de entrar na casa da mulher que está ainda magoada com o marido que a traiu, e dizerem a ela que a maldição de Deus estará sobre a vida dela se ela não perdoar o cara na hora.

Entretanto, esses mesmos, odeiam e criam ardis de engano, a fim de enredarem seus “inimigos de Deus”.

E enganam-se confundindo hipocrisia com perdão, pois, havendo necessidade, elogiam aos que odeiam, e, assim, retiram-se se sentindo justificados; posto que pensem: Eu sou bom. Odeio esse safado, mas ainda assim falo bem dele para não escandalizar os irmãos amados.

Tudo hipocrisia e política!

Tais pessoas, do Salmo 139 amam apenas o penúltimo verso, que diz dos os inimigos de Deus: “Odeio-os com ódio consumado. Para mim são inimigos de fato!”

Tudo o mais que o salmo diz, e que continua em vigência no Evangelho, eles esquecem; e que é acerca de olhar e sondar o coração em verdade diante da Luz de Deus.

Entretanto, o grito infantil do salmista ainda aferrado à dureza de seu próprio coração, eles amam amar; e inspirados nele fazem seus discursos de justificação do ódio que sentem uns pelos outros, ou por aqueles que eles julguem serem odiados por Deus com o ódio deles; e que são em geral apenas diferentes, mas que são feitos inimigos de Deus apenas porque não passam no crivo das certezas desses que foram enganados pela sua própria presunção.

Nunca se viu Jesus odiando ninguém!

Deus é assim também. Ou não? Diga “não” e você estará dizendo que Jesus e o Pai não são Um; e mais: que Jesus não é Deus!

Em Jesus nenhum homem é inimigo de Deus. Os homens apenas se faziam inimigos de Deus. Por isto Ele ora: Pai, perdoa-lhes; pois eles não sabem o que fazem!

Os inimigos de Deus, para Jesus, não eram pessoas, eram sentimentos, pensamentos e ações injustas e perversas, assim como também todo ódio, ira, mentira e hipocrisia.

Onde tais coisas eram e são praticadas, Jesus decreta: Os homens fazem a si mesmos inimigos de Deus. Mas têm que ser amados pelos filhos de Deus; pois, para que se seja filho de Deus, tem-se que refletir a face e as ações do Pai, que é bom para com todos, justos e injustos.

O problema é que nosso egoísmo e auto-engano preferem não enfrentar a verdade de nossa própria maldade, e, também, de nossa grande dificuldade de permanecermos na pratica do bem, não nos cansando dele e não nos fatigando ante a sua realização; embora tal coisa somente aconteça naturalmente em nós se for fruto espontâneo de sua presença em nós como resultado da nossa intimidade com o amor do Pai.

Portanto, não admitindo que cansamos, que desejamos muitas vezes “férias do bem”, perdemos a chance de nos deixarmos salvar pelo arrependimento, pondo-nos de volta no caminho do quebrantamento — e preferimos o auto-engano; e, assim, dizemos a nós mesmos que não é bem assim...; e que agora que temos mais “luzes que antes”, já estamos prontos para assumirmos nossas certezas e conseqüentes importâncias humanas; sendo que o resultado disso pode até se mascarar de piedade feita em nome de Deus, embora seja apenas o velho e perverso poder de odiar que esteja nos dominando a alma sutilmente.

Alguém pergunta:

“Não é muito radical a sua interpretação? Baseados nela não teríamos que amar o supremo inimigo de Deus, o diabo?”

Resposta:

Se o diabo for o seu próximo, então, ame-o; ou melhor: necessite dele com muito ódio. Afinal, Jesus mandou amar o próximo; seja ele amigo ou inimigo.

Ou seja: o mandamento nos põe no mundo dos humanos, e não nos chama para amarmos o diabo.

A menos que você se sinta próximo do diabo e veja no diabo o seu próximo.

Todavia, Judas, o irmão do Senhor, nos diz em sua epistola, que até mesmo o Arcanjo Miguel, quando contendia com Satanás acerca do corpo de Moisés, não ousou proferir contra ele juízo infamatório; antes disse: Que o Senhor te repreenda, Satanás!

O ensino de Jesus em muitos lugares, porém muito enfaticamente em João Oito, é que todo aquele que odeia é filho do diabo, ainda que faça isto em nome de Deus, como era o caso daqueles aos quais Jesus confrontava na ocasião.

Foi por esta razão que João simplificou, dizendo: Quem ama a Deus, ama a seu irmão. E quem ama a seu irmão, esse ama a Deus. Pois Deus é amor!

O que mais?...

Ora, não existe “mais”... — é isso aí mesmo!

Nele,

Caio 1º de março de 09 Lago Norte Brasília DF

Fonte Site Caio Fábio

27/02/2009

Criação por Evolução e por Redenção


Comemoram-se os duzentos anos de Charles Darwin e de sua Teoria da Evolução das Espécies. Até ele a criação era vista como algo fixo, sem mudança desde o 6º Dia da Criação.

Em momento algum, todavia, a Bíblia diz que o Pai já não cria e nem trabalha...

Ao contrário, Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora...”

Os cristãos querem um Deus que Intervenha na vida, mas não querem um Deus que continue criando...

Sim! Querem um Deus de milagres para o homem, de criações novas para o homem; mas que não seja milagroso na criação.

E mais: fazem diferença entre Jesus curando e criando um olho em um cego de nascença e Jesus criando um órgão em um peixe no fundo do mar...

Assim, se são informados que animais estão ainda mudando e evoluindo, ganhando novos membros ou órgãos de adequação à vida, acham que isto seja blasfêmia.

Deus criou em Dias Eras de tempo e de não tempo.

Cada dia do Dia de Deus é feito de bilhões de anos humanos?...

Por que não? Quem declarou tal impedimento?

Deus não sofre o tempo; posto que o tempo exista Nele.

Entretanto, se crê que o Deus dos crentes, o Criador, não tinha nada a fazer antes do homem.

Assim, agora, depois do homem, somente o homem interessa a Deus, pensam eles.

Deus, no entanto, assim como redime desde antes da fundação do mundo, também cria desde sempre; e assim como nunca deixou de redimir, também nunca deixou de criar.

O Gênesis diz Quem criou.

A ciência tenta dizer como foi criado.

Uma coisa é o Autor. Outra a Obra.

A fé lida com o Autor. A ciência lida com as Obras.

Qual é o problema?

Até no quintal de minha casa vejo as coisas mudando, se adaptando...

O Salmo 104 nos diz que tais Obras de Renovação da Natureza é trabalho do Espírito Santo, o qual, sendo enviado sobre a Terra, renova toda a criação... sempre.

Mas a pressa e a presunção do homem querem dizer quanto tempo Deus tem que ter levado para criar...

E mais:

A Bíblia não quer dizer como Deus criou. Apenas nos diz que Ele falou e assim se fez.

O Deus de Jesus criou, cria e continuará criando!...

Ora, o que é que existe entre o Gênesis e o Apocalipse senão Evolução?

Sim! O que existe entre o Jardim e a Cidade Santa senão evolução?

Evolução como evolução é; ou seja: cheia de “catástrofes”.

Entretanto, eu pergunto: E qual é o problema?

Darwin não é meu inimigo.

Celebro sua ousadia e fé.

Todavia, lamento que os crentes tenham endiabrado o homem, exceto os crentes ingleses, os quais, pela via de gente boa de
Deus como C.S. Lewis e outros, logo entenderam que ali não havia conflito entre a Bíblia e a ciência.

Na América, porém, Darwin virou o diabo!

Ora, Darwin nunca esteve em briga com Deus. Apenas, como um homem de ciência, desejava entender a criação.

Mas a insegurança dos crentes, que tenta fazer da Bíblia um manual de “Ciências”, comete o crime de tornar anátema aquilo que não entende e nem tem cabeça isenta para refletir em paz a fim de compreender.

Ao fim da vida, tendo sido visto lendo a Bíblia por um crente que trabalhava no jardim onde estava meditando, Darwin ouviu o homem perguntar como ele lia a Bíblia se não cria nem na Bíblia e nem em Deus. Darwin assustou-se e disse: “Ah! Não! Eu creio tanto em Deus quanto na Bíblia. O que eu digo é uma teoria de como Deus criou, mas não uma negação de que Ele tenha criado”.

Muito assustará os crentes quando e se virem, no Reino de Deus, Charles Darwin, Einstein, Newton, Copérnico, entre outros... — enquanto muitos bispos estarão de fora...

Enquanto isto... o obscurantismo perdura.

Já imaginou se Deus está interessado na briga entre criacionistas e evolucionistas?

Ah, meus amigos, sem medo eu lhes digo que Ele não está.

Assisto documentários sobre a Evolução das Espécies e me deleito no amor de Deus!

Todavia, para mim, não há diferença se os 6 dias foram dias pequenos, mínimos de tempo ou se foram bilhões de dias e anos...

Entretanto, e se um Dia se tornasse um Dia apenas quando cada processo estivesse parcialmente concluído a fim de iniciar um outro...Dia?

Qual o problema?

Você está com pressa?

Não estou pedindo a sua opinião.

Apenas expresso a minha.

Afinal, quem pensa que cheguei aqui sem milhões de horas de oração e reflexão?

Nele, que trabalha até agora e continua criando sempre, ainda que não vejamos,

Caio
25 de fevereiro de 2009
Lago Norte

Brasília DF
http://www.caiofabio.com/
http://www.vemevetv.com.br/
Abaixo uma carta e resposta sobre o mesmo tema
DEUS É AMOR, o resto é resto — criação, evolução ou qualquer coisa...
contato@caiofabio.com
Sent: Friday, February 27, 2009 4:37 PM
Subject: A IRA DOS "CRIACIONISTAS"!

Meu amado pastor Caio Fábio,

Desculpe minha intromissão, mas não resisti a escrever sobre o assunto.

É impressionante como a mentira e sofismas se disfarçam em pessoas que se dizendo conhecedores da bíblia, ousam discordar do obvio e do que tão claramente a própria bíblia declara sem o menor medo de ofender quem quer que seja.

A Palavra é criador; e pode inclusive criar a evolução de espécies tanto biológicas, minerais e vegetais.

Não creio que viemos do macaco, mas creio que os répteis e outros tantos animais, vegetais e minerais vieram da ordem de Deus quando disse:


11 E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.


12 E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.


20 ¶ E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.

21 E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.

22 E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.

24 ¶ E disse Deus: Produza a terra alma vivente (que escândalo: a terra produziu!... ) conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.

25 E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
26

O problema desses que se fazem conhecedores de toda ciência debaixo da terra é que quando muita gente (CLERO) defendia uma Terra retangular, um louco fazia a afirmação de que a Terra era redonda e quase foi morto por isso. No entanto, 600 anos antes de Cristo, Isaias declarava em seu livro que “o anjo do Senhor se assenta sobre o globo da terra.” Será que este globo era quadrado? Rsrsrs

O meu povo peca ou erra, por falta de conhecimento, diz o Senhor.

Digo que este conhecimento não é só cientifico ou acadêmico, mas principalmente do conhecimento da Bíblia em sua simples leitura, sem interpretações, sem querer dar a ela a conveniência dos “feitores de evangelhos”, escravizando o povo com mentiras, sofismas deixando-os a mercê de suas ‘palavras de autoridade’ e também de suas ‘coberturas espirituais apostólicas’.

Semi deuses de meia pataca que se valem da ignorância de muitos para estabelecer esta religião cristã evangélica, que nada tem haver com o evangelho ou com Cristo.


Nele, que nos deu a capacidade de pensar por nós mesmos e Sua palavra como fonte de conhecimento e alicerce da nossa fé.

Sandro Santos Alves Brasília, 27 de fevereiro de 2009.
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Resposta:

Meu amado irmão: Graça e Paz!

Você veio dos cientistas aos apóstolos modernos, descendo o pau em todo mundo! Rsrsrs.

Mano, de fato esta questão não é importante, e eu tenho dito isto sempre; mesmo nos dias de minha juventude como pregador ávido por não permitir que nenhuma mentira entrasse na mente do povo, ainda assim eu sabia que tal coisa não existia com nenhuma importância intestina para a vida ou para a fé.

Sempre vi que não era importante!...

Aqui no site, de vez em quando, apenas como expressão de opinião, falo no assunto, às vezes de modo explicito, outras vezes de modo implícito, mas nunca contundente, posto que o tema não seja Evangelho.

Não há dicotomia ou contradição entre a criação de Deus e um eventual modo evolutivo de criar.

Você citou em vermelho as afirmações que indicam um poder de vida natural na Natureza.

Jesus disse a mesma coisa quando, em uma de suas parábolas, em Marcos, disse que “a terra frutifica de si mesma, não sabendo o homem como” isso se dá.

A Palavra grega usada por Marcos é automaté, de onde vem o termo automático. Ou seja: Jesus estava afirmando uma automaticidade estabelecida por Deus nas entranhas da criação. E esta automaticidade pode ser muito mais profunda do que se deseja admitir. Isto, porém, não faz Deus ficar fora de nenhum processo, posto que todos os processos aconteçam em Deus.


Entretanto, o Pai trabalha até agora, em tudo; por isso Jesus disse: Eu trabalho também.

Assim, quem não quer Deus criando não deve esperar Deus redimindo. Afinal, Jesus disse que tanto o Pai, Criador, quanto Ele, o Salvador dos homens e de todas as criaturas, também trabalha.

Se Deus não mais cria dentro ou fora da criação por nós assim chamada, também se deve admitir a implicação disso: Ele não mais salva, perdoa e redime.

Deus, no entanto, nunca criou e deixou... por ter mais o que fazer; posto que o Senhor, o criador dos fins da Terra, não se cansa e nem se fatiga; não se pode esquadrinhar o Seu entendimento.

A questão que tem aqui se apresentado, nada tem a ver com ciência, mas apenas com Religião. Afinal, se tais pessoas fossem de fato cientificas, e, sendo também crentes em Jesus, não estariam assim tão aflitas e nervosas como estão ou como se tornam quando alguém diz o que elas não aceitam; ainda que tal coisa nada tenha de importante.

A Ciência, por principio, ouve e pondera; mas a Religião se levanta e apedreja.

Assim, pergunto:

Que ciência há nesses irmãos que não sabem sequer lidar com o contraditório periférico à fé, sem caírem em ira e ódio?

Ora, se fossem da fé saberiam que o tema é periférico e opcional. E se fossem da ciência, também saberiam que o espírito cientifico não surta de raiva dogmática; posto que ira e ignorância sejam sempre faces de uma mesma cara bruta e ignorante, fechada ao saber e ao pensar.

Ninguém está negando nada que valha sequer a preocupação, quanto mais o ódio.

Mas os fariseus são sempre idênticos, não importando se sejam fariseus cientifico-religiosos [os teólogos] ou os religioso-científicos [os crentes cientistas].

O lindo de tudo é pensar que o Pai trabalha até agora, e que podemos ver Suas mãos nas coisas criadas e nas que estão sendo feitas novas.

Quanto menos problema meu coração tem nessas áreas da vida, mais aproveito tudo, com a leveza de quem olha sem medo, pois, todas as coisas são Dele, por meio Dele e para Ele.

Nunca disse que sou evolucionista. O Evolucionismo, assim como o Criacionismo, tendo um ismo é um sistema; e, quem me lê, sabe que não creio em sistemas fechados a nada.

Disse que vejo Deus criando através do processo evolutivo. Meu Deus! Qual o problema? Estão com raiva por que creio que Deus não se aposentou?


Também nunca disse que creio que o homem seja uma evolução de um símio.

Nunca disse. E por que não disse?

Ora, porque em tal área não tenho certezas; mas, caso as tivesse, elas fossem na direção da declaração clássica dos criacionistas evolucionistas cristãos, como a maioria dos cristãos europeus e ingleses, que crêem na evolução do homem de uma origem símia, pergunto: que problema haveria?

A resposta é Nenhum!

Sim! Pois problema há quando o ser pratica a presunção de viver sem o Evangelho, sem a fé na vida eterna e na ressurreição dos mortos.

Mas fariseu, religioso ou cientifico, faz sempre o que Jesus disse que eles faziam: coam o mosquito e engolem todos os camelos.

Disse acima que o problema não é cientifico, mas religioso, pois, entre os cientistas, por mais que se discorde de uma idéia, não se fica com o animo da religião, que é feito de ira e raiva ante a discordância até no que não seja importante para a vida.

Eu não vim do macaco e nem do pó da terra. Meu corpo pode ter vindo tanto do pó/símio quanto do pó/pó, mas Eu não vim do pó. Vim do Pai, não do pó.


Eu sou divino em minha origem. Vim do Pai. Volto para o Pai. Assim sou Eu. Mas meu corpo, que não sou Eu, mas apenas “meu”, volta ao pó, de onde veio.

Assim, meu corpo pode ter vindo de qualquer material, mas isso pouco importa, visto que ele veio para onde voltará, enquanto Eu volto para onde pertenço: a morada do Pai.

Sobre a CRIAÇÃO, digo: Nada é Deus, mas tudo é Nele!

Assim, tanto faz... — sempre. Sim! Pois se alguém crê que tudo é Nele, então, tudo é Nele. Acabou a história. Ou querem também dizer como tudo tem que ser Nele?

Esta “ciência” que estuda para provar que Deus é o Criador é falida.

A ciência deve estudar para entender a criação, não para provar como Deus seja ou se existe um Criador. Quem faz ciência com tal angustia nunca conheceu ou creu em Deus por experiência.

“Teologia”, para mim, é “astrologia” de cristãos. E esta “ciência opologética” dos crentes angustiados e inseguros, para mim não passa de “teocienciologia” religiosa.

O que importa, e somente o que importa, é que Jesus deu a Sua vida por nós sendo nós ainda pecadores e, com certeza, ainda muito estúpidos.

O mais... É tentativa de fazer fimose em Deus!

Mano, receba meu beijo!



Nele, que criou, cria e criará, posto que tenha redimido, redima e ainda venha a redimir,


Caio 27 de fevereiro de 2009 Lago Norte Brasília DF

24/02/2009

Restitui! Eu quero de volta o que é meu!






Há pouco mais de um ano publiquei aqui no Blog um texto do Bispo José Ildo Swartele de Mello, da Igreja Metodista Livre com o título O engano da Teologia da Restituição e do direito do crente – “Restitui! Eu quero de volta o que é meu!”, e hoje navegando no Site Na Freqüência, li um artigo de José Barbosa Junior sobre o mesmo tema, e que disponibilizo para os leitores avaliarem e de fato entenderem o porque de estar tão raso de conteúdo e cheio de heresias o que se canta e se vende como última revelação de Deus aos Lei Vitas, para que o povo (consumidor e reprodutor do modismo) seja abençoado e próspero.

Boa leitura!!

Restitui...

Restitui... eu quero de volta ao que é meu...
O que realmente é meu?

Havia um homem, na terra de Uz, chamado Jó. Homem fiel e temente a Deus, íntegro em todos os seus caminhos...


Um belo dia (belo pra quem conta a história, nunca pra quem a vive), Jó recebe uma notícia, uma não... várias... ele perdera tudo, todos os seus bens e o pior, todos os seus filhos. Amargurado, triste, arrasado (imaginem um pai perder num só dia seus dez filhos), impregnado pela dureza que a vida lhe impusera naquele momento, Jó ergue-se do chão, levanta a voz e canta ao Senhor:
" - Restitui... eu quero de volta o que é meu!!"


Você e eu sabemos que não foi isso o que aconteceu, mas é sobre isso que eu quero falar... sobre essa onda de "restituição" que mais uma vez é trazida pelos "levitas" que nunca levitaram, nem levitarão, mas causam sempre grande confusão em nosso meio já tão confuso.



Vivemos pela graça. Graça foi, é e sempre será favor imerecido. TUDO o que recebemos das mãos de Deus é graça. Não temos direito a nada. Quando a Bíblia fala de sermos co-herdeiros com Cristo não está falando de coisas deste mundo, mas da glória que em nós há de ser revelada no dia de Cristo Jesus. Jó parecia entender isso desde o Antigo Testamento, ou seja, no início de tudo (segundo alguns estudiosos Jó é o livro mais antigo da Bíblia) já havia a noção da graça, que hoje tenta ser anulada pelos apaixonados extravagantes re-judaizantes.



A idéia de termos “direitos” diante de Deus é egoísta, hedonista e humanista. O pior de tudo isso é que os defensores das idéias restitucionais ( que são os mesmos que reinvindicam, tomam posse, conquistam cidades profeticamente, etc...) dizem que os anos que nos foram roubados pelo INIMIGO, as coisas que nos foram tiradas pelo INIMIGO, os estragos feitos pelo INIMIGO vão ser restituídos pelas mãos de Deus, e utilizam-se de textos bíblicos sem o menor fundamento.



Senão vejamos: o texto bíblico mais utilizado para defender a idéia de restituição é Joel 2.25 (“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o MEU grande exército que EU ENVIEI contra vós outros”).



Entenderam ? Não foi o diabo que fez o estrago da vida de Israel. Foi Deus mesmo quem mandou os gafanhotos e só ELE é capaz de restituir o que ELE mesmo tirou. E mais... ele o faz porque quer e não por obrigação nenhuma. Às vezes é o próprio Deus quem nos tira tudo para aprendermos lições que nos servirão por toda a vida. Portanto, tenhamos o maior cuidado ao estarmos atribuindo ao diabo uma obra de Deus.



Fora isso, a idéia de restituição como direito (eu quero de volta o que é MEU) anula a graça. O que é a graça, senão recebermos de Deus tudo aquilo que não merecemos, que não nos pertence e que nos é dado gratuitamente por aquele que é Senhor de tudo e de todos ? Quando eu acho que sou dono das minhas coisas e que tenho "direito" sobre elas, automaticamente excluo o verdadeiro dono. Ninguém pode servir a dois senhores. Ou Deus é o dono de minha vida e por conseqüência dono de tudo o que me é dado, ou EU sou o dono de tudo e aí sim, sirvo a mim mesmo, tendo direitos exclusivos sobre aquilo que é “meu”.



Mas e os estragos feitos em nossa vida realmente pelo inimigo ? Deus não restitui ? Sinceramente, creio que não!! Deus faz tudo novo!! Ele não está disposto a remendar vidas, ele as faz novamente. Não recebemos uma “lanternagem espiritual” nova, recebemos nova natureza. O que o diabo fez no passado... fica no passado... “eis que faço NOVAS todas as coisas”, pois quem está em Cristo, “NOVA criatura é, as coisas VELHAS, já PASSARAM, eis que tudo se faz NOVO”.


Lembro-me do vaso nas mãos do oleiro. Ele não remendou o vaso, não colou com super-bonder ou durepox. Ele quebrou e tornou a fazer de novo...


Não há restituição, há nova vida, tudo NOVO.


Não há restituição, há nova vida, tudo NOVO. Não há remendos feitos por Deus, há cura integral e perdão total. Há novo nascimento, novidade de vida.


Quando entendemos isso, entendemos até as perdas que temos que enfrentar, sabedores de que Deus é soberano sobre nossas vidas e é ele quem nos dá o que quiser, a hora que quiser, para cumprir o seu propósito. Quando percebermos essa verdade, e só então, poderemos dizer como Jó: “O SENHOR deu e o SENHOR tomou; bendito seja o nome do SENHOR!”


Nele, que faz tudo novo,


José Barbosa Junior - Crer e Pensar - http://www.crerepensar.com.br/

Fonte Na Frequencia

22/02/2009

Tim Tones

Por Chico Anísio



A vida imita a arte, e os "apóstolos e bispos" também.
O Chico é um gênio e como já disseram - "se ele fosse nascido nos EUA, seria um astro digno de oscar e com reconhecimento internacional".
Mas valeu você ser brasileiro.




21/02/2009

Odeio cachórros




Por Marta Rolim *


A Organização Mundial de Saúde estima que, em países emergentes, a população canina é de cerca de 10% a 16,7% da população humana.


Considerando que na capital gaúcha residem 1,430 milhão de pessoas (dados do IBGE 2008), podemos supor, com razoável senso especulativo, que só na zona sul de Porto Alegre habitam uns 100 mil cães. Na minha casa moram cinco deles. Todos vão bem, obrigada.

O curioso é que tenho uma querida amiga que olha pros meus pets, e diz sem-cerimônia: “Odeio cachórros!” E fala exatamente com esse acento ferindo a vogal antes de explodirem os erres, como rosnados.

Prestes a atacá-la, em reação defensiva, descobri que ela tem suas razões. A culpa não é dos cães, mas a seção de roupinhas e papinhas pra cachorro no supermercado é maior do que a seção de roupinhas pra bebê. Os bebês estão sendo relegados a segundo plano no “commerce”, refletindo mudanças no comportamento familiar. Tranquilo? Olha, não sei, mas pets não são bebês, certo?

Entre um choro de criança e um latido agudo de cadelinha com vestido cor-de-rosa, a quem você atenderia primeiro? Escolha de Sofia?

A questão relevante não é concretamente essa. Posso estar parodiando um drama hollywoodiano, mas cá entre nós, se existe algum grau desse dilema em nossos corações, acho que precisamos repensar valores.

Eu tenho muito carinho pelos meus perros e não há dúvida de quanto bem um cão pode fazer a uma pessoa. Da companhia e aceitação incondicional, à função de guia, de guarda ou cão de salvamento e resgate. E para quem assistiu Marley e Eu no cinema: também chorei. Todavia, quando ouço minha amiga falar – e ela não é pessoa cruel –, quando ouço ela dizer “Odeio cachórros”, penso que sua voz talvez seja um alerta, que ela está dizendo, na verdade, que os cães podem estar ocupando papéis equivocados em nossas famílias, em nossos lares.


Os cães não precisam de feroz treinamento de atleta ou de roupinha rosa e carinho em excesso pra viverem bem. E nós podemos estar deixando de dar atenção a quem mais precisa.

Por outro lado, atos gratuitos de violência contra animais sugerem um desequilíbrio emocional importante, e do viés legal, constituem crime.
Abandonar filhotes e cães adultos é uma triste irresponsabilidade, além de um caso de saúde pública.


O que se espera das autoridades competentes, creio, é que se propicie, notadamente, campanhas educativas e acesso facilitado e continuado a serviços de esterilização animal.

Porém, entre o gesto de escolher a cadelinha cor-de-rosa e o gesto de abandonar rapidamente a ninhada, numa rua qualquer, deve nascer um olhar, me parece, que enxergue o cão verdadeiro. Aquele que não necessita de laquê e de supertreinamento de atleta (salvo cães do exército ou da polícia), aquele que não é um bibelô e nem um objeto ao seu dispor, mas que é um ser relativamente domesticado, dependente do ser humano para sobreviver, mas com interesses próprios: o Canis familiaris, Canis lupus familiaris.

Se pudermos lidar com os bichos de estimação de maneira menos passional, mas sempre responsável, acho que os cães viverão bem melhor e nós, em contrapartida, poderemos dedicar mais de nosso tempo e empenho, quem sabe, às necessidades da nossa comunidade ou à preservação da floresta Amazônica e seu leque inteiro de espécies únicas rumando direto para a extinção.

Dificilmente alcançaremos um consenso sobre esse tema, mas torço para que nos permitamos ao menos uma pontinha de dúvida ao analisarmos nossas atitudes cotidianas e que dá próxima vez que formos ao supermercado reflitamos um minuto nessa questão.

(*) Psicóloga

20/02/2009

Igrejas movidas a Sonrisal...


Você já notou quando é colocado um comprimido efervescente em um copo d’água?

O volume tende a crescer, há uns ruídos, tudo se move e borbulha, mas após um tempo, cessa o barulho. Um tempinho mais e logo o gás produzido pela efervescência do comprimido desaparece. E o pior: a água pura, não é mais pura, agora tem um gosto desagradável e o princípio ativo do medicamento já não surte efeito.

E então? Colocaríamos mais um comprimido para começar todo o processo novamente? Bem, o que eu quero dizer com isso é que há muito “comprimido efervescente” nas igrejas hoje. (*)

O efeito Sonrisal é um fator alarmante no atual meio evangélico. No desgraçado afã de ver os templos sempre lotados, convida-se o pregador mais "fervoroso" (efervescente), que por sua vez abusa dos chavões, dos lugares comuns, da psicologia barata, das técnicas teatrais, das imitações de animais sob a desculpa de estar debaixo da unção dos quatro seres, dos golpes de karatê disparados no ar e de todo tipo de "firula" para agradar a obstinada platéia.

Convida-se também os "levitas", que surgem no cenário com suas canções em sol maior, seus violões de 12 cordas, melodias de quatro acordes e seus chavões extravagantes.

Claro que não falta a tal ministração profética, na qual os cantores se prestam aos mais ridículos papéis, chegando as vezes a caminhar de quatro durante a apresentação - como fez aquela moça em Anápolis - e isso baixo as ovações da alucinada platéia.

Mas, passado tudo isso, volta-se a normalidade, ou melhor: quase... haja vista que sempre há o fluxo dos descontentes que abandonam a igreja logo que o "fervor" acaba, partindo em busca de novas aventuras espirituais. E assim, para manter a efervescência da galera, o pastor contrata mais um pregador de fogo, que será o encarregado de movimentar novamente o pessoal, usando para isso as mesmas técnicas pragmáticas dos outros pregadores. E assim a igreja novamente fica cheia, e pouco importa se os que lá estão são como fregueses em busca do evangelho mais barato, ou se são viciados espirituais sempre em busca de uma nova unção: o importante é que eles estão lá!


Vejo hoje muita gente entusiasmada com o crescimento numérico de evangélicos no Brasil, mas confesso que observo com certa desconfiança esse movimento todo, pois sei que grande parte do que vemos nada mais é do que o efeito Sonrisal.

É uma crítica dura? Sim, eu sei...

Mas alguém precisava dizer.





e pescado no Blog da Lia (minha filha. Bom filha de peixe, peixinho é).
Parabéns filha pelo Blog Ly@h's Blog xD (difícil de escrever o nome desse blog)..