30/06/2010

Manto de fogo em Charqueadas


O pessoal tem que se cuidar e usar uma luva de amianto antes de tocar nele para evitar queimaduras.

17/06/2010

Vinho novo, odres novos

Por Ed René Kivitz




Não sem motivo, a crítica às igrejas chamadas tradicionais cresce a cada dia. Por igrejas tradicionais me refiro àquelas vítimas do tradicionalismo (aqui sempre fizemos as coisas desse jeito!), legalismo (aqui as boas doutrinas e o bom comportamento valem mais do que as boas pessoas, até porque, exceto nós, não existem boas pessoas!) e do formalismo (silêncio, você está na casa do Senhor!).



A resposta que se dá a esse cenário é múltipla. Há os que abandonam a vida comunitária e passam a caminhar sozinhos, de roda em roda e de bar em bar, chamando de igreja qualquer reunião de chopp entre dois ou três cristãos, ou tentando cultivar a piedade na virtualidade por meio de mp3, podcasts, cultos online e afins. Há também os que escolhem formar grupos informais, que se reúnem regularmente, por exemplo, no cyber-espaço, nas lanchonetes, pátios de universidades, auditórios alugados para fins de semana e, principalmente, nas casas dos cristãos, que funcionam como mini-auditórios para enc ontros informais ao redor da mesa.



A maioria dessas pessoas, ou teve uma experiência negativa com as igrejas chamadas tradicionais ou dela foram banidas contra a sua vontade e, por esta razão, buscaram novos jeitos de ser igreja. Poucas fizeram uma opção deliberada de rompimento justificado pela busca de uma espiritualidade mais autêntica e mais profunda.



O fato é que, independentemente das razões pelas quais se reúnem fora dos horizontes institucionais tradicionais, há algo que precisa ser sublinhado: a maioria dessas pessoas é vítima de uma mentalidade religiosa nociva e obsoleta. Do lado de fora das igrejas tradicionais existe um contingente imenso de pessoas que, com a mesma intensidade com que busca a Deus, rejeita a incoerência, a hipocrisia e os desmandos das estruturas de poder eclesiástico.



Por outro lado, há também uma característica comum a esses grupos informais: a maioria acredita que o fato de estarem fora das igrejas chamadas tradicionais implica a natural participação e experiência do que Jesus chamou de “odres novos”. Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas.



Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam.



Ouço muita gente dizer que os “odres novos” são equivalentes a estruturas organizacionais mais leves, ágeis, flexíveis, não engessadas e assim por diante. Mas a questão é que qualquer estrutura é odre velho, pois o Evangelho não visa a gerar novas instituições, mas pessoas novas. O “odre novo”, meu irmão, minha irmã, é você, sua cabeça e seu coração. O que passa disso é ilusão e destruição, pois, de fato, “ninguém põe vinho novo em odre velho; se o fizer, o odre rebentará, o vinho se derramará e odre se estragará. Ao contrário, põe-se vinho novo em odre novo; e ambos se conservam”.



Ibab, via PAVABLOG

13/06/2010

Entre Igrejas e a igreja












Por Leonardo Gonçalves














Tenho que admitir. Eu sei que é triste, duro, mas é verdade: as IGREJAS mentem. Não somente isso, mas também abusam espiritualmente. Elas (fatalmente) cometem muitos equivocos.






Há tempos que as IGREJAS cederam espaço ao legalismo, fanatismo, misticismo, relativismo, henoteísmo e quase todos os “ismos” que você possa imaginar. Porém, Jesus não disse que edificaria IGREJAS; ele disse que iria edificar a sua IGREJA, e que contra essa as portas do hades não prevaleceriam. É preciso urgentemente fazer a distinção entre IGREJAS e IGREJA.






As IGREJAS estão envolvidas com toda prática perniciosa e neo-pagã, porém a IGREJA verdadeira não se corrompe. Ela é invisível e composta por todos os crentes renascidos. Parte dela está na Terra, militando contra seitas, heresias, modismos, desmanchando argumentos falaciosos e incabíveis, ou simplesmente congregando e lutando para permanecer pura, sem mancha. A outra parte dela está no céu, desfrutando da paz não merecida, mas tão almejada. Quanto às IGREJAS, seus membros são telepastores e televangelistas que assim como Balaão estão inclinados ao materialismo e ao pragmatismo. São os padres pedófilos, os bispos que sonegam impostos, os apostolos ignorantes que se re-batizam em Israel. São também neo-fariseus que se creem mais espirituais que os demais, como se a benção de Deus tivesse alguma relação com meritos humanos. Alguns vivem um ascetismo hipócrita, outros, porém, vão ao outro extremo e desprezam os valores éticos expressos na Palavra de Deus. Muitos deles se infiltram em nossos templos, entre os servidores, e nos dão veneno de comer. Os membros das IGREJAS são falsos professos, caricaturas do cristianismo autêntico, estrelas apagadas, folhas secas levadas pelo vento, estando envolvidos em escandalos, politica e muita malandragem. Porém, a IGREJA não se corrompeu, não se corrompe e jamais se prostrará ao Deus desse século. A IGREJA é esposa, e aguarda ansiosa o regresso do esposo. Ela não tem pacto com os adoradores extravagantes, raramente comete exageros, é comedida, moderada, ainda que imperfeita e humana.






O apóstolo Paulo passou grande parte da sua vida refutando heresias cometidas nas IGREJAS, sem jamais censurar a IGREJA do nosso Senhor. Ele entendia que a IGREJA nao é obra acabada, portanto, é imperfeita, e compreendia e vivia a tensao paradoxal, porém NECESSÁRIA entre IGREJAS e IGREJA.










As IGREJAS estão apaixonadas por Jesus;






A IGREJA ama a Cristo mais que a si mesma.
 
Fonte Púlpito Cristão

10/06/2010

Por Quê Eu Desisiti de Servir aos Pobres




Em tempos onde a lógica são mensagens de satisfação das necessidades pessoais, via teologia da (falsa) prosperidade, um reflexão que desconstrói a prática do Bom Samaritano como ato de conduzir o próximo para aquilo que internalizamos como "segurança" e que geralmente mascara a pobreza que existe dentro de cada um de nós. Um texto que deve ser lido e divulgado. Boa leitura.

Por Cláudio Oliver

Quem me conhece e sabe de toda minha trajetória de vida deve achar no mínimo curioso o título acima. Minha família tem como referência central as figuras de meu avô e minha avó paternos que foram fundadores do Exército da Salvação no Brasil. Vidas dedicadas a mendigos, prostitutas, e de maneira especial aos orfãos, enfermos e renegados. Minha paixão adolescente se viu conquistada por lutas contra a pobreza, a fome e a injustiça e desde quando me casei, há 25 anos atrás, estive envolvido com servir em favelas, a estudantes pobres, populações carentes, mendigos, bairros periféricos, desempregados e pessoas sem renda. Tenho no currículo o fato de ter ajudado a gerar renda, facilitar a organização de famílias, feito pontes entre ricos e pobres, alimentado pessoas e dado a oportunidade de que outros descobrissem profissões, estudassem e transformassem seu futuro. “Empoderar” as pessoas, foi um dia um dos pontos chave de minha prática de não criar dependência. Depois de tudo isso, sou chamado a questionar toda a vida e a desistir de servir aos pobres.




Ao longo da vida guardo o hábito de sempre perguntar se o que estou fazendo tem sentido, se diante de meu Senhor e Deus estou com meu coração alinhado à Sua vontade, se não estou errando o alvo. Sigo com disciplina a regra dos três “por quês”, que pergunta a cada resposta dada o tipo de pergunta que só as crianças sabem fazer e que me auxilia a gerar um vetor de mudança permanente, de auto-crítica e de realinhamentos pessoais. Assim, a cada etapa, ao fazer cada coisa pergunto: Por quê? E qualquer que seja a resposta, a ela de novo pergunto: Por quê? Me sinto no caminho quando aquilo que faço ultrapassar o terceiro por quê, e daí sigo adiante.



Já faz algum tempo me pus a refletir sobre a vida de Jesus, sobre o princípio da Kenosis, ou esvaziamento, baseado no texto de Filipenses 2:1-11, sobre a encarnação de Jesus na realidade e sobre os inúmeros contatos e conversas dele com gente tão miserável como os leprosos e tão ricas como publicanos, chefes de sinagoga e príncipes de seu povo; com famílias da classe média, com proprietários e com servos e mendigos. Sobre o que ele via e como agia. E tudo isso foi crescendo e me fazendo pensar no texto de Mateus 5, de ele dizer aos pobres que mantivessem suas vidas no caminho e animados por serem pobres, por que deles era a possibilidade de terem a vida dirigida e controlada por Deus e perceberem Sua boa e perfeita vontade.



Devagar, nos últimos anos, além da reflexão bíblica, tenho observado o quanto vários amigos extremamente sinceros vem e vão, se empolgam e começam a servir e logo se ocupam de volta com seus afazeres e preocupações. Vejo também com que freqüência alguns outros pagam para que alguém cumpra o serviço de Deus e fazem isso por tempos determinados e movidos da maior das sinceridades, ainda que de longe e sem envolvimento pessoal.



De uma outra perspectiva observo o quanto a pobreza se entranha na vida dos pobres, e quanto esta somente revela muitas vezes seu desejo mal sucedido de possuir, de ter acesso ao consumo destruidor de tudo, de como sua situação se constrói pela sedução das mesmas coisas que seduzem e destroem os ricos. O mesmo individualismo, o mesmo egoísmo, a mesma tendência a sentir-se confortável e identificado com a posse das coisas. E a adesão inegociável a um estilo de vida e modo de pensar que os prende ao mito da necessidade moderna, ao desejo mítico de evoluir e à submissão ao mito do desenvolvimento.



Igualmente a ricos, pobres e remediados, o mesmo convencimento de que o que precisam é de algo que o mercado, o dinheiro, o governo ou alguma agência pode lhes oferecer. Que serão felizes com a posse, com a pança cheia (uns com pão, outros com brioches) e com o fluir permanente do dinheiro que tudo pode e tudo resolve. E dentre estes, alguns bem intencionados estendem a mão para “incluir” outros no estilo de vida ou no patamar que alcançaram. À mão estendida de cima para baixo, chamamos serviço.



Descobri ao longo dos anos que a própria posição de servir aos pobres, de compromisso com a libertação, estava cheia de superioridade, daquele tipo de superioridade que se traduz por dar ao outro o que eu tenho, uma vez que sutilmente assumo com meus atos que o que eu tenho ou faço era o que ele deveria ter ou fazer, uma tradução percebida na sutil arrogância das tais políticas de “inclusão”, sempre buscando colocar o outro dentro da caixa onde vivo, incluído no meu estilo de vida.



Tudo isso foi me levando a desistir de servir os pobres. Ainda que nem de longe me alinhando com aqueles que a este ponto, do alto de sua riqueza, conforto e bem estar possam estar dizendo “ta vendo? É isso que eu sempre pensei.” Lamento informar a estes que nem de longe creio em seu estilo de vida separado do contato com o pobre, com o desvalido, o faminto, o nu, o feio, o mal cheiroso, o inculto e o bárbaro. Não me alinho com aqueles que pagam seus impostos ou contribuem para caridade dizendo assim estar cumprindo seu papel. Não é disso que falo. A estes continuo retransmitindo a mensagem de Jesus, confrontadora de seu estilo de vida cego, insensível e arrogante, uma mensagem que chama de loucura aquilo que estes chamam de segurança.



Desisti de servir os pobres por outra razão.



Desde 1993, quando saí para as ruas com um bando de meninos e meninas na direção das populações de rua, havia desenvolvido uma mística de, a cada saída nas noites frias de minha cidade, não ir encontrar mendigos, ou carentes. Sempre dizia aos garotos àquela época que eu nunca me disporia a servir pão a um mendigo, ou fazer-lhe a cama, ou vestir sua nudez. Nosso moto, naquele tempo, era “encontrando Jesus na pessoa do pobre mais pobre”. Servir, alimentar e vestir Jesus era nossa motivação, isso sim me animava. E descobrimos com aquelas saídas, que a cada encontro desse com um Jesus assim disfarçado, que os chamados miseráveis se transformavam em mestres, em denunciadores de nossa miséria pessoal, de desmascaradores de nossos mecanismos de manipulação e nos víamos, de repente, espelhados neles, usando as mesmas desculpas, mentiras e escaramuças para ter o que queríamos. Talvez com um pouco mais de sucesso, e certamente simplesmente com mais sorte social, e mecanismos de segurança. Mas descobrimos à época, que nós éramos eles.



Aqueles que se descobriram assim, se libertaram, cresceram e mudaram. Confrontados por Jesus e ensinados por ele no contato com suas próprias pobrezas e misérias, descobrimos, muitos de nós, o que eram boas novas. Naquele tempo, e daquele tempo, muitos fomos transformados pelo toque de Jesus e pela boa nova que ele nos tinha a transmitir como pobres que nos descobrimos.



No entanto, nem sempre esta mística foi mantida como chama acesa, voltei tantas vezes a servir aos pobres, a me deixar levar pela possibilidade de estar na posição de ajudador e fui me esquecendo muitas vezes de minha própria miséria.



Como disse acima, ficar longe dos pobres e julgar suas atitudes e descaminhos do alto do conforto de minha posição social superior não é a alternativa que exponho aqui. Ajudar os pobres, conscientiza-los e inclui-los se mostra um mito, mais um daqueles nascidos no desenvolvimentismo dos últimos 60 anos. A alternativa que apresento é outra, traduzida no encontro, no reconhecimento e na identificação.



Desisti de ajudar os pobres, de servi-los e de salva-los. E isso porque tenho re-descoberto uma verdade dura: a de que Jesus não tem nenhuma boa notícia para quem serve os pobres. Jesus não veio trazer boas notícias a quem serve os pobres, ele trouxe uma boa notícia aos pobres. Ele não tem nada a dizer a outros salvadores, a quem disputa com Ele o cargo de Messias, de Redentor. A agenda de Jesus só traz uma mensagem aos que se reconhecem pobres, nus, feridos, cansados, sobrecarregados, carentes e sem esperança. Aos demais, sua agenda tem pouco ou nada a oferecer



A única maneira de permanecer com os pobres é se descobrimos que somos nós mesmos os miseráveis, é se reconhecemos a nós mesmos, ainda que bem disfarçados, naquele que está diante de nossos olhos. Ao encontrarmos neles nossa miséria, ao nos dar-mos conta de nossa carência, da desesperada necessidade de sermos salvos, ai nos encontramos com a agenda de Jesus.



Deus não se apresenta em nossa capacidade de curar, mas em nossa necessidade de sermos curados. Descobrir esta nossa fraqueza nos coloca sem nada para oferecer, servir, doar, mas revela nossa necessidade de sermos amados, curados e restaurados.



Por ai é que faz sentido que o poder que existe em nós não é o poder de nossas capacidades e riqueza, mas o poder residente em nossa miséria pessoal, tão bem escondida e disfarçada em nossas posses e estabilidade. Como diz Jean Vanier em um livro que li recentemente: “Somos chamados a descobrir que Deus pode trazer paz, compaixão e amor através de nossas feridas”



Como passou a fazer sentido o texto que fala do Messias, e que diz: pelas suas pisaduras, fomos sarados. Os demais messias tendem a escapar do exemplo de Jesus de esvaziar-se a tal ponto de ser um de nós, de morrer conosco e de abrir assim a porta da ressurreição para nós.



O poder que Jesus usou para nos curar e continuar curando não reside em seu acesso ao poder universal, mas em sua identificação conosco na cruz. Em se abrir em chagas e feridas, em se tornar um de nós, em viver nossa vida.



Desisti de servir aos pobres. Estou voltando a encontrar os pobres e me encontrar neles. Voltei a descobrir a miséria que se esconde nas vidas bem montadas de nossa falsa segurança. E com isso posso entender o Jesus que fala com leprosos e com ricos homens de negócios, com cobradores de impostos em suas festas e com enfermos miseráveis. Em sua identificação com todos e cada um Ele via o que talvez mais ninguém via: a extrema miséria e pobreza da condição humana, independente de qualquer status ou roupagem social.



Passei a reencontrar minha pobreza, a me ver em cada situação de miséria, e de me colocar em contato com minhas dores internas. Dali clamar por cura, libertação, comunidade e amor. Pedir misericórdia e ser restaurado.



Quem serve, serve de cima, Jesus nos chama a encarnar a nos vermos no outro e a nos colocarmos por baixo. A deixar de confiar em nossa capacidade e mudar o rumo para irmos ao encontro de nossas feridas e dores. De lá descobrir o poder que existe em sermos menos e não mais.



Desisti de servir aos pobres. Voltei a descobrir minha pobreza. E com ela posso clamar: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim”



Fonte:Blog Na rua com Deus, via Blog Desconstruindo Fortalezas, via A Bacia das Almas

06/06/2010

A FIXAÇÃO APOCALÍPTICO FETICHISTA NO FIM DO MUNDO DE 2012

Por Caio Fábio

Culturas humanas distintas marcaram o Fim do Mundo para o ano 2012 ou para uma data muito próxima.



Os Maias tornaram-se os mais famosos; posto que os interpretes da cultura Maia nos digam que o Calendário Maia, há mais de mil anos, previa que o mundo acabaria no ano 2012, quando haverá o alinhamento do Sol com o centro equatorial da nossa galáxia.



A exatidão do Calendário Maia do período clássico é chocante. Sim, pois mediram o ano solar com apenas oito décimos de segundo de diferença em relação à medição que temos hoje com toda a nossa tecnologia.



O Calendário Maia abrange uma Era de 5125 anos. Começa no dia 11 de agosto de 3114 antes de Cristo e termina em 2012 da presente era. E tudo se baseia no alinhamento do Solstício de Inverno do Sol com o Plano Equatorial da Galáxia.



Os Maias predisseram que tal fenômeno acontece uma vez a cada 26 mil anos; e isto é confirmado pela astronomia moderna.



De modo similar aos Maias os índios americanos Hopi predisseram que a mesma coisa aconteceria; não na perspectiva astronômica dos Maias, mas pela via das Profecias das Rochas Hopi.



Os Hopi acreditavam que o mundo já foi destruído três vezes. Por vulcões, eras glaciais e inundações. Acreditavam que viviam na passagem da quarta destruição, para que nascesse um novo mundo. Criam que a destruição desse mundo aconteceria numa época em que os homens voariam e se comunicariam por uma rede em volta da Terra. Na mesma linha dos Maias eles criam que a época seria em torno de 2012.



Os Indús criam o mundo se recria em ciclos de destruição. E dividiam tais ciclos em cinco, sendo que hoje estaríamos no último deles; no ciclo Kali. Eles começaram a contagem em 3102 antes de Cristo e está afastada do calendário Maia em apenas 12 anos de diferença na conclusão acerca da data do Fim do Mundo.



As Profecias Indús são vistas como estando se cumprindo hoje, especialmente na forma de epidemias, guerras e fenômenos naturais semelhantes aos que temos hoje em dia.



A Ciência, por seu turno, afirma que em 2012 se terá um clímax nas explosões solares. O que poderá causar um caos nas telecomunicações em geral, em caso extremo, é claro.



Se tal clímax acontecer com as piores conseqüências possíveis os cientistas acreditam que poderia ser catastrófico no tempo presente, quando tudo depende de satélites e de eletricidade; posto que se assim acontecesse a civilização humana acostumada a tais confortos entraria em estado de histeria, em face de que haveria uma paralisação de tudo quando for eletrônico ou elétrico na Terra.



Na década de 70 Terrence MacKenna, um cientista que se tornou uma espécie de guru de muitos naquela geração, propôs-se a unir matemática com xamanismo e “viagens” através de alteradores de consciência do tipo usado naturalmente pelos xamãs amazônicos; e apareceu com a Teoria da Onda Temporal. MacKenna cria que o fluxo de eventos que acontecem no Universo é algo inerente ao tempo; e através dos milênios esses eventos crescem até atingir um clímax em 2012.

O irmão de Terrence, que vive ainda hoje, diz que foi um experimento paranormal. Que viajou para o passado, enquanto Terrence teria viajado para o futuro; e afirma também que ouviram vozes que lhes mandaram pesquisar o I Ching, ou Livro das Mutações dos chineses.

[Veja: http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Ching]

Através do I Ching Terrence disse ter aplicado milhares de variáveis matemáticas, tudo sob a influência de alteradores naturais de consciência, que, segundo ele, abriram-lhe um portal mediante o qual ele chegou à Teoria da Onda Temporal.

Foi também por esse meio que ele chegou a concluir que o Fim da Era seria em 2012 ou nas imediações da data.

E por aí vai...

Jesus, porém, diz...

“Muitos dirão: Chegou a hora!”

“Muitos dirão: Ele está no deserto!”

“Muitos dirão: Ele está morando naquela casa ali”.

“Não os sigais!”

“O Filho do Homem virá como um relâmpago que vai subitamente do Oriente ao Ocidente”.

“O Filho do homem virá na hora em que não se espera”.

“O Filho do Homem virá como um ladrão!”

“Na hora em que não cuidais o Filho do homem virá”.

Não sei o que acontecerá em 2012...

Não precisa acontecer nada... Basta que o ano seja como 2010 começou...

Cada ano agora será ano ao estilo 2012...

Sim, daqui pra frente tudo será crescentemente apocalíptico, embora Jesus não vá voltar em 2012.

Por quê?

Porque quando Jesus voltar não haverá no mundo nenhuma expectativa da Sua vinda.

Mas o apelo para que as pessoas se entreguem ao pânico apocalíptico supersticioso é enorme...

Quando o mundo achar que resolveu o problema do mundo, então, o Filho do Homem virá.

Porém, nem os anjos, nem os profetas sabem quando; e Jesus, na Sua submissão a Deus, disse: “Nem mesmo o Filho sabe, mas tão somente o Pai”.



Nele, com a alegria de não saber quando [...], mas sim com a alegria de esperá-Lo todos os dias,



Caio

3 de maio de 2010

Lago Norte

Brasília

DF

29/05/2010

A Onda... Evangélica!

Por Leandro Barbosa


“Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas ruins farão coisas ruins.

Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins é preciso religião.” Steven Weinberg


Estes dias assisti a um filme que se chama “A Onda”, é um filme de produção alemã, que trata da história de um professor de uma escola pública que bola uma estratégia mirabolante como forma de provar suas teorias não ortodoxas. Ele convoca os seus alunos há viver uma semana com algumas regras, a fim de formarem um grupo distinto, sem diferenças, onde todos vestiriam naquela semana a mesma cor, falariam dos mesmos assuntos, e andariam juntos a se ajudar. Logo como grupo se cognominou como “A onda”, só que o interessante é que com o decorrer da semana o que era um exercício de sala de aula se tornou uma bola de neve descontrolada, ao ponto de no final da semana um grupo gigante de pessoas estarem formando um grupo paramilitar, que só veio a acabar com o suicídio de um aluno integrante do grupo, devido a tentativa do professor em parar aquele movimento.






Para mim pessoalmente foi chocante a experiência, pois pouco a pouco comecei a me identificar com as experiências vividas pelos adolescentes, e vou citá-las para vocês. A convivência daquele grupo como uma proposta de vida onde as diferenças sociais seriam extintas, onde não haveria mais classes sociais e desigualdades, tomou uma proporção na mente daqueles jovens, que logo eles sentiram um sentimento de superioridade de propósito, e passaram a um segundo estagio de descriminação dos diferentes. Em sala de aula havia uma proposta de ordem, que era passada como uma idéia de harmonia, onde a partir de uma obediência cega entendia-se que estes, eram padrões eram significado de fidelidade a um propósito maior. Logo sob um pretexto de harmonia e singularidade, como que entorpecidos por uma droga o grupo começou a exercer atos de barbárie contra os diferentes, e estipular os limites de liberdade para os outros colegas da escola.






Por mais que pareça cômico e até meio trágico, as semelhanças não são mera coincidência, mas impressões do que uma filosofia de conquista que pretexte melhoras em base da exclusão é verdadeiramente destrutiva, não só para os meios onde são exercidas, mas acima de tudo para as pessoas que participam. Por minha experiência pessoal, posso dizer sem medo de que os evangélicos são campeões em vender estes perfis de ideologia. Conquistam adeptos sobre pretextos de uma vida melhor, afirmando que a partir da agregação ao grupo, passa-se a ser uma “raça superior”, ou na linguagem evangélica; “nação santa”, “sacerdotes”, “reis”, “Príncipes”, e sobre esta idéia constroem uma realidade que oprime o diferente. Nestes meios assim como nestes sistemas ditatoriais, não existe espaço para questionamentos e discordâncias, a fidelidade é exigida acima de tudo, fidelidade esta que também é sinônimo de comungar com atos de barbárie que são tidos como justiça, endossadas pelos líderes como vontade divina.






Dentro destes ambientes ilusórios, multidões que caíram no enredo deste mundo fictício criado por religiosos fanatizados, vivem uma inverdade que mais é uma cadeia, pois nele se negam a questionar a imperfeição e desconexão com a realidade do sistema ao qual estão inseridos. Os lideres por sua vez, não aceitam serem questionados, e impõem-se de forma massiva sobre seus opositores, e quando sofrem resistência perdem o rumo de suas convicções, partindo para atos de ignorância ou para perda de suas referencias. Este sistema “evangélico” é uma verdadeira ditadura religiosa, que a meu ver às vezes passa a ser pior que uma filosofia “talibã” ou aristocracia radical. Pois sobre uma mensagem de bondade e amor ao próximo, subjetivamente distorcem a mesma, tornando-se instrumentos de segregação e ganância.






Talvez para uma mente mais evangélica o meu texto vai soar como heresia ou blasfêmia, mas para quem foi vitima do mesmo, trará uma compreensão e capacidade maior de lidar com esta realidade. Sim por mais triste que seja grande parte de nós cai no “conto do vigário”, e sobre um falso pretexto de bondade, uma ânsia de encontro com Deus, acaba por cometer atrocidades até o dia em que somos vítimas das mesmas. Creio que nosso maior desafio “e falo por experiência pessoal”, é encontrar Deus em meio a toda esta bagagem e informações as quais fomos por anos condicionados. De todas as minhas experiências, em toda minha caminhada, posso afirmar com garantia que Deus não é propriedade exclusiva dos evangélicos.






Quero desafiar a você a um requestionar de valores, a parar e perceber se você não é apenas mais um integrante da “Onda”, que esta tão cego ao ponto de não ter mais empatia e tato para sentir que existe um mundo a sua volta. Deus não criou você para ser um covarde que foge da vida, mas alguém que vive o seu “mundo” com caráter, sem precisar da proteção da “onda” ou da indicação de cegos guiando cegos, para ser apenas humano.



Bem e Paz



Leandro Barbosa

Fonte: Blog Leandro Barbosa

13/05/2010

A molecagem dos moleques da vila

Por Ed Rene Kivitz

No episódio envolvendo os jogadores do Santos numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com paralisia cerebral para entregar ovos de Páscoa, uma parte dos atletas, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusou a entrar na entidade e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação que são evangélicos e não sabiam que se tratava de uma casa espírita.
Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.



O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixam de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas.

E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia cerebral.



Fonte: Comunidade Orkut Caio Fábio

26/04/2010

Malafaia continua sugando as ovelhas

Por Leonardo Gonçalves


e Marcos Vasconcelos



Mãos ao alto, isto é um assalto! Quer dizer, quase isso: Trata-se de mais uma campanha financeira do Silas Malafaia na TV.



Após receber a visita dos badalados -mercenários- pregadores da prosperidade lá da outra América, o pastor presidente da -Assembléia de Deus da Penha- Assembléia de Deus Vitória em Cristo (veja o post) aloprou de vez e catapultou suas ganâncias em ofertas “voluntárias” na TV. Recentemente, ele e o seu compadre Mike Murdock pediram 1000 reais de cada televidente, sob promessa de bênção financeira e salvação de almas. O objetivo é conseguir 1 milhão -de telebobos- de ofertantes e garantir com isso a salvação de 1 milhão de almas qualquer semelhança com a venda de indulgências na idade média não é mera coincidência!).



Mas não bastasse colocar preço nas almas dos perdidos, o telepastor fez um pedido pra lá de ousado. Silas Malafaia quer cobrar o trízimo dos desempregados! Não só isso, mas também anda pedindo o dinheiro do aluguel, sob promessa de casa própria para o corajoso que -cair na lábia- ofertar a vultuosa soma. Confira:



domingo, 25 de abril de 2010


Ao senhor Silas, quero dizer que assisti seu programa na TV, e vi o quanto o senhor está incomodado com o que escrevem os blogueiros. Porém, acrescento que não vamos parar de denunciar suas heresias grosseiras, e iremos alertar a muitos daqueles cuja fé o senhor tem explorado. Sua penúltima cartada, o clube de um milhao de almas, é uma enorme blasfêmia, pois estipula um valor monetário para um bem de inestimável valor:


“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”

1 Pe 1.18-19

“Porque assim diz o SENHOR: Por nada fostes vendidos; também sem dinheiro sereis resgatados”

Isaías 52.3


Silas Malafaia: o senhor deixou de ser evangélico no dia que colocou preço nas almas dos fiéis, ignorando a máxima bíblica e protestante que diz:

“Por graça [de graça... totalmente grátis!] sois salvos, por meio da fé”

Efésios 2.8

Caro (e bota caro nisso!) pregador Silas Malafaia: Converta-se da sua heresia, deixe de enganar os fiéis, e renda-se à Cristo para salvação da sua alma. Venha à Cristo pela graça... E de graça! Ele te salva e te purifica de todo pecado.
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Leonardo Gonçalves é editor do Púlpito Cristão e missionário no norte do Peru. Marcos Vasconcelos é aprendiz de blogueiro subversivo e encontra-se refugiado nos Estados Unidos. Ambos odeiam a teologia da prosperidade.

Fonte: Púlpito Cristão via Presbiterianos Calvinistas

18/04/2010

Malafaia precisa falar isso na frente de um espelho.

Silas Malafaia responde aos blogueiros e acusa-os de caluniadores, bandidos e insolentes


Por Leonardo Gonçalves




O telepastor Silas Malafaia usou o programa de ontem (16/04) para acusar e afrontar os críticos das suas campanhas mercantilistas. Aos que se opoem à comercializaçao das benesses divinas e nao aceitam o uso do método de indulgências medievais readaptado ao contexto evangélico pós-moderno (leia-se: Venda de bênçaos por 900 reais e salvaçao da alma por 1000 reais), o pastor chamou de "bandidos, desocupados, insolentes e fracassados". Veja o vídeo:









Além de acusar-nos novamente e usar o espaço patrocinado por crentes para disparar seus dardos envenenados contra aqueles que ainda lutam pela dignidade da igreja e que nao comercializam a Palavra de Deus, o simonista também ameaça processar todos aqueles que usam da mídia para se opor ao seu evangelho de Balaao e Balaque.


Ao nobre e poderoso líder evangélico, cabe-nos dizer que ao redigir nossas críticas às suas campanhas megalomaníacas, o fazemos em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercitando-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.


Quero ainda concluir este texto com um versículo para meditaçao de todos os leitores, e em especial o pastor Silas Malafaia, assiduo frequentador do blog Púlpito Cristao:


"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita".




2 Pedro 2.1-3


Fonte Pulpito Cristão