09/04/2011

15/03/2011

Tsunami e uma teologia da compaixão



Por: Marcelo Rosa da Silva

Assisti, com assombro, às imagens do terremoto e do tsunami no Japão. A força do abalo sísmico e o poder das ondas gigantes engolindo tudo de modo avassalador impressionam. Admira-me, também, a capacidade que os japoneses tem de lidar com eventos desse tipo, o preparo que o país tem para diminuir os efeitos dessas catástrofes. Fosse num país pobre, centenas de milhares teriam morrido. Mesmo assim é triste ver que muitos morreram e alguns milhões estão numa situação precária.

Não tenho dúvida que eles conseguirão se reerguer. Um país que já passou por várias tragédias naturais, crises financeiras severas e por duas bombas atômicas, vai se recuperar. Triste mesmo para as famílias que perderam a quem amavam. Para estas, ainda que o país, como um todo, se recupere, o lamento pela perda e a dor por quem se foi vai continuar.

Por outro lado, fico devastado com as afirmações de que Deus desejou tal tragédia para que pessoas se rendam a Jesus e, no fim, tudo redunde em glória para Si. Chego a ver sangue nos olhos de quem sente certo gozo com acontecimentos como o do Japão, vociferando que são “apenas” cumprimento de profecias bíblicas. Não há compaixão pelas pessoas, apenas contentamento em reafirmar “verdades” inquestionáveis. Lamento.

Lamento que, em nome de Deus, se digam palavras tão agressivas e tão desprovidas de compaixão, de amor, que é a essência de Deus. No momento de se tornarem gigantes de misericórdia e solidariedade, se apequenam, tentando defender a idéia de um Deus que determina tragédias e cuja glória se alimenta da dor das pessoas. Esse é um ídolo, não Deus.

Admitir que Deus esteja determinando tudo o que acontece e que nada foge ao seu controle, é jogar na conta de Deus todo o mal do mundo. Se assim fosse, o estupro de uma criancinha seria querido e determinado por Deus, para sua glória. A morte de um filho ainda moço seria algo que redundaria em um bem maior, mesmo que seu pai já fosse um homem piedoso. A fome em países africanos, ou na periferia de nossa cidade, seria algo da vontade de Deus. E não é. Pelo menos não é da vontade do Deus Pai de Jesus Cristo, pleno de amor, que nos chama à compaixão e à solidariedade.

Não, não creio que Deus determinou o terremoto e o tsunami no Japão, foi o movimento das placas tectônicas. Não estamos na Idade Média, sabemos como essas coisas acontecem. Vontade de Deus é que todos sejam compassivos e solidários aos que sofrem todo e qualquer tipo de dor, de longe ou de perto. O que Deus determina é que sejamos como o bom samaritano, que, ao contrário de oficiais da religião da época, que passaram ao largo, cuidou de quem estava agonizando à beira do caminho.

Se nossa teologia não servir para promover a vida e dignificar a pessoa humana, para nada serve. Ou melhor, serve sim, para agudizar a dor dos que já sofrem e alimentar o cinismo de quem pouco se importa.

Fico com o Deus de Jesus Cristo, que se coloca ao lado do que sofre, e, de tanto que ama, sofre também. E me convida a fazer o mesmo, para que minha vida seja uma expressão de seu amor, seja um milagre para os que esperam por ele e, então, sua glória seja manifesta.


Márcio Rosa da Silva via Visão Integral

01/03/2011

O envenenangelho



Fonte da imagem: Ecclesia Reformanda

Por: Pablo Massolar





Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas (com “i” minúsculo). Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.


O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perverção e o mais sincera/verdadeira possível.


Estou enojado e farto de Atos (feiticeiramente) Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeito s, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.


Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.

Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.


Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.


Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.
Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.


É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!


Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que (todas) as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?


O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


Pablo Massolar














Nota importante: Jesus ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. Se esta mensagem, de alguma forma, lhe fez bem, então provavelmente ela poderá fazer bem para outras pessoas que você conheça. Gostaria de sugerir, se não for constrangimento para você, que compartilhasse e encaminhasse este e-mail para o seu círculo de amigos e conhecidos. Fazendo isto você potencializa, em muito, o alcance da Palavra que já fez tanto bem aos nossos corações.






Leia outros artigos em http://www.ovelhamagra.com/










15/02/2011

Cristo Concreto



Gostaria de acreditar em certas coisas que um dia acreditei, mas isto não é mais possível. Alguém já disse em algum lugar que a fé é semelhante a uma escada cujo degrau de baixo desaparece quando tocamos o de cima.

Foi exatamente isto que aconteceu comigo: coloquei os pés no degrau de cima e o de baixo desapareceu. Agora nada mais resta de hoje para trás, nem mesmo as experiências que um dia julguei espirituais.

Não encontrei espiritualidade na igreja e nem no cristianismo, e jamais poderia tê-la encontrado. Li a Bíblia diversas vezes (de Gênesis à Apocalipse) e não consigo encontrar uma relação de compatibilidade entre o que ela diz e aquilo que a igreja ensina e pratica.

Entre as grandes falácias da igreja cristã, sobretudo a protestante, a maior é a histórica transformação do Jesus Cristo homem concreto em um arquétipo platônico separado das ações reais dos cristãos e das práticas da igreja.

É muito comum dentro da igreja alguém dizer a você para “olhar para Cristo e não para os homens”. Essa frase abjeta e evasiva é muito conveniente para explicar o inexplicável e justificar a atitude dos cristãos que em nada se parecem com aquele de quem dizem ser o seu Senhor e mestre.

Dizer para as pessoas olharem para Cristo e não para os homens (cristãos) é algo semelhante ao conselho hipócrita de um pai que diz para o seu filho não fumar e ele mesmo, sacando um maço de cigarros do bolso, acende um e começa a fumá-lo e soltar cinicamente a fumaça em forma de espirais.

Esse Cristo transcendente, arquetípico, para quem devemos olhar ao mesmo tempo em que ignoramos os homens é uma abstração teórica que jamais poderá ser conhecida pelas pessoas. O Cristo que as pessoas querem conhecer deveria revelar-se nos seus seguidores, naqueles que se dizem seus discípulos.

O Cristo para o qual dizem que eu preciso olhar ao mesmo tempo em que ignoro as barbaridades e falsidades cometidas pelos seus pseudo-seguidores, não passa de uma idéia no melhor estilo platônico. Ele é só um conceito eclesiástico, uma abstração criada por uma instituição falida!

Esse Cristo metafísico, afastado do mundo, com nojo de tudo e de todos, não passa de uma anomalia teológica, de uma criação monstruosa com cara de bom samaritano. O Jesus Cristo de quem fala a Bíblia nos evangelhos não é um “ghost”, como deseja a igreja.

Os discípulos citados na primeira epístola de João “viam, tocavam e apalpavam” o Cristo, o verbo da vida. Entretanto, o Cristo da igreja contemporânea é muito rarefeito para ser visto nas ações dos cristãos, para ser tocado; ele é um fantasma, uma aparição, um conceito e não um ser real passível de materialização.

A igreja citada no livro dos Atos dos Apóstolos “caiu na graça” do povo porque vivia de forma comunitária e manifestava o amor em atitudes concretas ao invés de ensinar conceitos vazios criados para justificar o injustificável.

O Cristo só está vivo quando se materializa nos seus discípulos!

O Jesus Cristo da igreja é o messias da superestrutura, é o senhor invisível deslocado do cotidiano, ausente do dia-a-dia, alheio aos maus exemplos dos seus falsos seguidores. Esse Cristo eu desprezo, não tenho e nem quero ter qualquer relação com ele!

Contudo, tenham certeza de que não pronuncio estas palavras objetivando proferir um discurso moralista ou pseudo-espiritual. O problema é que não acredito mais nesses jargões vazios que não passam de desculpa para justificar a maledicência que os verdadeiros discípulos do Cristo há muito já deixaram para trás!

André Pessoa

08/02/2011

Apóstolos????




Fonte da imagem: Hospital da Alma 
Alerta aos “apóstolos”!
Andrew Strom
Tradução de João A. de Souza Filho



Carta aberta a Peter Wagner, Dutch Sheets e demais “apóstolos”.

Esses dias li um relatório da nova “rede apostólica” liderada por Dutch Sheets que fez algumas reuniões na Flórida para “arrumar novos territórios” para seus apóstolos etc. Preciso escrever o que o Senhor diria a esses homens.

Primeiramente quero que nos lembremos de algumas coisas. No dia 23 de junho de 2008 um grupo de “apóstolos e profetas” sob a liderança de Peter Wagner subiu na plataforma em Lakeland, Flórida nas reuniões de avivamento de Todd Bentley, para impor as mãos sobre este evangelista e comissioná-lo ao ministério. Fizeram mais que isto: Peter Wagner chamou aquele momento de “alinhamento apostólico”. E fez a seguinte declaração diante das câmeras e de todo o povo:

“Eu uso da autoridade apostólica que Deus me deu, e declaro a Todd Bentley:
- O poder que você tem aumentará;

- A autoridade que você tem também aumentará.

- A graça (de Deus) em você aumentará.

Também declaro que:

- Sua influência crescerá

- Sua revelação aumentará.

- E também declaro que:

- Um poder sobrenatural novo fortalecerá você e fluirá em seu ministério.

- Uma força nova e poderosa penetrará nesse mover de Deus.

As pessoas pensam que Peter Wagner estava “profetizando” quando disse essas palavras, mas, na realidade ele estava “decretando” tais coisas a Todd Bentley, já que Peter Wagner encabeçou aquele momento como “apóstolo chefe”. No dia seguinte, numa carta, Peter Wagner chamou aquele momento de “evento rompedor” e declarou: “Chegamos ao ponto que podemos chamar de segunda era apostólica...” (Em outras palavras, uma nova era de apóstolos verdadeiros.

A pergunta que lhe faço Peter, é que resultados você teve com tudo isso? Porque, literalmente, em algumas semanas descobrimos que muitos dos “milagres” em Lakeland eram falsos, e não tinham fundamento algum. Depois, ficamos sabendo que a esposa se divorciou de Todd Bentley, porque o evangelista ungido por Peter Wagner estava tendo um caso sexual naqueles mesmos dias – e o “avivamento” foi por água abaixo! Esfacelou-se em pedaços! Foi isso o que aconteceu!

Todos os grandes líderes carismáticos que estavam naquela plataforma, depois que a “bomba” estourou não sabiam onde se esconder, de tão envergonhados que ficaram. E ninguém mais que Peter Wagner – depois de fazer este “decreto apostólico”. Quem sabe o pior desastre da vida dele!

Então, quem puxou o tapete e fez que seu “alinhamento apostólico” ruísse, Peter Wagner? Preciso lhe dizer que são dois os responsáveis.

O primeiro responsável por tudo ruir foi você mesmo, e o segundo, Deus. Porque Deus se levantou contra você e seus autodenominados apóstolos. Ele é que fez tudo isso!

Você e seus amigos ocuparam um ofício, ou posição no corpo de Cristo que não era de vocês; e Deus está atualmente no processo de derrubar esses apóstolos e toda sua rede apostólica junto!

Dutch Sheets – posso lhe perguntar quem lhe deu o direito de buscar territórios (espaço) no corpo de Cristo da América do Norte e distribuir aos seus “apóstolos” como se o corpo de Cristo pudesse ser distribuído como franquias do Mcdonalds a você e a todos os seus “apóstolos”?

Você tem idéia de onde você está se metendo? Certamente você sabe que você e seus “apóstolos” não são apóstolos reais como os do Novo Testamento, e estão se tornando um alvo grande e bem marcado, para que o juízo de Deus os alcance! Como, então, você trata o corpo de Cristo como se fosse um projeto imobiliário, que você pode distribuir como lotes de um empreendimento, para seu próprio engrandecimento?

Devido a homens como você Deus trará juízo sobre a liderança da igreja. Esses líderes se autodenominam “apóstolos”? Bem, então Deus os provará e os testará. Se não são reais, Deus os terá como inimigos dele, porque esses apóstolos estão impedindo a verdadeira Reforma.

Todo auto-proclamado apóstolo será provado. Sim, você afirma que seu grupo é um “concílio de anciãos apostólicos” ou algo similar. Espere Deus os chamar, e, se vocês não são verdadeiros ele os derrubará. O Senhor está voltando para levar sua igreja com grande poder, e vocês “apóstolos” estão atrapalhando a vinda dele, estão no caminho dele!

Certa ocasião, no Canadá, ouvi um desses grandes “apóstolos” dizer aos seus apóstolos associados que seu “apostolado” será julgado pelos níqueis que eles representam (em outras palavras, pela “quantidade” de dinheiro que conseguem levantar). Bem, como sei do que se trata, creio que esses “apóstolos” são lobos devoradores!

Lee Grady escreveu sobre essa “apostolomania”:


Em alguns círculos esses apóstolos exigem total obediência dos líderes que estão debaixo da liderança deles. Alguns controlam a entrega dos dízimos a eles, e, criaram uma monstruosa estrutura organizacional espiritual semelhante a da Amway. Esses assim chamados apóstolos formam uma cadeia em que uns estão sobre os outros, e levantam enormes quantidades de dinheiro. Um líder propôs aos pastores a oportunidade de se tornarem “filhos espirituais” contribuindo com mil dólares por mês para seu ministério. (grifo meu).

E, no entanto, veja o que o verdadeiro apóstolo Paulo escreveu: “Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte... Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos” (1 Co 4.9-13).

Isto sim é apostolado! Diga-me, você que é um apóstolo moderno, você preenche o perfil dos apóstolos do Novo Testamento? Se não, o que acha que Deus fará com vocês que usam um título falso na igreja?

Creio que os verdadeiros apóstolos, quando surgirem, se recusarão a usar este título! Eles se humilharão, e não se exaltarão tanto quanto vocês! Este é o coração do verdadeiro líder levantado por Deus.

Ao encerrar, deixe-me advertir novamente os que utilizam o título de “apóstolo” ou “profeta” na igreja. Deus virá para limpar sua casa, e se você não é verdadeiro, ele começara a limpar a casa por você. É simples assim! Você precisa se arrepender urgentemente dessa tão grande presunção. Bem, estou avisando!


Nota do tradutor: É importante que a igreja use parâmetros bíblicos para julgar esses tais apóstolos, como fazia a igreja de Éfeso, elogiada por Jesus: “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos” (Ap 2.2). Se você escreve em inglês, concorde ou não com o que o autor escreveu, o endereço do Andrew Strom é:
prophetic@revivalschool.com

Fonte: Urro do Leão


18/01/2011

TRAGÉDIA e ACIDENTE: gente ficou ferida e outros morreram!





Uma tragédia acontecera. Pilatos misturara o sangue de alguns Galileus com o sangue dos sacrifícios que eles ofereciam em seu culto fora de lugar, fora do Templo de Jerusalém.

Outra tragédia aconteceu logo depois. A torre do Tanque de Siloé desabou e matou as 18 pessoas que lá estavam.

Jesus estava andando pelo país...

Então, chegaram as notícias.

O Senhor soube? Soube o que Pilatos fez? Soube o que houve com os crentes na torre que caiu?”

Eles queriam um juízo, uma explicação, uma condenação, uma lógica moral. Afinal, esse negócio de tragédia — pensam os crentes —, é coisa para descrente e para crente em pecado; pois, a teologia dos crentes sempre foi a dos “amigos de Jó”: tragédia é o fruto do pecado; e é sempre juízo de Deus contra o pecador.

Sim! Desse modo pensam sempre os crentes, exceto quando a casa que cai é a deles!

Mas quando a casa cai e a residência é a do descrente ou a do crente “desviado ou em pecado”, então, está tudo explicado!

Jesus, porém, ouviu as insinuações que as “questões” induziam ao pensar, e, sem falar delas, apenas disse:

Vocês pensam que os Galileus da tragédia eram mais pecadores do que os demais Galileus que não morreram? Ou que aqueles 18 sobre os quais a torre caiu eram mais pecadores do que os demais habitantes de Jerusalém? Em verdade eu digo a vocês não eram. Mas se vocês não se arrependerem, todos igualmente perecerão”.

Para Jesus telhados que caem são apenas telhados que caem; e podem cair sobre a cabeça de qualquer um. Para cair, basta estar no alto, e, para matar, basta que haja gente em baixo.

No entanto, sabendo como os “crentes das noticias de tragédias” são como pessoas, Jesus apenas disse:

Não é o modo da morte que conta. É o modo da vida que conta. Se vocês continuarem a viver assim, morrendo, sem Deus, porém cheios de religião, ainda que vocês morram de velhos, todos, todavia, independentemente do modo da morte, perecereis para a eternidade; posto que cuidaram apenas de julgarem os mortos, e não aprenderam a viver a vida dos vivos!

Não importa o modo da morte. Importa sim o modo da vida; pois, se não mudarmos de mente, todos,igualmente, veremos não um céu de gesso, como o da Renascer, cair na nossa cabeça, mas veremos os céus mesmo, desabando sobre nós e sobre nossas incuráveis arrogâncias.

Oro por todos. Por todos mesmo: os acidentados, os feridos, os enlutados, os aflitos...

Oro também para que, não pelo telhado ou pelas mortes, mas pela vida, que os responsáveis espirituais por este povo agora ainda mais perdido e confuso convertam-se à vida que é; e que não é como eles ensinam ao povo que seja; e a prova disso é que os telhados caem e não há ninguém que possa decretar ao contrário.

O convite de Jesus não é para que se pondere sobre as tragédias, mas sim sobre a vida que nunca é trágica, mesmo quando as tragédias se abatem sobre ela.

Sim! Tal vida não julga a Graça de Deus por dinheiro, prosperidade ou sucesso humano; mas, exclusivamente, pelo testemunho de coerência com o Evangelho, ainda que se esteja morrendo a morte mais louca e insana, como a de João Batista, cuja cabeça foi servida em um prato a fim de que Herodes fizesse a corte de uma jovem que ele desejava ‘comer’ como quem come um pedaço de picanha.

Silêncio! O Senhor está no Seu Santo Templo! Cale-se diante Dele toda a Terra!


Nele,


Caio
19 de janeiro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

24/12/2010

Deus Conosco - Emanuel

Posto o cartão de felicitações que enviei aos meus clientes e que extendo os votos aos leitores do Blog.
Abraço a todos e obrigado pela compania em 2010.

06/10/2010

"Estamos vivendo um momento de ruptura"

Entrevista com: Robinson Cavalcanti

A que o senhor atribui a inesperada votação obtida por Marina Silva?

Acho que ela representou uma proposta de ética, não só de discurso mas de exemplo de vida. Somaram-se a ela muitos dos que apoiaram o Governo Lula e tinham críticas a possíveis comportamentos éticos, os que tinham maior preocupação com o meio ambiente, pessoas da uma classe média e de uma juventude que não se identificava com as duas propostas, de Dilma e de Serra. Também os setores religiosos, tanto de católicos quanto evangélicos que enfatizam muito valores na questão da vida. É até uma identificação simbólica porque, ao mesmo tempo que Marina foi militante católica da Teoria da Libertação, incorporou os pentecostais porque é membro da Assembleia de Deus e viu uma adesão grande das igrejas protestantes históricas.

O que mais lhe chama a atenção e que pode ser importante no voto do segundo turno?

Há um ponto central: Por herança do positivismo, indo para o marxismo, as pessoas não entenderam que há uma diferença entre Estado e nação. O nosso Estado é laico, mas a nação é religiosa. As elites pensantes não entenderam que o Estado é um ente político-jurídico, enquanto a sociedade tem uma história, cultura e valores. Isto antropologicamente é denominado nação e ela é formada por religiosos. Detectar que os eleitores querem a expressão das suas crenças e valores é entender que existe uma nação pulsante dentro do Estado. Estamos num momento de ruptura, de compreensão desses novos paradigmas. Os políticos vão ter de entender isso, senão vão perder a eleição.

E qual seria essa ruptura?

A discussão é: os eleitores fazem parte da nação e não se pode dizer numa eleição 'por favor, não leve em conta suas crenças religiosas no espaço público'. Esse é um discurso da ideologia secularista que nos une agora no século 21 à Europa Ocidental. Ocorre que não estamos na Europa Ocidental. É preciso se entender que o ser humano não é só economia, não é só racionalidade. É um ser múltiplo, um ser cultural e um ser ético.

Olhando pelo ângulo inverso: o que teriaatrapalhado a candidata da ex-ministra Dilma?

Por um lado, um papel não isento da imprensa. Segundo lugar, o escândalo da Erenice (Guerra) porque a bandeira do PT sempre foi da ética. Depois, a candidatura de Marina, que quebrou a polarização. Há outros fatores, como a orquestração suja de boatos em que se passou a acusar a Dilma com frases como "nem Jesus Cristo é capaz de me derrotar". Isso teve um efeito muito grande. Tenho uma rede de igrejas e projetos sociais que me faz circular e noto que as pessoas estão profundamente confusas com isso.

Em virtude desses boatos, é possível se apontar uma tendência dos evangélicos para o segundo turno?

As pessoas estão muito mais fazendo perguntas que elaborando respostas. Estão num momento de dúvida. Pouco se fala da questão religiosa, mas ela é profunda e representa muito, inclusive porque é grande a percentagem de protestante na população.

E qual será a lógica predominante entre os evangélicos na hora da escolha?

Para mim, o discurso que sensibilizará é um discurso que caminha para o social-progressista e de uma lógica moral conservadora.
 
Fonte: Diário de Pernambuco