17/10/2009
Diferença entre cristianismo e religião
Mensagem descrita em Atos 19:23 onde a partir da fala de Demétrio Ed analisa os fundamentos do paganismo fazendo uma ligação com o cristianismo pagão de nossos dias.
link para baixar a mensagem
http://www.4shared.com/file/141583482/b2758779/Ed_Rene_Diferena_entre__Cristianismo_e_Religio.html
12/10/2009
Um Jesus para o século XXI
Jovem Rico.
Jesus e as crianças
Cegos guiando cegos
Os convidados para as bodas
Perdoando os inimigos e caminhando um milha extra.Desde o início do Cristianismo, é comum o uso de imagens para passar os ensinamentos do Evangelho. O que Michael Belk fez foi trazer Jesus para circunstâncias da modernidade. A re portagem da Gazeta do Povo mostrou as fotos de Journeys with the Messiah para padres e pastores, que aprovaram a ideia. “Je sus é verdadeiro Deus, mas também verdadeiro homem. Belk conseguiu transmitir o que deve ter sido esse homem Jesus e o que Ele pode significar para nós”, diz o padre Alexsander Lopes, assessor do Setor Juventude da Arqui diocese de Curitiba.
Belk conta que já tinha uma carreira estabelecida quando se sentiu “provocado” por Deus. “Ele me perguntava o que eu estava fazendo com o que eu tinha conseguido”, afirma, em entrevista por e-mail à Gazeta do Povo. Daí veio a ideia de fotografar Jesus. Belk escolheu Sassi di Matera, a mesma cidade italiana onde Mel Gibson filmou A Paixão de Cristo, e encontrou um ator italiano para fazer o papel de Jesus. Tudo foi bancado por Belk e sua mulher.
Enquanto as fotos com crianças são unanimidade, outras causam espanto, caso de The second mile, em que Jesus, rifle às costas, conversa com um oficial nazista. “Jesus ensina a perdoar, ele jamais portaria uma arma”, diz o padre Alexsander. “Mas e se Ele pegou a arma do nazista, desarmando-o?”, sugere Vera Immich, pastora luterana. Seu marido, o também pastor Odair Braun, gostou das fotos. “Quando pregamos, nosso desafio é justamente trazer o texto bíblico para o dia-a-dia – é o que o fotógrafo fez”, afirma.
No entanto, o trabalho também recebeu algumas críticas. O padre Alexsander aponta um certo erotismo em algumas imagens. “Belk faz alguns ataques à religião institucional. É fácil dizer ‘Cristo sim, religião não’, mas isso leva ao relativismo. E Jesus disse que Ele era a Verdade”, afirma o padre Dana Lundburg, dos Le gionários de Cristo, sobre as legendas das fotos Embrace (em que Cristo aparece sorridente ao lado de clérigos de outras religiões) e Watch your step (uma releitura da parábola dos cegos guias de outros cegos). O sacerdote, no entanto, elogia a mensagem das fotos como “profunda e muito inspiradora”.
O objetivo de Belk é expor as fotos ao redor do mundo, em telões ou em locais muito frequentados, como terminais de transporte público. “O Brasil está na lista”, antecipa. Enquanto isso, o site terá de ser suficiente. “A equipe da loja virtual está trabalhando para podermos receber pedidos de outros países”, diz o fotógrafo, referindo-se ao livro e ao DVD.
As fotos de Journeys with the Messiah estão no site www.thejourneysproject.com – o site tem loja virtual, mas por enquanto só vende para os Estados Unidos.
07/10/2009
Para que outros possam viver
Transcrição C. L. Costa

Para que outros possam viver vale à pena morrer. Nas palavras de II Coríntios, capítulo 4, para que outros possam viver, não apenas vale à pena morrer, como, deve-se morrer. Para que outros possam viver, deve-se. É necessário morrer para que haja vida. Trazendo sempre em nosso corpo o morrer de Jesus para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. Pois nós que estamos vivos somos sempre entregues a morte por amor a Jesus para que sua vida também se manifeste em nós de modo que, em nós, atua a morte para que em vocês e em outros atue a vida.
Assim como a semente que não morre não germina e é incapaz de gerar frutos, aquele que não morre é incapaz de gerar vida. Se não fosse o sangue do cordeiro; se não fosse o sangue de todos os mártires que vieram antes de nós; se não fossem aqueles que vivem como se não pertencessem a este mundo; não seriamos conhecedores das boas novas da vida.
Mas se as coisas são assim, se isso é a verdade, se isso reflete a realidade, se o Senhor teve toda a intenção de dizer exatamente o que ele disse, por que é então que não morremos? Por que é então que o mundo está cansado de ver uma igreja que deveria carregar a mensagem da morte, mas não carrega? E não carrega é porque ela mesma se recusa a morrer. E se a ordem é essa por que é então que não vemos mais vida sendo geradas; nações sendo alcançado em meio à voluntária entrega da vida por parte daqueles que dizem ser cristãos? Por quê?
Porque existe algo de muito errado em nosso meio que chamamos de evangelho do reino de Deus. O evangelho do reino de Deus e não o evangelho dos homens para os homens; não o evangelho do reino desta terra para esta terra; não o evangelho do seu reino para você mesmo para seu beneficio; mas o evangelho do reino de Deus para o beneficio de Deus.
Existe algo de muito errado porque estamos confundindo o evangelho do reino de Deus que é para Deus com outros evangelhos e o povo por falta de líderes que preguem o que o povo precisa ouvir e não o que o povo quer ouvir, o povo está adorando outros bezerros de ouro. E o grande bezerro de ouro dos nossos dias é a “benção”, é a “vitória”, é a “conquista”. É o bezerro da prosperidade: é a minha saúde, é o meu bem estar, é o meu conforto, é a minha necessidade, é o meu reino, é a minha vida.
Sete passos para alcançar a bênção aqui; quarenta dias do jejum da vitoria ali; doze maneiras para ser prospero um pouco mais adiante; e trezentas e dezoitos formas para você fazer com que Deus faça aquilo que você quer que ele faça. Não importa se ele queira fazer ou não. Porque afinal o modelo de Jesus: “não seja feita a minha vontade, mas a sua”; serve para Jesus, serve para o filho de Deus, não serve para mim, não serve para a igreja.
Quantos já foram a uma campanha que dizia: “campanha do negue-se a si mesmo”, “campanha dos três passos para morrer”, ou “campanha das sete maneiras de amar o meu próximo como a si mesmo”, ou “campanha de quarenta dias de jejum para que eu possa carregar a minha cruz”. Não? Nunca foi? Por que não?
“Ora, porque o importante não é isso. O importante é ter o carro do ano. O importante é ser abençoado e mostrar o quão abençoado sou, eu preciso mostrar... Porque afinal de contas se ando de carro importado é porque Deus me deu. Porque é muito obvio que Deus está muito mais preocupado com meu ego. Eu sou tão espiritual e abençoado que é muito óbvio pra mim, e é muito óbvio só pra mim; que Deus está mais preocupado em colocar dinheiro em minhas mãos para que eu possa comprar coisas caras e tolas do que estar preocupado em colocar recursos sobre os meus cuidados para que eu possa de alguma maneira aliviar a dor dos aflitos. Porque Deus é tão bom para mim, ele é tão sábio e misericordioso, que prefere que eu compre para mim o meu centésimo par de sapatos. Ele prefere que eu faça isso mais que comprar algumas marmitas para dar de comer as crianças de rua. Porque o importante é encher o meu celeiro até onde der. O importante é o meu reino, é a minha justiça.”
“Eu trabalhei, eu suei... Não, não, não... não foi Deus quem me deu, não foi Deus quem me abençoou. Fui eu quem ganhou. É justo, eu trabalhei é meu! Porque o importante é viver como se não houvesse morte. E Deus que me livre de pensar em morte. Coisa negativa não é de Deus. O importante é eu viver como se não houvesse morte para que quando minha hora chegar eu venha morrer como alguém que nunca quis viver.”
Porque está escrito na palavra de Deus em Marcos capítulo 8:31-38 e Mateus 16:21-28:
“E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria. E dizia abertamente estas palavras. E Pedro o tomou à parte, e começou a repreendê-lo.” (vs. 31, 32)
Vejam, desde o inicio a igreja se escandalizou com a mensagem da morte!
“Mas ele, virando-se, e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens. E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” (vs. 33, 34)
Se quiser, se alguém quiser...
“Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.” (vs. 35-38)
Quem fizer de tudo para garantir a sua vida neste mundo não merecerá a vida no outro. E quem fizer de tudo para garantir a sua vida no outro mundo, perderá a sua vida neste. Perderá o controle de sua vida neste mundo. Quem viver de olho nos tesouros deste mundo receberá somente aquilo que este mundo é capaz de dar, mas quem viver com os olhos fixos no tesouro eterno, este receberá aquilo que a eternidade tem para dar.
Entendam algo, sabem por que existem religiosos fanáticos que se matam, que se suicidam, que dão sua vida para ser destruída? Porque eles estão pensando na eternidade, estão de olho na eternidade. E sabe por que você se recusa a negar a si mesmo e entregar o controle de sua vida a Deus? Porque você está pensando demais nesta vida. E mais, sabe por que estes fanáticos acabam dando suas vidas? Porque eles passaram a vida toda ouvindo de seus mestres que morrer é algo valioso, bom, nobre e honroso. Que morrer gera vida.
Mas, e a igreja? Onde está a igreja? Onde está a voz profética? Onde estão os que pregam a verdade? Onde estão os que pregam: morram! Onde estão os mestres de Deus a gritar: morram!... Pra viver, morram! Por amor a Cristo, morram! Por amar a Deus acima de tudo, morram! Onde estão?
Por que os missionários Moravianos se vendiam como escravos para poderem pregar aos escravos? Porque alguém os ensinou que essa vida não vale a pena ser vivida se não for vivida para Deus. Porque alguém os ensinou que para que outros pudessem viver valia à pena morrer.
Enquanto muitos parecem estar fascinados demais com mestres que pregam apenas vida nesta vida. Mestres que destorcem o significado de vida em abundancia. Apesar disso existem alguns remanescentes que se recusam a se prostrar diante dos bezerros de ouro. Existem ainda alguns que se permitem ser afligidos por amor a Cristo. Alguns que entenderam a voz do Espírito de Cristo, do Cristo que deu o exemplo a ser seguido não apenas em vida, mas na morte de cruz e são capazes de dizer: já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim!
Amados, a vida é para os que crêem e os que crêem não devem ter medo da morte. Quem tem medo da morte não crê e quem não crê não viverá. A morte é o maior medidor da fé, os que morrem são os que crêem. E termino com o texto bíblico que está em II Timóteo, capítulo 4, versículos 2 a 4. Diz assim:
Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda a longanimidade e ensino. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos; e não só desviaram os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.
Preferindo acreditar nas mentiras de finais felizes. Que este não seja você para a gloria de Cristo Jesus. Amem!
Fonte: Urro do Leão
05/10/2009
Cansado de Teologia.
Fonte da imagem: Blog MetropolitanoPr. Walter R. da Cunha |
Cansado de teologia. É assim que me sinto. Cansado de ver um povo enganado, iludido, "declarando" e "profetizando" prosperidade. Cansado de ver tanta gente "bradando aos céus", "exigindo" e "cobrando" de Deus por promessas que o Todo Poderoso nunca fez. Durante nove anos vivi no meio de pessoas que "exalavam" fé. Uma fé sem resultados. Uma fé inútil. Vi pessoas que não tinham dinheiro nem para pagar o ônibus que os levavam até a "igreja". E foram essas mesmas pessoas que deram a seus líderes dinheiro suficiente para comprar carros blindados e mandar os filhos estudarem no exterior. Quanta incoerência! Enquanto esses líderes pregavam a tal "teologia" que os tiraria da crise financeira, as pessoas continuavam vivendo a mesma vida de dificuldades, e muitas vezes, com um certo "ressentimento" para com Deus, que não cumpria com aquelas promessas que saiam do púlpito. Vi gente preocupada em combater o gafanhoto, sem perceber que este se apresentava com a bíblia na mão sobre o altar. Em todos esses anos, vi uma teologia cheia de facilidades. Onde a porta larga conduzia ao céu e a estreita à perdição. Vi uma teologia onde o Espírito Santo fazia de tudo: fazia pessoas caírem no chão, rirem descontroladamente, falarem em línguas "estranhas"; só não fazia uma coisa: gerar arrependimento para santificação. Vi ainda apóstolos. Auto-entitulados. Os que não eram auto-entitulados, foram ordenados por homens que eram. Vi homens se dizerem íntegros e "de probidade", mas eram corruptos e endemoninhados. Conheci uma teologia que nos fez "deuses". Conheci uma teologia de mentiras, de palavras que voltam vazias, de profecias que não se cumprem nunca. Conheci uma teologia de emocionalismos. De música de fundo na hora da oração que leva a emoção; De voz trêmula para gerar o choro; de teatro, de frases mentirosas como: "Eu sinto a presença de Deus", quando o que realmente se sentia era o desejo de manipular as pessoas. Conheci uma teologia de orgulho e soberba. Uma teologia de homens que se diziam ser donos da verdade. Conhecedores da "revelação completa". Conheci uma teologia que subestima os reformadores. Afinal, sua "doutrina" é superior. João 10:10 - "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". Conheci a teologia criada pelo Demônio. A teologia que rouba o povo de Deus, mata os sonhos e destrói a confiança no Evangelho. O mais triste, é que eu fui mais uma vítima desta teologia. I Timóteo 4:1,2 - "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência". DEUS ME SALVOU DESSA TEOLOGIA. Hoje, vivo a Teologia da verdade. A Teologia bíblica. A Teologia que não acrescenta nada a Palavra. Vivo a verdadeira Teologia da Graça. A Teologia que não cobra nada de Deus. Pede pela "Sua misericórdia". Vivo a Teologia do Pai Nosso, a Teologia do arrependimento diário. A Teologia da gratidão a Deus. Hoje, vivo a Teologia que ao invés de buscar a bênção, busca o abençoador. Hoje, vivo uma Teologia que não distorce as Escrituras. Vivo a Teologia de Deus.
Fonte: Celebrando a Deus, via Pavablog |
Duerme, duerme La Negra - Mercedes Sosa

Gracias A La Vida | Graças à Vida |
| Gracias a la vida que me ha dado tanto | Graças à vida que me deu tanto |
| Me dio dos luceros que cuando los abro | Me deu dois luzeiros que quando os abro |
| Perfecto distingo lo negro del blanco | Perfeito distinguo o preto do branco |
| Y en el alto cielo su fondo estrellado | E no alto céu seu fundo estrelado |
| Y en las multitudes el hombre que yo amo | E nas multidões o homem que eu amo |
| Gracias a la vida que me ha dado tanto | Graças à vida que me deu tanto |
| Me ha dado el oído que en todo su ancho | Me deu o ouvido que em todo seu comprimento |
| Graba noche y día grillos y canarios | Grava noite e dia grilos e canários |
| Martirios, turbinas, ladridos, chubascos | Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros |
| Y la voz tan tierna de mi bien amado | E a voz tão terna de meu bem amado |
| Gracias a la vida que me ha dado tanto | Graças à vida que me deu tanto |
| Me ha dado el sonido y el abecedario | Me deu o som e o abecedário |
| Con él, las palabras que pienso y declaro | Com ele, as palavras que penso e declaro |
| Madre, amigo, hermano | Mãe, amigo, irmão |
| Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando | E luz iluminando a rota da alma do que estou amando |
| Gracias a la vida que me ha dado tanto | Graças à vida que me deu tanto |
| Me ha dado la marcha de mis pies cansados | Me deu a marcha de meus pés cansados |
| Con ellos anduve ciudades y charcos | Com eles andei cidades e charcos |
| Playas y desiertos, montañas y llanos | Praias e desertos, montanhas e planícies |
| Y la casa tuya, tu calle y tu patio | E a casa sua, sua rua e seu pátio |
| Gracias a la vida que me ha dado tanto | Graças à vida que me deu tanto |
| Me dio el corazón que agita su marco | Me deu o coração que agita seu marco |
| Cuando miro el fruto del cerebro humano | Quando olho o fruto do cérebro humano |
| Cuando miro el bueno tan lejos del malo | Quando olho o bom tão longe do mal |
| Cuando miro el fondo de tus ojos claros | Quando olho o fundo de seus olhos claros |
| Gracias a la vida que me ha dado tanto | Graças à vida que me deu tanto |
| Me ha dado la risa y me ha dado el llanto | Me deu o riso e me deu o pranto |
| Así yo distingo dicha de quebranto | Assim eu distinguo fortuna de quebranto |
| Los dos materiales que forman mi canto | Os dois materiais que formam meu canto |
| Y el canto de ustedes que es el mismo canto | E o canto de vocês que é o mesmo canto |
| Y el canto de todos que es mi propio canto | E o canto de todos que é meu próprio canto |
| Gracias a la vida, gracias a la vida | Graças à vida, graças à vida |
Só Peço a Deus
Dan Torres
Eu só peço a deus que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu devia
Eu só peço a deus que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucado brutalmente
Eu só peço a deus que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência dessa gente)
Eu só peço a deus que a mentira não me seja indiferente
Se um traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente
Eu só peço a deus que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganado
Pra viver uma cultura diferente
Solo le pido a diós que la guerra não me sea indiferente
Es um monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
01/10/2009
Jesus vai a igreja

Foi um encontro inusitado. Jesus estava passeando pelas ruas de Brasília, passou pela rodoviária do Plano, aquela multidão, ninguém o reconheceu. Viu um jovem a passos largos, bíblia embaixo do braço, se aproximou:
- Olá rapaz! Jesus aborda o jovem que apressa ainda mais o passo.
- Olá moço. Desculpe, estou com pressa. O jovem demonstrou desgosto pela interrupção do estranho.
- Tudo bem, eu que me desculpo pela interrupção. Jesus conhecia os seus pensamentos. Você está indo a algum lugar especial?
- Estou indo para a igreja!
- Indo à igreja?
- É! Frequento a Igreja Pentecostal dos Milagres de Jesus... Pô, eu estou com pressa, o culto já começou, dá para dar licença. O jovem quase começa a correr, tentando se esquivar daquela situação desagradável com o estranho. Alguém que aborda o outro na rua, não deve ter boas intenções.
- Igreja Pente... (imagine a cara de Jesus nesse momento). Posso ir com você?
- Ãããã... Vamos, não tem problema. Mas ai se alguém perguntar você fala que frequenta a minha célula.
- ...
Já na entrada do templo ambos são recebidos por um diácono que prontamente indica um local com cadeiras vazias.
- Quem é? Jesus pergunta apontando o diácono com a cabeça.
- É o Diácono Manoel.
- Ahhhh. Ele que cuida dos pobres e zela para que na igreja não tenha nenhum necessitado?
- Hein???? O Manoel? Ele é diácono, não a Madre Tereza. Fica quieto senão ele vem aqui. Pô, nunca veio em uma igreja não? Senta ai...
- Na verdade ir a igreja é um conceito novo para mim, sempre preferei fazer parte do Corpo. Mas e você, como anda sua vida? O que...
- Psssssiiiuuu. O jovem interrompe bruscamente a conversa. Fica quieto ai! O pastor tá pregando lá, tá vendo não?
- Mas, aqui não é a igreja? O local onde se reúnem os filhos de Deus? Onde a família do Pai celestial se junta em um só coração, compartilham suas vidas necessidades, se ajudam mutuamente?
- Cara, de que planeta você veio hein??? Aqui é igreja, tá viajando? A gente vem, escuta a palavra, dá a oferta e vai embora. O jovem acha graça daquele estranho, com idéia totalmente novas e desconhecidas.
- Mas e quando vocês conversam?
- No fim do culto ué! Caaara, vou acabar com problemas por causa dessa conversa. Sou aspirante e o Manoel tá me filmando lá da porta.
- Então quando acaba o culto é que a igreja se relaciona? O culto não é o momento no qual o meu ... o Corpo de Cristo manifesta a graça do Espirito? Um tem salmo, outro ensino, outro revelação... e todos falam para edificação mútua?
- Vééééiiii. De onde você tira essas idéias malucas? Para você falar algo tem que ter 12 discípulos, ai se candidata a aspirante. Quando for promovido a oficial pode falar na célula. Meu, pelo menos fala que é da minha célula viu?? Você já me queimou mesmo com essa falação toda. Se ficar de boa eu te levo para conhecer meu líder, aí você fala essas paradas com ele.
- Então, na célula vocês compartilham suas necessidades, dons e graça do Espírito?
- Não rapá, a célula é para ganhar mais pessoas para Jesus!!!!
- Ganhar... para Jesus? E depois, o que fazem com quem vocês dizem que ganharam?
- A gente põe eles para abrir novas células, lógico!
- Entendo, foi bom falar contigo. Jesus se levanta no meio da palavra e estende a mão ao jovem.
- Ué não vai assistir o culto?
- Não, obrigado, não sou muito de assistir... vou lá fora cultuar.
O jovem fica triste, pois Jesus saiu antes do apelo e ele viu que perdeu a oportunidade de levar mais um para sua célula. Após o término do culto, a caminho da rodoviária do Plano ele vê Jesus, sentado, cercado de pessoas de má indole, conversando alegremente. Não consegue se segurar:
- Owwww, você não disse que ia sair da igreja para cultuar??? O que está fazendo então cercado desses mundanos pecadores????
Não leve essa história herética a sério. Todos nós sabemos que para Jesus o que fazemos não é novidade!
30/09/2009
28/09/2009
27/09/2009
25/09/2009
CAIO FÁBIO: Ovelha em pele de lobo
De todas essas figuras controvertidas, uma delas exerce sobre mim uma enorme influência, e apesar da polêmica e do escândalo envolvido com o seu nome, não tenho vergonha de dizer: Sou um admirador do trabalho realizado pelo pastor Caio Fábio D’Araujo. Polêmico, existencialista, agitador, Caio reúne suficientes predicados para deixar os golpistas eclesiásticos de cabelo em pé!
Muito criticado, silenciado e perseguido por vários pastores, Caio Fábio viveu dias horríveis. Após o escândalo moral envolvendo a sua pessoa, o adultério seguido do divórcio, bem como a confissão em sua auto-biografia, o reverendo amazonense se desvelou ao público, abriu seu coração como nenhum outro, tirou a máscara e teve a ousadia de revelar ao mundo a sua verdadeira face. Sua hipocrisia, sua conduta dúbia, tudo isso foi delatado por ele mesmo, resultando no ostracismo ao qual ele foi submetido por alguns anos.
Não quero com isso justificar a atitude do Caio. Adultério é pecado, causa um tremendo estrago, deixa cicatrizes profundas e em alguns casos a ferida nunca fecha completamente, e o Caio sabe disso. Contudo, que direito temos nós de punir um homem por algo que ficou lá no passado, e que certamente Deus mesmo já perdoou? Será que Caio, em plena vigência da Graça, foi privado por Deus do perdão enquanto Davi, na dispensação da Lei, foi perdoado pelo Criador? Pecado é pecado, mas não sejamos cínicos: Assim como há pecado, também há perdão.
Acontece que, como todas as coisas – a longo e a médio prazo – cooperam para o bem dos que amam a Deus, assim também o pecado de Caio foi o ponto de partida para um renascimento. Das trevas do ostracismo religioso, do desamparo e do pecado, nasce um Caio ainda mais destemido, mais apaixonado e agora, ainda mais disposto a militar contra esse “evangelhocumba”, o neopentecostalismo sincrético e podre que contamina a alma dos crentes. A razão disso? Impossível dizer ao certo. Talvez as denúncias dele sejam resultantes do seu destemor, uma vez que sua vida pregressa é um livro aberto (literalmente!), e tudo quanto alguém poderia usar contra ele já foi dito por ele mesmo. Talvez tal ousadia seja apenas o cumprimento da palavra: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”.
Recentemente, um caso noticiado pelo site do referido pastor me deixou indignado. Fora o caso do seminarista que, imbuído de ódio contra ele, estuprou a ex-namorada. O resultado, além dos traumas que tal crime ocasionará, foi uma gravidez indesejada. Digo indesejada pelo modo como aconteceu, e não por uma predisposição da mãe ao aborto. A jovem, estudante universitária e administradora de um irrisório salário de 650 reais, esta decidida: Vai criar o filho no temor do Senhor. O bandido estuprador ameaçou a ex-namorada, caso a mesma pretendesse denunciá-lo; a reprimenda do bandido foi endossada pelo pastor da sua denominação. Na minha opinião, dois safados da pior espécie. Meu primeiro impulso: Encher a cara dos dois de porrada. Mas, infelizmente (ou não), nem tudo se resolve assim. A justiça, ao menos em teoria, ainda serve para legislar sobre estes temas.
O caso tem sido tratado com muito carinho e atenção pelo Caio. Ferido na alma muitas vezes, ele adquiriu o dom da empatia. Somos atribulados para consolar,escreveu Paulo à igreja Coríntia...
A jovem violentada, embora seja uma personagem real, é também um tipo, uma figura análoga, um arquétipo. Ela representa o anseio de uma juventude que cansou de ser evangélica, de ostentar títulos e placas denominacionais, de viver debaixo do jugo do legalismo disfarçado de santidade, do espiritismo disfarçado de pentecostalismo, da soberba disfarçada de autoridade espiritual. Gente ferida, machucada por dentro e (as vezes) por fora, e que encontra nele uma espécie de pai e profeta.
Enquanto Silas Malafaia busca manipular e dividir a opinião evangélica, alternando-se entre a venda de indulgências e a defesa da moral cristã, disfarçando-se de homem piedoso e militante pró-familia, Caio está curando as feridas de uma ovelha machucada. Enquanto Silas, Morris e Macedo devoram as o rebanho, o pastor ferido vai em busca da ovelha fraca, deixando no aprisco as noventa e nove.
Com uma aparência estranha, barba e cabelo comprido, o pastor mais parece um João Batista contemporâneo, a apontar o dedo contra a corrupção religiosa vigente. Toda pinta de lobo, alguém dirá. Concordo plenamente; no atual meio evangélico, onde a estética sobrepassa a ética e a aparência transcende à essência, Caio pode ser facilmente categorizado como lobo. Mas, se olharmos para os frutos, se aprendermos a olhar mais para o interior que para o exterior, se valorizarmos o espírito mais que a matéria, concluiremos que Caio ainda é uma ovelha. Uma ovelha em pele de lobo...
Continuarei orando pelo ministério de Caio Fábio. E espero, sinceramente, que muitas Estações do Caminho sejam inauguradas em todo Brasil. Orarei também para que se levantem mais homens comprometidos com a verdade, verdadeiros pastores – treinados pela vida – para oferecer apoio, esperança e consolo àqueles que, feridos em nome de Deus, não possuem mais nenhuma razão humana para continuar acreditando. Aliás, é justamente quando as razões humanas terminam, que nasce a verdadeira fé.
***
Postado por Leonardo Gonçalves, com amor e temor, no Púlpito Cristão.