24/02/2009

Restitui! Eu quero de volta o que é meu!






Há pouco mais de um ano publiquei aqui no Blog um texto do Bispo José Ildo Swartele de Mello, da Igreja Metodista Livre com o título O engano da Teologia da Restituição e do direito do crente – “Restitui! Eu quero de volta o que é meu!”, e hoje navegando no Site Na Freqüência, li um artigo de José Barbosa Junior sobre o mesmo tema, e que disponibilizo para os leitores avaliarem e de fato entenderem o porque de estar tão raso de conteúdo e cheio de heresias o que se canta e se vende como última revelação de Deus aos Lei Vitas, para que o povo (consumidor e reprodutor do modismo) seja abençoado e próspero.

Boa leitura!!

Restitui...

Restitui... eu quero de volta ao que é meu...
O que realmente é meu?

Havia um homem, na terra de Uz, chamado Jó. Homem fiel e temente a Deus, íntegro em todos os seus caminhos...


Um belo dia (belo pra quem conta a história, nunca pra quem a vive), Jó recebe uma notícia, uma não... várias... ele perdera tudo, todos os seus bens e o pior, todos os seus filhos. Amargurado, triste, arrasado (imaginem um pai perder num só dia seus dez filhos), impregnado pela dureza que a vida lhe impusera naquele momento, Jó ergue-se do chão, levanta a voz e canta ao Senhor:
" - Restitui... eu quero de volta o que é meu!!"


Você e eu sabemos que não foi isso o que aconteceu, mas é sobre isso que eu quero falar... sobre essa onda de "restituição" que mais uma vez é trazida pelos "levitas" que nunca levitaram, nem levitarão, mas causam sempre grande confusão em nosso meio já tão confuso.



Vivemos pela graça. Graça foi, é e sempre será favor imerecido. TUDO o que recebemos das mãos de Deus é graça. Não temos direito a nada. Quando a Bíblia fala de sermos co-herdeiros com Cristo não está falando de coisas deste mundo, mas da glória que em nós há de ser revelada no dia de Cristo Jesus. Jó parecia entender isso desde o Antigo Testamento, ou seja, no início de tudo (segundo alguns estudiosos Jó é o livro mais antigo da Bíblia) já havia a noção da graça, que hoje tenta ser anulada pelos apaixonados extravagantes re-judaizantes.



A idéia de termos “direitos” diante de Deus é egoísta, hedonista e humanista. O pior de tudo isso é que os defensores das idéias restitucionais ( que são os mesmos que reinvindicam, tomam posse, conquistam cidades profeticamente, etc...) dizem que os anos que nos foram roubados pelo INIMIGO, as coisas que nos foram tiradas pelo INIMIGO, os estragos feitos pelo INIMIGO vão ser restituídos pelas mãos de Deus, e utilizam-se de textos bíblicos sem o menor fundamento.



Senão vejamos: o texto bíblico mais utilizado para defender a idéia de restituição é Joel 2.25 (“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o MEU grande exército que EU ENVIEI contra vós outros”).



Entenderam ? Não foi o diabo que fez o estrago da vida de Israel. Foi Deus mesmo quem mandou os gafanhotos e só ELE é capaz de restituir o que ELE mesmo tirou. E mais... ele o faz porque quer e não por obrigação nenhuma. Às vezes é o próprio Deus quem nos tira tudo para aprendermos lições que nos servirão por toda a vida. Portanto, tenhamos o maior cuidado ao estarmos atribuindo ao diabo uma obra de Deus.



Fora isso, a idéia de restituição como direito (eu quero de volta o que é MEU) anula a graça. O que é a graça, senão recebermos de Deus tudo aquilo que não merecemos, que não nos pertence e que nos é dado gratuitamente por aquele que é Senhor de tudo e de todos ? Quando eu acho que sou dono das minhas coisas e que tenho "direito" sobre elas, automaticamente excluo o verdadeiro dono. Ninguém pode servir a dois senhores. Ou Deus é o dono de minha vida e por conseqüência dono de tudo o que me é dado, ou EU sou o dono de tudo e aí sim, sirvo a mim mesmo, tendo direitos exclusivos sobre aquilo que é “meu”.



Mas e os estragos feitos em nossa vida realmente pelo inimigo ? Deus não restitui ? Sinceramente, creio que não!! Deus faz tudo novo!! Ele não está disposto a remendar vidas, ele as faz novamente. Não recebemos uma “lanternagem espiritual” nova, recebemos nova natureza. O que o diabo fez no passado... fica no passado... “eis que faço NOVAS todas as coisas”, pois quem está em Cristo, “NOVA criatura é, as coisas VELHAS, já PASSARAM, eis que tudo se faz NOVO”.


Lembro-me do vaso nas mãos do oleiro. Ele não remendou o vaso, não colou com super-bonder ou durepox. Ele quebrou e tornou a fazer de novo...


Não há restituição, há nova vida, tudo NOVO.


Não há restituição, há nova vida, tudo NOVO. Não há remendos feitos por Deus, há cura integral e perdão total. Há novo nascimento, novidade de vida.


Quando entendemos isso, entendemos até as perdas que temos que enfrentar, sabedores de que Deus é soberano sobre nossas vidas e é ele quem nos dá o que quiser, a hora que quiser, para cumprir o seu propósito. Quando percebermos essa verdade, e só então, poderemos dizer como Jó: “O SENHOR deu e o SENHOR tomou; bendito seja o nome do SENHOR!”


Nele, que faz tudo novo,


José Barbosa Junior - Crer e Pensar - http://www.crerepensar.com.br/

Fonte Na Frequencia

3 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Não concordo com o que você disse, afinal, na canção, em momento nenhum eles dizem que Jó se levantou do chão e ergueu um clamor, quem se levanta do chão e ergue um clamor somos nós hoje. Você disse que NÃO HÁ RESTITUIÇÃO, o que me diz, então, do que está escrito em: JOEL 2:25 - que diz que o SENHOR "RESTITUIRÁ" os anos consumidos pelo gafanhoto. Também em: ISAÍAS 1:26 - que diz que o SENHOR "RESTITUIRÁ" os juízes como foram dantes. E eu creio sim que Deus faz novas todas as coisas.

Que a Paz de Cristo esteja contigo!

Atenciosamente: Amilton_Quadrangular

Claudio Silva disse...

Olá Amilton!

Obrigado por comentar, pois é assim que aprendemos, nas divergências podemos expressar ao nosso próximo como entendemos as crenças e
convicções e desta forma mutuamente nos edificarmos.
Não vou comentar tuas citações, pois a Palavra nos fornece um elementos para sustentar qualquer doutrina religiosa, inclusive a da restituíção,
me parece que o que falta entender para não cometer equívocos interpretativos é que "chave" que interpreta as Escrituras é Jesus.
Ele é maior do que os profetas, que as Escrituras. Ele é o Logos antes da fundação do mundo, Ele é a concreção de TODA a palavra e não vemos Ele ensinando
sobre a restituição (no sentido que a doutrina da restitução quer que se engula) nos Evangelhos.
Na minha modesta opinião, qualquer ensinamento em que o homem é o centro das necessidades e atenções e não o Senhor e sua vontade,
deve ser reconsiderado, nosso único direito era a morte e Ele nos restituiu a vida, se isso não for o bastante peça a Ele seu direito original a morte,
porém acredito que não será um bom negócio.
E a Ele seja a Glória eternamente.
No mais o texto é explicativo em seu objetivo, peço que o releia e me escreva novamente.
Leia também: O Engano da teologia da restituição.
http://sobrefeemaisumpouco.blogspot.com/2008/02/o-engano-da-teologia-da-restituio-e-do.html